Still Alive [Hiatus]
28 The Prison
Notas iniciais
Mentira, eu não fui pro sofá, fiquei na cama --'
MAAAAAAAAAAS, como estou hiper empolgada com essa nova temporada, fiz um trailer pra fanfic e uma capa nova ~ AAAEW, TODO MUNDO FELIZ SOLTANDO FOGUETES ~ Sqn. Brincadeira. Vocês estão animados né? Sei que vocês vão deixar um comentário falando sobre a capa e o trailer. Sei que vão. Eu tenho uma arma, sabiam? è.é Parei com as ameaças. u_ú
Madrugada desperta nossos lados estranhos e leva embora nossa coerência.
Eis aqui o trailer *-*
http://www.youtube.com/watch?v=tojpKiauOg0&feature=youtu.be
Aviso que não tenho jeito pra coisa, e se não fosse a Small Zoombie me dando dicas, ele nem teria saído. Não me castiguem, só me elogiem, ok?
Acho que a música combinou tanto com o Daryl, tipo "And I don't want the world to see me, 'Cause I don't think that they'd understand. When everything's made to be broken I just want you to know who I am" ♥
Boa Leitura.
— POV SARAH —
Muitas coisas haviam mudado em nossas vidas desde aquele dia em que a fazenda ruiu e partimos para a estrada.
Rick tornou-se um ótimo líder para o grupo, em contrapartida, era uma pessoas extremamente fria e amargurada.
O grupo estava a cada dia mais unido, e essa era a forma mais segura para se sobreviver lá fora.
Podia dizer que nesse momento estávamos divididos em duas partes importantes: os que protegiam, e aqueles que precisavam ser protegidos.
Passados pouco mais de dois meses na estrada, o meu local no grupo já estava bem definido. Rapidamente deixei de ser do grupo dos que precisavam de proteção, para passar a proteger.
O grupo do qual eu fazia parte, era responsável por sair em busca de alimentos, gasolina, e tudo que precisávamos. Na verdade éramos mais como um grupo de busca, pode-se assim dizer. Ele era composto por Rick, Daryl, Maggie, Glenn, T-Dog e eu.
Carl — mesmo muito novo — havia conquistado um lugar de destaque também, contudo, ele era responsável por jamais deixar as mulheres sozinhas.
O grupo protegido era composto por Beth, Hershel — que no momento era o único médico que dispúnhamos —, Lori — com a sua barriga crescendo rapidamente —, Carol e a pequena Sophia.
Graças a Deus, desde aquele dia terrível na fazenda, não havíamos perdido mais ninguém. Rick estava liderando-nos de forma impecável.
Querendo ou não, todos do grupo tiveram que amadurecer um pouco e com isso veio mais responsabilidade. Todos — sem qualquer exceção — carregavam consigo uma arma, e com oito meses na estrada eu poderia dizer que até atiravam razoavelmente bem.
Até a pequena Sophia atirava, o que era de se partir o coração. Com a idade dela eu possuía uma boneca em mãos, não uma arma carregada.
Vivíamos sobre pressão constante, o que acabou por alterar um pouco a personalidade de cada um. Eu — por exemplo —, já não era mais aquela garotinha que precisava se esconder atrás de Daryl toda vez que surgia um grupo com mais de dez walkers.
Agora eu era uma das que tomavam a frente, afinal, eu era a única que conseguia arremessar facas à grande distância, se fosse necessário, então eu precisava de espaço e visão, para não acabar acertando um de nós acidentalmente.
A relação entre mim e Daryl ainda era a mesma. Infelizmente, já não tínhamos mais um tempo para nós, então apenas cuidávamos um do outro, na medida do possível.
Vivíamos pulando de casa em casa. Nunca passávamos mais de uma noite no mesmo lugar para evitar atrair muitos walkers.
Durante a maior parte do dia estávamos na estrada, e durante a noite procurávamos uma casa potencialmente segura para poder descansar até o sol nascer.
Rick estava começando a se preocupar com Lori, visto que ela estava aproximando-se da semana de dar a luz. Precisávamos de um lugar seguro de verdade, ao menos para poder passar um tempo depois que Lori tivesse a criança e pudesse pegar a estrada novamente.
Ele ainda acreditava que encontraria um lugar seguro no qual poderíamos realmente estabelecer moradia. Eu já não confiava tanto nisso. Vi tanta coisa desmoronar que aprendi que a melhor forma de não se decepcionar é deixar de levar muita fé nas coisas.
Nesse exato momento, estávamos parados na estrada, revendo o mapa para traçar uma rota e seguirmos em frente.
As mulheres pediram para parar e lavar algumas roupas e os demais concordaram.
Daryl e eu estávamos parados no acostamento, observando-as.
— Sinto sua falta — Daryl murmurou fracamente, colocando as mãos nos bolsos, nervosamente. Cheguei a questionar se ele havia mesmo dito aquilo.
— O que você disse? — testei enquanto vira-me para encará-lo.
— Que... Eu sinto sua falta... — repetiu desviando de meu olhar e passando a encarar o asfalto.
Aproximei-me subitamente e abracei-o com força. Daryl demorou alguns segundos antes de envolver-me em seus braços fortes.
— Eu também sinto Daryl... Você não sabe o quanto... — sussurrei contra seu peito, sentindo meus olhos ficarem levemente marejados.
Desde que caímos na estrada, jamais tivemos um momento só nosso. Rick não deixava o grupo se separar, então ocasiões como essa eram extremamente raras.
Ele aproximou seu rosto lentamente do meu selou nossos lábios. Senti um arrepio percorrer meu corpo ao senti-lo tão próximo.
Infelizmente, antes de seu gosto invadir-me por completo, somos interrompidos por Glenn e Rick que vieram praticamente saltitantes a nosso encontro.
Ok... Eu precisava organizar meus pensamentos. Pisquei diversas vezes apenas para ter a certeza de que não estavam sonhando.
Primeiro eu consigo um momento a sós com Daryl, e então Rick sorri pela primeira vez em meses... Eu tinha a impressão de que ele teria uma ótima notícia para nos dar.
— Hey, gente! Vocês precisam ver isso! — chamou Glenn, eufórico.
Dei de ombros e os segui, ansiosa para descobrir o motivo de tanta animação. Daryl sustentava uma expressão entediada enquanto nos acompanhava por cerca de duzentos metros. Enfim, avistei algo tão maravilhoso que cheguei a crer que poderia ser uma miragem.
— Meu Deus! Isso é incrível! — disse assim que tive certeza de que os outros enxergavam o mesmo que eu.
Era uma prisão enorme e havia cercas por todos os lados, impedindo que os walkers entrassem no pátio. O mais perfeito de tudo, era que ao lado da cerca onde não havia nenhum zumbi, tinha um grande lago. Poderíamos usar a água dele.
Há tempos eu não via um local assim tão seguro.
O engraçado é que antigamente as pessoas fugiam da prisão, e naquele momento parecia um ótimo lugar para se estar.
Combinamo-nos rapidamente, apressados para desfrutar do novo espaço.
Derrubamos grande parte dos zumbis que estavam ao redor das cercas, enquanto Rick abria uma passagem por ela para que pudéssemos entrar no corredor que dava acesso a cadeia.
O corredor era totalmente cercado de telas também, todavia, nenhum walker havia chegado até ali. Entramos sorrateiramente, enquanto Daryl e Glenn fechavam nossa passagem com arames.
Nós precisaríamos limpar o pátio para poder seguir em frente. Rick queria fechar o portão da prisão para evitar que mais walkers entrassem, o que parecia uma boa ideia, de modo que assim poderíamos limpar o campo até a noite e montarmos acampamento ali.
O grande problema consistia em chegar até lá.
— Eu vou. Vocês me dão cobertura — apontou Glenn, tomando a frente.
— Não! É uma corrida suicida! — bradou Maggie, impedindo-o.
— Eu sou mais rápido... — Glenn insistiu.
— Não. Eu vou — informou Rick, autoritariamente. — Vocês fiquem aqui e atraiam o maior número deles possível. Matem pela cerca — instruiu as mulheres — Daryl e Sarah, subam naquela torre e me deem cobertura. Carol, Hershel e Carl, subam naquela outra torre. Tomem cuidado, não temos muita munição para desperdiçar. Eu vou correr até o portão — apenas acenamos positivamente, já rumando para nossos respectivos postos.
Lori, Beth, T-Dog, Maggie e Glenn começaram a atrair os walkers para a cerca, matando-os com suas facas.
Daryl e eu atirávamos em todos aqueles que se aproximassem de Rick pelas costas ou pelos lados. Ele se encarregava de todos os que haviam pela frente.
— Mandem bala! — gritou Daryl, animado.
Foi então que a coisa ficou divertida. Tiros ecoavam para todos os lados, e em questão de minutos tudo estava limpo.
A esperança que emanava de cada um de nós era algo quase palpável.
— Nós nunca tivemos tanto espaço desde a fazenda! — exclamou Carol, abrindo os braços e correndo para o campo.
Arrastamos todos os corpos para um canto e decidimos que na manhã seguinte os queimaríamos.
Depois de nos organizarmos o tempo passou rápido. Tombamos alguns carros a frente dos portões, para dificultar ainda mais a passagem dos walkers, em caso de emergências.
Daryl estava sozinho sobre um desses carros fazendo sua ronda, enquanto eu conversava amenidades como há muito não fazia, sentada em torno da fogueira.
Trocamos um rápido olhar e ele sorriu para mim, deixando-me um pouco boba. Alguém pigarreou e o grupo inteiro caiu na gargalhada. Bem, talvez não tenha sido um olhar tão rápido... Senti minhas bochechas corarem, porém preferi ignorar.
Servi um pouco de comida e caminhei até o local onde ele estava.
Assim que cheguei, ele me ofereceu sua mão, ajudando-me a subir no carro.
— Trouxe algo pra você. Sei que se eu não trouxesse você não comeria nada... — comentei sem jeito, enquanto estendia-lhe o prato.
Meu ombro estava doendo pra caramba. Eu não era acostumada com rifles, porém hoje foi a melhor opção para atirar de cima da torre sem gastar muita munição. Levei a mão até ele e o toquei fazendo cara feia. Ele estava muito mais dolorido do que eu imaginava.
— O que foi? — indagou Daryl, fitando-me.
— Maldito rifle. Não estou acostumada com o tranco. Foi meio pesado pra mim — suspirei pesadamente enquanto esfregava o local, tentando inutilmente afastar a dor.
— Espera aí — comentou enquanto deixava o prato sobre o carro e limpava suas mãos em seu poncho em seguida. Logo, aproximou-se de mim e começou a massagear meus ombros.
— Quem é você, e o que fez com o meu Daryl? — testei divertida, virando meu rosto para ele encará-lo.
Permiti-me fechar os olhos e desfrutar da sensação de ter suas mãos grandes tocando minha pele novamente.
— Está melhor? — disse depois de um tempo, ignorando minha brincadeira e revirando os olhos.
— Está sim — concordei e virei-me para abraça-lo.
— Era melhor voltarmos... — sussurrou enquanto envolvia-me em seus braços.
— Oh, o que foi? Você estava tão romântico agora... — fingi tristeza. — Não quer ficar aqui e dar uns amassos? — brinquei socando levemente seu ombro. Ele apenas riu, bagunçando meus cabelos.
— Até gostaria, mas acho melhor guardar minhas vontades pra quando estivermos sozinhos... — murmurou apertando minha cintura e me dando um breve beijo. — Mas agora é melhor voltarmos, tem alguém nos espiando... — ele sorri e vira-se em direção à fogueira, mostrando o dedo do meio para Maggie e Glenn que nos observavam indiscretamente.
Voltamos para fogueira e sentamos ao seu redor, junto com os outros. Fiquei ao seu lado e pousei minha cabeça em seu peito, enquanto ele me envolvia em seus braços enrolando-me em seu poncho.
O inverno estava chegando ao fim, entretanto, o vendo ainda era cortante e eu possuía poucos casacos. Durante todos esses meses mantive minha cabeça tão focada no grupo que me esqueci de pensar em mim mesma.
— Beth, pode cantar Paddy Reilly para mim? Acho que não a escuto desde que sua mãe morreu — pediu Hershel.
Vi que Beth ficou um pouco desconfortável, então me estiquei e toquei de leve seu ombro, em sinal de conforto.
— Essa não, papai — disse Maggie, reprovando-o.
— Que tal Parting Glass, então?
— Ninguém quer ouvir... — comentou Beth timidamente, encarando a grama.
— Hey, quem disse? Eu quero ouvi-la — pedi enquanto sorria gentilmente.
— Eu também! — entusiasmou-se Sophia, acompanhando meu sorriso.
— E por que não? — Glenn se uniu a nós.
— Ok... — pigarreou levemente antes de começar.
“Oh all the money that e'er I spent
I spent it in good company
And all the harm that e'er I've done
Alas, it was to none but me
And all the harm that e'er I've done
Alas, it was to none but me
And all I've done for want of wit
To memory now I can't recall
So fill to me the parting glass
Good night and joy be with you all
Oh all the comrades that e'er I've had
Are sorry for my going away
And all the sweethearts that e'er I've had
Would wish me one more day to stay
But since it falls unto my lot
That I should rise and you should not
I'll gently rise and I'll softly call
Good night and joy be with you all”
— Lindo... — disse a única palavra que consegui pronunciar. Sua voz era extremamente doce e agradável.
— Vamos dormir. Amanhã teremos um grande dia — disse Rick, interrompendo nossa diversão.
— Como assim? — questionou Glenn, roubando minhas palavras.
— Olha, eu sei que estamos cansados. Essa foi uma grande vitória, mas temos que nos esforçar um pouco mais. A maioria dos walkers daqui está vestida como presidiários, o que quer dizer que esse lugar sucumbiu bem cedo. Pode ter uma enfermaria, sala de armas, uma cantina, tudo intacto. Essas coisas não ficam longe da prisão, e na sala do diretor podemos conseguir informações para achar esses lugares — desatou a falar animadamente.
— Você quer dizer para entrarmos na prisão? — testei sem acreditar em sua proposta.
— Nós estamos com pouca munição — alertou Hershel. —Gastaremos tudo antes de fazer diferença.
— E é por isso que temos que entrar lá de mãos limpas. Mano a mano. Depois de tudo o que passamos eu sei que podemos conseguir. Esses molengas não tem chance — Rick diz por fim, retirando-se.
Daryl se levanta em seguida, praticamente arrastando-me com ele. Com alguns cobertores que havíamos pegado no porta-malas do carro, fizemos uma cama improvisada onde a grama estava mais alta, e nos deitamos ali.
— Nossa... É a melhor cama que tenho em dias! — comento enquanto passo minhas mãos sobre os edredons.
— Muito melhor que dormir no chão duro, não é? — Daryl concorda, puxando-me para encará-lo e acariciando meu rosto.
— Sinto falta da minha cama... — suspiro lembrando-me de como era antes de tudo isso começar. — Na verdade, nem me importo. Se não fosse pela porcaria que esse mundo se tornou, eu não teria encontrado você.
Sem dizer uma palavra ele me beija calmamente, como da primeira vez. Sinto-me em êxtase ao sentir sua língua quente entrelaçando-se a minha lentamente. Sentia falta de seu gosto, de seu cheiro, de seu calor... De cada parte, por menos que fosse. Queria tê-lo de todas as formas possíveis e imagináveis, mas sabia que não era momento para isso.
Cedo demais ele se afasta, roçando seu polegar áspero em minha bochecha, aconchegando-me em seus braços. O sono não demorou a chegar, e pela primeira vez em praticamente um ano, eu dormi tranquilamente.
Notas finais
Bjks ♥
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