Stop look me
15 Capítulo 15 - Kiss
Notas iniciais
Quinn estalava os dedos sentada em sua cama. Manhã de segunda, 5:00h da matina. Impaciente, suspirava. Já estava arrumada para a escola. Sim, duas horas antes da hora de ir, ela já estava vestindo uma calça preta, uma blusa caqui e o cabelo sempre bagunçado solto. Queria ver Santana. Queria olhar em seus olhos e dizer o que sentia. Deitou-se novamente sobre a cama coberta por um lençol cinza, sua cor preferida, e suspirou. A ansiedade lhe corroía o peito. Olhou novamente no relógio. 5:03h. Suspirou, novamente. Resolveu mandar uma mensagem para a latina. Deixa claro que queria conversar.
"Hey Santana. Precisamos ter uma conversa hoje. Não fuja de mim, por favor. Q. Fabray"
Fechou os olhos e lembrou-se do amasso no vestiário. Depois, o beijo carinhoso no bar. O que estava acontecendo com ela? No começo, tinha certeza que seria somente uma noite de sexo forte e essa atração sumiria, mas agora, mesmo não tendo tido a noite de sexo, duvidava que ela resolveria alguma coisa além do seu tesão pela latina.
Abriu os olhos assustada e olhou para o relógio pela terceira vez. 6:50. Havia cochilado por quase 2 horas. Pegou a mochila e desceu as escadas correndo e ouviu uma voz grossa atrás de si. Seu pai, ou melhor, seu progenitor.
R: Boa aula, Quinnie! — Russel. Ele ainda estava insistindo nesse papel de tentar ser um bom pai, mesmo após 17 anos falhando? Que força de vontade incrível, pensou a loira, andando em direção ao seu carro. Entrou dentro dele, ajeitou o cinto e acelerou. Nunca em sua vida tinha desejado chegar na escola tão rápido quando queria agora. Dirigiu apressadamente e finalmente chegou ao estacionamento da escola, onde ela tinha uma vaga própria. Uma vaga que jogadores de futebol tinham pichado seu nome bem grande. Quinn L. Fabray. Essa era uma das qualidades de ser gostosa, a bajulação.
Desceu do carro recebendo olhares desejosos, e outros confusos ou ambos. Olhou para si mesma pelo vidro de seu carro e percebeu que desde que tinha voltado a Cheerios, essa era a primeira vez que aparecia na escola sem o uniforme vermelho característico. Daria uma boa desculpa para Treinadora Sue e seguiria em frente com seus planos diários.
Caminhou lentamente até a entrada do colégio, e praticamente desfilou ao entrar. Atraiu mais olhares para si e sorriu internamente por saber exatamente como manipular as pessoas e refletir em como isso era bom. Olhou para seu armário e lá estava ela. Mercedes. Se aproximou sorrindo de lado e ganhou um beijo carinhoso da garota na bochecha, enquanto pegava alguns livros e cadernos que precisaria.
M: Está produzida eim? — Mercedes afirmou ao olhar a amiga de cima para baixo. — Quando eu falei para fazer a latina pulsar por você, eu falava sobre o coração e não sobre o clitóris, Fabray. — Riu escandalosa sendo acompanhada por Quinn.
Q: Para Cedes. Se eu quero conquistá-la, vou fazer pulsar os dois músculos ao mesmo tempo. — Gargalhou de volta e sorriu sem vergonha, levando um tapinha da amiga. — Você viu ela por aí? — Questionou ansiosa.
M: Vi. Cheguei aqui há uns 20 minutos e ela estava indo cheia de livros para a biblioteca estudar. – Sussurrou sem motivo aparente.
Q: Por que ela estuda tanto? Ela já é tão inteligente. – Elogiou sorrindo.
S: Porque ela, ao contrário de você, não nasceu em berço de ouro. Não escolheu estudar aqui para desafiar os pais como você. Ela estuda aqui por necessidade. E os pais dela não cagam dinheiro como os seus pais, Quinnie. — Suspirou — Ela é esforçada pra caramba. Sam me disse que é a melhor aluna da escola de Elétrica, e que ela tem muito potencial para ser o que ela quiser. Porém, ela quer ser advogada. Sabe-se lá porquê. – Comentou dando de ombros. – Ele citou algo sobre achar que ela tem senso de justiça, mas não tenho certeza...
Q: Vou procurar ela, ver se podemos conversar agora, ou ela prefere fora da escola. Preciso me entender com ela, Cedes. — Olhou triste para a melhor amiga, que fez um carinho leve em sua bochecha rosada.
S: Não faça besteira, não insinue sexo selvagem, seja gentil, faça aquela cara de retardada apaixonada que fez chorando na minha casa e trate ela como se fosse única e te garanto que seu pedido de desculpas irá funcionar. — A mais alta aconselhou.
A loira acenou para a amiga que se afastou em direção ao Kurt, que havia acabado de chegar e ficou ali encostada no armário pensando.
Fabrays não pedem desculpas. Fazia muuuuito tempo desde que fez seu último pedido de desculpas. Nem sabia mais como fazer isso. Seu orgulho, seu sobrenome, seu sangue impedia que isso acontecesse. Podia parecer bobeira, mas uma criação no estilo Fabray fazia isso com as pessoas.
Caminhou no longo corredor e abriu a última porta deste. A biblioteca. Poucos nerds estavam ali a essa hora da manhã, incluindo Santana, que estava sentada numa mesa bem afastada da entrada, com óculos de grau, em silencio, lendo alguma coisa.
A loira admirou por alguns segundos como a latina estava bonita daquele jeito. Centrada, séria, adulta. Ainda mais bonita.
Se moveu até ficar ao lado da latina, que estava concentrada em sua leitura e não percebeu a proximidade da outra. A loira puxou a cadeira ao lado dela, e sentou-se ali em silencio. Observou ela por mais alguns poucos segundos, mas não conseguiu conter o elogio.
Q: Você está tão linda. — Sua voz saiu rouca e carregada. Observou a latina olhá-la surpresa, talvez pelo elogio surpresa, e talvez pela surpresa de não ter percebido sua presença, mas isso não importava. Ela só queria olhá-la para sempre.
S: UOU. Eu não tinha percebido você aí. — Confirmou o que a Fabray já sabia.
Q: Recebeu minha mensagem? — Indagou ansiosa.
S: Sim. Você queria conversar, não é? Quer isso agora? — Indagou de volta.
Q: Agora...não me leve a mal, mas tudo o que eu quero, é beijar você, Santana.
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