Storybrooke

11 Capítulo 11


Emma tinha avisado. “Sem metáforas”, mas ele do mesmo jeito fez. Ela não tinha tempo para pensar em “condições”, ela tinha que descobrir antes que fosse tarde de mais.

— Cuidado, o tempo está passando. A mágica sempre vem com o seu preço. – disse ele com um sorriso maligno no rosto.

- Xerife Swan! Precisamos de você aqui na praia, urgente! – disse o policial do outro lado do rádio. Ele estava no local onde a Branca de Neve cavou o buraco.

- O que aconteceu? – perguntou ela curiosa.

- Aquela mão que estava do lado de fora do buraco pertence a um homem, conseguimos derrenterrá-lo!

Emma se lembrou de ontem. Se lembrou, quando estava na praia vendo aquela mão suja de lama para fora.

“Espera Regina estava lá! E ela disse... Um nome! Um nome, que eu preciso lembrar! Qual era? Ah, meu Deus! Preciso lembrar!”, pensou ela enquanto entrava no seu fusca amarelo estacionado do outro lado da rua.

Ela fechou a porta, colocou a chave e acelerou o mais rápido que pôde.

Ela andava no meio da multidão curiosa que estava ao redor do local interditado por aquela faixa amarela que quebrava o cinza da paisagem nublada feita por nuvens escuras no céu, que pareciam desabar nela.

Emma nunca tinha ficado daquele jeito, ela era a equilibrada, a consciente, ela nunca ficou tão confusa desse jeito. Por que ela estava assim? Ela apenas não entendia. Ela não tinha pedido por tudo aquilo. Não tinha escolhido ser a Salvadora.

Ela entrou na área interditada que estava há poucos metros daquele buraco na beira da praia, cheio de lama... E um homem. Os policiais tiravam fotos da “cena do crime”, enquanto as pessoas do lado de fora estavam de boquiaberta com o acontecimento. Alguns até se afastavam e levavam seus filhos, não queriam que eles vissem aquela cena terrível. Então alguém a interrompeu.

- Emma. Como está indo sua “descoberta”?

- Você? – disse ela olhando para o lado. Ninguém podia atravessar aquela faixa amarela que dizia “Não ultrapasse”, por isso o motivo da faixa, mas ela não tinha tempo nem cabeça para reclamar sobre isso. Estava muito confusa e surpresa por encontrar aquela pessoa ali.

- Que tragédia, não é? Eu te avisei que uma hora você teria que acordar.

- Foi só um crime. Iremos resolver isso. – disse ela tentando se controlar.

- Não, não, não. Não estou falando do cara ali. Estou falando da Branca de Neve. Mary Margaret aqui, não é?

- O que você sabe?

- Sei que ela está segura. Foi uma escolha inteligente dele.

- Segura? Ela virou uma criança! E não se lembra nem quem ela é!

- Sim. Ela não “voltou” para se lembrar. Ela voltou para fazer eles lembrarem.

- O que? O Sr.Gold disse que ela “desenterraria” as lembranças...

- Como ela está lidando com a loucura? – disse, ignorando o que Emma tinha dito.

- Loucura? Você que é louco. O que está fazendo aqui?

- É. Loucura. Acho que ela não está dando muitos sinais, mas ela logo, logo ela vai deixar aparecer. Ela está desenterrando os mortos Emma. Não acha isso uma loucura?

Emma não respondeu. Aquilo era demais para ela. E ele continuou:

- Com a maldição, todas as pessoas do meu mundo vieram para cá. Todas. Inclusive os mortos. E agora a missão dela é desenterrá-los e fazê-los viver para lembrar.

***

Notas finais
E ai? Quem vocês acham que é esse que sabe de tudo? :) Espero que gostem!