Stop look me

2 Capítulo 2 - Not Judge Me


Notas iniciais
Olá...Espero que gostem, postei o mais rápido que pude.

Santana estava deitada em sua cama. Sua cabeça doía de tanto chorar, mas ela não conseguia parar. Se sentia tão humilhada, tão insegura, tão ninguém. Por que ninguém a respeitava? Todos com quem ela se envolveu brincaram com ela, e apesar dele não ser o amor de sua vida, ela gostava de Finn, gostava da companhia dele. Lembrou-se de Quinn. A queria tanto...E ela simplesmente ignorava sua humilde existência. Droga. Estava a tanto tempo apaixonada naquela garota, mas... só recebia olhares de poucos amigos vindo dela. Decidiu que precisava do Evans. Precisava conversar com alguém, e ele sempre estava disponível para ela. Pegou o celular em cima do próprio travesseiro e discou o número do melhor amigo que já sabia de cabeça.

Sm: Olá minha latina preferida! — Atendeu animado.

S: Hey Sam... — A voz totalmente triste fez contraste com o comportamento do loiro.

Sm: O que foi, Lopez? Por que esse desanimo todo? — Sua voz soava verdadeiramente preocupada.

S: Você pode vim aqui? Preciso de você.

Sm: Claro que posso. Seu pai vai me deixar entrar? — Perguntou rindo.

S: Nem que eu tenha que jogar minhas tranças... — brincou ainda fungando pelo choro.

Sm: Ok, estou indo Rapunzel. — Disse rindo e desligou.

Santana deitou novamente na cama e após uns 10 minutos ouviu uma batida na porta. Seu pai, Antônio Lopez, avisando que Sam Evans estava na sala a esperando. Ela desceu, não se importando de o amigo vê-la descabelada e com o rosto inchado pelo choro. Sentou ao lado dele no sofá, e sentiu o abraço carinhoso. Não conseguiu segurar as lagrimas que lhe saltavam e decidiu ali, naquele momento, que contaria a ele sobre sua orientação sexual. Apesar de confiar totalmente nele, não se sentia segura em contar, mas sabia que precisava compartilhar isso com alguém, senão explodiria.

Antes que pudesse abri a boca para falar, ele mesmo interrompeu o silencio.

Sm: O que aconteceu, San? Você precisa me contar, para que eu te ajude a não ficar triste.

S: Sam...preciso te contar tanta coisa. Promete que vai tentar me entender? — Olhou dentro dos olhos do amigo, buscando apoio e compreensão.

Sm: Prometo que nunca vou te julgar. Conte-me. — Lhe deu um sorriso tentando lhe passar confiança.

S: Eu sempre soube que era no mínimo bissexual. Quando fiz 15 anos, conheci uma menina e acabamos namorando. — Olhou para o loiro que não expressou nenhuma surpresa. — Eu a amei como nunca amei ninguém e ela me disse que me amava também. Só que um dia me traiu, com uma garota e me humilhou como eu nunca tinha sido humilhada. E o pior de tudo, é que eu não podia deixar ninguém perceber que minha tristeza beirava a depressão, pois meus pais nunca entenderiam essa minha paixão. — Evans assentiu concordando e fez sinal para que ela continuasse — Então, eu mudei de escola. E lá, conheci Quinn Fabray e me encantei por toda aquela beleza tão delicada, por aqueles olhos que vivem me olhando, como se zombassem de mim internamente.

Sm: Quem não se apaixonaria por Quinn? Ela é linda, San, com todo o respeito. Te entendo completamente. — Sorriu sem vergonha para a amiga, que lhe deu uma tapinha no braço forte. — Continue San, quero saber tudo, até o motivo de suas lagrimas hoje.

S: Eu tentei me aproximar de Quinn. Consegui me aproximar de Mercedes, Puck, Britt, Tina e Kurt..., mas ela...nunca, nunquinha me dirigiu a palavra. E eu não sei por que. Nem eles sabem. Eu só queria que ela me xingasse, ou jogasse na minha cara que não gosta de mim, mas não...ela só me ignora. Ignora que eu existo. Foi aí que acabei dando uma chance para o insistente do Finn...eu gosto dele, me sinto bem com ele..., mas...não consigo sentir vontade de dar o próximo passo com ele, e ele hoje se irritou por isso e me pediu para ter um relacionamento aberto, onde ele pudesse transar livremente...

Sm: Peraí...Ele disse isso com essas palavras? Idiota! Eu vou quebrar a cara dele! — O garoto disse ficando vermelho de raiva. — Você não aceitou, não é?

S: Claro que não, Sam... — Respondeu triste.

Sm: Vamos comemorar. Vou mandar uma mensagem no grupo de amizade e chamar todos para festejar seu termino, e como Quinn está no grupo, verá a mensagem e irá...e aí você terá sua grande chance!

S: Claro que não, Sam... ela vai continuar fingindo que não existo. — Disse aborrecida e incrédula.

Sm: San...Se você colocar aquele seu vestido vermelho, se maquiar a altura...sinto muito, mas está para nascer quem resista a te dar uma boa olhada! Ainda são 8 da noite e você sabe como são animados...já mandei a mensagem e já estão me respondendo...Cedes, Puck e Britt já confirmaram a presença! Vou em casa trocar de roupa e volto em 1 hora com o carro do meu pai, para buscar vocês!

S: Pera aí bocão! Quinn visualizou a mens...- foi interrompida pelo celular do garoto apitando e observou ele abrindo e fechando a boca.

Sm: Ela fez melhor...Acabou de confirmar que estará lá. Se arrume, Lopez! Hoje quero você mais linda do que de costume, por que hoje Quinn Fabray vai te olhar, e não vai resistir! — Gritou animado, batendo a porta da frente da casa de Santana.

A latina foi até a garagem, ainda precisava pedir permissão para seu pai.

Encontrou ele como sempre, mexendo em seu carro, que era seu xodó.

S: Papi...Yo posso sair com Sam e meus amigos? Prometo que Sam me trará em segurança até em casa, e não beberei.

A: Hum...pode ir. Confiarei em você. Se não for dirigir, tudo bem em beber um pouco e se divertir. Você só sabe estudar...Hoje pode abrir uma exceção.

Santana a olhou um pouco chocada com aquele reconhecimento, mas não se fez de rogada e subiu para seu quarto a fim de se arrumar.

Colocou o tal vestido vermelho que Sam sugeriu, se maquiou e soltou os cabelos negros por cima dos ombros. Se olhou insegura no espelho, mas acabou admitindo que estava muito sexy. Sentou um pouco e esperou, até o amigo chegar e buzinar em frente à sua casa. Desceu, se despediu de seu pai e caminhou até o carro, surpreendendo o amigo.

Sm: San, não me leve a mal, mas acho que hoje Quinn Fabray vai notar sua existência. E provavelmente, morrer do coração por isso.

Notas finais
Por favor, comentem.