Storm
8 don't give up, keep running.
Notas iniciais
Eu gosti desse cap. E foi o maior que eu escrevi até agora õ/
Então, POV Gerard, É O GERARD MESMO! ;D
Espero que gostem.
E ah! Tem um trecho da música My Immortal - Evanescence, quem quiser ler escutando ela, eu recomendo.. ée/
só isso.
xoxo
~P.O.V GERARD~
Abri os olhos, minha cabeça doía muito. A única coisa que eu lembro é de estar me afogando e sentir algo me puxar. Mas eu não estou molhado, e estou de pé. Esperai, eu já abri meus olhos de pé, como isso? Olhei em volta... Estava tudo escuro, onde eu estou? Vi uma sobra perto de mim.
– Quem tá ai? – perguntei.
– Gerard!
Senti meu coração apertar, e meus olhos encherem de lagrimas. É a voz da minha avó.
– Vó?
– Sim, meu filho, sou eu. – Ela falou. Mas tinha algo de diferente, não parecia ser ela, parecia outra. Aproximei-me para lhe abraçar, mas logo ela se afastou.
– Vó? Está tudo bem?
Ela riu. Não era minha avó, era outra. Outra Elena, que sorria e tinha horror nos olhos.
Já conseguia vê-la melhor, e definitivamente não era minha avó. Era uma mulher, jovem, vestida de preto, com um sorriso maldoso e fúria nos olhos.
– Onde eu estou? – perguntei assustado.
– Você esta no nada. – ela sorriu mais ainda, parecia se divertir.
– No nada?
– É o lugar pra onde vão as pessoas que não estão vivas, mas que também não morreram.
– Não morri?
– Ainda não.
– Eu quero voltar. – falei.
– Isso depende de você. – ela respondeu. – Deve achar a saída.
– E como eu faço isso?
– Venha, eu posso lhe ajudar... – falou estendendo a mão para mim.
Quando estava quase tocando sua mão, alguns pensamentos invadiram minha mente, e se ela for má? Definitivamente ela não é a minha avó, eu devo confiar nela? Ela me levaria para a saída ou para a morte?
– Não. – falei e recolhi minha mão.
Seu sorriso logo desapareceu, e eu vi odio no seu olhar, mas de repente, ela desapareceu.
Fiquei sentado lá naquela escuridão por bastante tempo, não sentia sono, nem fome, na verdade não sentia nada, a dor de cabeça já havia passado e eu sentia apenas um vazio. Poderiam ter se passado dias, ou apenas horas e eu não teria percebido.
– Oi Gee... – ouvi alguém falar, mas onde? Parecia vim da minha cabeça...
– Quem é? – perguntei.
– Como você tá? – era o Mikey, Mikey, meu Mikey.
– Mikey! Mikey! Eu não sei. Tô confuso, não consigo sair daqui.
– Pode me ouvir? – ele perguntou, mas não me deixou responder. – Faz tempo que tá ai não é... Olha o papai teve que viajar, mas logo ele volta. Estamos sentindo sua falta. Você precisa ser forte... Volta Gee...
– Eu também tô sentindo falta de vocês, eu sei Mikey, mas é tão difícil... Eu não consigo achar a droga da saída. – falei, mas ele não respondeu mais nada. Passou-se algum tempo em silêncio. Minutos ou horas? Não sei... Mas eu sentia que ele ainda estava ali, em algum lugar.
– Mas que droga Gerard! Vai mesmo me deixar? – ele falou, e eu senti uma lagrima descer, e depois outra...
– Mikey, eu vou sair daqui, por você. – eu disse, mas ele já não estava mais lá.
Comecei a correr desesperadamente sem rumo, apenas corria tentando achar a saída, e enquanto corria sentia meu peito apertar cada vez mais e mais lagrimas saiam dos meus olhos, até que eu não aguentei mais e cai. Fiquei lá deitado no chão gelado, lembrando do sofrimento na voz do meu irmão e chorando, porque era tudo culpa minha, e pra completar eu ainda não conseguia voltar.
Lembro-me que uma vez, depois da minha primeira tentativa de suicídio, o Mikey havia escrito um trecho de uma música que ele gostava pra mim...
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me...
E aqui estava eu, abandonando-o de novo, depois de todos esses anos em que ele me ajudou...
– E ai Gee? Posso te chamar assim né?! – Oi?
– Quem é você? – perguntei. – cadê o Mikey?
– Bem... Deixa eu me apresentar. Sou Frank Iero, o cara que tirou você da água. Ah, o Mikey? Ele saiu... Sabe, tá sendo muito difícil pra ele. Olha, eu queria te falar que n.ã.o d.e.s.i.s.t.a! Entendeu? Eu sei que é difícil e confuso. Mas continue fugindo. Não se entregue. Eu já estive no seu lugar e sei como é difícil. Eu sei que você não caiu daquele penhasco. Mas continue lutando, pelo seu irmão, pela sua mãe... Acredite, apesar de tudo ela te ama.
Nossa. Então alguém me tirou da agua, foi isso?!
– Serio? Já esteve no nada? Por favor me ajuda, eu preciso sair daqui! Como assim continuar fugindo? E não me entregar? A quem? Me ajuda! – perguntei, confuso.
Ele não respondeu.
Fiquei lá, na escuridão, por só Deus sabe quanto tempo, de novo. Até que vi aquela sombra perto de mim.
– Vá embora! – rosnei.
– Gerard, sou eu. Vovó Elena. – olhei para aquela sombra novamente, me aproximei, e não acreditei no que vi...
– VÓ! Ai meu Deus, eu não acredito... – falei abraçando ela. Ela riu, a risada leve e doce da qual eu me lembrava.
– Pelo visto você já deve ter encontrado com ela...
– Aham, mas quem é ela afinal?
– A morte, querido. Ela está tentando te levar, você deve fugir dela, sempre que ela aparecer.
– Quero voltar. – falei chorando.
– Não chore, eu vou ver em que posso te ajudar... Mas eu não sei se posso fazer muita coisa.
Ficamos lá, conversando por bastante tempo, como eu senti falta dela...
Ela me explicou o que podia. A garota que apareceu pra mim era a morte, certo. Parece que eu tenho que fugir dela, mas confronta-la ao mesmo tempo, meio sem sentido...
– Sinto falta do Mikey... – falei.
– Quer ver ele? – ela me perguntou. Confesso que não entendi o que ela quis dizer.
– Como assim?
– Ele esta dormindo agora... Vamos entrar no sonho dele. Venha, segura minha mão. Fecha os olhos... Respire fundo. E concentre-se no Mikey.
– Mikey! – Elena gritou, e logo um garoto alto virou-se. Mikey.
– Vó? Gee? Onde eu estou? – Ele perguntou.
– Mikey, que saudades de você meu filho. – a Elena o abraçou.
– É um sonho Mikey. – disse.
– Gee, onde você tá? Porque não volta? Estou morrendo de saudades de você... – ele falou, quase chorando.
– Eu estou bem Mikey, a vovó esta me ajudando. – eu não sabia o que falar, e quando eu tentava explicar algo a ele para tranquiliza-lo minha voz sumia.
– Ajudando?
– Sim. Eu não sei se vou poder voltar. Diga ao Frank que eu estou lutando mais é difícil e ele sabe disso. Diga à mamãe que eu a amo, muito. E... Eu te amo, e quero que você seja feliz. Aconteça o que acontecer, eu quero que você continue firme, não quero que você sofra.
– Do que você tá falando Gee? Você não vai voltar? Você tem que voltar Gee, por favor! – ele começou a chorar desesperadamente.
– Me perdoa Mikey. – falei.
– NÃO! VOLTA GERARD, POR FAVOR! – Escutei ele gritar, mas eu já não estava mais lá, a escuridão havia voltado e com ela as lagrimas.
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