Story Of My Life
1 A morte dos meus pais
Notas iniciais

19 de Julho de 2013
Estava na minha casa com meus pais, nós estávamos jantando e rindo até que eu ouvi alguém bater na porta. Meu pai foi abrir a porta, escutei ele gritando com algumas pessoas e olhei assustada para minha mãe. Minha mãe foi ver oque estava acontecendo, eu fui atrás dela pois também queria saber oque estava acontecendo ali. Na hora que chegamos na sala vi uma pessoa vestida toda de preto e com uma mascará no rosto, meu pai olhou pra trás e viu que eu e minha mãe estávamos na sala. A pessoa na porta puxou uma arma e apontou-á para o meu pai, eu fiquei assustada e dei um grito, minha mãe colocou a mão em cima da minha boca para que eu não grita-se, mas não deu muito certo, a pessoa que estava parada na porta olhou para dentro e viu que estávamos ali paradas na sala. Ela falou algo embolado com meu pai que eu não entendi direito e logo em seguida de um tiro no peito do meu pai. Eu me desesperei e gritei muito alto. Minha mãe correu em direção ao meu pai, que estava caído no chão. A pessoa tirou a máscara e olhou para minha mãe, ela olhou assustada como se conhece-se aquela pessoa. Minha mãe disse:
— Por favor não machuque nossa filha, só isso que eu te peço.
O homem olhou para minha mãe e disse:
— Você sabe oque eu quero, não queria ter atirado em ninguém, mas ele não me deixou outra escolha!
— Não foi culpa nossa, por favor não machuque a minha filha!
O homem olhou pra mim de um jeito estranho e disse:
— Eu não vou machuca-lá, mas você sabe oque terei que fazer!
Ele colocou a máscara novamente e atirou em minha mãe e foi embora. Eu corri até minha mãe e a ultima coisa que ela me disse foi que me amava. Eu disse que amava ela também e fiquei chorando perto do corpo de meus pais.
Vi um carro de polícia parado na minha porta que estava aberta, o policial me segurou e me tirou de perto daquele lugar. Nenhuma palavra saia da minha boca, eu só conseguia chorar. O policial pediu o telefone de alguém que eu conhece-se, peguei meu celular e entreguei para o policial que ligou para meus tios. Depois de um tempo meus tios chegaram e me viram sentada em um canto, chorando. Meus tios me levaram para a casa deles aqui no Brasil.
22 de julho de 2013
Eu simplesmente não consegui dormir durante essas ultimas noites pensando no que havia acontecido, passei as noites chorando. Eram 10:30 AM quando meus tios me chamaram para tomar café da manhã, eu simplesmente não queria comer nada, não queria levantar da cama, não queria mais respirar. Mas hoje era o dia do enterro dos meus pais, eu desci e sentei ha mesa. Não conseguia comer nada.
— Sophie por favor come alguma coisa, se você não comer nada você vai desmaiar! — disse minha tia.
— Tia eu não consigo, por favor me deixe ficar quieta no meu quarto até a hora de sairmos.
— Ok Soph, mas pelo menos coma uma maça!
Peguei a maça e subi para o meu quarto, peguei meu fone de ouvido e deitei na cama. Deixei a maça no meu criado-mudo. Depois de algum tempo minha tia bateu na minha porta e mandou eu me arrumar. Levantei enxugando as minhas lagrima e fui tomar banho e me arrumar, coloquei qualquer roupa e prendi meu cabelo em um coque, peguei meus óculos escuros e desci as escadas. Não consegui parar de chorar, passei o enterro inteiro agarrada em minha tia que também chorava. Depois do enterro fomos pra casa, chegando em casa tomei um banho, coloquei meu pijama e me joguei na cama. Ainda não tinha comido nada até agora, meu estômago estava embrulhado, mas eu tinha que comer algo pra não desmaiar. Fui até a cozinha e peguei um biscoito que estava no armário da cozinha, sentei a mesa e comi o pacote de biscoito inteiro, quando ia subir para o meu quarto minha tia me viu na cozinha e pediu pra conversar comigo, sentei na mesa esperando ela se sentar também.
— Soph eu sei que você está passando por muitas coisas durante esses dias, também está sendo difícil perder minha única irmã. Soph sua mãe deixou sua guarda pra mim e eu sei que a gente se dá bem. Eu apenas gostaria de te avisar que depois de amanhã nós iremos pra Londres e você vai morar lá com a gente. — disse ela.
— Tia Diana eu não quero ir pra outro país, meus melhores amigos estão aqui, e também tem meus estudos tia, eu não quero ir pra Londres!
— Soph você vai ter que ir pra Londres comigo, já pedi para seu tio arrumar uma boa faculdade pra você em Londres, você pode fazer novos amigos e será bom pra você depois disso tudo que aconteceu.
— EU NÃO QUERO IR PRA LONDRES! — Gritei.
— Sophie você vai e ponto final. Isso é para o seu bem! Amanhã você vai se despedir de seus amigos.
Olhei para minha tia com os olhos cheios de lagrimas e subi correndo para meu quarto. Bati a porta e me joguei na minha cama. Eu não quero ir pra outro país e deixar meus amigos, eu não faço amizades facilmente e será muito difícil eu me adaptar em outro país. Eu quero minha vida de volta!
Fale com o autor