Story Of Us
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Heeeey Mais um capitulo para vcs Cupcakes.... Que bom q estão gostando da Fic.... Bem só isso mesmo. Boa Leitura
No último dia de aula, cheguei à escola com um peso a mais no bolso e logo detectei o cara alto, encostado na parede ao lado do bebedouro. Caminhei até ele e quando me viu, pareceu surpreso.
— Oi – disse cordialmente – acho que você esqueceu isso comigo. – tirei o bonito relógio do bolso e dei a ele. Percebi que muitas pessoas nos olhavam, enquanto ele pegava o relógio da minha mão e colocava no pulso. — Hmm... O brigado.- ele disse, me olhando de um jeito estranho. — Qual é a sua próxima aula? – perguntei, meio desconfortável com toda a atenção voltada pra mim, mas decidida a ignorar tudo aquilo. — Sei lá – deu de ombros. Soltei uma risadinha — Qualquer que seja, duvido que você esteja com vontade de ir – disse calmamente – Quer matar algumas aulas com a filha do diretor? – perguntei com uma sobrancelha erguida. Ele sorriu e o sinal das aulas bateu. Os alunos foram se encaminhando para suas salas e ele continuou me encarando, como se quisesse ter certeza de que ouviu direito e não estava ficando louco.
— Você está querendo arrumar problemas – disse, por fim – Vamos pro pátio de novo? – perguntou, com um sorrisinho fofo. Apenas confirmei e fomos caminhando até lá, rindo do fato de que dessa vez, eu, filha do diretor, estava salvando ele.
Contei tanta coisa sobre mim… Como eu era quando era criança, o que gostava de fazer, que livros gostava de ler, porque meus pais haviam se separado, como conheci aFran e como juntei ela e oMarco, como sempre quis fugir dessa escola e como odiava todas aquelas pessoas. No começo ele parecia meio retraído, como se tivesse medo de que eu perguntasse sobre a vida dele, mas com o tempo, ele pareceu querer ouvir mais sobre mim. Fazia comentários irônicos e até engraçados. Há muito tempo não me sentia tão bem.
— E os seus pais? – perguntei – São casados? – ele demorou um tempo pra responder e achei que iria mudar de assunto, como fez quando perguntei diretamente algo sobre ele ou a vida dele.
— Meu pai morreu quando eu tinha três anos, mas não cheguei a conviver muito com ele, porque ele se separou da minha mãe logo depois que eu nasci.
— Ah… Sinto muito, não devia ter perguntado. Desculpa. – falei, sem graça.
— Tudo bem… Não me faz tanta falta, sabe? Minha mãe dá conta de tudo. Mas, às vezes, é ruim não ter um pai.
Ficamos um tempo em silêncio. Mas não era um silencio desconfortável, de certa forma, era bom.
Fiz mais perguntas sobre ele e ele pareceu disposto a responder todas. Ficamos tanto tempo ali, que quase esqueci que tinha uma casa, até que fomos interrompidos pela minha barriga roncando.
— Nossa, tem um leão aí dentro? – ele perguntou, rindo, apontando pra minha barriga e eu bati nele, mas ri também.
Fomos até uma lanchonete ali perto e comemos uns pãezinhos.
— Você não é tão ruim quanto as pessoas pensam – disse, com uma cara pensativa – até que você é legal.
— Hmm… Obrigado, eu acho. – ele disse e riu.
Fomos caminhando até a escola, onde estava o carro dele.
— Você não vai me contar, não é? – perguntei, logo depois que ele me ofereceu uma carona.
— Contar o quê? – perguntou.
— Quem fez aquilo com você. – falei.
— Já disse que não é da sua conta – ele disse um pouco bravo, enquanto entrava no carro. – Vai ficar aí? – perguntou, apontando pra mim, que ainda estava parada ao lado da porta.
— Não.
— Então, entra.
— Não, vou andando pra casa, obrigada por oferecer a carona, mas não precisa. Boa noite. – saí andando, mas ouvi a porta do carro batendo e passos atrás de mim.
— Para de ser teimosa… – começou
— Paravocêde ser teimoso! – falei, virando-me pra encará-lo – eu só queria te ajudar, só isso. Porque já deu pra perceber que a pessoa que fez aquilo com você, continua fazendo. Você aparece na escola com alguma parte do corpo roxa ou quebrada toda semana! Mas você é sempre tão grosso comigo… – percebi que havia um pouco de mágoa na minha voz e me forcei a fazê-la voltar ao normal – se você não quer a minha ajuda, tudo bem, também não preciso da sua ajuda pra nada. Portanto, obrigada pela carona, mas não quero! – virei-me e continuei meu caminho.
— Você não pode me ajudar. – ainda o ouvi dizer, antes do som da porta do carro batendo chegar aos meus ouvidos e antes de saber que meu mais novo quase-amigo estava indo embora e talvez eu não o visse mais.
Notas finais
Esse Capitulo ficou meio pequeno mais o outro sera muito Divo rsrsrs
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