Storm Owls
6 Embate
Antes que o homem disfarçado de bêbado já sem metade de seu rosto pudesse pegar uma granada em seu bolso, ou Arthur o alvejasse ou Jeff o acertou em cheio ainda no ar. Marcus soou um alarme. Mas não era um alarme qualquer.
Era um alarme que diz para todos irem à grade estátua do gato da sorte chinês da sorte pegar sua moeda dourada da sorte. Se for uma moeda falsa de chocolate, você não ganha nada. Se fosse uma moeda de ouro, você ganha um milhão de dólares.
Com isso, todos no cassino começaram a correr até lá, dando a distração perfeita.
Um tiro acertou o lado esquerdo do crânio do inimigo, provindo de Jeff no ar. Três provenientes de Arthur acertaram seu coração e pulmões.
Arthur aterrissou, investiu no homem, deu-lhe um gancho que o pôs no ar, deu um pulo de cinco metros e lançou retilineamente o homem para Jeff com um chute. Jeff que já havia aterrissado e pulado de novo nessa mesma altura.
Por ser um switcher mais velho e forte, jogou-o o com muita força até a sala de segurança. Os vidros se abriram e Marcus já estava lá pronto. Pegou o homem em alta velocidade pelo pescoço.
Após ter pego-o pelo pescoço, pressionou-o contra o chão.
Esperou até seus companheiros de clã chegassem até a sala de segurança. O que ocorreu, em menos de três minutos.
Após o delicado bling do elevador, os dois quase saltaram para fora, apontando suas armas para o homem que Marcus estava imobilizando.
— Diga seu nome e clã agora! — Jeff exclamou, segurando sua glock com suas duas mãos.
O homem tossia sangue e mal conseguia falar.
— Você é dos falcões?! — Arthur interrogou, também apontando suas pistolas de alto calibre.
— N-não... sou daqueles que comem o resto da sua comida. — respondeu o homem ensanguentado.
— Chega de charadas! Qual é o seu clã?! — Marcus disse, aumentando a pressão no pescoço do inimigo.
— R-r-r-ratos. — Balbuciou quase inaudível, por estar quase sem ar, devido à grande pressão exercida em seu pescoço.
— Marcus, tire as mãos do pescoço dele e imobilize suas mãos. Arthur, as pernas. — Jeff ordenou.
— Certo! — os dois responderam.
— Midnight rats. — o homem disse, tossindo sangue. Nós e outros clãs vamos atrás de vocês.
— Por quê? Nós temos tratados. Não estamos interferindo em nada! — Jeff perguntou debruçado sobre o homem.
— Porque nada mais importa, desde Neo Atlantis. Acordo de paz, sigilo. Nada. Agora é a hora de tomar a fortuna e o ninho das corujas. — disse rindo, com seus dentes todos cheios de sangue.
— Quem mais está nisso?! — perguntou, sem muita paciência.
— Vocês vão ter que descobrir. — debochou rindo.
Pode-se ouvir gritos vindo do cassino.
— Arthur, vá checar! — Jeff ordenou.
Ao ver pelo vidro, haviam três homens fazendo duas reféns no cassino. Os três formando um círculo, um de costas para o outro.
— Vocês são tão covardes assim?! — Arthur perguntou indignado, batendo no vidro.
— Vocês mesmos não têm moral. Hehehe...
— Marcus, você fica aqui e nos dá cobertura. Arthur, você vem comigo. Nós vamos esquartejar esses merdinhas que querem fazer baderna no nosso cassino.
— Sim, senhor! — responderam em um coro.
Marcus cortou todos os membros do switcher e tirou todas as armas que ele possuía. Ele não seria um problema logo.
Jeff aproveitou que uma adaga estava “dando sopa” na mesa de armamentos e junto dela, pegou mais munição.
Ele e Arthur entraram no elevador e desceram o mais rápido o possível.
Quando o elevador chegou ao destino, os dois correram em uma velocidade absurda, com seus braços estendidos e Arthur já estava apontando suas armas.
Marcus deu o primeiro tiro à distância, mas o homem negro de olhos verdes com uma refém desviou. Só que tudo era uma distração. Logo após ter feito o movimento de chegar para a esquerda, já lá estava Arthur. Um metro acima dele, graças a um pulo, com suas duas pistolas perfeitamente alinhadas. E... bang.
Arthur foi atingido no ombro por um rifle de alto calibre no ombro. Rolou e caiu todo desajeitado mas conseguiu recobrar o equilíbrio.
Outro inimigo havia entrado na sala de segurança e por um instante, roubou a arma de Marcus, que fora desacordado por um mísero segundo, graças a um golpe na cabeça.
Arthur levantou de novo seus braços e apontou para o homem que iria atingir, porém.... corte.
Jeff perfurou por trás o homem que era alvo de Arthur, pois estava distraído. Só que o corte chegou um pouco à moça sendo refém.
Aproveitando a oportunidade e tentando proteger o amigo, atirou nos dois outros switchers inimigos que estavam ao seu lado, antes que o atacassem.
Jeff foi subindo o corte das costas até o crânio e assim que terminou de cortar, soltou a adaga com sua mão direita e pegou um ninja-tô embainhado na cintura de sua vítima, para se defender do golpe que um dos inimigos que havia soltado sua refém estava quase proferindo a ele, com a mesma arma.
Bloqueado. De ninja-tô para ninja-tô. De diagonal para diagonal.
Como ele antes estava segurando a adaga com as duas mãos e não era mais relevante, pegou sua Glock, que havia guardado em seu bolso esquerdo para o ataque com a adaga e com sua mão direita, mirou e acertou em cheio o rosto do outro homem que estava bloqueando sua espada.
Com isso, o homem caiu para trás e ele mesmo perdeu um pouco de equilíbrio. Outro homem com o mesmo tipo de espada estava prestes a dar um golpe certeiro, se aproveitado da falta de equilíbrio de Jeff e assim, cortando-o ao meio. A lâmina estava proxissima de Jeff. Bang bang. Dois tiros de Arthur na lâmina desviaram a trajetória. Com isso, como um raio, trocou as armas de mão. Na sua esquerda agora estava o roubado ninja-tô e na direita, sua Glock.
Um corte horizontal e profundo na área do intestino e uma bala no queixo. Tudo isso mais rápido do que os olhos poderiam acompanhar.
Ao mesmo tempo, pôde-se ouvir o som de vidro quebrando e duas pessoas em queda livre.
Um tempo antes, assim que Arthur e Jeff desceram, Marcus estava deitado no chão da sala de segurança, com seu rifle em suas mãos. Acertou o tiro de distração que Arthur precisava, mas foi golpeado com um taco de baseball na cabeça, o que o fez ficar inconsciente e confuso por um tempo. Rapidamente, o inimigo havia acertado Arthur no ar.
Antes que o switcher ruivo acertasse em cheio o rosto de Marcus, que estava estirado no chão, ele recobrou sua consciência e com um movimento de pernas, trouxe o inimigo ao chão e conseguiu levantar.
O inimigo também levantou-se, ainda com o taco. Marcus não tinha nenhuma arma a não ser seu rifle, então entrou em posição de batalha.
O inimigo riu e deu diversas balançadas diagonais com seu taco em direção a Marcus, que desviou de todas, exceto uma. Ele pegou com sua mão esquerda o objeto de madeira, o esmagou e chutou seu inimigo no vidro da sala, fazendo uma rachadura.
O inimigo deixou sair um pouco de sangue pela boca e também entrou em posição de batalha.
Socos, chutes, cotoveladas, jabs em sequência, esquivas, joelhadas, ganchos, defesas. Era de tudo em alta velocidade. Marcus já estava cheio de hematomas e cuspindo sangue. Limpou o sangue de sua boca sorrindo, pois sabia que já estava na hora de acabar com a brincadeira. Quando seu inimigo já cansado foi dar um soco no lado esquerdo de seu rosto, desviou e com seu braço direito, de baixo para cima, quebrou o membro do switcher. Isso não era nada, pois se renegaria em segundos. Mas o que se sucedeu foi uma barragem de golpes. Dois jabs no rosto, uma joelhada no estômago, uma cotovelada no pescoço, dois socos no abdômen, um gancho, um chute no pescoço, um soco no estômago um chute no rosto e outro no abdômen, empurrando-o de novo contra a parede.
Marcus estava empolgado. Já havia tempo em que não lutava sem levar uma surra de membros mais velhos do clã.
Enquanto o inimigo estava atordoado, machucado, exausto e apoiado num dos vidros da sala, Marcus começou a correr com toda sua velocidade em direção a ele. — Desculpa aí pelo vidro, velho. — falou, dando um meio sorriso
Com uma voadora, o vidro blindado se desfez como se não fosse nada. Essa é a força de um switcher.
Mas não era o suficiente. Enquanto o inimigo caía, ele também se pôs ao ar com seu punho completamente pronto.
Quando seu inimigo chegou ao chão, logo com seguida ele também, com um murro que perfurou seu abdômen e coração.
Levantou-se e pisoteou o rosto do switcher até não restar nada, para ele não se regenerar.
— Jackpot. — Marcus ironizou.
— Ei! Que estrago, hein?! — Arthur disse à distância.
— Vocês saem que vão dar um jeito de inventar uma desculpa e limpar isso tudo, né? — Jeff disse.
— Err... nós temos? — perguntou Marcus.
— Bom, acho que a culpa foi nossa mesmo... — Arthur disse, passando a mão atrás de sua cabeça.
Jeff olhou para as outras reféns que foram deixadas ilesas, porém amedrontadas. Pegou sua arma e atirou na cabeça da duas, com a maior naturalidade. A outra refém já havia morrido de hemorragia, pelo corte que ele deu no switcher que estava a segurando ter chegado nela.
— Tô falando sério. Vocês vão limpar isto sozinhos. E é melhor não deixarem o chefe não saber, já que essa foi a intenção desde o começo. — ordenou.
— Certo. Vamos limpar tudo e dar uma desculpa pras pessoas que viram. Pode voltar pra mansão. — Arthur respondeu.
— Não, antes eu vou pra sala de segurança interrogar um certo alguém. Você o deixou vivo, não é, Marcus? — perguntou.
— Ele parecia ter feito trocas o suficiente para resistir ficar desmembrado. Então, não.
— Ótimo. — foi se dirigindo ao elevador.
Apertou o botão e o elevador chegou em instantes. Adentrou-o.
— Vocês fizeram um bom trabalho. Mas que não se repita o erro na segurança. — advertiu, antes que a porta fechasse.
Os dois ficaram aliviados, soltaram um “Ufa” e começaram a faxina e inventar desculpas para as pessoas no cassino. Iria demorar ao menos um dia para tudo voltar ao normal.
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