Stop look me
13 Capítulo 13 - Discovery
Notas iniciais
Santana travou. Tinha mesmo ouvido aquilo? Ela devia estar enganada. Não era possível que todo esse encontro foi para conseguir sexo, não podia ser. Qualquer pessoa que a conhecia sabia que ela nunca aceitaria.
S: O-o que?
Q: Eu só achei que a gente podia se divertir juntas e... — Perdeu a fala. Sabia que tinha errado com a morena! Droga! Por que porra tinha que ser assim? Ela nunca tinha tido encontros românticos.
S: Liga esse carro e me leva para casa agora! – Ordenou brava para a loira que se assustou. Se sentia furiosa. Queria matar Quinn, queria bater nela, mas a amava muito para isso e sentia raiva de si mesma por ser tão idiota.
Q: Mas... Por favor, não fique brava comigo, eu não quis parecer uma tarada. — Santana a olhou e viu que ela estava verdadeiramente arrependida, porém a raiva não passou, ela continuava com ódio da menina, não queria olhar para cara dela naquele momento.
S: Mas está parecendo uma tarada que só quer me usar! Porra Quinn, foi fofa a noite toda para isso? — A loira se encolheu em seu banco e olhou para a latina que a olhava com lagrimas nos olhos. Não sabia se era de mágoa, raiva ou tudo misturado.
Q: San... Desculpa, eu só quis... Eu só queria ter você. — Ela nunca tinha se apaixonado e pra ela o único conceito de gente apaixonada era duas pessoas rolando numa cama a noite inteira. Não era isso? Para ela era!
S: Me leva para casa, Fabray. — Mandou seca, olhando para a janela, e ignorando o olhar triste da loira ao seu lado, que decidiu que o melhor seria obedecer do que discutir. E viu pelo canto dos olhos a loira se afundando ainda mais no banco.
Ligou o carro com cuidado. Sentiu que tremia, porém continuou. Se Santana queria ir para casa, ela iria. Nunca deixaria ela ir sozinha. Acelerou até a casa da latina, pensando no caminho em como ela realmente achou que sua ideia agradaria e em como se enganou. Poxa, ela não tinha feito de proposito, ela realmente achou que a morena acharia a ideia tão boa quanto ela achou. E ainda achava.
Estacionou em frente à casa da garota, que estava com todas as luzes apagadas, exceto a da sala e a da varanda.
Q: San... Por favor... — pediu encostando a ponta dos dedos no rosto de pele morena, e sendo repelida pela mão da mesma.
S: Não. Não Quinn. A noite estava perfeita sabe? Estava tudo ótimo, você estava sendo ótima. E o que você fez? Você estragou tudo. Tudo. — Sussurrou com a voz quebrada, olhando com os olhos marejados para a loira, que passou novamente a mão em seu rosto e dessa vez não foi afastada.
Q: Me desculpa. Eu... eu não sei o que pessoas apaixonadas fazem. Eu achava que era sexo e que você ficaria feliz com isso, e a gente iria para o hotel, e ficaríamos lá, por que você é apaixonada por mim e eu por você e a gente poderia demonstrar tudo isso, por que esse é o único jeito que eu sei demonstrar carinho, como pessoas apaixonadas fazem e... — Estava divagando quando foi interrompida pela voz rouca da morena.
S: O que? Você disse que está apaixonada por mim? — Perguntou surpresa, olhando para a loira que corou imediatamente e fez uma cara confusa. Ela não tinha dito isso, tinha? Ai meu Deus, pensou.
Q: Eu disse? Acho que não, você deve estar enganada... — sussurrou de cabeça baixa, com medo, confusa, e sem saber o que fazer. Queria correr. Mas estava dentro de seu carro. E Santana estava ali. Não era, definitivamente, uma boa hora para correr, por que não adiantaria nada.
S: Sim Quinn, você disse! — Olhou para a loira, dentro dos olhos, mas só viu confusão, e um outro sentimento que não conseguiu decifrar.
Q: Eu... Eu não sei. — Murmurou envergonhada. Sentia vergonha por não ter controle por seus próprios sentimentos, sentia vergonha por que seu orgulho que tanto prezada estava indo por agua abaixo, sentia vergonha por que Santana tinha odiado seus planos para o fim de noite, sentia vergonha por tanta coisa que só queria se esconder no primeiro buraco e ficar por lá.
S: Acho melhor eu entrar. Vai para casa, ok? Só... preciso de um tempo sozinha, comigo mesma. – Pediu com a voz magoada.
Q: San, eu... desculpa, por favor. — Pediu com a voz chorosa. Não queria chorar, disse para si mesma que não choraria, pelo menos não na frente da morena. Na frente de ninguém.
S: Tchau Quinn, boa noite. — Se despediu sem nem olhar para a loira, e abriu a porta do carro, caminhando até a porta da sua casa e observando a loira continuar de cabeça baixa na mesma posição, sem nem se mover.
A loira se segurava. Não iria chorar, não iria chorar, não iria chorar. Chorou. Sentiu uma única lagrima cair de seu olho. Quanto tempo fazia desde o último choro? Ela não sabia. Tinha chorado poucas vezes na vida. Só chorava quando errava, quando fazia algo de irreparável, quando pisava muito feio na bola. Se sentia assim agora. Sozinha, errante.
Pensou. Em tudo, desde que conheceu a latina, quase um ano e meio atrás. A atração louca constante, o jeito como a latina sempre olhou para ela e o jeito como ela sempre desprezou a latina, porém nunca conseguiu parar de olhá-la... Não podia ser. Não. Seu cérebro não pregaria uma peça dessa em seu coração. Não era possível.
Ligou o carro, e acelerou. Dirigiu sem rumo, passou por alguns bairros, olhou no relógio digital situado no painel do carro. 23:50. Decidiu para quem ligaria. Discou o número pela segunda vez no mesmo dia. E ouviu a voz animada a atender.
M: Fala loira! Me diga que seu encontro com a Lopes foi ótimo! — Gritou ansiosa ao telefone ao atender.
Q: Eu preciso de você... Acho que acabei de cometer o maior erro da minha vida. E eu me sinto tão perdida... – disse baixinho.
M: O que quer dizer, Q? O que você fez? — Perguntou mudando o tom de voz de alegre par preocupado.
Q: Eu me apaixonei...
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