Stop look me

4 Capítulo 4 - Lost


Notas iniciais
Olaaaaá Pessoas! Estou tentando não demorar muito, porém dificil com tantas coisas pra fazer! Espero que gostem, fiquem felizes pq postei, comentem, sei lá!

Santana ainda estava parada no mesmo lugar. Sem ainda conseguir acreditar no que tinha acontecido. No que ainda estava acontecendo ali, naquele momento. A morena olhou para o chão. Queria tanto que um buraco se abrisse ali e ela caísse pelo resto da eternidade. Fechou os olhos e percebeu o quanto o barulho ali dentro era ensurdecedor, e o quanto aquelas luzes incomodavam, o quanto se sentia perdida dentro daquele lugar. E por último, a dor. Uma dor de cabeça insuportável que estava surgindo sabe-se lá da onde. Pensou, ainda de olhos fechados, em como queria sair correndo dali e escapar pela primeira porta que achasse.

Antes que realizasse seu desejo, sentir uma mão lhe tocar calmamente e lhe puxar para um abraço apertado. Sentiu também um beijo carinhoso nos cabelos, e reconheceu o cheiro que sentia na camisa marcada pelo peito definido. Sam.

Sm: Eu vi tudo o que aconteceu, tudinho. Na hora eu achei tudo muito louco e pirei de felicidade por você, mas... Mercedes foi atrás da Quinn ver o que aconteceu e eu estou aqui agora para você. Quer sair daqui, San? — A latina assentiu. E pensou em por que não se apaixonava por alguém como Sam, Mercedes e até mesmo Britt. Pessoas boas, humildes e gentis. Mas não. Seu coração tinha esse defeito de se entregar para pessoas que não o queriam, ou que iriam jogá-lo fora como lixo.

Sam a levou para fora da boate e a guiou até chegar no carro do seu pai. Abriu a porta para ela e depois sentou no banco do motorista, olhando preocupado para a latina, que se mantinha fechada em pensamentos.

Sm: Precisa de alguma coisa? — Perguntou colocando a mão no ombro de Santana e lhe sorrindo carinhoso.

S: Não...eu só queria saber por que as pessoas sempre fazem esse tipo de coisa comigo, sabe? Mas ninguém pode me responder isso. E isso me frustra, me estressa, eu só queria não conseguir amar ninguém. – Soltou uma lagrima discreta e solitária, que a mão de Sam lhe fez o favor de limpar.

Sm: Eu sei por que elas fazem isso. Por que são todas idiotas, Lopez... você é tão linda, tão boa, e eles não percebem todas essas qualidades. Se não fosse minha irmãzinha, eu correria como um louco atrás de você, por que você é maravilhosa. E não merece e nem deve chorar por ninguém. -

S: Obrigada por ser o melhor amigo do mundo, Sam. — Olhou para ele ainda chorosa.

Sm: Faço o que posso. — Sorriu olhando para a garota, que sorriu fraco de volta.

Sam a deixou em casa pois já era tarde, mas prometeu que conversariam no outro dia e pediu que Santana ligasse caso algo importante acontecesse.

Ela subiu não falando com ninguém pelo caminho, tirou seu vestido e pulou na cama de calcinha e sutiã. Tentou segurar as lagrimas que insistiam em molhar seus olhos, mas chegou em um momento que segurar fazia doer mais ainda, então ela só deixou as lagrimas escaparem, enquanto tentava ao máximo não fazer barulho. Ela não queria que seus pais ouvissem. Ela não estava triste nem magoada. Ela só estava frustrada e cansada. Em cinco minutos, Quinn Fabray a encheu de esperança e acabou com tudo isso, sem nem pensar em seus sentimentos. E ela se sentia uma boba apaixonada, se sentia usada. Feita de boba.

Foi em meio a esses pensamentos e ao choro que a latina dormiu sem nem perceber o sono chegando.

Acordou com o barulho irritante do despertador indicando que se não acordasse agora, se atrasaria para a primeira aula. Levantou no automático, se arrumou e pegou as chaves do seu carro. Apesar de não andar no seu carro durante a semana, ela hoje não estava com cabeça para pegar um ônibus lotado de estudantes idiotas.

Passou pela cozinha e viu seu pai sentado à mesa já preparado para o trabalho. Sua mãe provavelmente ainda estava dormindo. Pegou um café e sentou-se à mesa perto do seu progenitor.

A: Bom dia, Santana. — Ouviu a voz grossa de Antônio se referindo a ela.

S: Bom dia Papi. — Respondeu desanimada, mas tentando disfarçar. Não queria interrogatórios.

A: Como foi a noite ontem? – Perguntou sério e fez a latina pensar "como se o senhor se interessasse..."

S: Foi boa, Papi...Vou de carro para a escola hoje. – Avisou.

A: Ok, dirija com cuidado. — Aconselhou, observando sua filha única se levantando da mesa e indo em direção a porta com a chave de seu carro na mão.

Santana foi calmamente em direção a escola, e conseguiu, por sorte, estacionar numa vaga pertinho da porta principal do prédio.

Entrou na escola e recebeu os olhares dos jogadores de futebol, que já tinha se acostumado, mas depois sentiu que os olhares tinham se desviado para algo mais interessante, provavelmente situado atrás dela. Se virou curiosa. E lá estava o sonho de consumo dela e de todo o time de futebol da escola. Linda... chegou a suspirar com o pensamento de que a cada dia a loira ficava mais linda, os olhos mais verdes e brilhantes. Pensou que seria cumprimentada, ou ao menos ganhasse um olhar cheio de indiferença em homenagem a noite passada. Nem isso. A loira passou por ela e todos os brutamontes abobalhados como se eles não existissem e parou ao lado de Mercedes, que mexia no próprio armário. Santana a observou sussurrando algo para a garota, que acenou e saiu andando do lado dela. Ela se sentia passada por ser tão ignorada e estava a ponto de chorar quando Britt apareceu ao seu lado.

B: Oi Sant. — Ela sorriu para sua melhor amiga. Eram como irmãs, mas com todos os problemas, tinham se afastado e ela queria tanto desabafar com a garota, mas não tinha coragem.

S: Oi Britt. — A loira a abraçou.

B: Você está bem? — Perguntou ainda com um sorriso doce nos lábios.

S: Sim, eu...- foi interrompida.

B: Não minta para mim. Eu sei o que aconteceu na boate. Eu sei que você está caidinha por um alguém. Um alguém chamado Quinn Fabray. E precisamos de um plano urgente para resolver isso.

Notas finais
Comeeeeeentem, me deixem feliz, digam o que amam ou odeiam, só... falem!