Stitches
15 Hospital
Notas iniciais
Por Lucas:
Quando a Katia entrou em minha sala já sabia que ia acontecer alguma coisa de ruim, toda vez que estamos juntos acontece. Pedi para que ela fosse embora, expliquei que não queria nada com ela e que agora estava namorando sério e estava feliz, mas nada adiantou. Foi aí que ela pulou em meu colo e me beijou, infelizmente Eduarda entrou naquela hora e entendeu tudo errado. Mas essa história levou para um lado bom, eu me desabafei com ela, falei tudo que me perturbava esses anos todos.
Nunca tinha falado com ninguém sobre esse assunto, mas com a Eduarda é diferente. Mesmo com medo, sinto que posso confiar nela.
_Esta melhor?- ela fala me tirando dos meus pensamentos.
_Estou. Mas só vou ficar bem de verdade quando você falar que acredita em mim.- ela faz uma cara de pensativa.
_Quem era ela?
_Ela é uma louca que me persegue dês do dia em que a deixei plantada em minha sala para ir ver a Clarinha no hospital. Mas isso não importa.- falo pegando em sua mão.- você acredita ou não em mim?
_Acredito Lucas...- dou um sorriso bobo-Mas tem uma coisa.
_O que?
_Quero ela bem longe de você.
_Não se preocupe, ela vai ficar bem longe de mim.
_Ótimo.- ela fala e não consigo conter uma risada.
_Para de rir, to falando muito sério.- ela me da um tapa e também começa a rir.
_Acho que agora mereço um beijo né?
_Creio que não.-ela faz uma cara de sapeca e se levanta.
_Como assim não Eduarda?
_Não ué, procura no dicionário o significado que você vai saber o que é.
_A senhorita está muito engraçadinha.- falo me levantando e a agarrando pela cintura.- eu quero meu beijo.
_Deixa eu pen...- antes que ela acabe de falar selo nossos lábios.
_Foi tão ruim assim?
_Não, mas agora vamos buscar a Clarinha para irmos embora?
_Vamos, mas antes quero te agradecer.
_Pelo que?
_Por duas coisas.- ela me olha confusa e continuo.-Por ter me escutado e pela sua promessa...- acaricio seu rosto.-mas tem uma coisa. Se um dia eu te fizer infeliz, pode ir.- ela da um sorriso e sela nossos lábios.
_Obrigada.- agora eu que a olho confuso.
_Pelo que?
_Por me dar uma escolha, por não me obrigar a ficar aqui, por ser esse homem incrível que você é. Você prefere me ver feliz do que ser feliz e não sei como te agradecer.
_Casa comigo?
_Que?
_Casar Du.
_Ta louco Lucas?
_Não vejo problema algum, já vivemos juntos mesmo.
_Lucas eu sou de menor, nenhum cartório vai aceitar isso, acho que deve precisar da autorização dos meus pais.
_A gente pede eles.
_Não Lucas, não vamos falar com meus pais.- ela se aproxima de mim e coloca seus braços em volta da minha cintura.- está ótimo do jeito que está, não vamos estragar tudo, por favor.
_Tudo bem Du.
_Tudo mesmo? Jura que não ficou chateado?
_Juro. Vamos buscar a Clarinha.-lógico que fiquei chateado, mas entendi o lado dela de não querer chamar os pais, então resolvi deixar pala lá. Ela tem razão, está tudo bem do jeito que estar, não vamos estragar isso.
Por Eduarda:
Três dias depois....
Hoje não consegui ir trabalhar, minha tontura e meus enjôos ficaram mais fortes então resolvi ficar em casa mesmo. Lucas até queria ficar, mas falei para ele que estava tudo bem e que não precisava se preocupar.
Tinha acabado de tomar um remédio mais forte quando senti uma dor insuportável na barriga.
_ANGÉLICA.- gritei e logo vi ela abrindo a porta e vindo em minha direção.
_Que foi menina?
_Ta doendo muito, me leva para um hospital por favor.
_Calma, vou chamar o motorista e ligar para Sr. Lucas.
_Não, não liga para o Lucas.
_É melhor ligar Eduarda.
_Por favor, não liga. Não quero o preocupar, só me leva para ver o que está acontecendo.
_Tudo bem.- ela me ajuda a descer e me leva até o carro.
_Mauricio vai o mais rápido possível.- ouço ela falando e apago.
Horas depois...
Acordo e vejo Angélica ao meu lado.
_O que aconteceu?
_Você desmaiou, mas agora estar tudo bem. Mas precisamos conversar.
_Sobre?- ouço a porta do quarto se abrir e vejo um médico entrando.
_Boa tarde senhorita Eduarda, meu nome é Henrique. Está se sentido melhor?
_Estou, mas ainda não entendi o que aconteceu.
_Tudo bem, vou lhe explicar. A senhora está grávida e quase matou seu bebê.
_Como assim?- não estou conseguindo acreditar no que ele falou.
_O remédio que a senhorita tomou para o enjôo fez com que a senhora quase tivesse um aborto e...- o interrompo.
_Você pode nos deixar a sós?
_Claro, com licença.
_Eu não posso estar grávida.- falo e começo a chorar.
_Ei, calma não fica assim.
_O Lucas não vai aceitar essa criança, vai querer que eu tire.- falo entre soluços.
_Lógico que não minha flor.- ela fala tentando me acalmar.
_Ele está bom comigo agora, mas não aponto de aceitar um filho.- falo e mais lágrimas correm pelo meu rosto.
_Olha para de chorar e me ouvi. O Lucas é louco por você e vai amar ter um filho seu .- enxugo um pouco das minhas lágrimas e começo a me acalmar.
_Não acho que isso seja verdade.
_Lógico que é. E agora mais do que nunca você vai ter que contar a verdade para ele.- sim,ela sabe de toda a verdade, contei para ela no dia em que Lucas me usou pela primeira vez, desde então ela é como uma mãe para mim.
_Não posso Angélica. Ele vai querer enfrentar o Erick.
_Você tem que pensar no seu filho agora. Já pensou se o Erick vim aqui te pegar de novo, te espancar. O Lucas é lerdo e com certeza vai deixar você ir com ele. Pense no seu filho minha querida, você vai o perde se isso acontecer.
_Você tem razão. Mas me da um tempo, por agora não quero falar nada com ele sobre isso e nem sobre a gravidez.
_Ele tem que saber que você está esperando um filho dele.
_E vai saber. Só estou pedindo um tempo.
_Tudo bem, mas não demore com esse tempo.
_Não vou demorar.- assim que falo isso vejo Lucas abrindo a porta e vindo em minha direção já começando a me abraçar.
_Ta tudo bem? Por que não me ligou? O que aconteceu?
_Uma pergunta de cada vez.- falo rindo o fazendo rir também.
_Desculpas, é que fiquei preocupado com você.
_Ta tudo bem. Foi o remédio que tomei, tenho alergia.
_E o medico te falou o porque desses enjôos e tonturas?
_Falou é...
_Apenas uma virose, se ela tomar os remédios certos ela vai ficar boa logo. Desculpa a intromissão, Dr. Henrique .- ele estende a mão e Lucas a aperta.
_Lucas, sou o namorado dela.
_Prazer, vocês podem me da licença um estante. Preciso conversar com ela a sós.
_Tudo bem. Vamos Angélica?
_Claro.- assim que eles saíram ele começou a falar.
_Posso saber porque não contou para ele que você está grávida? Por acaso ele não é o pai?
_Ele é o pai sim, só não sei se ele estar pronto, entendi? Prefiro contar depois, por favor não fala nada para ele.
_Não vou, não se preocupe.
_Obrigada.
_Olha Eduarda, vou ser sincero com você. Sua gravidez é de alto risco. Recomendo que você faça muito repouso, evite atividades que lhe exija muito esforço, tome apenas os remédios que lhe medicar. Tudo bem?
_Tudo... Doutor é.. Eu posso? Você sabe.
_Pode, mas tem que ser com cuidado e em uma posição que você não vá se esforça tanto.
_Obrigada.
_Se cuide menina e cuida desse bebê também.
_Pode deixar que vou cuidar.- ele sai e vejo Lucas entrando.
_Na próxima vez que passar mal por favor me liga, quase morri de preocupação.
_Vou ligar, desculpas.
_Tudo bem, agora eu vou te ajudar a se arrumar e te levar para casa.- ele me ajuda a me trocar e me leva para o carro.
_Lucas você gostaria de ter mais um filho?
_Não.- ele fala seco.
_Ma...
_Eduarda muda de assunto, por favor.
_Ta bom.
Não sei o que vou fazer agora, ele não vai aceitar essa criança e eu não têm coragem e nem quero tirá-la.
Mas tomei uma decisão, vou lutar e proteger meu filho, nele ninguém ninguém toca.
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