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11 Uma Aliança Perigosa


Notas iniciais
Oi meus amores! E eis que trago mais um capítulo para vocês. Agradeço imensamente pelos comentários no capítulo anterior, e, se leu, deixe um comentário, vou adorar saber o que achou deste capítulo. Boa leitura e enjoy❣

Alguns dias depois...

― Não adianta, Arthur! – Maria Flor se vê falando pela décima vez – Eu não vou parar de trabalhar apenas para satisfazer o seu ego!

― Deixa de ser boba, menina! – Arthur volta a falar, usando de praticamente toda a sua paciência para não começar a gritar com ela – Eu não estou dizendo para você parar de trabalhar apenas para satisfazer o meu ego, como você diz! Só que eu não vejo necessidade de você continuar trabalhando no pesado, sendo que eu tenho condições de lhe dar uma vida confortável!

― Pensei já ter lhe dito que eu não preciso da porcaria do seu dinheiro!

― Deixa de ser orgulhosa, menina! Você já mora aqui em casa! Eu posso dar a você e ao nosso filho todo o conforto que vocês precisam! Não vejo necessidade alguma de você continuar a trabalhar em algo tão pesado quando pode pegar este tempo e cuidar mais de você!

― Você não entende, Arthur!!! Desde que eu era criança eu sou acostumada a trabalhar para ajudar a minha família com as despesas! Faz parte de quem eu sou trabalhar para conseguir as minhas coisas com o meu esforço! Com o suor do meu trabalho! Não adianta que eu nunca serei como as dondocas com as quais você está acostumado a lidar!

Ante as palavras de Maria Flor, Arthur respira devagar, a fim de tentar recuperar um pouco do controle que sente começar a perder, pois, Maria Flor é a única criatura no mundo inteiro capaz de tirá-lo do sério desta forma!

Será que ela simplesmente não entende que se ele está sugerindo que ela pare de trabalhar é que isso é para o bem dela? Que, ele não quer que ela perca tempo trabalhando de forma pesada como ela trabalha?

Será possível que ela tem que ser tão teimosa desse jeito?

Nunca, em toda a sua vida, ele conheceu alguém tão teimosa quanto Maria e, em certos momentos, tamanha teimosia acaba por tirá-lo do sério!

Sinceramente, as vezes tem vontade de matá-la, apenas pela teimosia dela ser tão grande que a impede de ver a voz da razão e enxergar que, tudo o que ela está sugerindo é para o bem dela!

― Realmente eu não entendo, Maria! – após respirar fundo algumas vezes para manter a calma, ele enfim consegue dizer – Assim como você também não entende que se eu estou pensando apenas no seu conforto e bem-estar.

― Não, você não me entende porque você acha que tudo na vida se resolve com dinheiro! Porque você sempre foi rico e resolveu os seus problemas com a sua conta bancária! Mas para mim, que sempre tive uma vida humilde, dinheiro não é tudo, Arthur! Deixa eu te falar uma coisa, a vida inteira eu fui pobre, minha família nunca teve muito, mas eu era feliz! Eu era completamente feliz até o dia em que você apareceu na minha vida e ela literalmente virou de cabeça para baixo!

― Espera aí! Agora eu é que sou responsável por todas as suas tragédias?

― Não se faça de desentendido, Arthur! Você sabe muito bem do que estou falando!

― Se você me acha responsável por alguma coisa, ao menos deixe-me compensá-la de alguma forma! Pare de trabalhar, Maria! Garanto que nada vai lhe faltar enquanto estiver morando comigo!

― Não é essa a questão, Arthur!

― Então qual é a questão?

― A questão é que eu não me sinto bem sendo sustentada por um homem, eu não sou esse tipo de pessoa! Sempre trabalhei e não será agora que as coisas serão diferentes! Não gosto de depender de ninguém! E, se você já se esqueceu, eu estava trabalhando quando você me conheceu!

Arthur está prestes a dar uma resposta a Maria, quando Sadrak começa a chorar de forma desesperada, acabando com a discussão dos dois.

― Viu só o que você fez, Arthur!!!! – esbraveja Maria – Por sua culpa o meu filho acabou acordando!

― Seu filho???!!! – Arthur finalmente perde a calma – Nosso filho, Maria!!!! Nosso, filho!!! Não se esqueça de que eu sou o pai dele tanto quanto você é a mãe!!!

― E você acha que tem como eu me esquecer disso?!

E, após dizer estas palavras, Maria Flor vira as costas para Arthur, indo até o carrinho de bebê e pegando o filho no colo, começando a acalentá-lo para que ele pare de chorar. Vários minutos se passam até que ela finalmente consegue acalmar o filho, e, antes que Arthur fale qualquer coisa, Maria Flor leva o dedo indicador aos lábios, em um pedido para que ele fique em silêncio e, pelo filho, ele acaba por não dar a resposta que ela merece.

Definitivamente, Maria Flor é a única pessoa no mundo capaz de tirá-lo do sério! Só ela é capaz de fazer isso! Com que ele se enfureça em questão de segundos! Maria é dona de uma personalidade única, tão teimosa! E, é justamente toda esta teimosia dela que faz com que ele saia do sério e acabe por dizer a primeira coisa que lhe vem a mente.

E o pior de tudo é que, neste caso em especial, ela simplesmente não entende que ele só está pensando no que é melhor para ela! Não vê sentido nenhum em vê-la trabalhando no pesado sendo que ele tem dinheiro suficiente para proporcionar a ela uma vida farta. Uma vida em que ela não precisa passar necessidades!

Mas, a teimosa simplesmente não entende isso!

Maria Flor é não é capaz de entender que, tudo o que ele quer é o melhor para ela, que é a mãe do filho dele!

Mas, como está atrasado para o trabalho e, ela também, é melhor não discutir isso agora. Mas, se ela acha que ele irá se conformar com isso dela continuar a trabalhar como diarista sendo que ele pode proporcionar a ela uma vida muito melhor, irá adorar mostrar a ela o quanto ela está enganada. Pois ele, Arthur Montenegro, não desiste de seus objetivos!

― Posso ao menos te levar para o trabalho? – Arthur dá de ombros.

― Eu posso ir de ônibus. – responde Maria Flor – Nunca tive nenhum tipo de problemas com relação a isso.

― Sei que não. Mas acontece que não me custa nada te dar uma carona. E creio que será bem mais confortável tanto para voe quanto para o Sadrak. Se não quer aceitar por você, pense pelo menos no conforto de nosso filho.

Vendo a forma como Arthur fala, pensando no conforto do filho, faz Maria pensar um pouco sobre aceitar a carona. E, pelo menos para acabar com a atual discussão entre os dois, pensa que não custa nada aceitar.

― Está certo. – Maria por fim responde – Irei aceitar a sua carona.

― Ótimo.

Maria então vai até o quarto de hóspedes pegar a sua bolsa, e, ao lado de Arthur, deixa a cobertura. Seguem para o elevador, onde, esperam alguns minutos até que ele chegue a cobertura e em seguida seguem diretamente para a garagem, onde Arthur não perde tempo em destravar o alarme e em seguida abrir a porta de trás, onde Maria coloca Sadrak no bebê conforto e o prende com o cinto de segurança, para só então se sentar no banco da frente ao lado do motorista.

Arthur não perde tempo e toma o lugar do motorista, para então fechar a porta, colocar o cinto de segurança e só então colocar a chave na ignição. Espera alguns minutos até que o motor esquente e dá a partida no carro, deixando a garagem do prédio rapidamente e começando a dirigir pela capital carioca.

O caminho todo é feito no mais absoluto silêncio, pois tanto ele quanto Maria não falam nada. O único som que se ouve no carro são os resmungos de Sadrak, que brinca com suas pelúcias.

Quarenta minutos depois, chegam a porta do prédio em que Maria trabalha, ela desce do carro, pega o filho e se despede de Arthur, que, começa a fazer o trajeto rumo ao seu escritório.

Enquanto dirige, começa a pensar em toda a discussão que teve com Maria mais cedo e no quanto ela é teimosa. Como ela não consegue perceber que, ao tudo o que está falando é para o bem dela? Quer dar a ela uma vida confortável, sem preocupações e mais tempo para que ela possa se dedicar a Sadrak, afinal de contas ele bem vê como ela é dedicada ao filho.

E, toda esta dedicação que Maria Flor tem para com o menino é algo que o deixa muito mais do que impressionado! Nunca, em toda a sua vida, conheceu uma mulher com a dedicação e o amor que Maria Flor tem para com o filho deles, e, isso é algo que chama demais a sua atenção.

Ela é uma excelente mãe, e, não há como questionar isso. E, se em um primeiro momento ele pensou em tentar tirar Sadrak dela, hoje essa possibilidade não passa pela sua cabeça! Em hipótese alguma ele fará uma maldade dessas!

No que depender dele, Maria Flor sempre estará ao lado do filho.

Sempre!

E, por mais que não goste de admitir, no final das contas, está descobrindo que sua mãe estava certa quando disse que Maria é uma moça diferente de todas as que ele já conheceu.

No começo achou apenas que era coisa da cabeça de Andrea, afinal de contas, ela conversara com maria uma única vez e então viera com todas essas deduções. Mas, os dias e a convivência com Maria acabaram por lhe mostrar que, no fim das contas, sua mãe estava coberta de razão, pois, em toda a sua vida, nunca conheceu alguém como Maria. E, ele não diz isso apenas porque ela é tão cabeça dura quanto ele, mas pela personalidade forte que ela tem. Por ser uma mãe tão amorosa e dedicada, alguém que coloca as necessidades do filho acima das dela própria e, passou a admirar isso nela, afinal de contas, não é qualquer um que faz isso.

Ele mesmo, embora esteja aprendendo a se afeiçoar ao filho, percebe que está a anos luz de ser metade do que Maria é.

Ela é uma pessoa com um coração bom.

A melhor pessoa que ele conheceu nos últimos anos, sua convivência diária com ela está lhe mostrando isso.

E, por isso mesmo, é que quer fazer o possível para que ela se sinta bem. Mas, parece que a danada simplesmente não entende isso!

Maria Flor parece incapaz de perceber que, à sua maneira, tudo o que ele quer é o melhor para ela!

E, é exatamente por isso que ele acha que ela deve parar de trabalhar no pesado, para que ela possa ter uma vida mais confortável, uma vida que ele pode, e quer, proporcionar a ela!

Mas a teimosinha é incapaz de perceber isso!

Divagando com seus pensamentos, não demora muito para que Arthur chegue ao prédio da sede de sua empresa. E, tão logo ele chega, adentra o estacionamento e segue diretamente para a vaga de seu carro, onde, não perde tempo em estacionar o seu carro na sua vaga da garagem, e, tão logo faz isso, desliga o carro, tira a chave da ignição, desce do carro e liga o alarme, para então seguir para o elevador que, por sorte, já está parado ali na garagem. Ao adentrar no elevador, aperta no painel o botão do andar de seu escritório, um dos últimos do prédio.

Alguns minutos se passam e, chega ao seu andar, deixa o elevador e segue direto para a antessala, onde ele percebe que a sua secretária não está, certamente ela foi resolver algum problema em algum outro andar do prédio.

Caminha até a sua sala e, ao abrir a porta, tem uma desagradável surpresa, pois, sentada em sua cadeira e sorrindo para ele de forma bem peculiar, está a última mulher que ele gostaria de ver neste momento.

― Danielly. – exclama Arthur, com indiferença em sua voz.

― Olá, querido! – Danielly devolve o cumprimento.

― O que você está fazendo aqui? – questiona Arthur, de forma curta e grossa, pois, não está com nem um pouco de paciência para ela. Aliás, pensava ter deixado este assunto para trás lá em Angra. Sinceramente, não sabe o que ela pode estar querendo fazer ali.

― Você nem imagina? – questiona Danielly, com a voz melodiosa e sensual.

― Se eu imaginasse, ou melhor, se eu soubesse, não estaria aqui, perdendo o meu precioso tempo lhe perguntando.

Ante as palavras de Arthur, Danielly nada diz, apenas se levanta e, de forma sensual, começa a caminhar em direção a ele, na esperança de abraça-lo. Porém, no momento em que ela tenta fazer isso, Arthur a afasta, deixando bem claro que ele quer distância entre os dois.

― Por que está se afastando de mim, querido? – questiona Danielly, sem se deixar abater pela esquiva de Arthur – Vai me dizer que você não estava com saudades?

― E se eu disser que não estava com saudades? – Arthur sorri de forma irônica – O que é que você irá fazer?

― Pois eu duvido que você não esteja com saudades, meu caro! Eu duvido muito que aquela Mortinha de Fome saiba satisfazer aos seus desejos como EU sei!

― Em primeiro lugar, a Maria Flor não é uma “Mortinha de Fome”, como você ofensivamente gosta de chama-la. Em segundo lugar, saiba que ela é um ser humano mil vezes melhor do que você, minha cara, e, é por isso que eu acho que você não gosta dela. E, em terceiro e último lugar, eu pensei ter deixado bem claro em nosso último encontro que o que havia entre nós está acabado! Portanto, eu realmente não sei o que você está fazendo aqui, Danny. Eu já disse e volto a repetir, eu não quero mais nada com você!

― EU NÃO ACREDITO E VOCÊ!!!!!!!! – Danielly esbraveja em toda a sua fúria.

― Saiba que eu pouco me importo se você acredita ou não em mim. Estou apenas lhe dizendo a verdade. E, por favor, Danielly, vá embora! Eu estou repleto de trabalhos pendentes e você está me atrapalhando. Já sabe onde fica a saída.

E, após dizer estas palavras, Arthur caminha até a porta de sua sala, a abre e, com o braço, faz sinal para que Danielly se retire se sua sala.

Tomada pela raiva, a mulher deixa a sala de Arthur, mas, antes de sair, dirige a ele um olhar de puro ódio.

Ainda tomada pela raiva, Danielly segue para o elevador que, por sorte, está parado naquele andar, toca no painel diretamente para o térreo e, sente-se grata por não entrar ninguém no elevador e atrasar sua chegada ao térreo, pois, depois do que Arthur fez, tudo o que ela quer é deixar este maldito prédio o mais rápido possível!

Nunca, em toda a sua vida, ela imaginou passar por uma situação assim!

Nunca pensou que Arthur Montenegro iria humilhá-la da forma que ela foi, e, a raiva que sente é tão grande que simplesmente não é capaz de controla-la!

Rapidamente chega ao térreo, e, tão logo as portas do elevador se abrem, ela sai com pressa, sem nem ao menos olhar para trás. Segue pelo estacionamento da ala reservada para clientes até a vaga em que deixou o seu carro, destrava o alarme, abre a porta e se ajeita rapidamente, e, tão logo dá a partida no carro, ela nem espera o motor esquentar e já joga a primeira marcha, dando a arranque em seguida, pois, tudo o que ela quer é deixar este maldito prédio o mais rápido possível!

Raiva a domina por completo!

Raiva de Arthur que, apesar de ser um homem tão esperto, se deixou enganar pela maldita mortinha de fome!

Mas, ela tem certeza de que aquela Mosca Morta é a verdadeira culpada, pois, de alguma forma, ela conseguiu enfeitiçar Arthur, de forma que ele não é capaz de enxergar o que está na sua frente! Que ela não passa de uma aproveitadora caçadora de dinheiro!

Que viu em Arthur uma fonte rápida e fácil de ganhar a vida e, com isso, não demorou nada a arranjar um filho. E Arthur caiu direitinho nas garras dela!

Mas, ela está bem mais do que disposta a fazer com que ele enxergue quem é aquela Mortinha de Fome, e, já até sabe como irá fazer isso!

Enquanto dirige, pisa fundo no acelerador, a fim de aumentar a velocidade e com isso chegar a seu destino. Por sorte, está bem perto de chegar a ele e, isso faz com que um sorriso surja em seus lábios.

Não demora muito e estaciona o seu carro em frente a um elegante prédio. Deixa o carro e adentra o prédio, sem se importar com as pessoas que ficam olhando-a de cima a baixo. Chama o elevador e, quando ele chega ao térreo, ela não perde tempo e aperta no painel o botão da cobertura, aguardando pacientemente enquanto não chega a seu destino.

Assim que o elevador chega a cobertura, ela o deixa e segue diretamente para a única sala ali, onde abre a porta e adentra o recinto sem se importar com mais nada, e, dando de cara com um homem alto, magro, cabelo na altura do ombro, negro e liso, preso em um rabo de cavalo. Usa um terno preto com bravata vermelha, e, ao ver Danielly, ele sorri ironicamente, para então dizer:

― Mas olha só quem veio me visitar.

― Não tenho tempo para isso, Sebastian. – Danielly decide ir direto ao ponto – Eu tenho um trabalho para você.

― Querida, você sabe que não é assim que as coisas funcionam. Não pode ir chegando e me dando ordens assim.

― Não estou lhe dando ordens! Vou lhe pagar bem! Aliás, eu sempre paguei muito bem pelos seus serviços e pode ter certeza de que agora não será diferente.

― Isso nós veremos. Mas, se vai pagar, então podemos ir direto aos negócios. O que quer de mim?

― Quero que se livre de uma pessoa!

Notas finais
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