Stop look me
18 Capítulo 18 - Love u
Notas iniciais
Santana ouviu o sinal da última aula do dia e suspirou de felicidade. Nada dava para ela mais satisfação do que a hora do almoço. Claro que não era pela comida mas sim por que poderia descansar o cérebro por algum tempo.
Levantou de sua cadeira e saiu pelo corredor em direção ao refeitório. Muita gente ia almoçar fora dali, mas ela não tinha dinheiro pra isso, seus pais não podiam bancar restaurante todo dia, então ela não se importava de almoçar na escola, e achava a comida muito gostosa.
Chegou no refeitório e ao olhar em volta, viu que tinha alguma coisa errada. Decidiu olhar de novo. Novamente 180 graus dentro do refeitório e achou o erro. Um erro loiro, mais alto que ela e com um sorriso lindo. Um erro vestido de lider de torcida. Por que era um erro? Porque Fabray era uma das alunas mais ricas do Colégio, nunca almoçava ali, mas agora, ela estava sentada em uma das mesas do lugar, sorrindo em sua direção. Lembrou-se de alguns meses atrás, onde desmaiaria se isso acontecesse. Suspirou fundo, e pediu pra si mesma não gaguejar nem fazer nada idiota perto da loira.
Se aproximou da garota, que ainda a encarava como se ela fosse um pedaço de bacon.
S: Oi. — sua voz saiu mais baixa e rouca do que o planejado e ela abaixou a cabeça.
Q: Oi San. — a voz doce soou pelo seu ouvido ao mesmo tempo em que sentiu Fabray se aproximar ainda mais, invadindo deu espaço pessoal e lhe dando um abraço apertado. Se arrepiou ao sentir a respiração quente da loira em seu pescoço, e a apertou ainda mais. Se separaram meio sem ar, sem nem ter se beijado. Santana se sentia inebriada com o cheiro da outra, que parecia tão encantada quanto ela.
S: O que está fazendo aqui? Você sempre almoça fora... — afirmou sem graça por saber a rotina da outra.
Q: Eu vim te fazer um convite... pra almoçar comigo. — pediu charmosa, passando a mão pelo rosto da morena e tocando seus cabelos negros, que respirou fundo com o carinho.
S: Quinn, eu não tenho dinheiro pra... — foi interrompida pela voz rouca da outra.
Q: Eu convido, eu pago... Eu sei como você é orgulhosa, então amanhã, você me dá uma de suas fichinhas de almoço e eu e você almoçamos aqui no refeitório, e eu experimento a comida daqui. Pode ser? — perguntou esperançosa, olhando nos olhos da latina que sorriu em sua direção.
S: Você? Almoçar aqui? Não tente me enganar, Fabray. — ordenou.
Q: San... Eu nunca almocei aqui. Abri mão das minhas fichas no momento da matrícula, então não almoço aqui. Mas se você almoça todos os dias, não deve ser tão ruim, né? E o cheiro tá muito bom. — elogiou sinceramente.
S: Ok então. Eu aceito o convite, mas você vai ter que cumprir isso que está prometendo. Quinn pegou na mão dela, com medo de ser rejeitada, mas quando sentiu a mão da outra agarrando a sua com força, viu que estava fazendo tudo certo. Foram caminhando em direção a entrada do Colégio de mãos dadas onde ficava o estacionamento, e logo Santana avistou a SUV vermelha de Quinn parada na vaga que era exclusivamente dela e riu baixo.
Q: O que foi? — perguntou arqueando uma das sobrancelhas e observando Santana morder os lábios ao ver o gesto.
S: É engraçado você ter uma vaga só pra você. — afirmou olhando pra loira que a olhou de volta confusa.
Q: Por que? — indagou.
S: Quando você falta, essa vaga fica aí, e ninguém pode estacionar no lugar. — contou sorrindo, enquanto se aproximavam do carro.
Q: Você pode. — afirmou enquanto Santana entrava no carro. — Vamos almoçar aqui.
S: Aqui onde? — sorriu confusa.
Q: Aqui no carro. — contou abrindo a porta do lado do motorista e entrando também. Santana percebeu que os bancos de trás da SUV haviam sido deitados e sobre eles tinha dois pratos, uma garrafa de refrigerante de limão e algumas embalagens.
S: Por que? — foi a vez dela perguntar.
Q: Eu sei que está estudando para o vestibular esse ano. Estamos no primeiro bimestre e a senhorita é a única que já está estudando. O restaurante é a dez minutos daqui. Então durante as últimas aulas, eu fui lá e busquei a comida, e vamos almoçar aqui, e assim dá tempo de você voltar pra sua rotina de estudos sem perder muito tempo. Você está se sentindo desconfortável? É muito apertado? Se for, podemos ir ao restaurante, ja conheço o gerente e ele nós daria uma mesa sem problemas. — afirmou encarando a latina, que sorriu em sua direção.
Santana olhou o local onde estava sentada, de frente para toda aquela comida que tinha um cheiro delicioso e pensou na ironia. Apertado era o carro dela, aquele carro era enorme, e provavelmente mais confortável que a mesa do restaurante.
S: Quinnie, por mim ta ótimo. — respondeu sem perceber que tinha chamado a loira pelo apelido que ela não deixava ninguém usar, porém a loira sorriu internamente quando o ouviu saindo dos lábios dela.
Quinn pegou os pratos brancos que estava ali, e abriu os pacotes, que exalaram um cheiro ainda mais forte fazendo a loira pegar o controle e abrir os vidros. Serviu Santana silenciosamente, enquanto a latina admirava o quanto aquela garota à sua frente era linda e não acreditava que Ice Quinn estava servindo seu prato, daquele jeito tão gentil.
Pegou o prato que a loira a ofereceu, esperou que ela arrumasse o próprio prato e então começaram a comer em silêncio.
S: Essa comida estava deliciosa e o refri era o meu preferido. — elogiou olhando para a loira que também estava acabando de comer.
Q: Que bom que gostou. — sorriu feliz colocando o prato de lado e se aproximando da latina. — Eu queria que tivéssemos um momento leve como esse juntas pra esquecer todos os acontecimentos. — sussurrou.
S: Funcionou... — se aproximou da loira que segurou em seu cabelo, e a puxou pra perto. Quando suas bocas se encontraram, elas suspiraram juntas, sentindo alívio por estarem se beijando de novo. Santana sentia algo explodindo em seu peito. A garota que mais amou nesse mundo, a beijando e a tocando o mais carinhosamente possivel. Ela não acreditava que estava ali com Quinn Fabray.
Quinn parou o beijo e encostou seus narizes, dividindo a respiração ofegante, os peitos subindo e descendo, os lábios quase se encostando...
S: Eu te amo.
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