Notas iniciais
AH MEU DEUS, PARA TUDO! COMO ASSIM A FIC JÁ TEM MAIS DE CEM COMENTÁRIOS E ATÉ UMA RECOMENDAÇÃO?! Sério, vocês não fazem ideia de quão feliz eu me encontro! Vocês fizeram me dia, pra valer! E, por isso, resolvi postar bem antes do que eu, ou até vocês, esperava. Ah, e antes que eu me perda no meu falatório, esse capítulo aqui é pra fofa da Miss M... Capítulo passado, além de vocês terem me deixado muito felizes com os comentários, nós tivemos um evento importante na fic. Lane parou de ser bobinha e decidiu ver o que acontecia no lugar onde ela deveria estra morando com o marido gato dela. Resultado: ela se ferrou uma vez mais! E o que ela fez? Saiu correndo e catando pneu da casa. E agora, a consequência de seu impulso... Godere P.S. Aqueles que achavam que eu sou muito má a ponto de fazer Lane sofrer um acidente, podem respirar calmamente. E ler, para saber o que acontecerá... hahaha.

Eu dirigi feito uma doida pelas ruas de Nova Orleans. Já havia sido xingada por pelo menos dez motoristas. Porém isso não me fazia reduzir ou para. Eu não fazia ideia de onde ia, ou para onde ir, somente seguia o fluxo. Entrava em avenidas e ruelas conforme achava que devia. Realmente, não sabia aonde queria chegar.

Por fim, acabei parando em frente a um bar moribundo em um bairro não muito diferente. Não fazia a mínima ideia de onde estava. Só sabia que queria sair de lá o mais rápido possível: aquele lugar me dava arrepios. Eu tentei ligar o GPS, que permanecera até agora deligado, mas a bateria acabara e o carregador não estava no carro. Tive então de sair do carro a fim de tentar pedir informações. Tranquei o carro, deixando a bolsa lá dentro e só levando a chave junto a mim.

Entrei no bar e os homens que ali bebiam logo começaram a me encarar e secar. Uns de suas mesas de madeiras surradas, tomando sua cerveja e sorrindo de maneira obscena, outros me observando sem pudor da mesa de sinuca enquanto esperavam sua vez. Eu me encaminhei ao balcão do bar, tentando não demostrar quão incomodada me sentia com seus olhares, e parei na frente, olhando para um homem que se encontrava secando um copo de vidro com um pano sujo.

–O que a senhorita deseja? – Ele perguntou, olhando-me mal-humorado.

–Você poderia me informar onde eu estou? – Perguntei nervosa.

–A garota deve ser nova na cidade... – Ele observou e pegou outro copo para limpar.

–Sim – Confirmei ainda nervosa, batucando meus dedos no balcão.

–Bem, então acho que a senhorita deveria usar o telefone e ligar para alguém lhe buscar – Ele sugeriu.

Confesso que fiquei tentada, mas logo a realidade tomou o espaço: para quem ligaria? Não tinha ninguém que pudesse depositar minha confiança aqui. Não havia ninguém em que confiava.

–Obrigada, mas... Eu não tenho ninguém para ligar – Recusei a proposta.

–Deve ter alguém, nem que seja um colega ou vizinho – Ele insistiu.

Estava prestes a voltar a dizer que não possuía ninguém quando uma mulher adentrou o bar, com seus saltos tilintando no piso frio. Ela aparentava ter no máximo quarenta e tinha cabelos vermelhos vivos e uma pele bronzeada. Ela usava um vestido preto justíssimo e um salto de pelo menos quinze centímetros. Além, claro, de olhos esfumaçados em preto e uma boca pintada de um vermelho tão chamativo quanto os seus cabelos. Ela se aproximou do balcão e parou ao meu lado. O homem com quem conversava olhou-a torto. Ela nem abriu os lábios e ele se virou para buscar uma dose de bebida para ele, enquanto ela abriu uma espécie de sorriso de vitória. A mulher olhou em volta do bar, observando, antes de parar seus olhos em mim e sorrir.

–Você é muito bonita – Ela elogiou-me.

–Obrigada – Agradeci tímida.

–Você não está sozinha, está? – Ela perguntou casualmente, como quem pergunta sobre as possibilidades de chuva: com levíssimo interesse.

–Estou – Confirmei.

–Ah...! Bem, se quiser uma ajuda por essas bandas... – Ela deu de ombros – Sabe, aqui é muito perigoso quando não se conhece a região...

–Obrigada, mas acho que recusarei... – Sorri minimamente.

–Oras, não seja orgulhosa! – Ela riu – Todos precisam de ajuda alguma hora...

O homem voltou com uma dose de uma bebida amarelada e entregou a mulher, que virou na garganta num gole só. Ela jogou algumas notas no balcão e se virou para mim.

–E então? Gostaria de ajuda? Não irei te cobrar nada, afinal, sei como é horrível estar perdida assim... – Ela sorriu.

Eu pensei um pouco, contraindo o lábio inferior, e o homem do bar se manifestou antes que pudesse me decidir:

–Olha, se eu fosse você, aceitava a oferta que eu te fiz. Pegue meu telefone e ligue para alguém, ao invés de sair por aí sem ao menos conhecer a cidade e as companhias.

A mulher, notando a alfinetada, olhou-o fria e sorriu falsa. Eu pensei mais. Por mais que estivesse tentada a ligar, não daria meu braço a torcer. Poderia ser inocente, mas também era muito orgulhosa. E também não suportava a ideia de ver novamente o rosto de Henry.

–Eu aceito sua oferta – Eu informei a mulher, que sorriu vitoriosa.

O homem do bar bufou, revirando os olhos e saindo de perto. A mulher desencostou-se do balcão e saiu gingado para a saída, fazendo os homens babarem ao acompanharem suas curvas. Eu a acompanhei para fora e ela começou a caminhar para longe dali. Pensava em dizer à mulher que estava de carro e que poderíamos ir no mesmo, mas ela pronunciou-se antes que pudesse:

–Minha casa é aqui perto, não andaremos muito.

Eu concordei e silenciei-me. Se a casa dela era perto, então não tinha necessidade de falar. Amanhã, quando acordasse, me despediria e agradeceria, indo em seguida pegar o carro e ia para Deus sabe onde.

A mulher virou num beco mal iluminado e deserto, com latas de lixo transbordando e um cheiro de decomposição no ar. Achei aquilo repulsivo, mas ainda sim a segui. Tão de repente quanto fora a entrada ali, dois homens musculosos surgiram e começaram a cercar a mim e a ruiva. Minha feição foi transformada pelo pavor, porém a ruiva não pareceu tão apavorada assim. Ela abriu um sorriso terrivelmente frio a eles e ele retribuíram duas vezes mais perversos. Com naturalidade e calma, ela abriu sua bolsa enquanto eu a observava temendo todo ao redor. Achava que ela retiraria a carteira de lá de dentro, porém o que vi foi uma ampola de vacina, com agulha e um liquido incolor dentro, sendo retirado da bolsa. Antes que pudesse perguntar-me o que ela faria com algo daquele tipo, ela espetou a agulha em meu pescoço, deixando todo o liquido fluir diretamente a minhas veias. Comecei a sentir-me tonta, com a visão turva, como na noite do assalto a mansão. Logo, perdi o equilíbrio e um dos homens me segurou antes que fosse de encontro ao chão. A última lembrança que tenho, antes de desmaiar, foi de um comentário da mulher acompanhava:

–Ela renderá uma boa grana.

POV Henry

Vi Lane afastar-se dirigindo igual a uma louca a picape azul que lhe dera de presente e dei ordens especificas aos seguranças para que nunca a deixassem usar. A garota, da qual nem sabia o nome, continuou a se agarrar em mim enquanto eu acompanhei o carro de Lane virar na esquina e fazer-me perde-lo de vista. Isso foi a gota d’água. A garota não soltara de mim, mesmo comigo tentando afasta-la numa boa.

–Me larga, porra! – Gritei, empurrando-a.

Ela soltou-me e desequilibrou-se, caindo na grama e abrindo o joelho. Seu olhar subiu para mim surpreso com minha ação, com lágrimas banhando-os, dando-me vontade de esmurra-la. Ignorei-a e andei em direção aos seguranças, mais que puto com aqueles imbecis. Eu não pagava a merda do salário deles para eles ficarem assistindo ao invés de agir.

–E vocês? – Gritei a eles, que logo se encolheram – Por que não a impediram, caralho?

Nenhum deles me respondeu. Como esperava: uns merdas covardes. Até que...

–Não sabíamos se era para impedi-la, senhor – Um deles se pronunciou, perto do portão.

–Não sabiam? – Sorri irônico, aproximando-me dele.

Parei a sua frente, encarando-o. Ele mantinha a cabeça meio baixa, num meio termo de coragem e medo.

–Sabe o que mais vocês não sabiam? – Perguntei a todos eles, olhando-os – Que se vocês não seguirem a merda daquele carro agora e não a trouxerem ela de volta a mim agora, vocês todos estarão numa merda de um saco no meio do mar amanhã há essa hora.

Todos eles estremeceram levemente.

–Estão esperando o que, porra? – Gritei.

Eles logo se mexeram e foram para os seus carros, apressados. Afastei-me, voltando a casa. A vadia não estava mais jogada na grama. Caminhava a porta da mansão quando vi algo brilhar na grama, logo abaixo de meus sapatos. Parei, olhando o que seria. Eram alianças. As alianças de Lane, que ela arremessara pela janela antes de correr com o carro pra longe. Abaixei-me, pegando-as e as fechando em minha mão. A raiva que estava sentindo de Lane naquele momento era enorme. Não só dela, mas também dos incompetentes que deixei cuidando dela, inclusive minha mãe. Apertei mais as alianças a um flash da imagem dela passar em minha cabeça: ela, olhando-me pelo para-brisa do carro, com o rosto borrado e o olhar de nojo ousado sobre mim.

Quando voltei a levantar, botei as alianças em meu bolso e vi Nick encarar-me na porta.

–Cadê ela, mano? – Nick perguntou, olhando-me afobado.

–Fugiu – Respondi direto, entrado na sala.

Todos continuavam a festejar normalmente. A música continuava alta pra porra, embalando os vagabundos que apalpavam as mulheres que os cercavam, sedentas por programa. Fui até a caixa de som e desliguei-a, ouvindo um som de lamentação.

–Quero todas fora daqui, agora! – Mandei as mulheres, que me olhavam surpresas.

Mas sem discutir, elas foram de encaminhando para a porta. Elas sabiam o que possivelmente lhes aconteceria caso não fizessem isso. As strippers cataram suas peças de roupas e fizeram menção de ir adentrar a casa, para vesti-las.

–Caiam fora daqui! – Gritei de novo, irritado.

Elas se assustaram e vestiram as roupas na sala mesmo, saindo apressadas da mansão com os saltos ainda nas mãos. Assim que a última mulher passou pela porta, segui a meu escritório. Abri a porta com violência, fazendo-a bater com força na parede. Segui para trás de minha mesa, na mesma hora que Nick, Colin e Zack entravam.

–Que aconteceu, cara? – Zack perguntou surpreso por minha reação.

–A Lane acabou de flagrar tudo – Respondi-o abrindo a gaveta de minha mesa.

–Puta merda! Como? – Ele pareceu mais surpreso ainda.

–Eu não seu porra! – Exaltei-me um pouco – Falei com minha mãe hoje a tarde e ela estava lá, quieta e onde deveria. Agora, do nada, vejo ela no meio das prostitutas na sala, me olhando enquanto chorava...

–E onde ela está? – Colin perguntou, seu tom mais duro e neutro.

–Não sei, ela saiu correndo e catou pneus daqui – Respondi enquanto pegava o que procurava no fundo falso da gaveta.

Botei a arma e as munições em cima da mesa, enquanto eles me observavam.

–Ué, a festa já acabou? – Dylan entrou na sala, despreocupado e desapontado.

Só pelo seu tom, sabia que ele comera alguma.

–A Lane fugiu – Nick informou-o.

–Como é que é? A santa fugiu lá da casa em que tu a botou com tua velha? – Ele se virou para mim, com os olhos arregalados.

–Ela veio até aqui e viu tudo. Agora saiu daqui com a cara toda borrada de maquiagem, me dizendo um monte e dirigindo pra sei lá aonde – Completei, carregando a arma de munição.

Revirei de novo a gaveta, atrás do cinto para munição. Ouvia Nick dar um breve relato a Dylan e os outros do que mais ou menos acontecera. Por mais que só soubesse que Nick esbarrou com ela e me chamou, não estava interessado naquele momento de saber os outros detalhes. Achei o cinto e botei em cima da mesa, enchendo-o logo com as balas e botando-o na cintura logo após.

–E o que tu vai fazer? – Dylan perguntou a mim, ao final do relato.

–ir atrás dela – Respondi-o destravando e travado a arma.

Notas finais
Lane, a cada passo que dá, recua dois. Ainda muito inocente... O ponto de vista do Henry foi feito de última hora, pessoal, então qualquer erro ortográfico, perdoem-me. Aí, o que mais posso dizer? Acho que gora só esperando para saber aonde a inocência de Lane, ou melhor a mulher na qual ela confiou, a levou. Xoxo