Stone of Light

11 Diálogos não esclarecidos


Notas iniciais
Boa leitura :)

Katrina Bannett

Agora são 14h00min e acabamos de almoçar, felizmente tudo ficou melhor depois que nossas pedras voltaram ao normal, é realmente um alivio fazer a Sam de empregada às vezes. E não, não sou uma má pessoa, só que às vezes é divertido usar seu poder de “faça-me o que eu quero” sobre as pessoas.

Porém ela estava muito estranha hoje no almoço, na verdade a manhã inteira, e eu odeio isso, (deixa essa parte estranha pra mim.) sorri pra mim mesma.

Toc, toc , batidas na porta do nosso quarto me fez acordar de meus pensamentos. – pode ENTRAAAAR –gritei-- Às vezes eu penso em perguntar “Quem é?” só depois que mando abrir a porta, isso é um defeito grave, pode ser um assassino, quem sabe? Mas seria divertido eu pensar “enfie a faca na sua cara” e ele me obedecer.

–Tá sorrindo por quê? – Uma voz falou me acordando outra vez dos meus pensamentos um tanto maléficos. —Olhei envergonhada, era o Christian.

– É... Oi – Sorri sem graça—O que faz aqui? Alguém te viu? Esqueceu que é proibido?

– Oh, desculpa garota que rir do nada—disse ele jogando uma panda de pelúcia da Sam no meu rosto e sentando na cama dela.

– Não é a mim que você deve desculpas, e sim pra alguém que te pegar aqui. – Nessa hora até eu tive um susto, porém era só a minha irmã.

– OPAAA! – gritou Sam ao abrir a porta—Não acha que já é o bastante estar aqui contra as regras? Ainda tem que ficar na minha cama? – disse ela colocando uns cadernos em cima da escrivaninha, um eu reconheci.

– Ei esse livro é meu – Falei apontando pra o único que ficou na sua mão.

–Eeeeera, dona Kat, agora é meu! E não mudem de assunto. – O que faz aqui Christian? – Perguntou ela sentando em sua cama já que o Cristian tinha vindo pra o pé da minha.

–Nada disso – falei antes que ele dissesse algo. —Você que me deve satisfação como minha irmã, “dona” Sam, onde estava? E porque anda não esquisita? – Ela deu de ombros.

– Exatamente—falou ela-- como sua irmã MAIS VELHA quem me deve satisfações é você, e eu não ando te interrogando pelo fato de você ser esquisita, ando? Sendo assim eu passaria o dia falando.

–Também ninguém vai te dizer nada aqui, infantilidade por infantilidade. –falei-- Me aproximei de Cristian e fiz sinal pra irmos pra fora do quarto.

***

Ficamos no gramado falando sobre coisas que gostávamos, livros já lidos, últimas musicas ouvidas e até como nos conhecemos na infância.

Você acha que algum dia tudo isso vai acabar? – perguntei olhando pra baixo.

– Mas é claro, Tudo acaba um dia – Respondeu ele.

– Você sabe de quê falo – Ajeitei minha touca azul na cabeça. Os nossos uniformes eram azul e preto, então eu amava essa touca porque combinava muito bem.

– Talvez acabe, mas talvez nós tenhamos que entregar aos nossos filhos, e se nossos tataravôs tiverem tido poderes também? –Disse Christian fazendo um desenho na areia da parte onde não havia grama.

– E você acha que devemos... Dar continuidade a nossos ancestrais poderosos? – Perguntei um pouco incrédula, mas talvez ele tivesse alguma razão.

– Acho que meu filho amaria ter uma pedra dessas – Disse Christian pegando no meu colar. —Sorri.

– Porque não a sua? – Falei sem entender.

– Existem várias razões – Falou ele se levantando do gramado. —Mas uma delas é que o seu dom deve ser muito melhor que o meu.

– Pare de graça Christian, todos queriam ter o seu poder, fala serio, eu nem precisaria me mexer, sairia daqui pro meu quarto numa boa—Sorri.

– Sabe, você é muito preguiçosa—Disse ele sorrindo de volta e indo embora andando de costas. Acenei e ele acenou se virando.

Depois disso, fui a biblioteca pegar novos livros para ler, mas fiquei mais pensando nos meus diálogos com Sam e Christian do que concentrada nas paginas. O que será que está havendo com a Sam? E será que o Chris está certo sobre a sua “teoria”? O que ele quis dizer com “Existem várias razões”? Fiquei um bom tempo observando as pessoas saírem e entrarem, tirarem e colocarem livros nas estantes, porém meu pensamento continuou longe.