Notas iniciais
Heeey Cupcakes mais um capitulo pra vcs amores =3 Espero q Gostem!!!! Nesse Capitulo vou fala um pouco do Passado do Leon e da Vilu... Boa Leitura

Decidi que o melhor que podia fazer por Leon seria distraí-lo pelo máximo de tempo que conseguisse, pra evitar que ele sentisse vontade de se drogar novamente. Ele me prometeu que continuaríamos nos vendo e que ele não me abandonaria, assim como eu não pretendia abandoná-lo. Aquela noite, deitada em minha cama, pensando em algo que fosse suficientemente bom para distraí-lo, relembrei grande parte da nossa conversa durante a tarde, enquanto o meu sono não vinha.

Flash Back On:

“Eu dirigia o carro dele e ainda não tínhamos trocado sequer uma palavra, enquanto ele tentava se controlar e parar de chorar. Percebi como deveria ter sido difícil pra ele se mostrar daquele jeito pra mim e soube quase que de imediato que ele se sentiria com vergonha depois, por isso prometi a mim mesma que não o deixaria se sentir assim. Quando chegamos à minha casa, mandei-o subir até o meu quarto e fui à cozinha buscar um copo de água pra ele e tentar pensar no que falar.
Quando me viu entrar no quarto, ele sorriu e estendeu a mão pra pegar o copo. Percebi que ele parecia bem melhor.
Sem nenhum motivo aparente, pensei no meu pai e no que ele diria se soubesse que eu e o garoto-problema estávamos sozinhos no meu quarto. Afastei esse pensamento e me sentei na cama, dei umas batidinhas no lugar a minha frente, sinalizando que queria que ele se sentasse ali. Ele se sentou e, confirmando o que eu havia pensado que ele faria, disse:
— Me desculpa, não devia ter desabado daquele jeito, eu não costumo fazer isso...
— Tudo bem – falei, acariciando a mão dele que estava próxima a mim – Eu sou sua amiga, lembra? Você não tem que aguentar tudo sozinho. E eu fico feliz de saber que você me escolheu pra compartilhar isso – fui o mais sincera que pude, falei o tempo todo olhando em seus olhos e ele assentiu, sorrindo. Como alguém podia ser tão lindo?
— Você é linda, sabia? – ele disse, me assustando e rindo depois de ver a minha cara de espanto – É serio! – percebi que ele estava corando um pouco e tentei ignorar esse fato, mas achei bonitinho – e se você não quiser – ele continuou, parecendo reunir toda a força que tinha – não precisa me ajudar, não é sua obrigação fazer isso.
Suspirei e me levantei. Caminhei até a janela e pude sentir seu olhar em mim.
— Eu não preciso te ajudar e não, não é minha obrigação fazer isso – comecei e me virei lentamente pra ele – mas eu quero te ajudar.
Ele sorriu, triste, e se levantou também. Olhou pela janela lá fora e apontou pra uma casa em frente a minha.
— Eu morava ali, sabia?
Olhei pra ele, incrédula.
— Quando?
— Morei ali até os 10 anos. Morava com o meu avô e com a minha mãe, mas depois que ele morreu, ela não quis mais morar aqui – ele fez uma pausa e voltou a olhar pra mim – eu me lembro de quando você se mudou pra cá – ele falou, sorrindo – era inverno e eu tinha uns 8 anos. Estava fazendo um boneco de neve na frente de casa quando vi você chegando com o seu pai.
Sorri, lembrando-me vagamente daquele dia. Ele deu uma risada e continuou.
— Você estava brava, e muito fofa, devo dizer, com as bochechas vermelhas e a carinha de irritada. – ele riu mais uma vez.
— Eu me lembro – falei – eu não queria vir pra cá! – senti uma nostalgia enorme se apossando de mim.
— É, e você bateu o pé e disse que a casa era feia e que não ia entrar nela. Detalhe: a sua casa é a mais bonita da rua. – ele me olhou sorrindo e balançando a cabeça negativamente, como se não aprovasse a birra que eu havia feito aquele dia – Você ficou bem uns dez minutos brigando com o seu pai dizendo que não ia entrar...
— Nem mesmo eu me lembro muito bem disso – disse, rindo – E por que está me falando isso agora?
— Porque, naquela época, eu achava as garotas chatas e sem graça. Na escola, eu fugia delas – ele disse, com um sorrisinho sapeca – Mas quando te vi, não sei por que, mas quis ficar perto de você. Acho que porque, mesmo quando você era mais nova, você era uma menininha decidida – ele riu – eu gosto de pessoas decididas.
Eu ri também, sentindo algo se remexendo loucamente no meu peito.
— Me diz o que eu posso fazer pra te ajudar. – falei, de repente.
— Você já me ajuda – ele riu da minha cara de dúvida – Você me distrai, me faz querer passar mais tempo conversando com você do que... Fazendo outras coisas – percebi que ele ainda se sentia incomodado por falar naquele assunto – E eu parei um pouco... Diminuí a frequência, entende? – ele me olhou nos olhos e entendi que estávamos na mesma situação, que eu também havia diminuído a frequência com que me machucava porque ele me fazia bem. Sorri com o pensamento de que eu fazia bem a ele.
— Não sei... Mas acho que se você me deixar ficar mais tempo com você – ele começou, constrangido – já ajuda.
— Claro – falei rápido demais e ri – por mim, tudo bem, eu posso te aguentar mais um pouco.
— Se eu soubesse que ser seu amigo ia me fazer tão bem, teria começado nossa amizade antes – ele falou, rindo e bagunçando o meu cabelo.
Ri junto com ele, enquanto sentia um aperto no peito.”

Soube o que devia fazer pra ajudá-lo. Precisava mantê-lo distraído por tempo suficiente... Não poderia deixar brechas. “Você pode fazer isso... Não vai ser nenhum sacrifício” sorri com meus pensamentos, até ouvir uma vozinha chata me dizer “ele só quer a sua amizade, idiota”. O sorriso se desmanchou e senti vontade de chorar. “Quer saber?” respondi “estou muito satisfeita em ter a amizade dele”. Percebi que já estava adormecendo e me entreguei ao sono, mas ainda pude ouvir a vozinha dizer: “Porque isso é tudo o que você pode ter... Amizade.”

Notas finais
Então Cupcakes oque Acharam ???? Espero q tenham gostaado minhas lindas(os)