Stop look me

19 Capítulo 19 - Moment


Notas iniciais
Hey. Falei que não demoraria tanto dessa vez? Leiam as notas lá embaixo e boa leitura.

Quinn estancou, mas dessa vez surpreendentemente não teve vontade de sair correndo e nem se afastou. Ela tinha ouvido direito? Não sabia. Só sabia o quanto se sentia nervosa ao ouvir aquela voz rouca falando tão baixinho, timida, como se fosse um segredo ruim, que a amava. Quinn sabia que o que a latina nutria por ela era algo muito forte. Mercedes falava isso o tempo todo em seu ouvido, mas ela não achou que a latina teria coragem de verbalizar isso, muito menos agora, muito menos tão cedo.

Por falar em latina, ela estava tremendo e Quinn podia sentir. Falou sem pensar, porque foi a única coisa que sentiu quando beijou Quinn. Foi como se o amor tivesse transbordado e saído pela boca, em forma da frase apaixonada. Sentia medo do impacto dessa frase na loira aue ainda continuava agarrada a ela. Se a loira se afastasse, brigasse ou se negasse verbalmente a corresponder, estaria quebrada. Não queria quebrar, não depois desse almoço e desse encontro singelo, porém bonito que a garota com os olhos mais bonitos do munso tinha preparado pra ela.

Sentiu o polegar da loira acariciar a pele de sua bochecha e a lingua macia adentrar novamente sua boca. A outra mão foi para os cabelos, onde a de olhos verdes a puxou mais pra perto e colou seus corpos como se quisesse se fundir a ela. E ela deixou. Ela queria. Queria aquele beijo, queria aquele corpo, queria transar com ela, porque pensando bem, a latina percebeu que viveria bem sem amor se tivesse a loira consigo. Porque a loira era a propria representação do amor para Santana.

Quinn a soltou. Precisavam de ar, é claro. Continuou acariciando os cabelos negros e sedosos, pensando em como gostava do cheiro deles. Santana pensou que tudo bem. Tudo bem se Quinn ia fingir que não ouviu sua pequena, porém significante declaração de amor. Antes fingir que não tinha acontecido do que sair correndo como a loira fazia antes, o tempo todo.

Quando levantou a cabeça para beijar os labios finos novamente, um barulho estridente invadiu o local. O toque de seu celular. Ela pegou, com vergonha por ser um celular tão simples e nada comparado ao celular extravagante da outra e olhou no pequeno visor. Finn. Ele insistia em encontrá-la para conversar. Ele tinha ligado várias vezes na última semana e ela se sentia culpada por não terem um término normal. Ele a amava. Era um grosso, retardado e machista, mas a amava. E ela gostava dele também. Ele era carinhoso, cuidadoso e divertido, às vezes. Amigo, leal, extremamente leal. Ela não ia atender, porém ja tinha atendido antes e tinham conversado. Antes de Quinn ir na biblioteca e "se declarar", é claro.

Q: Não vai atender? — Quinn perguntou com a voz doce e a respiração irregular, meio falhada, talvez pelos beijos.

S: Não — respondeu desligando a chamada — não é nada importante. — fingiu não ligar.

Q: É seu ex. — afirmou convicta. Você não tem que sentir ciumes Quinn, sua mente disse pra si mesma.

S: Sim, e daí? — rebateu como se não ligasse mesmo pra quem era.

Q: Nada. — ela não sentia ciumes, certo? Não sentiria ciumes dela, elas nem eram namoradas. Esse incômodo que estava sentindo era só porque o beijo perfeito fora atrapalhado, mas nada disso. Ela queria crer nisso, queria muito. Beijou novamente a Latina enquanto sentia um sentimento de posse que nunca tinha sentido, a segurando com cuidado e se virando, deitando sobre ela e a beijando. Queria muito, muito, transar com ela ali. Mas não podia. Era o lugar menos romântico de todos, e não podia estragar o momento, porém queria.

Q: San... está na hora de você voltar — sussurrou com a voz calma, passando a ponta dos dedos pelo couro cabeludo da outra.

S: Huuum... eu realmente não quero. — respondeu manhosa diante do carinho que recebia tao solenemente.

Q: Você não pode se atrasar. Tem uma rotina de estudos que deve ser cumprida e eu respeito isso. — a loira afirmou séria, ainda fazendo carinho em Santana.

S: Eu sei... — estava emburrada, mas não queria que a loira percebesse o quanto era difícil se separar dela, mas é claro que a loira, muito sagaz, percebeu.

Q: Faremos assim: eu te levo pra casa. Você só precisa me esperar aqui, eu vou pro treino das Cherrios agora, e na hora de ir embora, vamos juntas. Vou tomar uma ducha, talvez você tenha que esperar uns 5 minutos — sugeriu dando um beijinho que era muito meigo para ela própria, na bochecha da morena.

S: Ok, eu deixo você me levar pra casa. — respondeu se espreguiçando e pegando sua mochila. Seu sorriso no momento era largo.

Quinn pegou sua bolsa vermelha das Lideres de Torcida, e saiu logo depois de Santana, que a encostou no carro, e a beijou novamente.

S: Eu já disse o quanto gosto disso? -perguntou pertinho dos lábios finos da loira.

Q: Não disse, porém eu presumi — respondeu metida arqueando as sobrancelhas e levando um tapa e outro beijinho rápido da outra, que saiu sorrindo feliz sem falar nada. A loira começou a caminhar, mas ouviu o que parecia alguém chamando seu nome.

Sm: Fabray? Fabray! — a voz grossa gritou novamente fazendo Quinm se virar e se deparar com a figura alta e loira atrás de si.

Q: Oi, Evans. — respondeu calma, porém séria. — o que foi? A Santana acabou de entrar — informou.

Sm: Eu sei. O que importa é: você quer namorar minha melhor amiga, né? — indagou de volta.

Q: Eu acho que isso não é da sua conta, grandão. — falou irônica sorrindo para o garoto loiro.

Sm: É da minha conta sim. E eu vou te apresentar as regras pra isso...

Notas finais
Gente, se tiver algum erro de digitação ou formatação, me desculpem, eu to postando pelo celular e sinceramente é um saco. Comentem... eu postei dois capitulos seguidos e vocês nao comentaram. Eu preciso da opinião de vocês, quiridas!