Stop look me
11 Capítulo 11 - Beautiful
Notas iniciais
Quinn já tinha planejado tudo. Iria levar a morena num bar chique que frequentava, pois odiava encontros clichês e queria surpreender a morena. O ambiente era agradável, ela já conhecia os funcionários e sabia que eram super educados e gentis. Após o bar, iriam para um motel. Ela sabia que estava se precipitando, mas nada custava apostar que Santana iria querer dormir com ela logo de primeira, afinal, mulheres que transam no primeiro encontro são as melhores!
E foi em meio a esses pensamentos que passou a tarde. Quando começou a anoitecer, ela resolveu ligar para Mercedes, e após dois toques, foi atendida pela melhor amiga.
M: Fala Fabray! – Falou alto como sempre, fazendo a loira expressar uma careta.
Q: Convidei Santana para um encontro, e... não sei o que vestir, como agir, essas coisas. – Sua voz tinha uma pontinha de insegurança.
M: Hum... – pareceu não se interessar.
Q: Você me fará implorar? – Sussurrou com a voz chateada para a amiga.
M: Sim! – Quinn podia sentir o sorriso travesso do outro lado da linha.
Q: Ok Cedes... você pode vim aqui em casa me ajudar, por favor? – Pediu revirando os olhos
M: Claro! Em 15 minutos estou ai! – Gritou empolgada.
Desligou o telefone, e deitou de barriga para cima em sua cama, pensando e planejando cada detalhe do evento. Não gostava de perder o controle das coisas, então planejou cada pedacinho da noite que curtiria com a morena... Estava lá quase cochilando quando a campainha tocou. Ia se levantar pra atender, mas ouviu o barulho de Frannie abrindo a porta e recebendo a garota.
Segundos depois, ela surgiu na porta do quarto e sorriu para a loira deitada na cama.
M: Quinn Fabray tem um encontro mais está jogada na cama ao invés de se arrumar? – Disse batendo na perna da loira que estava pendurada na cama.
Q: Estou meio perdida. – Adiantou olhando para o teto.
M: Onde você a levará? – Indagou curiosa.
Q: No Álibi.
M: Em um bar? Serio? – Fez uma cara cômica para a loira.
Q: Quero apresentar para ela um pouquinho do que eu gosto... – se explicou — e se tudo der certo... – não continuou.
M: Se tudo der certo... – repetiu esperando que a outra completasse a frase.
Q: Motel depois! – Exclamou agitada.
M: Larga de ser tarada, Fabray! Santana não vai dormir contigo no primeiro encontro! – Afirmou meio raivosa.
Q: Quem sabe ela simplesmente não cai no meu charme? – Fez uma cara de convencida que a mais alta sabia que não era fingimento.
M: Para de falar merda e vem escolher sua roupa. – Chamou brava, puxando a loira.
Q: Acho que vou com esse vestido preto trançado e esse sapato de salto azul marinho.
M: Já escolheu? Para que porra me fez vim aqui então?
Q: Eu sou foda, mas queria sua companhia nesse período pré-encontro.
M: Quer um conselho? Não seja idiota com ela. – Disse se sentando ao lado da amiga na cama.
Q: Não vou ser. Você pode me maquiar? – Pediu se levantando.
M: Fazer o que né, se você for com essa sua cara in natura, a Santana vai sair correndo. – Brincou.
Q: Maquia mais e fala menos!
Mercedes maquiou a loira de um jeito que ficasse muito natural, e observou ela calçando os sapatos altos.
M: Quer outro conselho? Santana é mais baixa que você, use uma de suas sapatilhas...
Q: Está falando sério? – Perguntou confusa.
M: Se você quiser beijar na boca essa noite, sim.
Q: Ok... — calçou uma sapatilha de uma cor bem parecida com a do sapato.
Mercedes observou curiosamente Quinn na frente do espelho. A cara que a loira fazia ao se olhar era bastante diferente da sua expressão em outros encontros... ela parecia estranhamente insegura, mas a garota resolveu não falar nada e deixar que ela se abrisse.
Q: Vamos? Já está quase na hora de pegar a Santana, eu te deixo na esquina da sua casa, fica no caminho mesmo.
M: Vamos, Fabray.
Elas desceram as escadas e Quinn teve que aturar sua irmã mais velha a suando e dizendo que a noite dela prometia. Sorriu de lado para a irmã e passou como um vento, com Mercedes em seu encalço, e entraram dentro do carro.
A loira ligou o rádio e a voz de Bruno Marx invadiu o ambiente, enquanto a amiga entrava dentro do automóvel também.
That's how its supposed to be
Living young, and wild and free
Quinn sorriu. Sua vida era assim, mesmo escondida dos seus pais, ela as vezes se sentia livre, ela conseguia sair da gaiola e viver sem pensar muito nas coisas, mas agora que Santana tinha entrado em sua vida, ela estranhamente se preocupava com o que a latina pensava e isso a deixava muito puta.
Dirigiu apreciando à musica, até chegar próximo a casa de Mercedes.
Q: Entregue. – Disse sorrindo.
M: Obrigada, Q.
Q: Obrigada a você por me aturar, boa noite cedes.
M: Boa!
A loira dirigiu por mais dois quarteirões até a casa de Santana, e estacionou na calçada em frente e olhou no discreto relógio de pulso que usava. 19:50. Tinha marcado às 20:00h com a morena e estava um pouco adiantada. Ficou ali pensando e como queria que as coisas dessem certo nesse encontro, e em como queria realmente fazer com que a latina se sentisse bem.
Olhou de novo no relógio e faltava 2 minutos. Abriu a porta do carro e caminhou até a porta da casa da morena, apertando a campainha. Ouviu uma certa movimentação dentro da casa e logo depois um barulho de chave.
A porta se abriu, e Santana sorriu em direção a Quinn, que continuou em silencio olhando para a latina.
S: Oi Quinn! O que foi? – disse olhando para a loira de boca aberta.
Q: Só estava pensando... com você consegue ficar ainda mais linda?
Fale com o autor