Stole My Heart
1 Im here without you
Notas iniciais
Pov Melissa
Acordei com o despertador do meu celular tocando "Rock and Roll Music". Era um dia típico de calor como todos os outros na Califórnia. Levantei cambaleando da cama e fui fazer minha higiene matinal. Coloquei a primeira roupa que vi (http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo/set?id=53686992) e desci. Meu irmão já estava me esperando com minhas malas.
- Está pronta?- ele disse me abraçando.
- Não.- disse fazendo biquinho e nós rimos de leve.
- Vai ficar tudo bem, eu prometo.- ele falou sorrindo. O encarei por um tempo e então o abrecei de novo.
- Eu te amo.- falei me controlando para não chorar.
- Eu também te amo, baixinha.- ele falou e me deu um beijo na testa. Ele colocou as malas no táxi que já estava me esperando do lado de fora. Entrei no carro e acenei até o perder de vista. Eu estava indo começar de novo.
Bom, ainda não me apresentei. Meu nome é Melissa Harvey, tenho 17 anos, nasci na Califórnia e morei com meus pais e com meu irmão mais velho, Jake a minha vida inteira. Vocês devem estar se perguntando toda essa história de começar de novo, bom eu diria que não é uma história legal.
A mais ou menos 1 mês, meus pais morreram em um acidente de carro em uma viagem para Miami. Não vou entrar muito em detalhes por que é muito dificil para mim me lembrar disso, mas é por esse motivo que estou me mudando.
Passei este ultimo mês morando em nossa casa com meu irmão, mas esse ano ele iria entrar na faculdade e como aquela casa me trazia más lembranças, meu irmão decidiu me mandar para morar com minha tia Meg em Londres. É, Londres.
Cheguei no aeroporto, fiz tudo o que tinha que fazer e fui tomar uma café *sim, eu amo café*. Meu vôo foi anunciado. Era agora.
Entrei no avião e acho que acabei dormindo a viagem inteira. Acordei com a voz da aeromoça dizendo para colocarmos as poltronas nos lugares ,iríamos pousar. Olhei pela janela e, nossa! que cidade linda. Já era noite e as luzes iluminavam toda a cidade.
Desci do avião, peguei minhas malas e fui tomar um café *já disse que amo café ?* quando recebo uma mensagem do meu irmão:
" Hey Mel, Como você está? Como foi o seu vôo? Te amo. xx."
Meu irmão é um fofo, cara.
" Ah você sabe, é dificil de uma hora para a outra deixar tudo: sua escola, sua casa, cidade, amigos, TUDO. O vôo foi normal, dormi a viagem inteira. Também te amo."
Terminei meu café, peguei minhas malas e fui pegar um táxi.
(...)
Cheguei no prédio onde minha tia morava. Era bem bonito. Subi e quando cheguei, minha tia já estava me esperando. Ela me deu um abraço apertado e nós ficamos um tempão conversando. Ela me mostrou o apartamento, era grande, tipo, muito. A minha tia era muito, mas muito legal mesmo, porém era médica e trabalhava demais.
Depois da nossa sessão "mata-saudades", fui tomar banho. Comecei a pensar nos bons momentos que havia passado com meus pais enquanto a agua quante caia sobre os meus ombros gelados. Quando sai do banho, coloquei um pijama e desci. Adoro ficar a toa de pijama em casa.
-Tá com fome ? Por que eu estou! — minha tia disse sorrindo.
-Somos duas!
-Então vamos pedir pizza!
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEBA, PIZZA. ~~ dancinha feliz ~~ OK, CHEGA.
(...)
Passou uns vinte minutos e a pizza chegou. Ligamos a TV, sentamos no sofá e começamos a comer. Eu me sentia muito à vontade ao lado dela, eu podia me abrir com ela, sabe?
- Sabe Mel, eu estive pensando... Ultimamente eu tenho trabalhado muito no hospital e eu não gostaria de te deixar sozinha, então...
- Então o que tia? Fala!
- Então eu inscrevi você em um colégio interno...
- O QUE? UM COLÉGIO INTERNO? COMO ASSIM? SEM ME AVISAR?- Eu comecei a gritar irritada. Como ela pôde tomar uma decisão dessa sem me consultar?
- Eu pensei que seria melhor para você, fazer novos amigos, sabe...
- MELHOR? FICAR PRESA A SEMANA INTEIRA EM UM ESCOLA CHEIA DE PESSOAS QUE EU NÃO CONHEÇO E QUE EU NEM SEI SE VÃO GOSTAR DE MIM, É A MELHOR COISA?
- CHEGA. Você vai e pronto!
- Você não pode fazer isso comigo, nem minha mãe você é.- eu falei vermelha de tanta raiva. A essas horas eu já estava de pé, gesticulando sem parar com a mão enquanto eu falava.
- Você tem razão! Eu não sou a sua mãe, mas se ela estivesse aqui...
- É, mas ela não tá, não é mesmo?- eu falei friamente e sem que ela respondesse segui para o meu quarto.
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