Stop look me

5 Capítulo 5 - Ironic


Notas iniciais
Olá! Esse capítulo vai mostrar como a Quinn se sente em relação a tudo isso... Espero que gostem!

Quinn corria. Corria muito, e muito rápido. Sentia seu peito doer e a falta de ar pela má respiração queimar seus pulmões, mas estava determinada a correr até sua casa, a pé. Uma vontade estranha de chorar a apossou, mas ela sabia que não aconteceria. Ouviu gritos. Alguém a gritava pelo nome. Ela, apesar de ter diminuído a velocidade da corrida, não pararia. Conhecia aquela voz. Mercedes, com certeza. Ainda corria e sabia que a garota não desistiria. As ruas ao seu redor estavam desertas e já era tarde, mas ela não sentia nem um pouco medo. Tudo ficou em silencio, e ela estranhou por Mercedes ter desistido, mas respirou aliviada por esse fato. Correu mais muitos metros, provavelmente alcançou a casa dos quilômetros. Ouviu uma buzina estridente. Lá estava Mercedes, dentro do caso emprestado da mãe, a olhando com os seus olhos negros, confusa. Droga, ela não desistiu, só não aguentou correr. Riu para o próprio pensamento. Pensou em correr novamente, mas viu que seria um esforço em vão por que a garota iria de carro atrás dela. Olhou novamente para a amiga, que fez um sinal para ela entrar no carro, a olhando séria. Ela, instantaneamente obedeceu. Sentou-se, esperando o turbilhão de perguntas confusas, mas recebeu somente uma:

M: Por que porra você fez isso, sua retardada? — A voz da garota negra era calma e Quinn sentiu toda a confusão nessa única frase. Precisava desabafar, explicar, precisava chorar, mas...Não conseguia. Não se permitia fazer isso. Queria conseguir, mas não podia. Olhou para a janela e viu que começava a chover. Soltou um riso seco, pensando em como a vida era ironica. Chuva. Era exatamente o que ocorria dentro dela no momento. Achou que conseguiria ficar em silencio, e mais uma vez foi surpreendida.

M: Você pode responder a minha pergunta? Eu estou muito puta com você, Fabray! — Exclamou acelerando o carro, sem olhar para a loira.

Q: Não sei por que fiz isso. Só... a minha atração por ela é tão forte! Eu, quando a vi dançando, não conseguia continuar a ignorá-la. O cheiro dela...Tão bom. O gosto... aquela boca linda... não tem como resistir a essa atração. — Se arrependeu de dizer essas palavras em voz alta, mas sabia que era tudo verdade.

M: Você não pode amá-la, até onde eu saiba! Ou pode? Está sentindo algo parecido com amor? Se tiver precisa me contar! — Perguntou surpresa olhando para a garota ao seu lado.

Q: Não, não estou. Não consigo amar ninguém e sabe disso. Droga, droga e droga! — Se sentia triste. Queria mesmo chorar agora. Queria amar alguém. Queria amar Santana Gostosa e Deliciosa Lopez.

M: Droga! Ela te ama. Ela gosta de você, mesmo você tendo essa cara de metida idiota. E o pior é que ela gosta de verdade... será que com um pouco de esforço, não consegue sentia nadinha por ela? — Insistia. Quem sabe...

Q: Você sabe que não. Não consigo amar ninguém, você sabe disso. Não é como se fosse um trauma, eu só sou assim, nunca me apaixonei, e segundo meu terapeuta, pode ser que nunca aconteça. Ela é linda... gostosa. Quem sabe eu não poderia só ficar com ela? Sei lá, só para suprir essa atração. Não consigo mais esconder isso, não consigo desviar o olhar...

Mercedes suspirou enquanto estacionava o carro em frente à casa da loira, se virando para olhar a amiga, que tinha a desilusão no rosto.

M: Quer que eu entre? – Indagou paciente.

Q: Você que sabe. Quer entrar? – Retrucou ainda meio perdida.

M: Quero ir para a minha casa, mas se quiser... – sugeriu.

Q: Não... Vai pra sua casa, está tarde. Você acha que devo olhar pra ela amanhâ? Cumprimentá-la, ou algo assim? Ou simplesmente fingir que não rolou?

M: Acho que não deve chegar perto dela. Acho que não deve olhá-la, acho que não deve fazer nada. Acho que não deveria ter feito nada hoje, por que agora ela acha que tem algo ente vocês, e eu sei que não tem nada da sua parte.

Q: Acho que você está certa, mas não vou conseguir passar muito tempo sem olhar aquele corpo delicioso... É uma tentação. – Afirmou sorrindo e observando a cara de chocada de sua amiga.

M: Você não vai transar com ela, Fabray. Seu espirito predador não pode fazer isso. Você não vai fazer isso. E tire esse sorrisinho arrogante e sem vergonha do rosto!

Q: Se ela quiser, nada pode impedir... — sorriu sem vergonha, recebendo o olhar de censura da amiga em si.

M: Ela quer fazer amor e você quer só comê-la! — Afirmou brava.

Q: Aiai... — sorriu irônica — Vai lá dormir pensando no amiguinho loiro dela, enquanto vou fazer coisa melhor. — Beijou a bochecha da garota, que a observou descendo do carro e balançou a cabeça em negação.

Quinn Fabray não podia amar. Não conseguia amar. Queria, queria muito. Mas não podia. Foi com esse pensamento que Mercedes acelerou seu carro em direção a sua própria casa, enquanto a loira entrava em casa, mergulhada em pensamentos.

A loira resolveu tomar um banho, pois suou muito enquanto corria. Não sabia por que tinha corrido tanto, mas algo a mandava correr. Toda vez que parecia prestes a amar alguém, corria. Corria para longe. Seu corpo corria. Tomou seu banho e deitou calmamente em sua cama. Precisava relaxar... Sabia como conseguiria isso sabia exatamente como. Pegou seu celular na cabeceira da cama, abriu sua galeria de fotos e lá estava ela...de biquíni. Na foto original, Sam estava do lado da latina, enquanto sorriam grande. Na foto editada pela loira, era só a latina. Analisou aquela foto lentamente, friamente. Linda...gostosa. Agua escorrendo por aquelas curvas que a loira tanto queria experimentar. E por isso, algumas noites atrás, ela decidiu homenagear a latina antes de dormir. Era isso que estava fazendo todas as noites. E era isso que ela faria no momento. Colocou a mão dentro do short de pijama e se perdeu em pensamentos, e consequentemente, em homenagens...

Notas finais
Depois desse final...Espero comentários! Até domingo ou segunda, beijos!