Stone Cold - Larry Stylinson
1 One - You will never be a man
Notas iniciais
Bom é minha primeira fanfic que trata de Homossexualidade, então se não estiver boa me avise por favor, aceito com o maior prazer as criticas construtivas!
Boa leitura!
Senti minhas pernas fraquejaram, meu corpo declinou um pouco e me joguei sobre a cama. Nossos corpos suados, me sentia completo quando estava com ele, ninguém podia me satisfazer como Louis fazia, era algo diferente, muito além de desejo. Mordi meu lábio inferior e me virei na cama, podendo ver aqueles olhos azuis irem de encontro aos meus e o sorriso se instalou em seus lábios. Louis se transformava em outra pessoa ali, parecia uma criança indefesa que havia encontrado alguém que lhe deu doce.
— Não sei o que vai ser de nós, nem sei o que temos, se é que podemos chamar isso de algo. – Sinto suas mãos quentes tocarem meu rosto, abri um pouco mais os olhos e esperei que o mesmo concluísse sua fala. – Quero que saiba que independente de qualquer coisa, eu o amo, te amo Styles.
Meu coração por um momento, não podia acreditar no que estava acontecendo, não esperava ouvir aquilo, muito menos de Louis. O amava, realmente o amava, mas nunca tinha tido coragem para dizê-lo, porém agora tinha certeza de que seria correspondido, não teria mais medo.
— Também te amo Louis. – O sorriso em meu rosto era grande. – Eu não sei o que você fez, nem como chegamos a isso, só sei que isso tornou uma proporção tão grande que me faz ter vontade de nunca sair de perto de você. Te amo Tomlinson.
Meu olhar estava vidrado na televisão, nunca gostei muito de assistir à televisão, mas não tinha outra coisa para fazer. Tinha marcado com o Louis, ele viria a minha casa as 20:00 ele sempre fora pontual, então faltava apenas 10 minutos para tal hora, logo ele estaria aqui. Observava atentamente a notícia que aparecia. Arregalei os olhos ao escutar Jack, o apresentador, colocar a mão na cintura e a foto de Louis ao lado de uma garota loira ao seu lado aparecer na tela. Eles estavam de mãos dadas e Louis tinha um grande sorriso no rosto, respirei fundo e esperei que a notícia fosse anunciada.
— E agora temos uma notícia ruim para todas as garotas solteiras do mundo, Louis William Tomlinson, um dos homens mais cobiçados no momento está namorando! Isso mesmo garotas e querem saber quem é a sortuda da vez, nada menos que Bárbara Anne Palvin. – Uma foto da garota aparece na tela. – De modelo da Secret’s a namorada de Louis, garota de muita sorte, vamos ouvir o pronunciamento de Louis, após descobrir que seu namoro tinha ido a público.
“— Não vejo problemas em vocês saberem. Estávamos nos conhecendo faz um tempo e começou a nascer um sentimento em mim, o que graças a Deus foi reciproco, não teríamos motivos para não tentar ficar juntos. Gosto muito dela, ela sabe disso!
A voz de Louis estava fria e ríspida, porém ninguém havia percebido, estavam vidrados demais em saber sobre seu novo namoro, eu poderia acreditar que tudo aquilo era uma grande mentira, só se passava de marketing, mas Louis estava tão feliz naquela foto, feliz de um jeito que nunca tinha sido comigo, ele estava como eu nunca tinha conseguido o deixar, além de feliz poderia manter suas aparências, eles seriam o casal perfeito. Não sei se sentia ódio de Louis ou de mim mesmo por ter sido tão idiota, por ter acreditado em suas palavras e por um dia sonhar com que ele me assumisse como seu namorado.
Pausei a televisão naquela cena e respirei fundo, sentindo as lágrimas descerem por meu rosto, eu não queria sofrer, não queria estar chorando por ele, mas era mais forte do que eu. Sentia como se tudo dentro de mim estivesse desmoronando, como se tudo o que tivesse vivido fosse uma mentira. Será que um dia ele teria me amado como diz? Será que ao menos ele queria saber como eu estava, minha vontade realmente era de sair arrastando a cara dele pelo asfalto.
Escutei o som da campainha e respirei fundo, limpando as lágrimas e me levantei rapidamente indo até a porta. Quando a abri pude o observar por inteiro, seus cabelos estavam totalmente arrumados em um topete, ele trajava uma camiseta social azul e uma calça jeans, assim que me viu sorriu e senti seu corpo envolver o meu em um abraço, adentrando em casa e fechando a porta. Minha vontade de o abraçar e chorar por ali a noite inteira foi grande, mas não poderia me entregar tão fácil, então a única coisa que consegui fazer foi começar a esmurrar seu peito com força, que não era muita.
— Você já sabe, não é? – Ele disse baixo e deu um suspiro derrotado, enquanto tentava se afastar de mim, pois eu continuava a te esmurrar.
— Eu e metade do país Tomlinson. – Falei alto e me afastei, balançando a cabeça e limpei uma lágrima que ousou cair.
— Não era assim que eu queria, eu ia te falar agora! – Ele tentava explicar, mas eu não via motivos para tentar o entender. – Harry sabe que...
— Sei Louis, sei mais do que você me falou, porquê tudo o que me falou não condiz com suas atitudes. – Respirei fundo e virei o encarando. – Sabe o que eu sei? Que você se acha tão macho, se preocupa tanto com o que os outros vão pensar de você que se esquece do que você pensa sobre si mesmo e tudo você precisa saber é que nunca vai ser um homem de verdade, você nunca vai ter coragem de ser quem você é e sabe qual o maior problema disso? – Apontava meu dedo para ele enquanto falava, não tinha mais o controle de minhas lágrimas que caiam instantaneamente em meu rosto. – Que você acaba de perder a única pessoa que te conhecia de verdade e que te amava independente de tudo.
— Harry, me perdoa! Você sabe que eu não posso! – Seus olhos lacrimejavam ele estava a ponto de chorar. – Eu nunca quis perder você!
— Fora da minha casa! – Disse firme e apontei para a porta!
— Harry, por favor! – As lágrimas rolaram de seu rosto, assim como em mim.
— Fora da minha casa! – Falei mais alto e pausadamente.
— Desculpa, eu nunca quis te magoar. – Ele disse antes de abrir a porta e olhou uma última vez para mim.
— Não estou magoado bae, se sua felicidade é ela, estou feliz por você. – Disse breve e fechei os olhos, dando um sorriso falho, assim ele saiu e fechou a porta. Me deixando sozinho novamente.
Me deitei no chão e olhei para o teto e gritei, gritei o mais alto que pude. Eu precisava compartilhar minha dor com alguém, mas meu maior medo é que não tivesse ninguém para me ouvir.
Notas finais
Comentem o que estão achando, se querem que continuem! Já agradeço por terem lido.
Sua baby, xoxo.
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