Notas iniciais
HELLO PEOPLE!!! Eu sei que não tenho postado muito rápido ultimamente, então resolvi me redimir e postar esse capítulo com 5.409 palavras! 5.409 PALAVRAS!!! Isso mesmo, estou ignorando as dicas do Nyah! que falam para postar caps com até 4.000 palavras! Espero que gostem, boa leitura!

Alice me guiou até a Sala Comunal da Grifinória, parando em frente ao Quadro da Mulher Gorda. Ela não comentou mais nada sobre Alvo, e eu preferi não continuar com o assunto apesar de perceber claramente que ela sentia algo por ele. Isso não era algo ruim, diferente do irmão Alvo sempre foi um doce de pessoa, apesar de ser meio desligado.

_ Ótimo, eu não sei a senha. – Alice resmunga olhando para a mulher do quadro que nos encarava desconfiada. – A senhora não poderia abrir para nós?

_ Eu nunca abri essa porta contra minha vontade senhorita! – o quadro diz em um tom pomposo. – Sem senha, sem entrada.

_ Porque não? – indago sorridente. – Meu nome é Dominique Weasley, minha prima Lily Potter precisa de ajuda e meu pai Gui Weasley sempre me falou muito bem de senhora!

_ Oh sim... Eu me lembro dele... Gui Weasley sempre foi um moço muito galante! – ela diz suspirando e eu seguro uma careta. Ouvir uma pintura elogiar meu pai dessa forma nunca esteve nos meus planos. – Mas ainda assim, ninguém entra sem a senha.

_ E agora? – Alice resmunga bufando.

_ Eu acho que as milades estão precisando de ajuda... – uma voz diz atrás de nós e eu me viro encontrando com Louis.

_ Maninho! Você chegou na melhor hora possível! – exclamo puxando-o pelo braço.

_ Não me chame assim Domi, eu já tenho 14 anos. – ele resmunga acenando com a cabeça para Alice.

_ Ah sim, já é um homenzinho! Olha só Alice, já tem até barbinha! Que fofo! – digo com uma voz melosa cutucando a cara do meu irmão que me olha nervoso enquanto Alice reprime uma risada.

_ Porque está aqui afinal? – ele pergunta irritado.

_ Lily. – respondo rapidamente. – Alvo nos disse que ela estava chorando, algo a ver com Hugo...

_ Pobre Hugo...

_ É a Lily que está chorando e você diz “Pobre Hugo”? – Alice indaga confusa e meu irmão dá de ombros.

_ Se ele fez algo com ela provavelmente Alvo e James vão dar uma de irmãos super protetores, então sim... Pobre Hugo. – Louis explica e dá um passo a frente. – A senha é : “ Wolfsbane”

_ Você conhece as regras. Elas são de sua responsabilidade. – A Mulher Gorda diz antes de abrir a porta da Sala Comunal, que era minúscula considerando o tamanho de quadro que a guardava.

_ Não se preocupe Mulher Gorda. – Louis diz e acena para nós entramos com ele. A sala comunal estava bem cheia para uma segunda a tarde. Algumas cabeças viraram em minha direção quando eu entrei, mas não deu tempo de pensar algo a respeito porque Alice já me puxava afobada em direção a escadas espirais que me deixaram levemente tonta. O corredor que surgiu era pequeno, com sete portas e em uma delas estava escrito o nome de Lily e outras cinco garotas que eu não conhecia.

Alice entrou no quarto sem bater e demorei uns segundos obsevando a situação. O quarto não era muito diferente do meu apesar de que eu não tinha cortinas vermelhas na minha cama. O formato também era diferente já que estávamos em uma torre. Não vi nenhuma menina desconhecida ali, então conclui que minhas primas tinham expulsado as colegas de quarto de Lily. Molly estava deitada na cama mais próxima lendo um livro e parecendo entediada, Rose andava de um lado para o outro entre as camas, Lily estava na sua cama, que era a única com um filtro os sonhos encima, e chorava copiosamente gastando milhares de lenços de papel. Lucy e Roxanne estavam com ela tentando consola-la, mas de formas bem peculiares.

_ Lily, não precisa ficar assim, pense positivo! Logo vocês vão se resolver! – Lucy dizia com uma voz caridosa.

_ Se resolver? Lucy, eles precisam é largar de uma vez! Já brigaram milhares de vezes, Lily já está desidratada de tanto chorar.- Rox diz exagerada como sempre. – Mas Lucy está certa no pensar positivo... Agora que você está solteira pode curtir muito mais Lily!

_ Vocês só estão piorando a situação! – Alice exclama correndo em direção a Lily e lhe dando um abraço. A pequena ruiva estava se acabando em lagrimas sem conseguir dizer nada.

_ Graças a Merlin vocês chegaram. – Molly diz sem desviar os olhos de seu livro. — Do jeito que essas malucas são boas em consolação eu estava achando que íamos ficar na mesma até o Natal.

_ Se você ajudasse pelo menos! Mas está aqui como se estivesse apenas fazendo sua obrigação de contar presença. – Rose retruca parando no meio do quarto com as mãos na cintura.

_ É exatamente o que estou fazendo. – Molly afirma fechando o livro e se sentando na cama com uma expressão desanimada. – Vocês sabem o que eu acho. Todo namorico adolescente sempre acaba da mesma maneira, com a menina chorando inconsolada! Eu avisei que esse romance dela com o Hugo não ia dar certo.

_ E acha que um “Eu avisei” melhora tudo? – indago cruzando os braços.

_ Eu acho que vocês deviam aprender logo o que eu já aprendi. – Molly responde. – Garotos são sempre iguais, vão sempre te fazer chorar e quebrar seu coração. Então se quer arriscar sofrer só por alguns beijos e prazer, além da falsa felicidade, vão em frente, mas não fiquem chorando depois quando o previsível acontecer!

_ Você é tão amargurada Molly! – Rox exclama olhando feio para a prima. – Só porque seu namoro com o Anthony não deu certo não quer dizer que todo o romance do mundo é uma farsa. Nada termina da mesma maneira.

_ Sério? E Lily está chorando de alegria? – Molly pergunta levantando as sobrancelhas sarcástica.

_ Não, mas essa briga ou seja lá o que foi com Hugo não quer dizer que ela não vai amar na vida! – Rox diz nervosa. – Só porque seu coração foi partido não significa que toda sua vida amorosa se partiu junto! Isso é drama de sua parte.

_ Olha, para Rox está dizendo que você é dramática Molly, o caso é serio. – comento seriamente e Rox me lança um olhar fulminante.

_ S-será que v-você podem parar de b-brigar? – Lily diz em meio a soluços.

_ Olha só, ela ainda consegue falar. – Molly diz com falsa surpresa e antes que uma de nós brigue com ela se levanta e vai até a cama de Lily. – O que houve afinal? – apesar do tom durão eu consegui ver uma Molly preocupada ali e isso me fez sorrir.

_ Hugo... ele terminou co-comigo... – Lily gagueja fungando.

_ Você quer dizer terminou... terminou, ou você brigaram e acham que terminaram mas na verdade vão ficar bem depois? – Rox pergunta confusa.

_ Terminamos tudo. – Lily esclarece esfregando o nariz eu estava muito vermelho, assim como os olhos. – Tudo já vem se acabando por um tempo sabe? Sempre que eu tocava no assunto de o-oficializar nosso namoro e contar para nosso p-pais ele ficava estranho, dizia que não era a hora e que eu tinha que esperar um pouco... Mas isso já estava me cansando! Então eu o prensei na parede e disse que se ele não resolvesse logo tomar coragem eu iria desistir dele... E ao invés dele ficar com medo da minha ameaça ele aceitou! Disse que era o melhor, que nós não íamos das certo mesmo. Que nosso namoro nunca iria dar certo, que sempre fomos amigos e que devíamos continuar assim! E-ele nem hesitou! Como se a ideia de me largar já estivesse passando pela cabeça dele!

_ Meu irmão é um idiota. –Rose sentenciou enquanto Lily recomeçava a chorar. – Como é possível termos o mesmo DNA?

_ Tecnicamente, todas nós temos o mesmo DNA que Hugo... – Lucy comenta meneando a cabeça.

_ Mas Lily, não foi você que deu a opção, ou conta ou larga? – Molly pergunta dando de ombros. – Hugo tomou a decisão, ele te largou fim de papo! Ficar chorando não vai adiantar nada!

_ Quando eu disse aquilo eu não achei que ele ia se decidir tão rápido! – Lily exclama batendo as mãos no colchão e fazendo muitos lenços de papel voarem. – Aquele estúpido! Idiota! Mentiroso! Imbecil! Argh!

_ Se ele é tudo isso porque ela está chorando? – Molly indaga baixinho só para eu ouvir e reviro os olhos.

_ Fase 2, raiva. – Rose diz me fazendo olha-la confusa. – Quando uma pessoa está no estado de Lily ela passa por algumas fases. A fase 1 é a choradeira, ela chora, chora e chora... A fase 2 é a raiva. Ela vai xingar meu irmão de todos os nomes possíveis. A fase 3 é a negação. Ela vai negar o termino e dizer que vai resolver tudo. A fase 4 é a depressão, onde Lily vai se deitar embaixo de milhares de cobertores e comer chocolate sem querer nenhum contato humano. E a fase 5 é a aceitação...

_ Deixe-me adivinhar... Você leu isso em um livro. – Molly diz com um suspiro impaciente.

_ É a verdade! – Rose exclama.

_ Ok, não vamos ficar nessa de fases, e choro, e enrolação. – digo amarrando meu cabelo e indo até Lily. – Nós estamos quase na hora do jantar, portanto a Senhorita Lily vai tomar um belo banho, vai pentear esse cabelo e nós vãos comer juntas.

_ Não! Eu não quero ir pro salão hoje! – Lily diz relutante. – Não vou conseguir ver Hugo! Aquele cretino!

_ Tudo bem, você não precisa ver ele. – respondo puxando-a para a banheiro. – Mas vai comer conosco.

_ Como eu vou jantar sem vê-lo? – Lily indaga confusa. – Hugo é tão comilão que fica o tempo todo no salão jantando!

_ Confie em mim Lils! – digo fechando a porta e voltando para as meninas no quarto.

_ Qual é seu plano? – Rox indaga me encarando.

_ Porque acha que tenho um plano? – pergunto ajudando Alice a recolher os lenços no chão. – Eu só não quero ver ela se acabar de chorar aqui no quarto e estou com fome.

_ Mas como ela vai jantar sem ver seu ex namorado e blá, blá, blá..? – Molly indaga revirando os olhos e se jogando na cama.

_ Vamos jantar todas juntas na cozinha. – esclareço. – Tenho certeza que os elfos não vão achar ruim.

_ Ook, mas eu vou achar. – Molly resmunga e todas nós a encaramos em sincronia. ( Sério... Foi até meio sinistro...). – Foi só uma observação... – ela diz encolhendo os ombros. — Eu adoraria jantar com todas!

_ Vou fingir que não notei a ironia Molly. – Rose diz balançando a cabeça. – Bom, se é assim eu vou no meu quarto rapidinho, nós nos encontramos na Sala Comunal.

Lucy e Molly acabam saindo também do quarto e eu me deito lá olhando pro teto com Alice. A loira sem perder tempo tirou um caderno não sei de onde e começou a escrever alguma coisa.

_ O que está fazendo? – indago curiosa.

_ Terminando minha redação de Herbologia. – ela informa despreocupada. – Não vou ter tempo depois.

_ Você vai acabar se explodindo de tanta coisa. – comento fechando os olhos. No momento eu não estava muito diferente de Alice. Claro que eu não tinha que me importar com monitorias e clubes de xadrez, mas ainda tinha que ajuda Anthony na Missão cupido Scorose, ajudar Jack a se tornar capitão e fazer um bendito trabalho com Fred e James... Bom, vamos nos concentrar em uma coisa de cada vez.

_ Alice... O que você acha de Jack? – pergunto me levantando um pouco no colchão.

_ Ele é aquele seu amigo, certo? Ele é legal. – ele responde dando de ombros. – Sempre foi educado comigo, mas nunca deu muito espaço para sermos amigos ou algo assim. Na verdade, desde meu primeiro ano ele sempre foi o mais antissocial da Lufa-Lufa. Algumas pessoas o consideram chato e resmungão.

_ Ele é chato e resmungão, mas isso não quer dizer que seja... que não seja uma boa pessoa e um ótimo amigo. – digo chateada.

_ Eu acredito em você, mas entenda... Ele nunca se esforçou em ser legal. – Alice rebate sem parar de escrever sua redação. – Mas ele ganha alguns pontos no Quadribol. Nosso time é horrível, mas Jack é um bom artilheiro. Nossas poucas vitórias só foram ganhas graças a ele.

_ Então... Acha que ele seria um bom, não sei... capitão? – pergunto cautelosa como quem não quer nada.

_ Não sei, acho que sim. – ela responde. – Mas porque a pergunta? Nosso capitão vai sair?

_ Isso seria ruim?

_ Bom, ele não é o melhor do time, mas é uma gracinha! Sempre sorridente, simpático, animado..! – Alice informa sorrindo. – Sabia que ele me comprar uma lembrancinha de quando ele foi na América do Sul? Foi tão gentil da parte dele.

_ É, muito gentil. Mas isso não adianta no campo. – a corto exasperada. – Ele pode ser ótima pessoa, mas capitão... Cruzes!

_ Bom, não há como melhorar nosso time mesmo. – Alice murmura conformada e eu a encaro boquiaberta.

_ Sempre tem como melhorar! – exclamo nervosa. – O time não é péssimo, só precisa da liderança certa!

_ E essa liderança seria o Jack? – Alice pergunta confusa, mas antes que eu possa responder Lily sai do banheiro já pronta e com uma expressão de enterro.

_ Meu cabelo está impossível. – ela informa olhando com raiva para os fios ruivos que estavam todos bagunçados. – Posso ficar aqui no quarto?

_ Não. Alice, ajude com o cabelo impossível. Eu vou lá embaixo encontrar com as meninas, não demorem! – digo dando palmadinhas de incentivo em Lily e descendo as escadas rapidamente e, como eu sou uma pessoa muito sortuda na vida, acabo tropeçando nos últimos degraus e quase quebrando meu nariz naquele lindo chão de pedra. Felizmente, alguém me segurou segundos antes do meu nariz ficar igual o de Lord Voldemort. Suspirei aliviada e me apoiei no corpo do desconhecido para me levantar. Ergui os olhos e tive uma linda surpresa... só que não.

_ Cuidado Nique, não vai querer estragar esse rostinho lindo. – Nicholas diz beliscando minha bochecha e eu mais que depressa me afasto dele, ou pelo menos tento já que o ser resolver apertar minha cintura. – Seria uma pena...

_ Você poderia, por favor, tirar suas mãos de mim? – pergunto entre dentes.

_ Claro querida! – ele diz animado e se aproxima o suficiente para sussurrar no meu ouvido. – Você ainda vai implorar para eu te tocar.

_ Eu aposto que não. – digo firmemente e ele ri me dando um beijo na bochecha e indo embora com um sorriso convencido no rosto.

Balançei a cabeça me lamentando pela falta de sorte que tinha e fui em direção a parte mais movimentada daquela sala comunal, onde estavam meus primos. Sério... de todos os meninos dessa casa, tinha que ser justo Nicholas a me segurar?

_ Você não vai machucar meu irmão? Ouviu? – o grito de Rose me fez despertar dos pensamentos. Ela estava de pé em frente a James que tinha os braços cruzados e uma expressão não muito amigável.

_ O SEU irmão fez a MINHA irmã chorar Rose! Aquele idiota de Hugo vai ter que me explicar essa história... E talvez eu lhe dê um soco, mas só se merecer. – James disse irritado.

_ Então é assim? Vai bater nele porque brigou com a namorada que por acaso é sua irmã? Vai bater nele porque fez ela chorar? E quantas meninas você já fez chorar? Hm? Responde! Quantas meninas James Sirius Potter já magoou por todos esses anos? – Rose indagou ficando com as bochechas vermelhas de raiva e eu entendi isso como um aviso.

_ Isso é diferente. – James murmura meio envergonhado e olhando para os lados desconfortável do jeito que só Rose consegue deixar alguém. Ele passou os olhos por mim e desviou rapidamente.

_ Diferente? – Rose repete. – Pense James, e se todos os irmãos das meninas que você magoou resolvessem de bater, hein? Como seria?

_ Seria, tipo, uns vinte meninos irritados querendo bater no James e ele provavelmente pediria minha ajuda. – Fred responde entrando na discussão. Ele estava sentado tranquilamente em uma das poltronas com as pernas para cima e encarando todos com um sorriso pensativo. – Não sei se íamos ganhar a briga, mas que seria épico seria...

_ Fred querido... Cala a boca. – Molly diz sorrindo assustadoramente.

_ Eu não vou bater no Hugo ok? Mas alguém pode me dizer o que houve? – James indaga angustiado.

_ Lily e Hugo tiveram uma briga feia, talvez terminaram. Mas Lily vai ficar bem James. – respondo diretamente. – Nós vamos jantar com ela agora, tentar animá-la. Certo meninas?

Minhas primas acenam com a cabeça enquanto Fred solta uma risada.

_ Se quer mesmo animar Lily, não leve Molly. – ele comenta em um tom sério e logo uma coisa vermelha e fofinha a acerta na cabeça.

_ Cala a boca Fred! – Molly diz novamente revirando os olhos.

*

*

Todas as meninas e eu seguíamos para a cozinha em silencio. Lily havia conseguido acalmar James para que ele não cometesse um assassinato, afinal seria um caso e tanto... O barulho no salão Comunal era alto quando passamos direto por ele e alguns minutos depois chegamos na porta da cozinha.

_ Sabe, eu nunca estive na cozinha. – Lucy comenta enquanto eu faço cosquinha na pintura da parede.

_ Como não? – Rox indaga surpresa. – Você é uma Weasley!

_ E daí? – Lucy pergunta arqueando as sobrancelhas.

_ Nós temos no sangue a sede de conhecer lugares novos, explorar e acima de tudo... comer. – Rox responde como sempre com uma pitada generosa de drama.

_ Nunca senti fome suficiente para querer vir aqui. – Lucy responde revirando os olhos. – Como bastante nas refeições e tenho uns lanchinhos no quarto... E não puxei esse lado esfomeado da família.

_ Hey! – exclamo de brincadeira e abro a porta dano de cara com aquela cozinha enorme.

Os elfos estavam todos andando calmamente, ajeitando algumas coisas ou limpando alguns pratos. Nas quatro mesas que tinham ali havia alguns pratos prontos de sobremesa, esperando a hora para serem mandados para cima por magia.

_ Olá senhoritas, em que posso ajudar? – uma vozinha fininha cortou minha observação da cozinha. Na nossa frente havia uma elfa, ou pelo menos eu achava que era do sexo feminino. Ela tinha enormes olhos azuis rodeados de rugas, orelhas grandes e trajava uma túnica simples com o emblema da escola, e sorria é claro.

_ Boa noite Kiki. – Rose diz se abaixando para cumprimentar a elfa. Já estava informada que Rose conhecia praticamente todos os elfos da escola e tinha uma ótima relação com eles. Influencia de Tia Hermione. – Eu sei que vocês devem estar cansados pelo jantar de hoje, mas é que eu e as meninas queríamos jantar aqui, se não fosse incomodo. – ao contrario do que Rose pensava, Kiki não pareceu cansada quando ouviu a história. Ela logo chamou animadamente alguns colegas e em questão de minutos tinha uma mesa redonda posta na cozinha, com os pratos e talheres arrumados com perfeição.

_ Será que seria feio pedir para os elfos arrumassem minhas coisas? – Rox pergunta impressionada enquanto nos sentamos.

_ Mas eles já arrumam. – Rose responde.

_ Não o que precisa realmente... Minha mala está terrível, é como mergulhar em um furação de roupas toda vez que quero alguma coisa. – Rox diz suspirando. Os elfos, desinteressados na conversa, já vinham trazendo jarras com suco gelado e pães.

_ Um dia eu pensei ver sua mala rosnar. – Molly comenta tranquila, se servindo de pães, já Lucy arregala os olhos com a noticia.

_ Os elfos não tem permissão de mexer em objetos pessoais dos alunos. – Rose informa como se recitasse a frase de um pergaminho de orientação. – Portanto eles não vão arrumar sua mala Rox, cuide dela sozinha.

_ Você não ouviu o que Molly disse? Minha mala rosna, eu preciso de ajuda!

_ Será que podemos parar de falar da mala que rosna da Rox? – Lily resmunga revirando os olhos.

_ Lily tem razão, estamos aqui para animá-la. – Alice diz e só então percebo que a loirinha está sentada um pouco afastada na mesa, com dois cadernos e escrevendo algo.

_ De onde você tira esses cadernos? – pergunto expressando meus pensamentos.

_ Eu sempre ando com eles. – Alice responde sorrindo. – Nunca se sabe quando eu vou ter um tempinho para fazer uma tarefa, e o tempo é muito preciso para mim... Mas, enquanto eu termino meu relatório... Vamos animar a Lily.

_ E como vamos fazer isso? – Molly pergunta claramente distraída com a comida que tinha acabado de chegar. Na nossa mesa tinha pequenas porções de tudo que havia em um jantar normal no Salão Principal.

_ Conversando, fofocando e contando piadas... Tudo sem falar do H-U-G-O...

_ Eu sei de quem você está falando Rox. – Lily diz suspirando. – E não me importo de falar do Hugo... Na verdade, eu acho que podemos nos resolver sabe? Não vamos largar assim, só estávamos nervosos! Não vamos... terminar! – ela termina abrindo um sorriso estranho.

_ Fase 4, negação. – Rose comenta balançando a cabeça.

_ Não é negação! Mas eu não posso ficar chorando por isso. Eu vou conversar com Hugo, me resolver com ele... Nossa discussão foi muito vaga. – Lily diz com a voz tremida.

_ Ok, porque nós não comermos antes de Lily começar a chorar de novo? – Molly sugere se servindo.

_ Um poço de gentileza, como sempre. – Rox resmunga para mim.

_ Eu preciso de algo para me distrair... Porque vocês não me falam dos seus relacionamentos? – Lily diz mexendo nas batatas com descaso, o que era um crime porque estavam deliciosas.

_ Você quer se distrair da sua vida romântica se metendo nas nossas vidas românticas? – Rose indaga rindo. – É cada uma...

_ Eu gostei da ideia. – digo animada. – Vamos começar com você Rose, como vai sua vida romântica?

_ Mais confusa e parada do que nunca. – ela responde com uma careta.

_ Olha, confusa tudo bem, mas parada? Você e Scorpius vivem em uma montanha russa diária! – Rox diz maldosa.

_ É, mas não significa qu... Como assim eu e Scorpius? Pirou Roxanne? – Rose exclama com a voz esganiçada.

_ Agora não adianta, você se entregou. Pare de negar Rose! – Rox diz fingindo estar séria e me animo ao ver Lily abrir um sorriso divertido.

Os minutos seguintes foram basicamente Rose brigando com Rox e negando que tinha um relacionamento com Scorpius, coisa que nenhuma de nós acreditou. Era mais do que obvio que minha prima adorava aquele loiro albino, e toda aquela conversa só me fazia querer juntar os dois mais rápido, com a ajuda de Anthony é claro...

Lily estava cada vez mais relaxa e distante da fase quatro, depressão. Alice continuava participando do jantar e da conversa enquanto fazia suas tarefas, me impressionando com a facilidade com que ela fazia várias coisas ao mesmo tempo.

Mas, como de praxe, meu sossego durou pouco.

_ E você Domi? Como vai a vida amorosa? – Rox pergunta balançando a sobrancelha questionadora e logo seis pares de olhos me encaram.

_ Bom, desde que Charles me trocou por uma francesa idiota eu não tive mais ninguém. – Respondo desanimada e fecho os olhos revirarem.

_ Vamos lá Domi, a boatos de você com pelo menos cinco meninos. – Lily afirma categórica e eu respiro fundo.

_ Boatos, Lily, boatos! – resmungo tomando a resto do meu suco. – Mas... Quem são os meus “casos”?

_ Bom, temos o Fred... – reviro os olhos com isso e rio. — ... Nicholas... – engasgo com o suco e fico boquiaberta. — ... Aaron... – frazi a testa pensando no que fez as pessoas pensarem que tenho agora com Aaron. — ... Scorpius... – olho para Rose e ele faz um bico emburrado. — ... Aquele seu amigo da Lufa-Lufa...

_ Jack. – Alice diz.

_ Isso, Jack... – Lily repete sorrindo e eu balanço os ombros considerando as fontes da fofoca, afinal eu andava muito com o Jack. – E o James.

_ James? – repito incrédula. – E que pessoa sem cérebro acha que eu posso estar de caso com James?

_ Bom, vocês já tiveram momentos em publico. No primeiro dia ele te defendeu e brigou com Nicholas por sua causa. – Lucy diz pensativa. – E aquele dia que nós nos reunimos no jardim, vocês ficaram para trás...

_ Só... conversamos. – digo pensando se aquilo podia ser considerado um conversa.

_ Sei... – Lily cantarola sorrindo. – E conversou sobre o que? Porque você e James não se acertam? Eu ia amar te ter como cunhada!

_ Eu sou sua prima Lily! Já não está bom? – pergunto. – Se a resposta for não, sinto muito. Mas nunca vou ser outra coisa além disso.

_ Nunca diga nunca. – Molly comenta.

_ Por Merlin Molly, até você?

*

*

Depois do jantar nós voltamos para a Sala Comunal da Grifinória. Eu queria ir para a minha sala comunal, que era muito perto da cozinha, mas as minhas queridas – note a ironia- primas me arrastaram de volta para aquela torre. Pelo menos Alice também foi.

Na Sala estavam somente poucos alunos. Em um dos cantos Fred, James, Kate e Aaron estavam jogando uma partida de Snap Explosivo e sendo observados por Louis.

_ Demoraram, hm? – Louis comenta bocejando ao nos ver chegar. – Foi bom o jantar?

_ Foi ótimo, mas agora acho que vou dormir um pouco... – Lily diz sussurrando e nos dando um sorriso triste. A ruivinha acenou para todos e subiu as escadas lentamente.

_ Fase quatro, depressão. – Rose afirma suspirando. – É... nossa missão não foi um sucesso...

_ Pelo menos foi divertido. – Rox diz dando de ombros e se jogando ao lado de Fred no tapete.

_ Bom, eu vou pro meu dormitório... Já está ta- a- a-arde. –Lucy diz bocejando e se espreguiçando. – Boa noite pessoal.

_ Espera! – Louis exclama se levantando todo desajeitado e ficando ao lado de Lucy. – Eu te acompanho até lá... É perigoso andar assim sozinha, a noite, no castelo.

_ Ok, então... – Lucy murmura sorrindo e corando levemente. Eu sei... Devia ser uma irmã legal e ficar quieta mas... Não dava.

_ Annwwwt! – exclamo manhosa e me aproximo abraçando o ombro dos dois. – Mas que coisa mais fofa vocês dois!

_ Dominique... – Louis resmunga entre dentes. – Cala a boca e sai fora!- ele me empurra, não muito brusco, para o sofá e eu caio sentada rindo. Louis revira os olhos e puxa Lucy para fora.

_ Juízo jovens! – Fred exclama risonho e nós trocamos um cumprimento rindo assim que Louis grita um: Vai se fuder Fred!

_ É, já está tarde. – Kate diz tranquilamente fingindo estar cansada. – Acho que todos devíamos dormir.

_ Diz logo que eu devia ir embora Kate. – rebato sorrindo irônica e Kate coloca a mão no peito abrindo a boca indignada.

_ Meu Merlin, Dominique! – ela exclama com uma voz chateada. – Eu só fiz uma observação! Mas você como sempre distorce tudo. Sempre acha que eu estou te atacando! – arqueio minhas sobrancelhas mostrando que não estou caindo naquela. – Sabe, eu sempre disse pro James que queria ser sua amiga, mas você nunca me deu espaço para isso.

_ Claro! – digo risonha. – E eu sou uma sereia disfarçada sabia? Estou aqui só porque o tridente de Poseidon foi roubado por alguém da escola. Mas, por favor... Não conte a ninguém. É secreto.

_ Dominique, Kate estava tentando ser legal com você. – James diz revirando os olhos e antes que eu pudesse despejar acidez Fred me interrompe:

_ Isso seria uma história interessante... Dominique Weasley, e o ladrão de tridentes.

_ Ela estava sendo falsa James, isso é algo bem diferente. – respondo o moreno sem me importar com o comentário de Fred.

_ Você não são muito quietos não é? – alguém comenta atrás de mim e eu me viro. – Sabem que horas são?

_ Pierce? – Molly indaga franzindo o nariz.

_ Jack..! Não chame ele assim Molly... O que você está fazendo aqui? – pergunto curiosa para o menino que olha com uma careta para Molly e é retribuído.

_ Exato. O que esse idiota está fazendo aqui? – Molly pergunta irritada. – Caso não tenha percebido queridinho, essa é a Sala Comunal da Grifinória!

_ Oh, sério Weasley! Meu Deus, que erro terrível esse meu! – Jack retruca com um tom sarcástico. – Eu vim aqui por conta de Dominique. – ele explica se virando para mim. – Você sumiu toda a tarde e a noite.

_ Isso resolve tudo. – Kate diz nos agraciando com sua chatice. – Os dois não são na Grifinória, portanto os dois devem ir embora daqui...

_ Dominique está aqui por causa da minha irmã Kate, e porque é nossa prima. – James murmura cortando a menina que lhe olha com um bico ridículo. – Já o... Qual é mesmo seu nome? – ele indaga com desdém.

_ Jack. – responde entre dentes.

_ Ok, o Jack deve ir. – James diz como se estivesse decidindo algo muito importante, como se fosse o rei dali. – A Sala Comunal da Grifinória só pode ser visitada por pessoas seletas e convidadas. E claramente, você está aqui de penetra. Como entrou aqui sem senha alias?

_ Me deram a senha. – Jack diz parecendo estar nervoso.

_ Quem? Que eu saiba você não é do tipo que tem contatos e amigos. – James comenta soltando um risinho. – Precisou roubar a senha? Ou enganou a Mulher Gorda? Isso pode te dar uma detenção sabia...Jack? Bem, não importa, é só ir embora, por favor.

_ Jack não vai a lugar algum se ele não quiser James. – retruco irritada, percebi que as mãos de Jack estavam fechadas em punho e ele estava se segurando para não começar uma briga. – Quem você pensa que é para tratar alguém assim?

_ Não disse nada de mais, só falei que ele devia ir embora. Ele não é da Grifinória para ficar aqui. – James responde dando de ombros em uma postura superior.

_ Eu também não sou. – digo empinando o nariz. – Então, se não quer ninguém poluindo sua convivência pura de Grifinórios, nós dois vamos embora.

_ Você não precisa ir. –James interfere segurando meu braço, mas eu puxo de volta lhe fuzilando com o olhar.

_ Mas eu quero ir. – lhe respondo ácida. – Não vou ficar aqui depois de você tratar tão mau o meu melhor amigo, sem qualquer motivo ainda por cima. — seguro na mão de Jack que ainda estava fechada em punho e tento acalmá-lo com o toque. – Me tratar mal James, tudo bem, porque como você declarou, tem motivos. Mas tratar os outros assim... é falta de educação. E eu sei que Tia Gina lhe educou muito bem, então tome vergonha e abaixe essa crista!

James pareceu querer dizer algo, mas não lhe dei chance para tal. Sai dali o mais rápido possível, puxando Jack comigo, de mãos dadas com ele. Eu espumava de raiva e confusão. Por que James tratou Jack tão mau? Qual o motivo disso além da arrogância que ele ganhou nos últimos anos..!? E além do mais, eu não ligava mais tanto... Acho que seu colocasse minha relação com James nas cinco regras de Rose, eu devia estar caminhando para a Fase Cinco, aceitação. Aceitação que o James que eu tinha como amigo não existia mais.

E Kate com toda aquela falsidade! Às vezes eu só queria enfia-la em um canhão e explodi-la para longe.

_ Domi...Dominique... DOMINIQUE WEASLEY!

_ QUE É? – grito de volta parando no meio do corredor. Eu nem percebi para onde estava andando, mas parecia ser o caminho certo. Jack arqueia as sobrancelhas me encarando.

_ Hãm... Você está esmagando minha mão. – ele diz olhando para baixo e eu acompanho o olhar vendo nossas mãos dadas. A dele estava levemente roxa pelo meu aperto, afinal, eu acho que descontei a raiva que sentia no momento nele.

_ Desculpe... – murmuro levemente envergonhada e solto lentamente sua mão. Jack murmura algo que não entendo e coça a nuca parecendo sem jeito. Voltamos a andar em silencio enquanto eu me dividia entre ficar com raiva de tudo que houve, e ficar desconfortável com a situação com Jack, porque ele pareceu muito envergonhado com o fato de eu ter pegado na mão dele.

_É verdade? – ele pergunta depois de um tempo me pegando de surpresa.

_ É verdade o que? – devolvo confusa e ele balança a cabeça soltando um sorrisinho.

_ É verdade o que disse... Que eu sou seu melhor amigo? – Jack esclarece a pergunta desviando o olhar nervoso e eu abro um sorriso com a pergunta.

_ É claro. – respondo batendo meu ombro no dele. – Você é meu melhor amigo Pierce.

_ Não me chame assim.

_ Ok. – digo rindo e ele surpreendentemente me acompanha na risada.

Notas finais
Desculpe fãs de Huly... :/ Eu realmente espero que tenham gostado do enooorme capitulo! kkk E espero estar redimida pelo tempo que fico sem postar. Nos proximos capitulos vamos ter Domi ajudando em Scorose, o trabalho de Adivinhação com ela, James e Fred e a preparação de Jack para se tornar capitão. Espero os comentários! Beijos