Story Of Us
29 Capitulo 29
Notas iniciais
Feche a porta, apague a luz.
Eu quero estar com você.
Eu quero sentir o seu amor.
Eu quero estar do seu lado.
Eu não posso esconder isso mesmo que eu tente.
Coração bate mais forte,
O tempo foge de mim.
Mãos trêmulas tocam a pele,
Isto se torna difícil.
E as lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Se nós apenas pudéssemos ter essa vida por mais um dia.
Se nós apenas pudéssemos voltar no tempo.
Você sabe que eu serei,
Sua vida, sua voz,
Sua razão para ser meu amor.
Meu coração está respirando por isso.
Momentos no tempo,
Eu acharei as palavras pra dizer.
Antes que você me deixe hoje.
Feche a porta,
Jogue a chave fora.
Não quero ser lembrado,
Não quero ser visto.
Não quero ficar sem você.
Minha opinião está nublada,
Como o céu de hoje à noite.
Mãos silenciosas
A voz é entorpecida.
Tento gritar fora os meus pulmões.
Mas isso torna as coisas mais difíceis,
E as lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Se nós apenas pudéssemos ter essa vida por mais um dia.
Se nós apenas pudéssemos voltar no tempo.
Flashes deixados em minha mente,
Voltando no tempo.
Jogando jogos na rua,
Chutando bolas com meus pés.
Dançando com meus dedos.
Ficando em pé perto da porta.
Tem uma parte das minhas roupas no fim da sua cama,
Conforme eu sinto eu mesmo caindo,
Faça uma piada de tudo isso.
Você sabe que eu serei,
Sua vida, sua voz,
Sua razão para ser meu amor.
Meu coração está respirando por isso.
Momentos no tempo,
Eu acharei as palavras pra dizer.
Antes que você me deixe hoje.
(...)
“O que é seu encontrará um caminho para chegar até você.”
Minhas mãos tremiam enquanto uma enfermeira me conduzia pelo longo corredor do lugar, que parecia uma fazenda e era enorme.
Pelas janelas da propriedade, eu podia ver uma piscina limpinha e muito grande, convidando qualquer pessoa a pular nela. Dali podia ver também um cercado enorme, onde várias pessoas andavam pra lá e pra cá em cima de cavalos.
Forcei-me a pensar nos recados que tinha para dar, pra ver se controlava o nervosismo que eu sentia.
O do meu pai era simples: a vaga dele na escola estava garantida para o próximo ano, para que ele pudesse terminar seus estudos.
O de Angie também era simples. Queria que eu dissesse que ele já havia andado metade do longo caminho e que não desistisse agora.
Marco queria que eu dissesse que ele estaria esperando para finalmente tocarem algo juntos e Fran mandava beijos e abraços e também pedia pra ele não desistir.
A enfermeira tagarelava, mas eu pouco prestava atenção nela.
– E, sabe... É uma regra da clínica. Nos primeiros meses os pacientes só têm permissão de ver os familiares. Mas o Leon vai gostar de te ver, estava contando os dias!
Quando me dei conta, estava parada em frente à porta de número 206 e a enfermeira sorria pra mim.
– Preparada? – perguntou, com a mão na maçaneta e eu assenti, mesmo não sabendo se estava preparada.
A porta se abriu e eu pude, finalmente, vê-lo.
Ele parou abruptamente de andar. Pelo jeito, estivera andando de um lado para o outro no quarto.
Ele então colocou as mãos nos bolsos, nervoso, e me olhou profundamente, mas ficou onde estava.
Percebi algumas pequenas diferenças nele. Parecia mais bronzeado e mais forte. Sua testa estava franzida, mas seu ar de preocupação era quase palpável. Seus cabelos estavam maiores, tão bem cuidados que brilhavam. Ele usava um topete que o dava um ar de mais maduro.
– Vou deixar vocês sozinhos – a enfermeira disse, oportunamente, e quase me empurrou pra dentro do quarto e fechou a porta.
Olhei em minha volta, reparando no quarto pequeno, porém bem arrumado e de cores claras, tentando quebrar o contato visual com ele.
Pelo canto do olho vi ele se mexer e voltei a olhá-lo. Ele parecia nervoso e, de repente, percebi que era eu quem deveria falar algo.
– Oi – falei, pateticamente, e dei um passo à frente, insegura.
– Você veio – ele disse, demonstrando surpresa na voz.
Ouvir a voz dele foi como um choque, que me fez acordar pra realidade. Depois de longos meses, eu estava ali, com ele, e tudo o que eu dizia era oi?
Uma emoção nova tomou conta do meu peito e, por mais que eu vasculhasse meu cérebro, não conseguia pensar em nada pra dizer.
– Eu... – comecei, mas sem sucesso. – Você parece melhor.
Ele deu de ombros e sorriu, um sorriso contido, mas apenas isso foi o suficiente para eu entender porque havia esperado por ele, pensado nele todos os dias.
Não explicava porque eu parecia amá-lo ainda mais, mas explicava porque eu esperaria o tratamento dele acabar. Explicava porque eu esperaria ele voltar pra mim.
Ainda sem saber o que dizer, levantei a mão direita, onde estavam a pulseira e a aliança que ele me deu.
Pela primeira vez ele desviou o olhar do meu rosto. Observou a minha mão e, quando voltou a olhar meu rosto, seu sorriso era enorme. E exatamente aquele do qual eu me lembrava.
Dei uma risada nervosa, tentando disfarçar as lágrimas que já começavam a cair e ele riu também, enquanto, para o meu alívio, caminhava até mim.
Leon me abraçou com força, e eu fiquei perdida em seus braços, tentando fazer contato com cada parte do corpo dele que eu podia tocar, sentindo o cheirinho de seus cabelos que tanto me fizeram falta.
Depois do que pareceu uma eternidade, nos separamos apenas o suficiente pra olharmos nos olhos um do outro.
– Acho que, no fundo, eu sabia que você viria – ele disse, com a voz embargada.
Eu sorri, e respondi com as únicas palavras que pareceram me ocorrer.
– Eu também. — nos dos rimos, da minha fala. -Então tenho que te contar tudo oque pediram pra mim te fala. -ri e abaixei a cabeça ele sorriu, e levantou meu queixo. -Depois,primeiro tenho que fazer uma coisa que senti muita falta. -Oque? -perguntei já imaginando a resposta. -isso — Ele disse se aproximando e selando nossos lábios, em um beijo calmo, com saudades, desejo, paixão..
–Também senti falta disso.. -disse ofegante. — Eu te amo!! -ele disse olhando nos meus olhos. -Eu também te amo.. -disse e voltamos a nos beijar..
Fim
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