Still Into You
16 16. Me Empresta Uma Tesoura
Notas iniciais
As coisas pareciam estar acontecendo muito rápido. No começo da semana Lucy e Cana estavam brigadas, e de uma hora pra outra não estavam mais, e a loira estava convicta que queria se emancipar. Laxus começou a semana recebendo um beijo da Lucy e a terminou beijando o Freed. Mira que estava pensando em arranjar um emprego, no final da semana já estava contratada. Eu havia descoberto que Laxus estava relacionado ao acidente da morte dos meus pais biológicos. Isso tudo e mais a vontade da minha mãe conhecer melhor a minha namorada, e o fato dela possivelmente entrar em uma banda do pessoal da escola.
Naquela sexta à noite, após o jantar, sentei na minha cama e suspirei pensando em tudo isso.
– O que foi? – Mira, que havia me acompanhado, perguntou.
– Nada, só pensando em tudo que anda acontecendo. – Respondi.
Ela suspirou também.
– São muitas coisas, né? – Refletiu sentando-se ao meu lado. – Mas... Acha que seus pais gostaram mesmo de mim? – Perguntou.
Revirei os olhos.
– Que pergunta... Eles te amaram. – Sorri. – Deu até um ciúme. – Brinquei.
– Não seja boba, eu é que te invejo por ter pais tão legais. – Falou.
– Eu estava meio tensa, achando que te deixariam constrangida, ainda bem que isso não aconteceu.
– Mais fácil eu falar algo meio constrangedor, né? Mas consegui me controlar.
– Que bom. – Ri. – Apesar de que agora vão ficar super achando que você é boa moça.
– E eu não sou boa moça, dona Erza? – Perguntou fingindo ter se irritado.
– Você já me amarrou seminua em cima de uma cama, usando gel erótico em mim, depois se vendou e disse “faça o que quiser comigo”. – Falei tentando imitar a voz fina dela. — Responde sua pergunta?
Ela arregalou um pouco os olhos.
– E-esse tipo de coisa a gente oculta dos sogrões, né? – Falou. – E não fazem com que eu não seja boa moça.
– Aham... – Falei, um tanto irônica. – Mas não importa, eles gostaram de você e só eu fico sabendo das coisas obcuras.
– Coisas obscuras... Nossa, Erza... – Comentou um tanto irritada e eu ri. – Falar pra sua mãe que você ama me deixar marcada pra ver o que ela acha...
– Poxa, eu tava brincando. – Falei ainda rindo.
Ela suspirou.
– Eu sei... Mas bem, vou continuar dando uma de boa moça e deixar seu pai me levar de carro até em casa. – Levantou.
– Sério? – Perguntei.
– Sim... Ele se ofereceu, não vou dizer que quero ficar, é meio vergonhoso. – Respondeu, eu não concordava muito, mas se ela achava... – Não se preocupe, nos vemos amanhã.
Levantei da cama também e beijei seus lábios antes de acompanhá-la até a saída.
No dia seguinte, íamos fazer algo à noite com Lucy e Cana. A intenção era chamar o Freed pra sair conosco, mas ele “fugiu”, segundo a morena. Era meio obvio que isso aconteceria e eu o entendi, ele provavelmente não queria ouvir um monte de perguntas sobre o acontecimento sobre o Laxus. Apesar disso, após Mira ir embora na sexta, vi que ele havia me mandado uma mensagem perguntando o que eu havia falado para o Laxus. Eu expliquei pra ele o que havia acontecido e que eu não havia falado nada de mais, mas mesmo assim ele me agradeceu. Acabamos apenas nós quatro assistindo um filme na casa da Cana, e assim expliquei a todas que eu realmente não tinha feito nada de mais, sem contar os detalhes da conversa tida com o Laxus.
Depois de vermos o filme e conversarmos bastante, eu e Mira fomos para a casa dela.
– Erza. – Chamou-me após entrarmos em sua casa. – Achei meio estranha sua conversa com o Laxus.
– Por que estranha, Mira? – Perguntei seguindo-a enquanto ia para o quarto. Suspirei. – Ok, eu não contei tudo na frente das meninas e nem para o Freed porque eu não achei que seria adequado.
– Er... então espera, você disse algo além do “você precisa amar mais”? – Arqueou a sobrancelha. – Eu sabia que isso era muito vago pra ele ir lá e beijar o Freed.
– Não, em relação ao que envolve o Freed foi só isso mesmo, realmente foi muito vago, eu nem tinha pensado nele quando eu falei, o Laxus agiu por si próprio, mas como eu cheguei nesse ponto da conversa foi o que eu não falei. – Comentei um tanto pesadamente sentando-me na cama. Mira sentou-se ao meu lado e segurou minha mão. – Vai tudo parecer muito estranho o que vou lhe contar agora, mas apenas me ouça. – Pedi.
Fitei seus olhos, inspirei fundo e comecei a contar sobre as visões que eu tive e que não havia falado nada pra ela antes por não querer preocupá-la, por achar que era estranho de mais e que não poderia ser nada, mas que simplesmente saíram naquela conversa com o Laxus quando ele respondeu positivamente a uma das minhas questões. Contei tudo o que eu sentia, que eu não achava que ele fosse culpado porque ele não agiu por querer, que eu não tinha raiva dele por causa daquilo, e que eu realmente queria que ele passasse a encarar a si mesmo de maneira melhor. Ela me olhava espantada, como se tudo fosse algo impossível. Eu também ainda estava um pouco chocada.
– Entendo você não ter me falado antes, é algo muito... pessoal. – Comentou depois de um tempo. – Mas fico feliz de você não ter guardado mais pra você. É algo que responde uma dúvida sua de anos... Acho que você só lembrou-se disso agora pela convivência com o Laxus, talvez se não tivesse se encontrado com ele, nunca ia saber disso. E você encarou uma coisa dessas de maneira tão natural, eu te admiro muito por isso.
– Que isso... – Respondi. – Fiquei surpresa comigo mesma pela naturalidade, mas acho que é porque eu percebi que não importa quem foi, não adianta eu me lamentar ou, sei lá... culpar alguém que era uma criança. Ele disse que queria ir atrás do pai dele que o havia abandonado. – Meus olhos ficaram marejados. – Sabe, o Laxus é tão vítima quanto eu. E saber que depois de tudo que eu falei, ele foi lá e beijou o Freed, é algo... inexplicável, eu acho que eu realmente fiz alguma mudança nele, se ele realmente me ouviu e for uma pessoa melhor agora, não vai ter recompensa maior pra mim.
Mira continuava a me encarar.
– Você é incrível! Só você pra ter um pensamento desses, só você pra conseguir ter um efeito nas pessoas desse jeito... Eu não sei nem o que eu sinto, acho que orgulho de uma pessoa assim ser minha namorada.
– Para, Mira. – Disse um tanto envergonhada. – Sou uma pessoa comum.
– Não... pra mim não é, mas eu não vou discutir com você.
Ela segurou o meu rosto entre as mãos e me beijou, depois uma de suas mãos deslizou para o meu cabelo e ela foi chegando mais perto, aumentando a intensidade do beijo. Eu retribuía, levei a mão a sua cintura a trazendo ainda mais perto. Ela passou uma das pernas por sobre a minha e eu fiz minha boca deslizar para o seu pescoço, o beijando, fazendo sua respiração descompassar. Continuei a investir em seu pescoço com a língua e beijando toda sua extensão até que um barulho veio da porta do cômodo da frente. Eu congelei onde estava, ela que estava quase soltando um gemido, deu um salto sentando-se ao meu lado como inicialmente.
Encarou a porta por alguns segundos e vendo que nada acontecia, correu até a própria porta e a fechou.
– Droga! – Sussurrou. – Eu esqueci que meu irmão está em casa.
– E você não me fala nada? – Sussurrei de volta.
Ela abriu cuidadosamente um pouco da porta.
– Elfman? – Perguntou.
Da cama eu não conseguia ver o que estava acontecendo, mas pelo barulho ele havia aberto a porta do próprio quarto.
– Oi Mira, eu não sabia que você tinha chegado, não se preocupe comigo, to vendo seriado. – Respondeu ele.
– Hmm, o que você tá vendo? – Perguntou.
– Game of Thrones. – Respondeu.
– Ok, até depois, então. – Fechou a porta e me fitou. – Não corremos riscos, ele não vai ouvir nada.
Enquanto eu ria, ela veio até mim e empurrou meu tronco contra a cama, mordeu levemente seu lábio inferior.
– Eu queria testar uma coisa que nunca fizemos. – Sussurrou.
– O quê? – Perguntei, um tanto receosa.
Ela não respondeu, apenas mostrou-me suas mãos com dois dedos, o indicador e o médio, levantados. Os afastou e, girando uma das mãos aproximou-a da outra, fazendo a região entre os dedos de ambas as mãos se tocarem.
– Oh! – Exclamei, entendendo o que ela quis dizer. – Você não acha que é meio... difícil?
– Acho que damos conta. – Respondeu.
– Hmmm, ok, por que não?
Ela voltou a beijar meus lábios com vontade, sua língua se envolvendo a minha e explorando minha boca, e então foi a vez dela descer para o meu pescoço. Primeiramente mordeu o meu queixo e foi descendo distribuindo beijos e chupões até chegar à região da minha clavícula, então, sem cerimônia tirou a minha blusa e continuou o seu caminho distribuindo carícias com sua boca pelo meu tórax, logo chegando aos meus seios. Ela ia retirar o meu sutiã, mas eu a parei.
– Calma lá... – Disse com a respiração um tanto descompassada.
– Hm, o que foi? – Perguntou.
– Eu não quero ser a única... – Respondi levando as mãos a blusa dela e retirando-a também.
Passei minhas mãos pelo seu pescoço, descendo pelo tórax e chegando aos seios, os quais comecei acariciar com as mãos, por cima do sutiã.
– Ok, vamos ao mesmo tempo. – Disse ela.
Levei as mãos até o fecho do sutiã dela enquanto ela levava as mãos dela ao do meu e abrimos, em seguida retirando as peças íntimas. Eu voltei a beijar seus lábios, enquanto levava as mãos aos seus grandes seios e os acariciava, ela também levou as mãos aos meus, acariciando-os. Deitando-a na cama, desci meus lábios pela extensão do seu pescoço indo até um de seus seios, circundei seu mamilo com a língua e posteriormente dei um forte chupão que a fez soltar um gemido. Continuei a acariciá-lo por um tempo, continuando as carícias no outro com a minha mão, e depois desci meus lábios pelo seu abdômen distribuindo beijos.
Ela apertou forte meus seios, me fazendo abafar um leve gemido em sua pele, nisso levei as minhas mãos ao fecho de sua calça, o abri e comecei a descê-la. Ela me ajudou a terminar de tirá-la e levou as mãos ao fecho da minha fazendo a mesma coisa. Sentadas na cama, ela levou os lábios a um dos meus seios, sugando-o, agarrei em seus cabelos sentindo arrepiar-me de prazer. Logo subiu com a boca até a minha, voltando a beijá-la, descendo suas mãos para minha calcinha.
– Posso? – Sussurrou contra meus lábios.
– Claro. – Concordei. Ela não hesitou em tirar a minha calcinha, e logo depois eu tirei a dela. Pensei no que eu teria que fazer pra ficar na posição e comecei a rir.
– O que foi? – Ela perguntou.
– Nada, é só que acho que vou ser meio desajeitada, sei lá...
– Relaxa, estamos aprendendo... – Sorriu. – Passe uma de suas pernas sobre a minha.
Fiz o que havia sugerido, inclinei-me para frente e tomei seus lábios com os meus.
– Vou devagar. – Sussurrei contra eles.
– Ok. – Respondeu da mesma forma.
Sem soltar de seus lábios, fui aproximando minha intimidade da dela e quando de fato as encontrei fiz o primeiro movimento com os quadris que causou-me um intenso arrepio. Mirajane gemeu em resposta.
– Acertei? – Perguntei repetindo o movimento.
– Ah... sim... – Respondeu entre outro gemido.
Ela aproximou-nos ainda mais e começou a fazer leves movimentos com seus quadris também, continuei o que estava fazendo, intensificando-os. Seus lábios soltaram-se dos meus e passou a gemer no meu ouvido enquanto agarrava em meu cabelo e arranhava levemente minhas costas, eu igualmente agarrei seu cabelo enquanto deixava meus gemidos escaparem.
– Ah... Erza... Erza... – Gemia me deixando ainda mais excitada, correntes de prazer percorriam pelo meu corpo, sentindo sua intimidade contra a minha.
A posição era um pouco difícil de manter e aparentemente demorava mais pra se chegar ao orgasmo, mas tinha uma sensação diferente das maneiras que estávamos acostumadas. Continuei a me movimentar até sentir que estava quase lá, então Mira gemeu mais alto e senti o seu corpo estremecer, movimentei-me mais um pouco até que igualmente meu corpo estremeceu em prazer e acabei por soltar um gemido mais alto. Mira deixou o seu corpo cair na cama, respirando descompassadamente, deitei-me ao seu lado, também exausta.
– Gostou? – Perguntou virando-se pra mim, afastou uns fios de cabelo que estava em meu rosto.
– Sim... – Respondi ainda não respirando normalmente.
– Quer mais? – Perguntou.
– Mira, assim você me quebra... – Respondi e ela riu. – Bem que eu gostarei, mas né...
– É brincadeira... – Ela me abraçou aconchegando a cabeça em meu peito, eu a abracei de volta. – Eu não quero perder isso, esses momentos com você... – Suspirou.
– E porque perderíamos? – Perguntei.
– Sei lá... Vamos ter menos tempo... e por minha causa. – Respondeu.
– Mira, a gente já conversou sobre isso, não vamos perder o que temos por causa de menos tempo.
– Eu penso assim, mas depois daquela conversa com a Cana e a Lucy...
– Espera, você tá com medo de ficarmos mortas? – Ri. – Não se preocupe com isso, ainda mais se tratando de você, acho que mesmo com pouco tempo não vamos correr esse problema.
– O que você quis dizer com esse “ainda mais se tratando de você?” – Perguntou fingindo ter se irritado.
– Nada, nada... – Respondi rindo.
– Aham... Eu vou estar trabalhando e vou ficar cansada, acho que é melhor você levar o clit com você.
– O quê? – Perguntei sentindo minhas bochechas esquentarem – Não, não vou precisar... – Falei tentando contornar.
– Hmmm, acho que você vai precisar. – Riu.
– Boa noite, Mira. – Falei, fechando os olhos e ela continuou rindo.
– Ah, tá bem, boa noite Erzão. – Levantou-se pra apagar a luz e depois voltou para os meus braços, me dando um selinho. Envolvi-a e fiquei acariciando levemente suas costas até adormecer.
No dia seguinte pareceu mais difícil me despedir dela, era besteira porque nos veríamos na escola na segunda, mas ainda assim pareceu.
Na segunda-feira, então, nos encontramos no portão da escola, ao entrarmos encontramos Lucy sozinha numa mesinha do pátio, aparentava estar terminando algum trabalho, mas mesmo assim resolvemos cumprimentá-la.
– Oi meninas. – Respondeu. – Me façam companhia enquanto não dá o sinal, a Cana foi no médico, estou sozinha aqui. – Disse um tanto entristecida.
– Ah, coitadinha. – Falei rindo, enquanto eu e Mira nos sentávamos. – Mas aconteceu algo com a Cana?
– Não, só exames de rotina. – Respondeu. – Ela tem um acompanhamento um pouco mais rigoroso que uma pessoa normal por causa do tratamento dela e tal.
– Entendi. – Respondi.
– A médica vai comer o cu dela quando souber que ela bebeu... quer dizer, se ela falar... Mas se ela não falar quem vai comer o cu dela vai ser eu. – Disse e depois olhou para nossas expressões um tanto espantadas. – Não literalmente. – Completou.
– Eu não tinha pensado em literalmente, Lucy. – Respondi tentando evitar que alguma imagem imprópria surgisse em minha mente. – Foi mais pela expressão que você usou.
Ela suspirou.
– Infelizmente a convivência com a Cana faz com que eu me aproprie de algumas expressões inadequadas, foi mal.
– De boas. – Mira comentou.
– E você, animada para o primeiro dia de trabalho? – A loira perguntou a Mira.
– Sim. – Ela riu. – Acho que amanhã já vou estar querendo morrer, mas tudo bem.
– Ah, você vai se acostumar. – Pegou sua mochila e começou a procurar algo. – Droga, acho que eu esqueci. Alguma de vocês tem uma tesoura pra me emprestar?
Eu e Mira imediatamente nos entreolhamos e começamos a rir.
– O que tem de mais? – Perguntou e depois pareceu cair em si do que poderia ser. – Ah, tesoura de cortar papel, tá?
– Acho que eu tenho. – Mira começou a procurar na bolsa dela. – Aqui. – Entregou ao achar.
– Obrigada. – A loira respondeu. – Ah, e a banda, você vai ficar? – Perguntou enquanto cortava um pedaço de papel. – A Cana disse que você não tinha dado certeza.
– Pois é... Eu gostei bastante, mas eu estou bem enferrujada e preciso ver se isso não vai me atrapalhar, já que vou ficar meio sem tempo por causa do trabalho.
– Entendi, espero que dê certo de você entrar, a Cana tinha ficado super animada, só uma mulher no meio dos meninos é uma droga. Eu sei que possivelmente é porque é a Cana e é muito difícil as pessoas levarem ela a sério, por isso acho você estando junto podia dar uma força pra ela e tal.
– Ah, meninos são uns ridículos. – Comentei revirando os olhos.
– Eu juro que vou tentar fazer um esforço. – Mira concluiu.
Nisso, escutamos o som de alguém correndo e parou quando a pessoa chegou perto a nossa mesa. Nos espantamos ao ver que era o Freed.
– Ah, que bom que a Cana não está aqui. – Comentou ele soltando um suspiro.
– Por quê? – Lucy perguntou. – Aconteceu alguma coisa?
– Acho que você não vai gostar de saber, mas achei que seria bom te avisar. Você não vai acreditar em quem voltou da Inglaterra.
– Inglaterra? – Perguntou e alguns segundos depois pareceu se dar conta. – Ah não! – Seus olhos arregalaram. – Na verdade é muito ruim a Cana não estar aqui. – Começou a juntar suas coisas apressadamente. – Obrigada pela tesoura, Mira. – Devolveu. – Vou pra minha sala e se perguntarem por mim, digam que eu morri. Obrigada por me avisar, Freed, eu nem consegui conversar com você direito em relação ao Laxus, eu preciso ir agora, mas eu quero falar com você, ok? Até depois. – Saiu correndo em direção as escadas.
Ela falou tudo tão rápido que quando processei tudo, ela já havia desaparecido.
– O que foi isso? – Perguntei.
– Acho que esse é o efeito que “seu ex voltou do intercâmbio” causa nas pessoas. – Freed respondeu.
– Ex dela? – Mira perguntou.
– O Loke. Ele é insuportável, e está na minha sala. – Respondeu o garoto. – Por que as coisas não podem aparentemente começarem a ficar boas sem nada de ruim acontecer?
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