Still love the flower we saw that summer

8 Eu tomo chá com a minha família


Menma POV

Acordei bem cedo naquele dia. Até ajudei o senhor Yadomi a preparar o café.

Enfim havia chegado o grande dia! Eu veria minha família novamente e falaria com eles!

O Jintan dormia esparramado na poltrona. Que desajeitado!

Menma: Jintan! Jintan! Levante, vamos! A Menma tem que ir ver a família dela!

Jintan: Hmm? Menma? O que foi?

Menma: Precisamos nos encontrar com o pessoal daqui a uma hora, na ponte, perto da casa da Menma! Você esqueceu?

Jintan? Não, não me esqueci. Mas se ainda falta uma hora, por que você me acordou agora? Volte a dormir!

Menma: Estou ansiosa! Preciso conversar com alguém!

Jintan: Vá conversar com o meu pai! Me deixe dormir só mais cinco minutos e...

Menma: Não! Levante! Levante! Levante! Seu pai já foi trabalhar! Você precisa se arrumar e comprar flores para a minha mãe!

Eu pulei em cima dele. Esmagava seu rosto com os meus pés.

Jintan: Está bem! Vou levantar! Vamos comprar essas flores logo. – Consegui!

Menma: Vamos pegar algumas das flores perto da Base. Assim, minha mãe vai poder me ver sempre!

Jintan: Certo Menma. Você quer me fazer andar não é?

Menma: Andar? Mas eu só quero agradar a minha mãe!

Caminhávamos em silêncio pelas ruas vazias. O Jintan parecia triste. Me olhava como se eu fosse um sonho, que desapareceria assim que ele acordasse.

Subi nas costas dele. Precisava fazer ele se divertir e melhorar essa cara.

Jintan: Ei! O que está fazendo?

Menma: Vamos cavalinho! Mais rápido! Vamos!

Jintan: Menma! Você não é tão leve assim, sábia?!

Ele começou a correr. Abri os braços. Me sentia como se estivesse voando. O Jintan me fazia voar.

Menma: Ei, Jintan.

Jintan: Sim?

Menma: Você ainda ama a Menma? Quer dizer, como alguém que quer se casar?

Jintan: Claro que sim! Mas por que essa pergunta agora?

Menma: Quando a avó da Menma se foi, a Menma prometeu que nunca se esqueceria dela. Mas, depois de algum tempo, a Menma não conseguia mais lembrar de como era o rosto da vovó. As lembranças que tenho, não passam de borrões e sentimentos felizes.

Jintan: Isso é normal Menma. Não significa que você deixou de ama-la.

Menma: A Menma não quer que as pessoas se esqueçam dela. A Menma não quer ser só borrões na lembrança das pessoas! Você não vai se esquecer de mim não é Jintan?

Jintan: Eu prometo que nunca vou me esquecer de você Menma. Eu te amo e vou te amar para sempre.

Lágrimas escorriam pelos nossos olhos agora. Eu sei que o Jintan seguiria sua vida, se esqueceria de mim.

Menma: Prometa que vai fazer a Anaru feliz! Faça-a feliz assim como iria me fazer, se eu ainda estivesse viva.

Jintan: Mas eu não sinto nada pela Ana...

Menma: Eu ouvi a conversa entre você o Yukiatsu. A conversa toda, do início ao fim. Não adianta mentir!

Ele ficou vermelho.

Jintan: Eu prometo Menma.

Chegamos na Base e pegamos algumas flores Menma. O Poppo não estava lá e o meu diário também não.

Jintan: Já devemos estar atrasados. Vamos logo! – Eu avisei.

Quando chegamos em frente a minha antiga casa, todos já estavam lá.

Poppo: Menma? Jintan? Por que demoraram tanto?

Menma: O Jintan, como sempre, dormiu demais.

Jintan: Foi a Menma! Ela quis passar na Base Secreta e pegar umas flores para a mãe dela!

Menma: É para minha mãe me ter perto dela para sempre.

Yukiatsu: Bom, já estamos aqui. O que fazemos agora?

Tsuruko: Batemos?

Menma: Batemos.

Me aproximei da porta e toquei a companhia.

Satoshi abriu a porta.

Menma: Satoshi! Como você cresceu rápido!

Satoshi: Jintan? Pessoal? Oi! Entrem!

Jintan: Oi Satoshi. Seus pais estão em casa? Precisamos falar com vocês. É algo importante.

Satoshi: Estão sim. É sobre a Menma? – Você não se esqueceu de mim! Que bom!

Jintan: Você já vai saber.

Minha casa continuava praticamente igual ao que era a dez anos atrás. Apenas alguns móveis haviam mudado de lugar.

Senhora Honma: Satoshi... Crianças? A que devo a honra da visita?

Yukiatsu: Precisamos falar com vocês sobre algo muito importante.

Senhora Honma: Esperem, eu vou fazer um chá e pegar uns biscoitos.

Jintan: Certo, obrigado. Você poderia trazer um xícara a mais? Para a Menma.

Minha mãe encarou meu pai por alguns segundos.

Senhora Honma: C-claro.

Alguns minutos depois minha mãe voltou com as xícaras e os biscoitos. Eu amava aqueles biscoitos!

Tsuruko: Obrigada senhora Honma. Acho que agora podemos falar o que viemos fazer aqui, não é, pessoal?

Anaru: Sim. Bom Senhora Honma, tudo começou quando o Poppo pegou um livro sobre reencarnações, magia, na biblioteca da nossa escola.

Poppo: Um capítulo dele ensina como invocar espíritos. E eu sugeri ao pessoal que invocássemos o espírito da Meiko.

Senhora Honma: Vocês não desistem da Meiko não é? Por que insistem em ficar falando dela? Ela está morta! Deixem-na descansar em paz! – Mamãe...

Satoshi: Mamãe, acho que a senhora deveria escutar o que eles tem a dizer.

Anaru: Nós conseguimos invocar o espírito da Menma! Ela vai ficar até o fim do verão!

Jintan: Ela está aqui agora! Ela mesma pediu para vir!

Senhor Honma: Chega disso! Por favor vão embora.

Menma: Eu poço provar! Poppo, me dê o diário e a caneta.

Quando eu peguei na diário e comecei a escrever, todos se assustaram. Escrevi:

“Oi mãe! Oi pai! Oi maninho! Sou eu, a Meiko. Estou muito feliz de ver vocês. Eu os amo muito!”

Senhora Honma: Meiko? Meiko! Minha Meiko!

Mamãe correu até mim e me abraçou. Eu não a abraçava havia dez anos. Me senti protegida, acolhida, amada novamente.

Escrevi: “Sinto muito por lhe fazer sofrer mamãe. Desculpe. Não quero que ninguém se esqueça da Menma mas, quero que você se esqueça. Assim, não vai mais sofrer por minha causa.”

Senhora Honma: Eu não sofro por sua culpa Meiko. Eu sofro por minha culpa! Eu não consigo sair do luto. Não se preocupe comigo.

“Eu reencarnei numas flores, perto da Base Secreta. Trouxe algumas para a senhora. De agora em diante, vai poder me ver sempre, cuidar de mim.”

Entreguei a ela o vasinho com as flores e o papai as plantou apressadamente, ao lado da minha foto, num vaso maior.

Senhor Honma: Que bom que você está aqui minha Meiko! Eu estou muito, muito feliz!

Satoshi: Mana! Que bom te ver!

“Que tal um abraço em família?”

Todos me abraçaram e choravam. Inclusive o Jintan, o que me deixou muito feliz!