Still Into You.

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Boa leitura!!
Fic chegando ao fim gente... ):

Acordei em um quarto de hospital. Não estava me lembrando de nada. Nem como fui parar lá. O barulhinho da máquina ao lado, a que media meus batimentos cardíacos estava me deixando irritada. Barulho chato! Olhei em volta, a procura de alguém, uma enfermeira que pudesse me dizer o que estava acontecendo. Na mesma hora, a porta se abre, revelando Alex. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Sua expressão era de tristeza e alívio.

- Alex? — o chamo e ele direciona seu olhar a mim

Posso ver que naquele mesmo instante, ele sorri. O sorriso mais lindo que ele tinha.

- Cass! — grita ele e vem ao meu encontro e me abraça

Estremeço por conta da dor que sinto em minhs costas. Ele percebe e me larga na hora.

- Desculpe. — falou ele me olhando dos pés a cabeça – Como se sente? Quer que eu chame a enfermeira? — pergunta ele

- Não precisa. Só quero saber como vim parar aqui. Não me lembro de muita coisa. Vem em flash's.

- Alex olha para mim e me dá um sorriso sem humor algum. Ele abaixa o olhar e eu fico preocupada na hora. O que tanto o aflinge?

- Alex? — insisto

Ele me olha e respira fundo antes de me responder qualquer coisa.

- Você por um triz quase foi atropelada. — disse ele por fim

- Quase? Como assim, quase?

- Matt na mesma hora saiu correndo e te jogou pra longe do carro. — disse ele com a voz embargada ao falar o nome de Matt

Naquela mesma hora, tudo veio à tona. A festa, a nossa dança que parecia uma transa, o sumiço dele, a traição, a briga no meio da rua, o grito de alguém e depois um sono que vinha.

- Cade ele? — pergunto ao meu irmão

Alex não olhou em meus olhos quando perguntei aquilo. Ele desviou o olhar para qualquer canto daquele quarto. Aquela atitude só me deixou mais preocupada e apavorada.

- Cade o Matt, Alex? Me diz.

- Se não fosse ele, você poderia está morta. — fala

- O Matt, Alex, cade? — meu tom de voz começa a alterar

- No quarto ao lado. — disse ainda sem olhar em meus olhos

Naquela hora eu solto todo o meu ar.

- Por um momento, achei que ele tinha morrido. — solto uma risada sem humor algum

- Ele está em coma, Cass. — e finalmente ele me encara – Ele te jogou da frente do carro a tempo, porém antes mesmo dele pensar em se salvar, o carro o atingiu em cheio. O médico disse queo quase dele é bem delicado. Ninguém sabe se ele vai acordar.

Não sabia o que pensar, o que dizer, como agir. Ele ainda estava entre a vida e morte. Tudo isso por ter me salvado. Naquele mesmo instante é que percebo que meus olhos acumulavam lágrimas. Sem pensar em mais nada, me prontifico a chorar.

- Cass, calma! — pede meu irmão

- Não me pede pra ficar calma. A dor que eu to sentindo em meu corpo não se compara com a dor que eu sentir ontem na festa vendo ele me trair. E agora isso? Eu posso ter a chance de nunca mais vê-lo. — começo a chorar

- Ele não te traiu. Meg armou aquilo. Escutei ela falar com as amigas dela. — disse Alex

- Então era armação? — ele assentiu – Ah meus Deus! — minhas lágrimas vieram com tudo – Eu falei que o odiava antes de tudo isso acontecer, Alex. Eu disse que o odiava! Não! — começo a chorar – Quero vê-lo. Preciso vê-lo. Me tira daqui e me leve até ele, por favor meu irmão. — peço aos prantos

Ele concorda e me leva até o quarto dele. Chegando lá, vou abrindo a porta devagar. A cena que vejo me faz chorar mais e mais. Ele estava pálido, com a boca seca. Cheios de aparelhos envolta de seu corpo. Sem pensar corro até o lado da cama e agarro sua mão.

- Ei, me desculpe. Por tudo que falei. — as lágrimas ainda caíam – Eu só queria ter outra chance de dizer que eu te amo. E muito. Te amo como nunca amei alguém na vida. Só peço que não me deixe. Fica comigo. Não quero e não vou suportar te perder, meu moreno.

Abaixo a cabeça e a encosto na cama. Meu irmão fica parado na porta olhando a cena.

- Vamos, Cass! — disse ele indo me pegar – Te levo no quarto

Assinto e o obedeço. Deitada na cama do meu quarto no hospital, minha mente rebobina tudo que aconteceu entre eu e ele. A primeira vez que nos conhecemos, a primeira briga, o primeiro beijo, a primeira vez que dormimos juntos, a viagem ao Brasil. Lembrar de cada coisa dessas me faziam chorar mais. Eu não acreditei nele. Disse que o odiava, sendo que era mentira.

Dois meses depois...

Dois meses haviam se passado desde o acidente. Eu tinha recevido alta dois depois depois. Já Matt, continuava na mesma. Há dois meses ele estava em coma. Os médico diziam que se continuasse do jeito que está, era para nós perdemos as esperanças. Escutar aquilo fez meu coração se comprimir de angústia. Não comia direito, não falava direito. Na escola, todos pareciam estar tristes. Até a tal de Meg veio falar comigo, pedindo desculpas, dizendo que ela e Matt nunca tinham transado naquela noite. Pediu desculpas por tudo e ainda me abraçou. Nas aulas, eu ficava aérea. Não prestava atenção em uma palavra se quer. Passava mais tempo no hospital do que em casa. Meus pais entendiam, mas diziam que eu deveria me cuidar, porque do jeito que anda eu estava acabando comigo.

Aqui, sentada no sofá do quarto de Matt, o observava. Ele estava com os cabelos um pouco mais compridos. Sua afeição estava abatida, o que não tirou a beleza dele. Mesmo assim ele era um deus grego de tão perfeito. Me levantei e segui até o lado da cama, peguei sua mão e a apertei. Sentei na cadeira que tinha ali ao lado.

- Queria que estivesse aqui comigo. Não importo se fosse para brigarmos ou sei lá, mas só queria ver esses seus olhos azuis de novo. Preciso vê-los, preciso ver seu sorriso que me desarma, preciso sentir seu toque em mim que me faz arrepiar. Preciso te ter do meu lado. Preciso ter a chance de dizer que eu te amo. — comecei a chorar – Volta pra mim. Por favor. Preciso de você aqui comigo, Matt!

Escorei minha cabeça na cama e me deixei chorar.

- Oi? — escuto a voz que tanto torcia para escutar novamente

Levanto a cabeça e encaro o par de olhos azuis mais lindo que já vi em toda a minha vida.

- Matt! — grito seu nome e ele me olha assustado – Espere aqui, vou chamar o médico.

Minutos depois o médico aparece, fazendo diversar perguntas para ele. Depois do doutor constatar que ele estava fora de perigo, ele permite que outras pessoas entrassem no quarto. Calli, Nate, meu irmão e Kristen entram.

- Seu filho da puta! — grita meu irmão – Nos deu um susto, sabia? — veio em direção a cama

- Sei que sou amado, mas nada de viadagem pro meu lado. Você sabe que meu lance é mulher. — disse Matt rindo

- Nossa cara! Nos assustou mesmo – disse Nate

Eu observava a cena dele falando com todos.

- É, Alex, quem é ela? — aponta pra mim

Na mesma hora meu mundo caiu. Ele esqueceu de mim?

- Cass, minha irmã, sua namorada. — responde Alex meio óbvio

Matt franzi o cenho e me olha e depois ri.

- Impossível ela ser minha namorada. Não sou homem de uma mulher só. Não me apaixono. E mais, nem lembro dela. Como ela pode ser minha namorada? — disse Matt

Todos naquele quarto olham para ele abismados, depois voltam seus olhares para mim com pena. Abaixo o olhar.

- Licença. É... vou pra minha casa. — e me viro e saiu o mais rápido dali antes que comece a chorar mais

Ele havia esquecido de quem eu era. Não lembrava absolutamente nada de mim. Pelo menos ele está vivo e bem, disse meu inconsciente a mim. E era razão, pelo menos ele estava bem, mas mesmo assim. Ele não lembrar de mim foi como se tivesse levado uma facada direto no coração. Ele havia deixado de me amar, havia me esquecido. Mas eu o amava!

Notas finais
Reviews gente!!