Story Book
1 Captain Swan (Emma & Killian)
Ele a observava, mesmo que ela não pudesse perceber.Era difícil compreender como um ser tão belo poderia gostar de alguém como ele.
— Killian...O que você está aprontando? – Ela questionou, sua voz suave e com um leve tom de euforia trouxe um arrepio pela coluna do capitão.
— Apenas mais um pouco, love. – O sorriso daquela mulher era como uma suave chuva de verão tocando sua pele, ou a brisa fria do mar em um fim de tarde, trazendo sensações conhecidas e algumas inéditas...Ele não hesitaria em fazer qualquer coisa por ela.Apenas para vê-la sorrir daquela forma.
— Cuidado com o degrau. – Ele a ajudou a entrar por um pequeno portão de madeira branca. – Aqui está bom. – Mesmo sem poder ver seus belos olhos...Killian sabia que no fundo das íris verdes encontraria o brilho infantil tão complicado de se arrancar de Emma Swan. – Eu...Espero que não esteja atrasado para fazer esta surpresa. – Desfazendo o laço do lenço que cobria seus olhos ele deixou que suas mãos recaíssem lentamente para sua cintura, apoiando o queixo em seu ombro.As expressões da loira eram quase cômicas.
— Killian... – Murmurou, seus olhos encontraram a casa, que ela já tinha conhecimento de que ele e Henry passaram horas para escolher.Claro, ela já havia estado ali, mais de uma vez...Ela morou ali quando....Bom não vinha ao caso naquele momento.O lugar parecia ter tomado novos ares, os raios de sol alaranjados faziam reflexos ondulantes em um pequeno enfeite pendurado a uma das vigas, com penas e alguns suportes de vidro.Pouco havia mudado, além de algumas plantas e...O que era aquilo?
Emma dirigiu um olhar confuso ao pirata que apenas lhe ofereceu um sorriso insinuante... “Veja por si mesma”, aquilo queria dizer.Ela mordeu os lábios antes de andar rapidamente até os pequenos degraus.
Killian reprimiu o riso quando ela soltou um pequeno arquejo ao ver o cesto se mover e com destreza retirar o tecido que o cobria.
— Céus, Hook. – Ela riu ao ser atacada por um pequeno filhote de cor negra, como o terno do senhor da morte, mas tão amável quanto Henry. – De quem foi esta idéia? – O cão insistia em tentar morder sua orelha, enquanto desesperadamente a loira tentava segurá-lo.
— Vamos dizer que...Henry gosta de cães grandes. – Aproximando-se ele pegou o animal dos braços da xerife, acariciando seus pêlos, isso aparentemente o acalmou.
— Um labrador... – Emma não foi capaz de conter o pequeno sorriso que escapou por seu rosto. – Vocês dois...Quando se juntam... – Killian deu de ombros com um sorriso.
— Henry disse que... – Ele escorou-se a pilastra para continuar, percebendo olhos intensos e singelos sobre si. – Um cão é uma espécie de união estável entre um casal, como um filho, apenas um pouco menos problemático. – Ele realmente tinha uma forma inocente e engraçada de dizer aquilo.
— Qual sua intenção com isto? – Apontou para a bolinha em seus braços.Espere...O capitão Hook estava corando?
— Eu-eu...Não sei...Foi idéia de seu filho...E...Eu achei interessante...Já que ele passa a maior parte do tempo na casa dos seus pais e...Achei que...Precisaríamos de companhia, quero dizer, não que necessariamente teríamos de morar aqui....Juntos...E-eu... – Ele parecia uma criança, como se tivesse sido descoberto fazendo algo muito errado.De uma forma ou de outra ele conseguia aquecer seu coração.Fazia com que o sangue corresse mais rápido por suas veias.Olhando em volta, para a grande casa, os enfeites, o sol, o cheiro da grama, o cão...E Killian...E seus olhos...Azuis, como a maré, na qual ele navegou por tanto tempo, eram tão belos, ela nunca conseguiria odiar aqueles olhos, eles sempre iriam trair seus sentimentos, induzindo-a para quem sabe algo inusitado e aventureiro.Emma suspirou.
— Killian...Você não deveria fazer esse tipo de coisa. – Ele pareceu surpreso, talvez um pouco chateado, confuso, porém isto durou apenas uma polegada de segundo, a xerife aproximou-se repentinamente de seu corpo e o puxou pelas lapelas para um beijo suave.Um beijo, naquele momento, foi bem mais valorizado que milhares de agradecimentos.Emma correu os dedos por sua barba e o segurou na altura de sua nuca, ele parecia sempre cheirar a costa de Long Island.Não fora um beijo com luxuria, ela somente desejava sentir seu gosto, agradecer, não através de palavras, por ele ter surgido em sua vida, e lentamente ter ocupado um lugar tão grande em seu peito.Ela apenas se afastou para observar seus olhos alegres, ao sentir o cão reclamar.
Ele sorriu, iluminando sua visão bem mais que qualquer luz do sol ou da lua. – Acho...Que sei que nome podemos dar a ele. – Disse olhando para o animal aninhado no couro de suas roupas.A loira o olhou curiosa.
— Aestus... – Ela franziu levemente o cenho. – É maré...Em latim.
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