Story Of My Life
13 Tudo termina em pudim?
Notas iniciais
Dia 04 de setembro de 2013
Meus tios me proibiram de sair de casa, já estou "trancada" aqui há praticamente duas semanas. Chloe vem me visitar, Sammy só sai de casa para ir para a faculdade. Meus tios estão com medo de que aconteça alguma coisa comigo e blá blá blá, então eles não me deixam ir para a faculdade. Sinto falta da faculdade, de conversar com Sammy e Chloe no refeitório, as vezes ir para algum Pub depois da faculdade. Não tenho falado com Harry desde o dia em que descobri toda a verdade. Eu estou muito brava com ele, como ele pode ter mentido para mim? Mas mesmo assim eu sinto falta dele, sinto falta da risada dele, de como ele me faz rir. Sammy foi para a faculdade e meus tios foram trabalhar, meus tios mandaram o porteiro só deixar a pessoa subir se eu autorizar.
Não tem nada para fazer aqui neste apartamento. Já li todos os livros que tem aqui e não consigo ficar na internet por muito tempo. A unica coisa que sempre consegue me deixar melhor é tocar meu violão, mas nem isso tem me animado muito. E para piorar a minha situação, a comida acabou. Minha tia disse que vai fazer compra hoje e tal, mas eu to morrendo de fome. Acho que vou pedir uma pizza, é a única coisa que eu ainda posso fazer né?! Liguei para a pizzaria e pedi uma pizza, o cara falou que não iria demorar muito. Fiquei vendo TV por um tempo. Não tinha nada para fazer, então resolvi entrar no twitter pelo meu celular. Assim que abri meu celular, vi que ainda não tinha apagado as mensagens que Harry havia me mandado. Enquanto lia, senti uma lágrima correr pelo meu rosto e em seguida várias lágrimas. Minha vista ficou embasada e eu não conseguia ler mais nada. Quando finalmente eu ouvi o interfone, corri até ele e avisei para o porteiro que o cara da pizza podia subir. Enxuguei minhas lágrimas, coloquei meu celular no bolso e fui atender a porta.
Abri a porta e o entregador me entregou a pizza, eu acabei esquecendo de pegar o dinheiro. Pedi para ele esperar um minuto e fui pegar o dinheiro que havia deixado em cima do balcão. Assim que fui entregar o dinheiro para ele, senti alguma coisa bater em minha cabeça. Depois disso não lembro de mais nada, devo ter ficado desacordada durante um bom tempo. Assim que acordei, minha vista estava muito embasada e minha cabeça doendo. Vi que eu estava amarrada e em um lugar estranho. Como eu vim parar neste lugar? Eu acho que estava sozinha ali, demorou um tempo até eu perceber oque estava acontecendo. ALGUÉM ME RAPTOU!
— SOCORRO! — Comecei a gritar na tentativa de alguém ouvir — SOCORRO!
— Não adianta gritar, ninguém vai conseguir ouvir você!
— Onde estou? Quem é você? Oque você quer comigo? — Perguntei assustada.
— Nossa você tem muitas perguntas, mas eu sou paciente. Digamos que você está bem longe de casa. Bom você já deve saber quem sou eu! Seus pais devem ter lhe contado de mim.
— Charlie Sparks?! — Sussurrei e ele concordou com a cabeça — E não, eles não me contaram. Você matou eles antes que eles pudessem ter a chance de me contar.
— Foi uma perda terrível. Eu não teria matado eles e você não estaria aqui se eles tivessem me dito onde estava o meu Pen-drive.
Lembrei que meu celular estava no meu bolso, assim que Charlie se virou, puxei meu celular de vagar e liguei para Harry. Vi que Harry havia atendido e sabia que ele podia ouvir a conversa.
— Eu não sei nada sobre esse Pen-drive, muito menos onde ele está.
— Acho bom você começar a pensar onde está o meu Pen-drive, ha menos que você queira se juntar aos seus pais! Ou você pensa que seu queridinho Harry virá te salvar?
— Por favor, me solta. Eu realmente não sei onde está o Pen-drive, meus pais não me contaram nada sobre isso e não faça nada com Harry. Por favor!
— Se não quiser que aconteça nada com você ou com Harry, acho melhor você começar a pensar onde seus pais guardaram o meu Pen-drive. — Vou te dar um tempo para pensar.
Espera, eu acho que sei onde está este Pen-drive. Eu me lembro uma vez, quando eu era pequena, minha mãe estava no meu antigo quarto mexendo em alguma coisa em baixo do meu tapete. Quando perguntei oque ela estava fazendo, ela me disse que só estava guardando umas coisas e que seria o nosso segredo. Não acredito que esse tempo todo essa porcaria de Pen-drive estava no Brasil, no meu quarto, embaixo do meus pés. Já tem uma tempo desde que Charlie saiu, acho que ele não vai voltar mais hoje. Eu estou torcendo para que não volte. Lembrei de que havia ligado para Harry. Ainda não sabia se ele estava ali me ouvindo, preferi arriscar.
— Harry você está me ouvindo? Por favor, me ajuda a sair daqui!
— Calma Soph, eu irei te ajudar. Só preciso que você fique bem quieta e deixe o celular ligado. Se você souber de algo sobre esse Pen-drive, não conte para ele. Se você contar, ele não irá mais precisar de você e irá te matar. Eu já estou indo Soph. Eu amo você e não vou perde-lá.
Depois disso não ouvi mais a voz de Harry, mas ele disse para deixar o celular ligado. Ficou um grande silencio durante um tempo, até que ouvi o barulho de uma porta se abrindo e não conseguia ver quem era. Senti alguém chegar por trás de mim, levei um grande susto, pensei que era Charlie. Quando vi que era Thomas eu fiquei muito aliviada e preocupada por ele estar ali.
— Cadê o Harry? — Sussurrei para Thomas
— Ele já está vindo. — Thomas sussurrou para mim enquanto me desamarrava. — Vai ficar tudo bem! Ele conseguiu rastrear sua ligação e a policia já está chegando.
— Mas oque você está fazendo aqui? Nossa como eu sou burra, você também é agente especial. — Falei e Thomas concordou com a cabeça.
Thomas conseguiu me desamarrar, mas na hora em que estávamos quase chegando na porta por onde Thomas entrou ouvi a voz de Charlie.
— Então temos visita? Porque não amarramos a visita também? — Charlie falou e em seguida dois caras gigantes nos amarraram.
— Solta ela! Ela não sabe de nada e não tem nada haver com isso. E você sabe muito bem disso Charlie. — Disse Thomas.
— Você não sabe de nada garoto! — Charlie falou e em seguida saiu, assim como os dois caras que estavam com ele.
— Eu não acredito que não consegui tirar você daqui! Desculpe Soph.
— Thomas não precisa se desculpar, eu que preciso por ter te colocado nesta situação. — Falei e dei um pequeno sorriso.
— Soph o Harry realmente gosta de você. Você é a única pessoa que consegue faze-lo sorrir. E se ele não te contou sobre isso tudo, é porque ele queria te proteger desta loucura. Ele te contou que também perdeu os pais?
— Ele não me contou sobre isso. Como os pais dele morreram? — Senti uma lágrima correr pelo meu rosto, digamos que eu to muito chorosa hoje.
— Acho que ele não contou pois você perdeu seus pais ha pouco tempo e ele não queria mexer neste assunto. Os pais dele também eram agentes, morreram em uma missão quando ele tinha 10 anos. Ele sofreu muito e decidiu seguiu a mesma carreira que os pais. Eu, Louis e você somos a coisa mais importante para ele. Ele não vai deixar que nada te aconteça.
Nenhuma palavra conseguia sair da minha boca, como eu não sabia sobre os pais de Harry?! E ele tinha apenas 10 anos quando perdeu os pais. Imagino como isso deve ter sido difícil para ele e para Louis também. Ouvi Charlie chegar.
— Já deixei você pensar tempo demais, vamos lá, me conte onde está meu Pen-drive. — Disse Charlie.
— Eu não sei onde está essa porcaria de Pen-drive. — Falei olhando direto para Charlie.
— Está bem então, então você não é útil para mim. Nem seu amiguinho. Acho melhor eu acabar logo com isso. — Charlie falou e em seguida pegou uma arma.
Ouvi um tiro e na hora fechei os olhos. Depois olhei para Louis e ele disse que estava tudo bem. Vi Harry entrando e meu coração disparou. Não sei se foi por causa do susto ou por causa de Harry.
— Vocês estão bem? — Harry falou desamarrando a gente. — Espero que vocês não estejam machucados.
Eu não conseguia falar nada. Pulei em cima de Harry e lhe dei um abraço. Eu não queria solta-ló nunca mais.
— Soph você está me esmagando. — Harry falou rindo — Eu senti falta do seu abraço!
Na hora que eu ia falar alguma coisa, ouvi um barulho de um tiro. Vi que Charlie havia acertado Harry. A policia chegou em seguida. Olhei para Harry, e logo depois Harry caiu no chão.
— Harry por favor! Não me deixe! Harry eu amo você. — Falei e em seguida Harry sorrio. — POR FAVOR, ALGUÉM ME AJUDA ELE ESTÁ SANGRANDO!
Os policiais conseguem prender Charlie e os caras que estavam com eles e alguns médicos ajudam Harry e o levam para um hospital. Thomas me abraçou e disse.
— Calma Soph, o Harry vai ficar bem!
— Thomas me tira daqui por favor!
— Você vai ter que ir na delegacia explicar oque aconteceu, eu vou com você. Depois iremos direto para o hospital ok?
— Ok, só quero sair daqui.
Thomas e eu fomos com a policia até a delegacia e explicamos tudo oque aconteceu. O policial disse que depois de alguns dias eu terei que ir na delegacia novamente. Eu não quero saber de mais nada, só quero ir para o hospital e ver como o Harry está. Assim que cheguei no hospital, vi uma sala de espera. Louis, Chloe, Sammy e meus tios estavam ali.
— Soph como você está? — Meus tios vieram e me deram um abraço apertado.
— Eu estou bem. Só quero saber como Harry está! — Falei séria.
— Ele está bem, a bala não atingiu nenhum órgão importante. Ele está dormindo e só vai poder receber visitas mais tarde. Você não quer ir para casa e descansar um pouco? — Disse minha tia.
— Eu só vou descansar depois que eu conversar com Harry! — Falei indo em direção as meninas que me abraçaram.
Fiquei ali, naquele hospital até poder ver Harry. Demorou algumas horas até que eu pudesse finalmente falar com Harry. Corri até o quarto de Harry e vi que ele estava comendo alguma coisa.
— Posso entrar? — Falei abrindo um grande sorriso.
— Claro que pode. — Harry falou retribuindo o sorriso.
— Como você está? — Falei sentando do lado de Harry. — Oque você está comendo?
— Eu estou bem. E eu estou comendo pudim, quer um pouco?
— Eu estou morrendo de fome. — Falei rindo e em seguida pegando um pouco do pudim de Harry.
— Hey Soph, você realmente me ama? — Harry olhou para mim e eu sorri.
— É claro que eu te amo seu idiota. — Falei e em seguida o beijei. — Agora deixa eu terminar de comer o seu pudim. — Harry sorrio e me deu o pudim.
10 de Setembro de 2013
Harry saiu do hospital ontem, todo dia eu fui visita-lo no hospital. Conversamos sobre muitas coisas e Harry disse que hoje iria me levar no lugar preferido de todos os tempos dele. Ainda não sei oque ele está aprontando. Harry me disse que está me esperando na portaria do meu prédio. Coloquei uma roupa que Sammy escolheu (link da roupa aqui) e desci. Assim que cheguei na portaria, vi Harry me esperando. Ele estava perfeito, como sempre. Fui andando até ele e quando ele me viu abriu um grande sorriso.
— Pode me dizer onde vamos senho Harry James?
— É uma surpresa senhorita Sophie Blair.
— Então vamos logo. — Falei rindo.
Assim que entramos em um táxi, Harry cobriu meus olhos com uma venda e sussurrou para o motorista o lugar para onde iriamos. Não demorou muito até chegarmos no tal lugar. Descemos do táxi e andamos um pouco. Assim que Harry tirou a venda eu achei um pouco estranho, eu estava de frente para um poste de luz. Mas logo em seguida me lembrei daquele poste. Foi o poste em que eu bati a cabeça. E ali atrás estava o London Eye. Harry olhou para mim e sorriu.
— Esse é meu lugar favorito em todo planeta. — Harry falou e eu sorri.
— O meu também! — Falei e em seguida Harry me beijou, aquele beijo parecia o nosso primeiro beijo. — Agora só falta a Chloe me perturbar.
— E é claro que isso não podia faltar!
Olhei para trás e lá estava Chloe rindo. Louis, Thomas e Sammy também estavam lá. Hey Soph, sorria. Harry me abraçou por trás e tirou uma foto minha, do Harry e do poste.
— Agora sim está completo. — Falei e todos riram.
Acho que minha vida não pode melhorar. Quando eu pensava que nada na minha vida poderia dar certo, eu descubro que estava totalmente errada.
Fim!
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