Story of Us
2 Chapéu visionário
Notas iniciais
POV Dominique
Eu corria na frente dos meus pais. Meu pai empurrava o carrinho com o meu malão e o da minha irmã mais velha, Victorie, ela estava no seu sexto ano enquanto eu iria entrar na escola. Meu irmão caçula Louis andava segurando a mão da minha mãe com um bico enorme.
Nós tínhamos chegado da França somente ontem e não tinha conseguido ver ninguém além de Tio Carlinhos que estava cuidando da nossa casa. Eu estava mais queimada pelo sol do sul da França e tinha o boné de James na cabeça. Me apeguei aquele boné, não ia devolver a ele.
Por falar em James, nós tínhamos nos correspondido algumas vezes, e ele fez questão de escrever duas cartas contando como a bomba foi incrível e eu perdi o show. Eu odiava meus primos por terem explodido aquela coisa sem mim, mas sentia falta deles então respirei fundo e atravessei a passagem entrando na confusão geral que era a plataforma 9 ¾ , ouvi ao longe a voz do meu Tio Percy ao longe e quando me virei dei um grito ao dar de cara com aquele moreno.
_ Bu! – James diz rindo da minha cara.
_ Seu... idiota! Como pode entrar atras das pessoas assim e... Idiota! – exclamo lhe dando um tapa.
_ Ai! Que belo reencontro hein? E eu aqui com saudades dessa bruta! – ele diz se protegendo dos meus tapas. Eu paro de agredi-lo e respiro fundo encarando meu melhor amigo.
_ Eu também senti sua falta... – Digo sorrindo. – A França é divertida, mas... Eu prefiro aqui.
_ Que bom! – James diz passando o braço dos meus ombros e puxando o boné. – E isso... é meu.
_ Não! Você me deu, devolve! – digo me esticando para pegar o boné. James não era mais alto do que eu, então consegui segurar uma ponta do boné, mas ele não soltou. – Me dá!
_ Não ele é meu, eu só emprestei!
_ Me dáaaa!
_ Táaaaa! – ele diz imitando minha voz e solta o boné. Eu volto a por na minha cabeça e lhe mostro a língua fazendo ele revirar os olhos e rir.
Andamos, ou melhor, nos esgueiramos pelas pessoas até chegar na minha família. Tio Jorge, Tio Percy e Tio Harry estavam ali também com suas famílias. Esse era a último ano de Teddy, o afilhado no meu Tio Harry e paixão secreta da minha irmã, portanto ele também estava lá. Fred II e Molly II tinham minha idade e iam para o primeiro ano também.
Fred, diferente de James, era um pouco mais alto que eu. Tinha cabelos castanhos e uma pele mais morena porque puxou sua mãe, Tia Angelina. Para ele tudo era brincadeira, TUDO, e as vezes isso era mais chato, mas dava para aguentar.
Molly era ruiva seguindo os padrões normais da família. Usava óculos e era...digamos... nerd. Além de suas roupas serem extremamente coloridas ela era muito séria, tudo tinha que ser perfeito, da jeito dela... Mas ok.
Nossos pais colocaram malões no trem, Vicky já tinha se despedido e ido atras da amigas, Teddy tinha feito o mesmo e falta poucos minutos para o trem partir.
_ Dominique... – Minha mãe chama se abaixando para me encarar. – Boa Sorrte, escute bastante, se divirta e tente ser educada e usar tudo que eu ensinei!
_ Aproveite bastante Hogwarts querida. – Meu pai diz ajeitando o boné na minha cabeça. – Aquele lugar é incrível, você vai adorar.... Juízo!
_ Ok papai, não se preocupem. – digo os abraçando. – Tenho certeza de que vou adorar aquele lugar!
_ Você não devia ir. – Louis diz com um bico enorme. – Eu não quero ficar sozinho...
_ Pense positivo Lou, não vai ter ninguém para roubar seus doces, e a mamãe vai ficar com você o teempo todo! – digo beslicando de leve o nariz dele e o abraçando. – Ah, eu vou sentir tanto a sua falta meu lindinho!
_ Me larga Domi!!! Mãe! Socorro! – Louis grita se debatendo e eu rio.
_ NIQUE! O trem não vai esperar você, anda! – James diz na porta do trem que já esta prestes a partir. Eu abraço meus pais de novo e corro, seguro a mão de James e pulo para dentro do trem. – Ô menina enrolada!
_ Foi divertido vai. – digo dando de ombros e ele concorda. – Em que cabide estão Fred e Molly?
_ Sei lá, mas vem aqui... Conheci um pessoal muito legal! – James diz me puxando pelo corredor do trem. As cabides já estavam cheias de adolescentes rindo, se abraçando e até se beijando. Argh! Isso é um trem, que horror!
_ Vai demorar muito? – pergunto gemendo enquanto já andamos muito. – Daqui a pouco vamos ter atravessado o trem todo!
_ Larga de ser exagerada Nique! – James exclama rindo e eu solto uma reclamação baixa quase batendo nele quando o ser resolve parar. – Aqui, pronto, chegamos.
A cabine estava ocupada por três pessoas que pareciam ter nossa idade. Dois meninos e uma menina. Um dos meninos era loiro, baixinho e jogava uma bolinha no ar distraidamente. O outro era moreno, mais magro e alto que o loiro, e ria de algo que a menina falava, ele não me era estranho. Ela era mais baixa do que eu, o que não é novidade já que eu sou muito alta para minha idade. A garota tinha cabelos castanhos ondulados que iam até o ombro e foi a primeira a reparar na nossa chegada. Deu um sorriso para James e olhou curiosa para mim.
_ Pessoal, essa aqui é minha prima, Dominique Weasley. – James diz se sentando ao lado do menino moreno. – Nique, esses são: Aaron Thomas... – ele aponta para o menino de cabelo castanho que acena para mim. — ... Nicholas McLaggen... – o loiro sorri de um jeito estranho e acena com a cabeça. – e Katherine Jonhson. – a menina dá um sorriso um tanto forçado e me avalia dos pés a cabeça. Me sento ao lado do Nicholas, na janela, e olho para a paisagem.
_ Não acredito que você é sobrinho dos donos da Gemialidades Weasley! – Nicholas exclama quicando a bolinha o teto da cabine. – Aquele lugar é o paraíso!
_ Eu sempre gostei de lá, mas meu pai não gosta muito de ir no Beco Diagonal. –Aaron diz dando de ombros.
_ Seu pai é amigo do pai do James não é? – pergunto curiosa e Aaron me dá um sorriso.
_ Eles eram colegas de quarto em Hogwarts... Amigos sim, se bem que meu pai sempre foi muito ligado ao meu padrinho Simas Finnigan. – ele responde e eu concordo com a cabeça.
_ Sua mãe foi uma campeã tribuxo não é? – Katherine pergunta para mim. – Fleur Delacuor.
_ Isso, campeã de Beauxbatons. – respondo com orgulho.
_ Soube que ela não durou quase nada nas provas, desistiu na metade delas. – ela comenta rindo com escárnio e sinto meu sangue ferver. Não sou do tipo calminha.
_ Tia Fleur é delicada, mas se saiu muito bem, aquelas provas deviam ser horríveis! – James diz antes que eu abra boca e eu sorrio para ele.
_ Mas seu pai ganhou certo? Harry Potter. – Katherine diz sorrindo para James.
_ Sim... Mas ele não gosta de falar sobre isso. – James responde coçando a nuca. – Mas mudando de assunto, vocês gostam de Quadribol?
_ É claro! – Nicholas exclama animado. – Eu sou louco por isso, e já voo muito bem... Talvez até consiga entrar no time da Grifinória esse ano.
_ Ninguem entra no primeiro ano. – Aaron diz.
_ Meu pai entrou. – James rebate bagunçando os cabelos. – Mas você disse Grifinória... É para lá que quer ir?
_ Sim, essa é a casa do meu pai e será minha. – Nicholas diz estufando o peito. – A casa dos corajosos, vitoriosos...
– E egocêntricos... – penso me virando para a janela novamente. Não que esteja chamando minha família de egocêntricos, mas os grifinórios em maioria são meio convencidos... Mas isso era bom não é? Confiança, coragem, lealdade...
_E você Dominique? – Aaron pergunta me tirando dos meus pensamentos e eu me viro para eles encontrando todos me encarando. – Para que casa acha que vai?
_ Hãm... Gr-rifinória é claro... – digo meio nervosa. – Sou uma Weasley.
_ Ah sim. – Katherine diz sorrindo para mim, mas ainda sim não sorrio de volta. Não gostei dela, e Nicholas me dava arrepios. Somente Aaron parecia legal.
Olhei para James tentando mostrar que não queria estar aqui mas ele estava muito entretido na conversa da cabine. Em pouco tempo eles já planejavam pegadinhas que fariam com o zelador e pretendiam organizar um clube secreto.
_ Dominique é ótima nesse tipo de coisa, você precisam ver. – James diz me apontando. – Nós serem o grupo mais temido da escola.
Eles continuaram falando até o céu escurecer. Fui até o banheiro me trocar, coloquei meu uniforme e guardei minha roupa e meu boné, na saída encontrei com Vicky que já estava devidamente vestida e com seu crachá de monitora.
_ Oi Dominique! Está gostando da viagem? Animada? – ela pergunta me puxando para o canto da corredor.
_ Sim, é bem legal. – respondo cruzando os braços.
_ Já conheceu gente nova? Você, James, Fred e Molly não podem formar panelinha. O bom de Hogwarts são os amigos que fazemos. – Vicky afirma sorrindo.
_ É... sim, eu... já conheci gente nova. – digo pensando naqueles três na cabine.
_ Dominique! – alguém me chama e me viro vendo Katherine se aproximar de nós. – Será que pode segurar isso para mim enquanto me troco?
_ Claro... – digo pegando uma caixa que ela tinha em mãos.
_ Obrigada! – ela exclama entrando no banheiro.
_ Olha só, uma nova amiga! – Vicky exclama animada enquanto eu faço uma careta estranha. – Não faça isso, ela parece legal. Então, você loirinha, seja simpática!
_ Tá bom! – digo com a voz arrastada e ela aprova se endireitando. Eu bufo observando a caixa de Katherine até sentir Victorie ficar tensa ao meu lado.
_ Eu vou... eu... eu tenho... que ir. – ela diz com o olhar meio perdido. – Nos vemos em Hogwarts. – Vicky saí quase correndo pelo corredor me deixando boiando.
_ Ei Nique. –James diz aparecendo já com o uniforme também. – Você tava demorando, vim te procurar... E agradeça porque para te achar tive que passar por Teddy se agarrando com uma menina. – ele aponta para o fim do corredor onde dois jovens se beijam de uma maneira estranha, e eu reconheço os cabelos azuis. – Então... tá fazendo o que aqui?
_ Esperando Katherine. – digo mostrando a caixa a apontando para a porta do banheiro.
_ Ah bom. Ela é legal não? Não achei que ia fazer amigos assim tão rápido, mas eles são legais. – James diz sorrindo como sempre e eu concordo com a cabeça.
_ É, legal.
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Eu fiquei todo o trajeto de barco com a boca aberta. Tudo ali era incrível. O castelo, o lago, TUDO!
No barco ficaram eu, James e duas meninas que eu não conhecia. Nós sorriamos feito bobos olhando vidrados para o castelo até chegarmos lá. Fomos recebidos pelo Neville... quer dizer, Professor Longbottom, e ficamos em uma sala esperando nos chamar para a seleção.
_ Está nervosa? – James pergunta me observando.
_ Não, estou bem. – digo estralando meus dedos enquanto meu coração bate rápido.
_ Eu também estou nervoso, é normal. – ele diz respirando fundo.
_ Eu disse que estou bem Mané! – exclamo revirando os olhos e ele ri concordando. – Só estou ansiosa para experimentar aquele chapéu velho.
_ O chapéu que lhe diz seu futuro... – James iz com a voz meio aérea.- O chapéu visionárioo!!!
_ Idiota. – digo rindo.
Ficamos em silencio até o Professor vim e nos encaminhas para o Grande Salão, que faia jus ao nome. Aquele lugar era enorme, tinha quatro mesas cheias de alunos que nos encaravam, um teto encantado que mostrava o céu lá fora e uma mesa no fundo com os professores. Na frente deles tinha um banquinho com um chapéu bem surrado. O professor Longbottom nos colocou um ao lado do outro ali e o chapéu no banquinho de repente se mexeu e abriu uma espécie de boca começando a cantar. O música falava das casas de Hogwarts e no fim todos aplaudiram, logo em seguida Neville puxou uma lista das vestes e limpou a garganta.
Abernade, Bianca. – ele chama e uma garota loira vai ao banquinho tremendo. Depois de um tempo o chapéu finalmente anuncia: CORVINAL! E a mesa na esquerda grita e aplaude.
Depois de mais três alunos que foram para Sonserina, sonserina e Lufa-Lufa respectivamente, chamaram Jonhson, Katherine. Ela foi meio hesitante e pos o chapéu que escorregou pelos seus olhos e depois de alguns segudos:
GRIFINÓRIA! – ela saiu sorrindo para a mesa do centro a direita, James e os outros meninos da cabine sorriram e aplaudiram. Nicholas McLaggen também foi para a Grifinória e então chamaram o nome de James.
Ele foi o mais confiante possível e colocou o chapéu enquanto todos cochichavam por causa do sobrenome dele. James demorou mais do que o normal e eu fiquei apreensiva torcendo as mãos enquanto o chapéu movia a boca mais não falava nada.
– E assim será... GRIFINÓRIA! – o chapéu gritou fazendo James soltar o ar e eu também. Ele abriu um sorriso, deu um joinha para mim e Fred e se dirigiu a mesa dos leões que o receberam com vivas. Aaron Thomas foi para a Grifinória também, e então chegou minha tão temida vez.
_ Weasley, Dominique. – Neville leu e me mandou um sorriso discreto enquanto caminhei para o banquinho. A última coisa que vi antes do chapéu ficar na minha cabeça foi James, Katherine, Aaron e Nicholas me olhando em expectativa.
– Oh, mas é claro que é mais uma Weasley! Vocês se reproduzem como coelhos! Mas vamos ao que interessa... Qual casa você será? Sonserina? – aperto o banco com medo. — Não, não... você não tem o que é necessário. E Corvinal talvez? Você é bem esperta, leal e corajosa. Grifinória é a casa da maioria de sua família. Mas eu vejo algo mais em você... Vejo algo diferente... É melhor que seja...
– LUFA-LUFA!
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