Storm

13 all have problems


Notas iniciais
achei o Frank...
nada a declarar '-'
vejo vocês lá embaixo.
xoxo

POV Frank



Era mais ou menos 15:00 quando eu recebi uma mensagem do Andy pedindo para aparecer no apartamento dele as 16:00. Faz exatamente meia hora que eu estou esperando ele chegar, tendo que aturar um porteiro chato me enchendo de perguntas. Passaram-se alguns minutos ate que eu o vejo enrolar na esquina e correr em minha direção.

Posso saber onde você estava? – perguntei com minha melhor cara de poucos amigos.

Desculpa pelo atraso Fran, é que eu recebi uma ligação de uma velha amiga minha, e eu precisava falar com ela. – Ele se desculpou vindo me dar um beijo.

O que foi Frank? – ele perguntou quando eu virei o rosto.

Você ainda pergunta? – falei irritado.

Você não quer mais ficar comigo, é isso? Não sente mais nada por mim? – já dava pra ver que ele estava ficando nervoso.

Não Andy, não é isso.

Então porque você tá com raiva de mim?

Você me deixou aqui plantado, esperando por você! Faz meia hora que eu tô aqui, e você tava aonde? Passeando com a amiguinha... – falei quase gritando, esquecendo do porteiro curioso nos observando.

Ei Fran, se acalma tá? Vamos entrar, lá conversamos melhor. – Ele falou olhando pro porteiro que nos observava sem nem piscar.

Tá. – Falei e fui praticamente marchando até o apartamento dele.

Entramos no apartamento e eu ainda olhava-o irritado.

Desmancha essa cara. – ele tentou tocar meu rosto.

Eu não, é a única que eu tenho. – desviei, e depois olhei pra ele. – E se tá achando ruim, porque não vai olhar pra cara da sua amiguinha?

Ah, então você tá com ciúmes?

Eu não. – falei abaixando a cabeça.

Ei Fran, olha aqui pra mim. – ele levantou minha cabeça me fazendo olhar naqueles lindos olhos azuis. – Olha você não tem porque ter ciúmes da Valery.

Andrew, eu não tô com ciúmes de Valery nenhuma. Eu tô com raiva porque você tinha marcado comigo, e me fez ficar esperando por você porque você tava com sua amiguinha. Eu podia estar com o Gerard no hospital!

Frank, entenda! Ela tava precisando de mim, e eu tinha que ajuda-la. – ele falou e dava pra perceber que ele estava triste. – Você num tem “seu protegido”, eu tenho a minha.

E se você ia sair com a “sua protegida” porque me chamou?

Foi de ultima hora, eu estava aqui te esperando e ela me ligou. – Ele falou e eu fiquei calado.

Eu devo acreditar em você?

Eu queria que acreditasse, pois tô falando a verdade. Mas você que sabe... – Ele falou e dirigiu-se para a cozinha.

Uma coisa que eu aprendi sobre o Andy: quando brigamos e ele diz “você que sabe” é porque a porra ficou seria.

Fui atrás dele na cozinha e o encontrei encostado no balcão de costas para mim e com a cabeça baixa. Fui até ele e o abracei por trás apoiando meu queixo em seu ombro. Logo ele se virou para mim, mas permaneceu com a cabeça baixa.

Andy, olha pra mim. – falei levantando o rosto dele. – Eu acredito em você. Me desculpa.

Tá, eu te desculpo, mas você tem que me desculpar também, por ter feito você esperar tanto...

Tá, eu te desculpo. – Falei aproximando meu rosto do dele, e quando nossos rostos estavam tão próximos que já dava para sentir sua respiração em meu rosto, alguém bateu na porta. Me afastei e Andy foi ver quem era.

Permaneci na cozinha e logo pude ouvir uma voz de garota, parecia voz de criança na verdade, toda fofinha. Me aproximei mais da sala e ouvi ela tentar falar algo, mas não conseguia pois o choro não deixava.

Frank! Trás um copo d’agua, por favor. – Andy gritou e eu ouvi a garota dizer algo do tipo: “ah, eu volto depois”.

Peguei o copo com água e levei para a sala onde havia um Andy muito preocupado e uma garota loira que aparentava ter uns 16 anos. Entreguei o copo a Andy, que entregou a ela.

Bebe isso Valery. Se acalme e me diz o que aconteceu. – ele falou.

Então essa é a Valery... Huum, ela é bonita. Mas porque ela tá assim?

Depois de beber a água ela parecia estar mais calma. Enxugou as lagrimas e eu pude observa-la melhor. Ela tinha lindos olhos azuis, muito claros, e uma pele bronzeada, seu cabelo loiro ia até a cintura, ela estava bastante magra, mas não deixava de ser bonita. Mas o que me chamou a atenção foram as profundas olheiras que ela tinha, e eu tinha certeza que se não fosse por elas, ela seria igual a Barbie.

Andy, eu... eu preciso da sua ajuda. De novo. – ela falou.

O que foi Valery? – ele falou preocupado.

Eu e Zacky não temos mais onde ficar.

Como assim? E o abrigo? – Andy perguntou entrando em desespero.

Fomos colocados pra fora. Eles disseram que precisavam de algumas vagas para outras pessoas e como eu e Zacky estávamos lá a um bom tempo eles decidiram nos despejar.

E cadê o Zacky? — ele perguntou, e eu nunca tinha visto o Andy tão preocupado.

Ficou com uma colega minha que também foi despejada. Eu pedi que ela ficasse com ele enquanto eu procurava ajuda.

Mas como foi isso, eles te despejaram assim sem mais nem menos?

Aham, quando você saiu de lá, eles vieram e disseram que eu estava sendo despejada e pegasse minhas coisas.

Ficamos alguns minutos em silencio, Andy pensando em como ajudaria a Valery, ela me olhando envergonhada e eu me sentindo um intrometido.

Val, você pode ficar aqui se quiser... – Andy falou. Pensei que ele não fosse pedir...

Não Andy, você sabe que não da certo, e sabe o que ele pode fazer se descobrir.

Não Valery, você vai ficar aqui, não pode ficar na rua, ainda mais com o Zacky, pense nele... E eu não tenho medo do Matt, eu não vou deixar que ele faça nada com vocês. – Andy falou, eu nunca tinha visto esse lado tão protetor dele.

Ela permaneceu calada por um tempo pensando na proposta do Andy.

É perigoso... – Ela falou.

Eu não me importo, perigoso é você ficar na rua com uma criança de dois anos, sem ter o que comer, exposta a todo tipo de perigo, e fica mais fácil dele te encontrar, já que ele conhece todas as ruas da cidade e ele não sabe que eu tô morando aqui. – Andy falou, e ela pensou um pouco.

Tá. Eu vou pegar o Zacky. – ela saiu praticamente voando pela porta.

Permaneci em pé, observando Andy andar de um lado para o outro pelo apartamento, arrumando as coisas para receber a Valery. Alguns minutos depois ele parou e sentou-se de frente para mim e me olhou serio, coisa que não combinava com o Andy que eu conhecia.

Tá vendo, ela precisa de mim. – ele me encarava ainda serio.

Tá Andy, eu já entendi. Mas o que aconteceu com ela? Quem é Zacky?

Quando ela voltar você vai saber. – ele falou e logo em seguida Valery entrou no apartamento com um lindo bebê moreninho com os olhos azuis iguais aos dela.

Cadê a coisa mais lindinha do mundo? – Andy falou indo pegar o bebe dos braços da Valery. Ele ficou lá brincando com o bebe e esqueceu que eu e a Valery ainda estava lá.

Bem, eu sou Valery Simmons, amiga do bobão ai. – fiquei surpreso ao vê-la falar estendendo a mão para mim.

E-Eu... Sou Frank Iero. – gaguejei.

Ah... Então é você o famoso Frank! – ela falou indo em direção da cozinha.

Famoso, eu? — a segui.

Sim, o Andy fala muito de você. – ela sorriu.

Ah, legal. – corei.

Então Frank, cheguei em má hora né? – ela abriu a geladeira e pegou um copo d’agua.

Não... Estávamos conversando bobagens... – menti. – É seu irmão?

O bebê? Não... É meu filho. – ela sorriu e continuou. – E eu sei o que você tá pensando... “tão nova...” e blá, blá, blá...

Eu... – não sei o que falar. É isso.

Tudo bem. Já me acostumei. – ela falou triste. – Então Frank, conte-me sua história. – ela falou um tanto animada, mas eu tenho certeza que ela não iria gostar de conhecer minha história.

Ah, nada de mais. Sou um garoto normal, me mudei pra cá com 14 anos, tenho 16. Nada de legal nessa minha vida. E a sua?

Ah, a minha é um pouco longa... – ela começou.

Tenho tempo.

Eu era uma garota rica, mimada, popular. Tinha tudo que queria, e todos me queriam. Os garotos queriam me namorar, e as meninas serem minhas amigas. Até que eu conheci ele. Me lembro como se fosse ontem... Estávamos em uma festa na casa de uma amiga. E de inicio ele me rejeitou, o que me deixou irritada, já que ninguém me rejeitava, meu grande ego foi abalado. Ele era diferente, tinha um jeito de garoto mau, era mais velho, e muito atraente. As garotas o queriam, eu o queria. Depois ele me puxou para dançar, o que eu achei estranho já que ele havia me rejeitado. Você deve tá achando que eu era do tipo oferecida, mas não, eu ainda era muito inocente, só que ele mexeu profundamente comigo. Nós conversávamos e nos conhecíamos melhor. E a festa acabou. No dia seguinte ele apareceu no clube que eu e minhas amigas frequentávamos, conversamos mais... E passamos a nos encontrar sempre, e cada dia mais ele me encantava. Começamos a namorar, e... – ela parou por um tempo, respirou fundo e continuou. – Ele começou a se mostrar um cara diferente do que eu imaginava. Eu tive minha primeira vez com ele, não foi como eu imaginava que seria, ele foi frio, me usou e no dia seguinte me abandonou. Eu fiquei muito mal, mas meus problemas estavam apenas começando. Algumas semanas depois eu descobri que estava gravida. Foi uma bomba! Todos comentavam na escola, na cidade. Meus pais, que eram bastante conhecidos, estavam mortos de vergonha da filha de 14 que estava gravida. Assim que soube o procurei, ele apenas disse que não ia assumir, que o filho não era dele, que eu era uma qualquer e que esse filho podia ser de qualquer um. Eu não suportei ouvir isso dele, do cara que eu amava, do unico a quem eu me entreguei. Mas ele não era mais o cara que eu conheci, ele havia se tornado um vagabundo, vivia drogado ou bêbado e era traficante. E quando cheguei em casa, e contei para meus pais que ele não queria assumir, eles me disseram mais um monte de coisas horríveis e me expulsaram de casa. As meninas que diziam ser minhas amigas me abandonaram. E eu não tinha mais ninguém. Até que o Andy apareceu. – ela sorriu e olhou para Andy que estava parado na porta da cozinha – Ele me ajudou, me levou para a casa dele, se tornou meu melhor amigo e ficou comigo até meus seis meses de gravides, até o dia em que ele apareceu novamente. Parecia ter bebido ou algo assim, estava muito alterado e quis brigar com o Andy, disse que queria o filho dele e que quando ele nascesse ia toma-lo de mim. Disse que eu me afastasse do Andy se não ia sobrar pra ele. O Andy não acreditou e brigou com ele, e então ele puxou um canivete do bolso e cortou o braço do Andy. Foi horrível, logo depois ele sumiu, e eu fui com o Andy para o hospital. Decidi que não iria mais morar com Andy, pois ele podia voltar e fazer algo pior. Como Andy nunca permitiria isso, eu fugi. Passei muito tempo morando na rua, passando fome e frio, as vezes recebia ajuda de algumas pessoa que me davam comida. Dia 26 de dezembro Zacky nasceu, e graças a uma senhora que passava de carro, ele não nasceu na rua. É, ele nasceu no mesmo dia que o Andy, legal não? Ele não tinha mais aparecido, mas quando Zacky fez um ano, ele descobriu onde eu estava e foi atrás de mim. Me ameaçou, e disse que depois voltava para pegar o Zacky. Voltei a procurar o Andy, e ele me levou ao abrigo. Eu estava bem lá, e todos os dias Andy ia me visitar. Até que eu fui transferida para o abrigo daqui, e Andy não teve como vir. Mas eu estava sobrevivendo e meu bebê estava bem, era isso que importava. Não tive mais noticias dos meus pais, e nem quero. Quando eu soube que Andy estava aqui, ele me ligou, fiquei muito feliz, mas pedi para que ele não fosse me ver, pois eu tinha visto ele passar por aquela rua algumas vezes. Quando foi ontem ele apareceu lá, disse que tinha ido apenas ver como eu tava. E foi embora. Eu precisava falar com o Andy se não eu ia enlouquecer, então o chamei hoje. E agora fui despejada e estou aqui, esperando que ele não venha atrás de mim. Esse é o resumo da minha história. — ela terminou e levantou-se para pegar o Zacky.

Eu não sabia o que falar. Será que um “eu te entendo” seria o bastante? Mas era exatamente isso, eu a entendia, sabia muito bem pelo que ela estava passando, e pode parecer estranho mais eu sentia um ódio profundo do cara que havia feito isso com ela.

Mas afinal, quem é ele? – perguntei.


Notas finais
então...
não me abandonem pela minha demora T.T
é que as coisas são complicadas por aqui.
ao capitulo então...
Eu ia escrever uma coisa beeem coisada entre o Fran e o Andy '-' , mas ai eu pensei melhor e decidi que não u.u dai eu comecei a escrever e quando vi deu isso ai. De inicio eu não sabia o que a Valery ia ser nessa coisa toda, confesso. Mas a história dela coincide com a do Frankitu, então tem alguma ligação ai. Pra não ficar confuso, a fic gira mais em torno da história do Frank, mas vai haver algumas outras coisas, tipo o lance do Gee. E eu acho que eu já falei demais '-' é nisso que dá escutar A7X demais, fico agitada '-'
acho que não tenho mais nada pra falar... :s
inté depois.
aaaaaaaaaaaah, quase ia esquecendo :::: obrigada '-' é, obrigada, por cada review, vocês não tem noção do quanto eu fico feliz quando leio o que vocês escrevem, então não esqueçam de deixar um review, okay? okay.