Stop look me

7 Capítulo 7 - Run


Notas iniciais
Olaaaá, até que enfim a continuação kkkkkkkkkkkkk Boa leitura!

Santana suspirou forte, sentindo seu corpo todo se tencionar e arrepiar. Não acreditava que a língua de Quinn Fabray estava novamente dentro de sua boca, buscando o domínio do beijo como se Santana fosse sua propriedade. E talvez fosse mesmo. Sentiu a mão da loira passeando possessivamente pela sua bunda de forma pouco ortodoxa e puxando-a para mais perto de seu corpo, esfregando o corpo dela lentamente no seu. A outra mão da loira estava em sua nuca, puxando seus cabelos selvagemente, sem nenhuma cerimônia, contrastando com o carinho contido em seu beijo. Sorriu internamente quando a loira suspirou de tesão e mordeu suavemente seu lábio inferior. Seu corpo pegava fogo e tudo que ela queria era fazer amor com aquela garota tão linda. Santana estava entregue... A loira a empurrou para dentro de uma das cabines do vestiário e encostou suas costas contra a parede com um cuidado surpreendente, e a mão que estava na bunda, subiu para os seios volumosos da latina, que respirou fundo tentando se controlar...A loira apertou firme um de seus seios por cima da blusa, e soltou o beijo por um segundo.

Q: Gostosa... — murmurou, voltando a beijar a latina com a mesma intensidade de antes, sentindo a latina derreter em suas mãos e gemer dentro do beijo, precisava muito satisfazer esse desejo louco por aquela morena tão deliciosa, precisava dela gemendo seu nome.

Santana se sentia na borda. Ainda não acreditava. O amor de sua vida estava a espremendo contra uma parede gelada e quase fazendo amor com ela... não. Não, ela não podia ceder ali e agora, daquele jeito. Por mais que tivesse molhada de desejo. Por mais que quisesse sentir a pele de Quinn colada com a sua, as respirações e o gozo se misturando, não queria que sua primeira vez com o amor da sua vida fosse dentro da cabine de um vestiário da escola. Queria que fosse bom, queria que fosse algo memorável, algo bonito, e não somente algo sexual.

Empurrou gentilmente a loira para longe pelos ombros, e observou a carinha confusa dela a olhando com aqueles olhos verdes, e as pupilas dilatadas e os lábios inchados.

Q: O que foi? — Sua respiração era difícil, assim como a de Santana, que reparou como o rosto excitado da loira estava vermelho. — Fiz algo errado? Não estava bom? Tenho certeza que estava bom, por que senti todos os seus suspiros e gemidos... – deu um sorriso tão sexy que Santana sentiu o gosto do arrependimento por ter se afastado.

S: Eu não posso, Quinn... — sussurrou se arrependendo do que fez, olhando para a outra enquanto tentava entender a si própria.

Q: Você é virgem? Se for, prometo que não vai doer e você vai ficar muito satisfeita no final! — Disse autoconfiante, dando um selinho nos lábios grossos e observando a latina.

S: Não Fabray, não sou virgem. — Estava decepcionada. Era logico que Quinn só queria sexo... E ela queria sexo também, mas queria amor, queria carinho... O jeito como a mais alta a beijou expressava esses sentimentos, mas suas ações mostravam que ela não se importava com nada além da atração fatal que sentiam uma pela outra.

Q: Então, qual o problema, Lopez? — Já estava se irritando com toda aquela enrolação por parte da latina.

S: Eu não vou transar com você aqui nesse banheiro, Fabray! Não sou qualquer uma como você pensa. Até ontem você nem me olhava na cara e agora já chega me beijando e querendo transar comigo numa cabine qualquer! Mas que droga, Quinn! — Desabafou irritada, observando a expressão fria e meio indiferente da outra, que sem nem mesmo perceber ainda segurava sua cintura possessivamente, como se Santana fosse sua.

Q: Quer transar na minha casa então? – Indagou num rompante sorrindo sem vergonha e achando sua própria ideia uma maravilha.

S: Não quero transar com você caralho! – Gritou brava, quase desistindo de conversar com a loira sobre aquilo. Não sabia o que ela sentia, não fazia ideia.

Q: Não era o que parecia a dois minutos atrás! – Murmurou sexualmente frustrada. Mais um pouco daquela pegação, ela poderia gozar livremente, mas algo de errado tinha que acontecer, claro.

S: Droga! Quando vai perceber o que sinto por você a tanto tempo? Todos sabem e só você ignora. – Afirmou chorosa com uma expressão triste, fazendo carinho na bochecha rosada da garota a sua frente.

Uma lâmpada vermelha de alerta surgiu em cima da cabeça da garota de olhos claros. Corra. CORRA MUITO. Assunto que você com certeza não quer discutir. Sentiu um nó em sua garganta. Não precisa de mais um olhar de incompreensão quando disser que não consegue se apegar a ninguém, que amar é quase impossível. Você não precisa dela chorando. Os olhares do passado e seu próprio julgamento já lhe bastam!

Q: Eu...eu preciso ir! Se quiser uma repeteco, bis, replay, você sabe... chame novamente! — Não podia deixar de oferecer seus carinhos, precisava mesmo satisfazer aquilo. E fez o que sabia fazer de melhor, correu.

E lá estava Santana Lopez, largada pela segunda vez por Quinn Fabray em menos de 24 horas. Chorou. Chorou se arrependendo de ter deixado a loira se aproveitar dela. Se arrependendo de ter suspirado pela loira, de ter deixado ela ver o quanto estava entregue, o quanto um beijo mexia com ela. Se arrependendo de ter deixado ela fugir, sair correndo. Não entendia. O beijo da loira era tão carregado de paixão e ela tão sem paixão. Ela tão fria, indiferente, como se nada que ela dissesse fosse fazer diferença. Corajosa o suficiente para beijá-la com intensidade e tão fujona. Precisava sair dali. Andou até o espelho, lavou seu rosto cuidadosamente, observando seus olhos inchados, e saiu pela porta do vestiário. Olhou para um dos bancos do corredor e avistou um garoto loiro sentado em um dos bancos próximo, com Mercedes ao seu lado. Sam Evans...

Caminhou até o garoto que a olhou com ar de preocupação.

Sm: Você está bem? — Perguntou sabendo a resposta que teria.

S: Eu estou quebrada., mas não posso desistir. Eu vou ter Quinn Fabray.

Notas finais
Huuum, não me matem, façam melhor, comentem!