Stole My Heart
2 Surprise
Notas iniciais
Harry Pov
Depois da minha pergunta ela sai correndo, como se estivesse com muita vergonha da resposta, mas talvez ela estava. Olho para o banco e percebo que ela deixou o celular dela. Saio do carro correndo e grito.
–Ei!!! Espera.- Mas acho que ela já tinha entrado na escola, porque ela já tinha saído de vista.
–Hm, legal.- Falo para mim mesmo, olho para o celular com a capinha " Keep Calm and Carry on", ao mesmo tempo resolvo comigo mesmo se espero dar a hora da saída e entrego para ela, ou mando algum dos meus seguranças devolver para ela.
Escolho a primeira opção, ela parece mais amigável. Mas que horas é a saída dela? Será que tem algo no celular dela?
Caminho até o portão e vejo uma segurança. Ao me ver ela fica em choque, claro né? Quem resisti aos encantos de Harry Edward Styles.
–Olá, pode me dizer, que horas acaba as aulas?- Pergunto, no mesmo instante eu percebo que eu passei mais de 20 minutos falando com aquela garota e não sabia nem o nome dela.
–Desculpe senhor, mas eu não posso lhe informar.- Ela disse tentando se conter, por mais que ela soubesse quem eu era, ela estava tendo fazer apenas seu trabalho.
– Pode me dizer pelo menos o nome daquela garota que entrou aqui. Ela esqueceu o celular dela. Eu só queria entregar a ela.- Argumentei.
– O nome dela é Alice, só isso posso falar, e quanto ao celular eu posso lhe entregar.- Estendeu a mão.
–Err... Acho melhor eu entregar, porque ela deixou no meu carro, seria estranho se você devolvesse não eu.
– Talvez. Mas não é todo dia que um membro de uma das maiores boyband da Inglaterra, aparece na sua escola só para entregar o seu celular.- Dessa vez tive que dar razão a ela, isso soa um tanto incomum.
– Boa observação, mas eu sou um cavalheiro, então gostaria de entregar o celular à bela dama, obrigada pela ajuda.- E sorri para ela. Iria descobrir o horário da saída sozinho e iria entregar o celular dela.
– Antes de ir, o senhor poderia me dar um autógrafo, minha filha é muito fã de vocês.- Disse um pouco envergonhada.
–Claro. Qual o nome dela.- Disse já sacando a caneta, isso já virou normal, quer dizer, não é normal uma mulher de 40 anos te pedindo um autógrafo para a filha dela.
– É Anne, obrigada, ela vai ficar muito feliz com isso.
– HAHAHA de nada.- E sorri, é sempre bom saber que as nossas fãs vão ficar felizes por algo que nós fazemos.
Depois me viro e vou embora. Volto para casa, afim de tentar bolar um plano para poder entregar o telefone para ela, nem sei porque eu estou fazendo isso, vai ver eu gostei de conversar com ela, nós seriámos bons amigos, já que ela parece ter o mesmo bom humor do Louis. Resolvo mexer um pouco no celular dela, para ver de tem uma pista. Não aguento e vou em fotos.
A maioria das fotos eram nossas, de shows, ensaios fotográficos, etc. Ela era uma fã bem dedicada, tinha também algumas fotos dela com uma garota que parecia ser sua irmã. Resolvo fazer uma coisa muito louca, coloco na câmera e tiro uma foto minha, depois vou em contatos e coloco meus nome, número e a minha foto que havia tirado. Depois ligo do telefone dela para o meu, para poder ficar gravado o número dela.
Fico com fome e resolvo procurar uns salgadinhos, quando volto, vejo uma mensagem.
“Você seja lá quem for que estiver com meu celular, me encontre na porta da minha escola às 12 horas, que eu lhe pago com todo o dinheiro que eu tenho, por favor.
P.s: O endereço é o mesmo da rua que você achou meu celular.”
Pronto, eu consegui saber o horário de saída dela, tudo dá certo para mim.
Alice Pov
Eu pego o celular da Mariana, minha melhor amiga e mando uma mensagem desesperada para o número do meu celular. Eu tive a incrível capacidade de perde-lo no meio do caminho do carro do Harry até o portão da minha escola, e alguém pegou, porque na hora do recreio eu consegui autorização para refazer o caminho para ver se eu achava meu celular. Então eu mandei essa mensagem, na esperança que a pessoa que pegou seja bondosa e devolva meu celular, já que nele há todas as fotos da minha irmã e mãe comigo.
“Você seja lá quem for que estiver com meu celular, me encontre na porta da minha escola às 12 horas, que eu lhe pago com todo o dinheiro que eu tenho, por favor.
P.s: O endereço é o mesmo da rua que você achou meu celular.”
Recebo de volta uma mensagem vinda do meu número.
“ Ok. Às 12h eu estarei aí para devolver seu celular. Não se preocupe. Xo”
Dou graças a Deus, um pouco de sorte para mim, pelo menos a pessoa que achou meu bebê (sim, eu chamo meu celular de meu bebê, problem?) era legal. Agora fiquei curiosa para saber quem é.
As aulas passaram devagar, sim, meu intercâmbio está acabando, não, as aulas não estão acabando. Estamos em novembro, ou seja, vão ter os feriados de fim de ano, e as aulas voltam em janeiro. Voltando para as aulas, estava no último tempo das aulas, e como sempre eu estava no fundo da sala junto com a Mariana, minha única amiga que eu fiz aqui. Eu nunca fui a mais popular da escola, na verdade eu nunca quis ser, odeio as atenções voltadas para mim, então eu sempre fiquei bem na condição de nerd estranha de outro lugar. Já a Mariana sempre foi normal, quer dizer se é que dá para chamar a Mari de normal, ela é brasileira também, mas veio para cá com 4 anos por causa do trabalho do pai dela, então é como se ela fosse britânica. Quando eu vim para cá ela foi a única que fez questão de vir falar comigo, nós nos falamos, e no fim do meu primeiro dia, já erámos grandes amigas.
– Você tem ideia de quem está com seu celular?- Ela me perguntou ignorando a aula lá na frente, matemática no último tempo na sexta-feira? Ninguém merece isso.
– Não... Você sabe como eu sou né? Perco tudo o que é possível perder.
– Me conte uma novidade Ali, teve um dia que você até já me perdeu. Não sei como te perdoei.- Se fez de ofendida.- Ah... Falando em perdoar, vamos ao show do 1D sábado? Presente de despedida, eu vou sentir saudades suas.- Fez beicinho.
– OH MY GOD! Aquele que eu ia comprar, mas esgotaram?
– Esse mesmo, digamos que a mamãe aqui tem alguns contatos.
– Seu pai ganhou né?
– É... Mas eu gosto de falar que eu tenho contatos. Shiu cala a boca se não eu chamo a Carol para ir comigo.
–Sim. Vi lá chama, até o fim do show você vai ter cometido um homicídio com uma certa loira oxigenada.
Carol era a garota que mais odiávamos no universo, na verdade quando eu entrei aqui na escola não tinha nada contra ela, a mais popular do colégio, só que aí eu comecei a andar com a Mariana e elas tinham umas desavenças no passado, já que uma certa loira oxigenada tinha dormido com o ex-namorado da Mari enquanto eles ainda estavam namorando. No fim a Carol começou a me odiar também para mostrar isso, ela me ajudou na aula de economia doméstica (sim, temos essa matéria na escola, ela não serve para nada, mas eu tinha que escolher entre, economia doméstica e luta, e então eu preferi cozinhar) me passando a farinha, na verdade ela jogou para mim, prefiro não comentar.
Até que o sinal toca, demoro um pouco dentro da escola, porque eu sempre sou obrigada pela professora a apagar o quadro.
–Ali, hoje não vai dar para te esperar tenho que sair correndo porque eu vou para o trabalho mais cedo.
–Ok, de tarde eu passo na Starbucks para você me servir- Ela trabalhava na Starbucks.
– Se eu te atender lá eu vou cuspir no seu cappuccino.
– Tchau, vadia.
– Besta, tchau.- E foi embora.
Com isso eu termino de apagar o quadro, pego o material, e desço correndo ansiosa para saber quem deve ter pego meu celular. Quando chego lá embaixo, percebo um tumulto de pessoas perto do portão. Chego perto da Sarah, uma garota que fez trabalho de espanhol comigo e pergunto.
– O que houve? Porque está cheio de gente ali?- Digo apontando para o centro do tumulto.
– Sabe Alice, também estou me perguntando isso, mas se as Carol e o bando de bitc... amigas delas estão lá deve ser algo importante.
Rio, a Sarah era muito engraçada, tive que me afastar dela, para protegê-la, não iria aguentar uma pessoa tão legal ter sua popularidade afetada por estar andando com a garota estrangeira. Chego mais perto do portão na esperança de achar alguém desconhecido que possa estar com o meu celular. Quando chego no centro da confusão, avisto o meu Iphone na mão de alguém.
–Sarah? Pode me emprestar seu telefone, para eu mandar um mensagem para o meu celular porque eu perdi ele aqui em frente, e marquei com a pessoa que acho aqui no portão da escola para me encontrar, mas acho difícil que me achem no meio desse tanto de gente.- Perguntei, explicando a história.
– Claro. –Ela disse sorrindo, me entregando o seu celular. (lembrete mental, não me afastar mais de Sarah, ela é muito legal contigo sua idiota)
Mando uma mensagem para meu número assim.
“Oi, aqui é Alice, mas você já deve saber disso já que está com o meu celular, estou aqui do outro lado da rua, com uma camisa preta escrita “FREE HUGS”, na frente do meu colégio não vai dar para de achar porque está uma multidão em volta de alguém que eu não sei quem é.”
Espero alguns segundos, vejo as mãos da pessoa que está com meu Iphone digitando nele, mais alguns segundos e recebo uma resposta.
“ Venha para o meio da confusão, porque do jeito que está eu não conseguirei sair daqui tão cedo. xo”
Caminhos até o centro, pedindo licença, alguns, simplesmente me ignoravam, outros cediam o lugar me olhando de cara feia. Chego no centro da multidão, e me deparo com uma cena bizarra. Carol e suas súdit... amigas, em volta de duas figuras bem conhecidas, Harry e Zayn. Elas estavam quase se esfregando neles, que pareciam gostar. Reparo que Harry está com meu celular na mão, meu amor, ainda bem que ele está seguro. Vou meio que correndo até meu celular. Ao me ver Harry sorri, será imaginação minha, ou ele ficou feliz ao me ver, voto na segunda opção, Zayn cochicha algo no ouvido de Harry, que balança a cabeça.
– Oi Harry, obrigada por vir aqui só para entregar meu celular.
– De nada, esse daqui é o...
–Zayn, eu sei que eu disse que sou poser, mas eu pelo menos me dei ao trabalho de decorar o nome de vocês.
Eles riram com a minha encenação, ri também, quando percebo, que metade dos alunos da minha escola estavam me encarando, a maioria só para saber quem eu era (como eu disse não sou das mais populares), outros, ou melhor outras, estavam me olhando com nojo, como se pensassem, o que esse inseto está fazendo com os meninos da 1D. Pois é, com essas outras, eu me refiro a Carol e a suas amigas bitches.
– Com licença, — Carol disse chamando a atenção de Harry.- Voltando a nossa conversa, já que você entregou o celular para essa... essa... daí.
– É muito obrigada, tenho que ir mesmo, aliás, foi um prazer de conhecer você Zayn. – Forcei o sorriso, não por causa do Zayn, mas porque eu não iria ficar ali competindo atenção do meninos com a Carol, claro que ela iria ganhar, ela tinha mais vantagens, ou quero dizer, menos roupas que eu.
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