Notas iniciais
Hi, pessoal, leitores novos, saibam que eu amo vocês [] espero que gostem do capítulo

Victória POV

Fico preocupada, ela sai pela segunda vez do restaurante, só que dessa vez o Louis, pediu para falar com ela, eu deixei. Agora estou sozinha, em uma mesa com desconhecidos, já que o único que eu conversei mais foi o Louis.

- Victória... A Alice foi no cinema com o Louis, não vai voltar, ela pediu para você avisar a mãe de vocês. –Falou o loirinho, qual é o nome dele... er... N... Nicholas? Não... Ah Niall.

-Ah, ok. Obrigada por avisar. –E sorrio

-Ela não perde a oportunidade. –Comentou Carol, eu ignoro, pelo o que percebi eu tenho mais autocontrole que a Ali, temos que trabalhar isso. –Pelo visto seu pai não ensinou como uma garota se porta na mesa né, qual é o seu nome mesmo?

Ignoro. Foco Victória começo a cantar na minha mente uma música qualquer, para ver se eu ignorava a presença dela.

- Seu pai também não te ensinou que deixar os outros falando sozinho é feio? –Riu, minha cabeça estava quase estourando, se ela falasse mais alguma coisa com a sua voz irritante eu não me responsabilizaria pelos meus atos.

-Carol, dá para você calar a boca? –Harry falou, em parte me defendendo, em parte irritado, não o culpo a voz da Carol era extremamente irritante.

Me virou para o meu sorvete de chocolate, com calda de chocolate e nozes. Ignoro ela e começo a come-lo.

-Não Harry quero a resposta dela. Já que a vadia da irmã dela foi se comer com o Louis, é esse o nome dele né?

Quase gargalhei, isso soou muito engraçado na voz dela. Ela tentando chamar minha irmã de vadia, mas não me contive, ela falou do meu pai e da minha irmã, que ela pensa que é para se referir a qualquer pessoa da minha família.

-Ein perdeu a coragem é?- Provocou. Desisto de tentar me controlar.

-Sabe Carol, eu passei a noite toda te ignorando em nome da minha mãe e do seu pai. Mas não dá, você tem o dom de me irritar.- Me levanto. Me viro para os garotos.- Me desculpem meninos, por isso. Mas Carol sinto muito lhe informar, quando você falou que minha irmã é uma vadia eu quase gargalhei, você não sabe o quanto irônico essa frase soou, uma vadia chamando insinuando que outra pessoa é... O mais irônico é você falar isso depois de ter se agarrado com um cantor de uma bandinha qualquer.- Me viro para os garotos de novo. –Sem ofensas. Agora, eu vou me retirar antes que eu faça algo que eu me arrependa depois.

E me virei para a saída, mas ela me impediu.

-O que você quer agora.

- Você só fala, não tem atitude nenhuma, só tem coragem na frente de outras pessoas.

- A é?- Perguntei rindo, voltei para a mesa, peguei meu sorvete, quase intacto e jogo ele todo em cima da cabeça dela.- E agora?

-VOCÊ... VAI... ME... PAGAR...

-Você provocou. –Passei pela mesa dos meninos que estavam rindo e fui em direção a da minha mãe.

- Mãe não estou me sentindo bem. Acho que vou para casa agora. A Alice saiu com o Louis, vai direto para casa. Tá bom? Te vejo lá.

Ela olha para a direção da nossa mesa e vê a Carol toda lambuzada de sorvete, e me lança um olhar mortal, mas eu já estava longe demais para ela brigar comigo sem fazer um barraco. Vou para o ponto de ônibus, perto dali. Percebo a chegada de um estranho, preparo meus movimentos de Karatê, mas eu parecia mesmo era o Po de Kung Fu Panda. Percebo que era só o Za... Za... esqueci o nome dele, pensa Victória, Za... Zayn? É! Já estou gravando, mereço um prêmio.

-Parabéns. Você fez o que todos nós estávamos querendo fazer durante o jantar todo.

-Ela falou do meu pai... Ninguém fala do meu pai, sem eu a menos fazer algo contra essa pessoa. E eu ainda me controlei. Eu iria socar a cara dela, lá mesmo.

-Ótimo autocontrole.

-De fato. Precisei de muitas aulas de Karatê para alcançar esse feito.- Rimos.

- Quer dividir um táxi? Ou você prefere ficar esperando um ônibus que não aparece.

-Ok.

Voltamos para a frente do restaurante, e pegamos um táxi, antes que os outros vissem.

-Então, você falou que a Carol falou do seu pai... O que aconteceu com ele. –Perguntou enquanto entravamos no carro. Nesse momento eu quis dar um lindo soco na cara dele. Porque eu odeio falar sobre isso, me deixa triste e me faz chorar, ainda tenho muitas saudades dele.

-Er... Ele morreu há 5 anos. Ele era americano, e minha mãe era brasileira... Eu e a Alice nascemos no Brasil, mas morávamos no Estados Unidos com ele, eles se separaram logo que nascemos, e sempre visitávamos minha mãe. Ela resolveu deixar a nossa guarda com o nosso pai por causa do ensino de lá ser melhor, só que aí ele foi recrutado pelo Exército para a guerra do Afeganistão... Alice e eu, tivemos que voltar para o Brasil, ele lutou por 7 anos, até que foi morto em combate, um dos únicos soldados americanos mortos. –Começa a cair uma lágrima, me sinto aliviada, até que enfim consegui me livrar disso, consegui contar isso para alguém, o melhor para um desconhecido, que amanhã já não irá se lembrar de mim.

-Ei... Não fica assim, ele deve estar muito orgulhoso de vocês agora... Da pessoa que você e a sua irmã se tornaram. –Ele falou, mas para aí quem era ele? Ele não sabia nada de mim... A pessoa que me tornei? Desde quando meu pai morreu eu me tornei antissocial, fiz o possível para me isolar da sociedade, pensava em me matar todos os dias. Ótima pessoa que eu me tornei.

- Ótima pessoa...- Murmuro. Apoio minha cabeça nas mãos em cima do joelho, e começo a chorar, ele me abraça, e eu choro ainda mais, só que agora na camisa dele, o cheiro dele, me lembrou meu pai, o abraço dele, me fez me sentir segura, como se eu não precisasse ter medo. Eu não sentia isso por anos, me lembrou meu pai.

-Você é corajosa, fala o que pensa na hora que pensa. Eu admiro isso em uma pessoa. –Sorrio.

-E você parece ser legal. –Dou um soco em seu braço. Só que aí olho para sua camisa. –Acho que alguém vai me odiar para sempre.

- O que? –Aponto para sua blusa. –Nada que sabão em pó não resolva.

Rio, percebo que minha cara deve estar muito ruim, não que eu ligue por minha maquiagem esteja borrada, por mim eu estaria sem maquiagem. Só deve ser bizarro encontrar uma garota que esteja parecendo uma panda de tanto chorar. O carro para, ele tinha chegado ao meu prédio.

- É a minha deixa... –Falo, e ele me chama para um outro abraço, não resisto, aquela sensação de segurança, seria pedir muito mais uma vez isso?

- Me dá seu número, para nós conversarmos...

Olho incrédula, sério isso? Uma cantada logo agora, no meu momento de fragilidade.

-Calma não é isso que você está pensando... Eu só acho que isso pode ser o inicio de uma grande amizade. –Suspiro aliviada, e lhe passo o número, depois pago o motorista, e sigo para dentro do edifício.

Entro do apartamento, e percebo que a Ali ainda não tinha chegado. Resolvo ir dormir, que era a melhor coisa que eu podia fazer. Troco de roupa escovo os dentes, coloco o celular para carregar, e me jogo na cama, desmaiando ao invés de descansar.

Notas finais
E aí gostaram? Eu ri demais fazendo esse capitulo KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK parei. Deixem reviews