Stop The World

7 Holding On And Letting Go


Notas iniciais
Ross Copperman - Holding On And Letting Go
;*

- Não consigo fazer isso... – sussurrei em pânico.

Amber abriu a boca para repetir sua mentira freqüente de que não era nada de mais, mas a voz não saiu de sua boca.

- Não consegue o que? – perguntou a voz conhecida, fazendo-me engolir em seco.

- Hm, e-eu... nada. – virei para a figura em minha mãe, parado no batente da cozinha. – Nós só...

- Selena queria perguntar se podia dormir em minha casa essa noite, só isso. – explicou-se a grávida naturalmente.

- Hoje? Você não vai sair Amber? – perguntou desconfiadamente ao checar ser sexta-feira no calendário.

- Não, não. – acenou a mão despreocupadamente no ar. – Tenho que me cuidar mais agora.

Apontou para a barriga média.

- Hm, ok. – respondeu, mas senti que a permissão foi concedida por educação.

Soltei o ar que percebi ter prendido assistindo a mais velha deixar a sala.

- Calma, não foi você que mentiu agora. – tentou me tranqüilizar sorrindo com animação. – Vamos lá preparar sua bagagem.

- Não tenho nada para esse tipo de evento. – não sabia porque continuava falando baixo, mas achei seguro.

- Eu sei. – suspirou rindo. – Por isso que sou sua melhor amiga e vou te emprestar um vestido.

Pelo jeito todo esse meu pânico era engraçado a seus olhos, só não entendo porque.

- Não devia ter aceitado essa oferta.

- Agora já era. – terminou não me dando chance alguma de escapar. – E vamos ficar bem.

- Quem vai? – perguntei.

- Todo mundo. – sorriu maliciosa parecendo saber dum segredo.

(...)

Preto, liso, com detalhes num roxo escuro e curto demais. Não queria estar gostando da sensação de me achar bonita nessa aparência, mas não podia ajudar quando me olhei no espelho focando o vestido um pouco apertado mas parecia maravilhoso no corpo agarrando todas minhas curvas que tinha orgulho, parando no meio da coxa.

Era tudo tão alto. A musica explodia tão forte que suas palavras nem eram compreendidas mas ninguém parecia se preocupar, exceto por mim.

Claro que não podia ter confiado uma aposta com Amber sem padrões, mas deu minha palavra e se já não me sinto bem mentindo para minha mãe imagine o jeito que minha cabeça ficaria se não cumprisse o trato.

- Amber. – minha melhor amiga apresentou seu nome para o guarda costas na entrada.

- Sim, logo ali senhoritas. – explicou ao reconhecê-la, apontando para um canto privado na boate colorida. – Seus amigos estão lá.

Amber agradeceu me puxando pela mão até o pequeno grupinho de garotas já conhecidas.

Emily estava agarrada a Miley como sempre, Dallas ria de algo que a irmã mais nova falava mas todas pararam para nos receber.

- Selena, woow. – elogiou Dallas me deixando desconfortável quando percebeu meu vestido um tanto diferente de meu estilo. – É emprestado?

A loira suja beijou minha bochecha seguida pelo casal apaixonado.

Assenti quando foquei a única garota sentada do grupo, ainda risonha.

Ela sorriu em minha direção num cumprimento simpático.

- Demi, levante e te boas vindas a Selena. – brigou Dallas.

- O quê? Não. Não precisa Demi. – disse rapidamente quando a de cabelos negros levantou sobre a pressão da irmã.

Ela usava seu estilo normal: calça preta com camisetas cobertas por estilos diferentes de jaquetas de couro.

- Desculpe ser tão antipática. – desculpou-se sem motivo ao depositar um beijo um tanto demorado demais em minha bochecha. – É que não sou a pessoa mais socialmente do mundo.

- Não é? – brinquei com um sorriso tímido. – Não foi o que me pareceu na sorveteria.

Ela riu divertidamente me fazendo imitá-la sem perceber.

- Tem uma boa mascara. – explicou-se. – Vem, sente-se.

Deu passagem para o sofá privado da área vip, se sentando ao meu lado.

- Querem algo garotas? – ofereceu um rapaz sem camisa; provavelmente o servente.

- Uma garrafa de vodka. – pediu Dallas.

- Tequila. – complementou Demi.

- Hm, água. – deu simplesmente de ombro assistindo as cabeças conhecidas virarem-se confusas em minha direção. – Eu, sei lá, qualquer coisa.

A atenção foi dispersa aos poucos de mim enquanto Demi continha uma risada baixa.

- Porque esta rindo? – perguntei.

- Você nunca veio em lugares assim, não é? – sorriu em minha direção.

- Esta tão obvio essa como minha primeira vez? – falei retoricamente.

- Agora sim. – respondeu. – Não se pede água numa balada.

- Mas não bebo. – deu de ombros. – E estou com sede.

Sua risada engraçada ecoou mais uma vez na musica.

- Aqui garotas. – o rapaz voltou colocando nossas bebidas sobre a pequena mesa de vidro liso, sorrindo debilmente.

Demi franziu a testa para o homem que pediu desculpa, mas não evitou uma gargalhada ao sair.

- O que aconteceu? – perguntou Demi para as garotas.

- Nada. – respondeu Amber antes das outras, curiosamente também risonhas.

Peguei meu copo gelado, tomando um gole demorado.

- Hm, que gosto estranho. – provei novamente estranhando, mas a gargalhada alta de Amber me levou a uma pista obvia. – O que você colocou aqui? – falei pausadamente ao largar o objeto longe na mesa.

- Nada. – repetiu a palavra em falsete quando Miley gargalhou.

- Amber, não estou brincando. – falei séria.

- Relaxa Selly. – pediu abanando as mãos no ar. – É só uma coisa pra te deixar mais animada.

Tossi quando a bebida ameaçou voltar.

Não fazia idéia do que Amber tinha me dado, o que me deixa ainda mais preocupada, mas depois de alguns minutos já comecei a achar as coisas um pouco mais engraçadas que o normal já começando a me preocupar. Mas logo me esqueci desse detalhe.

- Selena? – chamou Demi.

- Hmm? – respondi sorrindo, ao me aconchegar meu seu ombro.

- ‘Ta tudo bem? – perguntou estranhando minha aproximação.

- Tudo ótimo. – coloquei minha mão como apoio em sua coxa, quando me encostei em seu ombro.

- Amber, ela não esta bem. – disse confusa para minha melhor amiga que ria da situação. – O que você a deu?

- Foi só meio pacotinho de êxtase. – falou simplesmente. – Ela é muito fraca pra essas coisas.

Foquei o pescoço pálido convidativo. Como conseguia ser daquela cor?

Parecia ser tão gelada e macia, mas não havia porque não experimentar um toque. Afinal, não conseguia me lembrar de como era o remorso.

Passeei as pontas de meus dedos pela pele confirmando o textura aveludada mas percebendo a temperatura alta, era quente e confortável.

Sabia poder estar indo muito mais longe que imaginei mas não me contive quando a hipótese veio.

- Perceb... – senti suas palavras enroscarem quando encostei meus lábios delicadamente na garganta.

- Disse que a deixaria mais animada. – escutei Amber em algum lugar em minha mente, mas logo me ocupei em movimentar minha boca contra o quase tecido.

Prendi minhas mãos em sua nuca por baixo no cabelo, acariciando-os ao perceber ter vontade de praticar o ato a algum tempo.

Ela ser uma garota era só um detalhe que não interessava agora. Minha mãe nunca poderia saber disso, mas quem disse que ira? Já menti uma vez e posso fazer novamente.

- Selena. – me senti sendo arrastada fora de seu espaço pessoal quando a voz gentil ecoou. – Se estivesse sóbria não faria isso.

- Ainda bem, porque nunca teria coragem de fazer isso. – sorri ainda arranhando as unhas na parte traseira de seu pescoço. – Vamos dançar?

- Não acho uma boa... – não esperei a negação ser completa, já me levantando e puxando-a comigo. – Hm, ok.

Foi o necessário para jogar a pequena bolsa que carregava meu celular no sofá de couro e pegar suas mãos, guiando-a tomando a frente até a pista amontoada.

- Você não sabe o que esta falando, não é? – riu tentando falar mais alto que a musica.

- Saber eu sei. Só, sei lá, não consigo controlar. – coloquei suas mãos em minha cintura com o ritmo agitado. – E você me não me parecia ser tão gentil com uma garota praticamente drogada.

- Não sei se sou gentil com garotas, mas nunca tratei nenhuma mal. – respondeu. – Eu acho.

- Então não me trata como as outras? – questionei confusa.

- É, podemos dizer assim. – deu de ombros quando agarrei-me deles. – Mas, afinal, nem te conheço direito.

- Ainda bem que não. – sorri recebendo um olhar de duvida. – Acho que nunca iria me aproximar de você sóbria.

- Porque?

- Aaah, o simples fato de você ser gay já me afastaria. – respondi.

- Mas isso não pareceu te impedir agora pouco. – sorriu galante.

- É que você não me entende. – disse descontraída. – Não é que não queria ser gay; é que não posso.

- Não pode?

- Minha mãe me mataria. – aproximei-me mais a seu corpo pela dificuldade de ouvir. – Ela nem quer que fique perto de você e Dallas com medo de me confundirem.

- E isso também não te impediu de beijar meu pescoço. – respondeu com o bom argumento. – Percebi que era diferente Selena. Geralmente as garotas me esnobam por minha opção de sexualidade ou se jogam encima, mas você não fez nenhum dos dois.

- Nem pretendo. – disse eu. – Mas não quero chatear minha mãe.

Senti seu aperto mais confiante em minha cintura, sorrindo para o ato.

- Agora esta sendo quem pensei que fosse. – ri.

- Qual você gosta mais? – perguntou-me divertida.

- Agora, dessa personalidade arrogante. – respondi. – Mas amanhã, daquela pessoa gentil.

- Personalidade difícil a sua. – comentou.

- Não consegue ser as duas? – questionei.

- Se você quiser, serei. – bateu-me contra seu corpo com força.

Estudei o movimento por alguns segundos séria, mas logo a droga me tomou de divertimento.

- Nunca iria admitir gostar dos seus flertes se sóbria. – sorri.

Notas finais
Não estou revisando os capítulos por preguiça, desculpem os erros >.
Review ?