Stone of Light
4 Tentando Descobrir o que há de errado
Notas iniciais
Tentando descobrir o que há de errado
Lilly Mattchew
Eu e Kat fomos atrás do Christian. Ele estava muito estranho quando disse que iria resolver alguns problemas. O pior é que estava difícil de ler a mente dele. Por mais que eu consiga ler a mente das pessoas quando elas estão longe, Christian havia arrumado um jeito de me evitar a ler seus pensamentos. Isso já estava me irritando. Eu estava tão equivocada nos pensamentos de Christian que eu não vi a rampa na calçada e eu caio no chão (sorte minha que eu estava de joelheiras). Kat deu meia volta e veio em minha direção esticando o braço pra me ajudar. Eu peguei em sua mão e levantei com dificuldade.
– Lilly, você esta bem? – ela perguntou.
– Estou bem. – eu respondi verificando se minha pedra estava em meu pescoço.
Ela olhou pra minha testa e fez uma cara desagradável de dor.
– Você machucou sua testa. – Kat comentou.
– Droga. Se o Monroe me vir machucada, ele vai ficar me fazendo um monte de perguntas e vai exigir que eu só saia se ele estiver comigo. – bati o pé no chão, com raiva – Quando eu encontrar o Christian, ele vai se arrepender.
Kat pegou em minha mão e me guiou para seguirmos em frente, e em menos de segundos, estávamos correndo de novo.
***
Dito e feito. Assim que Kat e eu chegamos à porta do internato, vi Monroe e Christian conversando lá. Parei no corrimão e olhei pra Kat que estava olhando Christian. Monroe me viu e veio correndo em minha direção.
– O que aconteceu? – ele gritou enquanto pegava em meus braços – Quem fez isso com você, Lilly?
– Eu acabei caindo enquanto estava tentando ver o que Christian fez. – respondi, olhando por cima do ombro de Monroe para Christian.
Christian levantou do chão e veio em minha direção.
– Você deveria cuidar da sua vida, sua telepata. – ele gritou na brincadeira – Quem mandou ler o que não te interessava.
– O que? – eu grite com raiva. Mesmo que aquilo fosse brincadeira me ofendeu. Eu não gostava de ser chamada de telepata – Eu só queria te ajudar, ou melhor, eu e a Kat queríamos. Por sua causa, Christian, eu me machuquei feio.
– Quem mandou você ler o que não te interessava? Você é muito intrometida, Lilly Mattchew. Ou melhor, Lilly Telepata Mattchew.
– Cala sua boca, seu idiota.
Tentei partir pra cima de Christian, mas Kat entrou em minha frente, protegendo Christian. Fiquei horrorizada, e me soltei de Monroe, entrando no internato. Tirei meus patins e subi correndo para meu quarto, fechando a porta atrás de mim.
– Lilly? – Grace chamou.
– Sou eu, Grace. – eu falei, com meu rosto afundado no travesseiro.
– O que foi?
Eu sentei na cama e Grace se assustou a me ver machucada.
– Caiu de patins? – ela perguntou enquanto sentava em minha frente.
– Por causa do Christian. O idiota protegidinho por todos.
Grace revirou os olhos, e me puxou para a porta.
– Vamos à enfermaria. – ela murmurou.
Fechei a porta do quarto e fui à enfermaria do internato
***
Fizeram um curativo em minha testa. Estava ardendo um pouco, mas nada de ser histérica (pois eu odiava isso). Eu expliquei tudo a Grace e ela me ouvia sem me interromper.
– Mais o que? – ela gritou enquanto estávamos conversando perto da quadra – O Christian te chamou de telepata?
– Sim. – respondi, com a maior vontade de esganá-lo – Ele me chamou de telepata e ninguém fez nada.
– Aff, esta vendo? Eu disse que essa Katrina ia te deixar na mão
Revirei os olhos e levantei do banco impaciente.
– Mas ele é o melhor amigo dela, Grace. – rebati.
– Você também é. – Grace rebateu de volta – Cara, eu vou partir pra violência se isso continuar assim.
– Não. Nada de violência. Só se realmente precisar.
Grace bufou e chutou a grade da quadra.
– Meu lema é esse: Mexeu com minha melhor amiga, mexeu comigo. – ela disse socando a grade.
– Mas sem bater em ninguém, ok?
– Aff, Lilly.
– Por mim, Grace.
Grace, praticamente, fazia tudo o que eu queria (quase). Ela sempre me amou incondicionalmente por nós duas sermos comuns.
– O que eu não faço por você Lilly? – ela disse me abraçando.
– Você faz tudo por mim, Grace. – concordei rindo.
Ela riu comigo.
– Agora vamos para o refeitório. Já esta quase na hora de almoçar. – ela murmurou me puxando.
– Vamos.
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