Notas iniciais
Olá, meus cupcakes de amora *--* Já disse que adoro amora? Bem, estou feliz! Duas pessoas que ainda não comentavam, me deram a honra de saber sua opinião, e isso realmente me alegra! Demais fantasminhas, que leem e alimentam a ingratidão, por favor, apareçam!
Lá vai mais um cap pra vocês! ( Vocês que comentam u_u )
Boa Leitura!

— POV DARYL —

O alarme continuou a soar insistentemente, tirando-me de minha letargia.

— 30 minutos para a descontaminação — uma voz feminina e computadorizada repetiu, duas vezes consecutivas.

— Mas que porra é essa?! — levantei-me o mais rápido que pude e parti porta afora, arrastando Sarah comigo.

Quando chego à parte central do CCD, vejo todos desesperados gritando coisas desconexas. A porta que dava acesso ao nível superior, e consequentemente até à saída, estava lacrada.

— Mas que diabos está acontecendo aqui?! — exigi uma resposta, enquanto Sarah soltava minha mão, constrangida por todos estarem nos observando.

— Jenner, abra aquela maldita porta! — disse Rick, ignorando totalmente o meu questionamento. Ele parecia completamente fora de si, o que era estranho, considerando-se o fato de que ele costumava ser o mais calmo.

— Não há razão para isso. Tudo lá em cima também está trancado. — Jenner deu de ombros, sem sequer alterar-se.

Mas que merda estava acontecendo ali? Por que ninguém explicava nada, e o mais importante: porque a porra da porta estava trancada?!

— Abra as malditas portas! — Rick repetiu, pausadamente. Sua voz estava tremida, e ele estava visivelmente furioso.

— Eu disse que se as portas da frente se fechassem não abririam mais. Todos foram avisados quando passaram por aquela porta! Vocês todos ouviram — mas o que esse médico filho da puta estava tentando dizer?!

— O que acontece daqui a 28 minutos? — dessa vez foi Sarah quem interveio, apontando para um relógio digital com grandes números vermelhos, preso à parede. Ela sustentava uma expressão confusa, porém parecia calma. Na verdade, calma demais para a situação na qual nos encontrávamos. O que havia de errado com o instinto de sobrevivência daquela garota?! Era óbvio que nada de bom aconteceria, do contrário não haveria um alarme soando, e com certeza não estaríamos presos no subsolo.

— No caso de uma falha de energia catastrófica, como num ataque terrorista, por exemplo, E.T.A.Is são usados para prevenir que qualquer tipo de organismo escape.

— E.T.A.Is? — Sarah indagou novamente.

— Explosivo Termo-bárico de Alto Impulso — a voz computadorizada respondeu.

— Traduzindo? — interferi na conversa. De tudo o que entendi, a coisa parecia ficar mais feia a cada explicação.

— Causa uma enorme explosão em menos de um segundo. Põe fogo no ar. Sem dor. Um fim ao sofrimento, arrependimento, tudo — respondeu Dr. Jenner, com frieza.

— Você... Você não pode nos prender aqui para morrer! — Sarah respondeu fracamente enquanto seus olhos arregalavam-se, quase desmaiando ao meu lado. Segurei-a firmemente, sabendo que havia grandes chances de isso de fato acontecer.

— Abra aquela maldita porta! — eu gritei com todo o fôlego que tinha, fazendo com que Sarah encolhesse ao meu lado. O mundo estava uma merda, mas ninguém merecia morrer sem lutar. Não daquela forma, não sem escolha! Eu estava perdidamente desesperado, não por mim, mas por ela.

Sem mais alternativas, deixei Sarah ao lado das mulheres, enquanto eu, Shane, Rick e T-Dog tentávamos derrubar a porta de aço, contudo, a mesma nem arranhava mesmo com todas as forças dos golpes que empregávamos com nossos machados. A minha raiva era tamanha que não pensei duas vezes em partir para cima do doutor, mas acabei sendo segurado por algum filho da puta.

— Seu maldito! Todos vão morrer por sua maldita culpa seu miserável! Abra aquela maldita porta antes que eu arranque essa sua cabeça! — minha mão formigava, tamanha vontade que tinha de socar aquele cara.

Dessa vez foi Shane quem apontou a arma para a cabeça do doutor, porém ninguém o impediu. Qual é?! Eu não podia socar o aquele desgraçado até desfigurá-lo, mas o fura olho podia apontar a arma para a cabeça dele?!

— Abra aquela porta agora, ou estouro seus miolos seu desgraçado! — ele disse sem se importar com Rick e os demais o dizendo para abaixar a arma.

Shane ficou enlouquecido quando viu que Jenner não cederia e começou a atirar em todos os computadores. Sarah estava abraçada a Carl e Sophia que não paravam de chorar.

— Por favor, não nos deixe aqui! — ela implorou com a voz trêmula, abraçando as crianças fortemente. — Essas crianças merecem ter um futuro! Talvez ele não seja o melhor, considerando o mundo em que vivemos, mas elas merecem uma chance! Você não pode levar todas as nossas esperanças! Você não pode arrancar nossa escolha, nosso direito de decidir se queremos ir em frente ou desistir! Nós queremos viver, nós temos esse direito! Por favor, não nos prive dessa escolha. Nos deixe continuar, nos deixe trilhar nossos próprios caminhos, fazer nossas próprias escolhas, não nos deixe morrer sem tentar! Deixe-nos tentar ir até onde conseguirmos — logo Sarah levantou-se e caminhou até Dr. Jenner. Quando passou por mim, nossos olhares se cruzaram por um segundo, e tive vontade de segurá-la. Não queria que ela ficasse perto daquele maluco, em hipótese alguma, porém eu não estava em condições de protestar. O tempo era curto, e havia dois babacas segurando-me. Por fim, ela parou a sua frente e tocou seu ombro, fazendo com que todos olhassem para ela.

— A porta de cima está bloqueada, e não consigo abri-la. — ele disse por fim, dirigindo-se ao seu computador.

Dr. Jenner digitou alguns números em um dos teclados que ainda permanecia intacto após o surto de Shane, e logo a porta de aço se abriu. Assim que a passagem foi liberada, passei um de meus braços pela cintura dela, praticamente arrancando-a do chão, enquanto a guiava em direção à porta.

— Obrigada por nos dar essa escolha Dr. Jenner. — Sarah ainda disse, enquanto saíamos dali.

Faltavam apenas 4 minutos quando conseguimos subir em direção à saída. No momento em que chegamos até ela, as portas estavam todas trancadas, e as paredes de vidro pareciam tão inquebráveis quanto a porta de metal que havia no andar inferior. Cadeiras foram arremessadas, tiros foram disparados, mas nada parecia sequer trincar a estrutura transparente.

De repente, Carol remexeu em sua bolsa, mas ninguém de fato ateve-se na sua ação. Inesperadamente, ela tirou uma granada dali, e entregou-a a Rick, dizendo que havia a encontrado no bolso de seu uniforme enquanto o lavava. Todos nos abaixamos, eu fiquei sobre Sarah. Em questão de segundos, Rick armou a granada e lançou-a precisamente contra o vidro. Quando ela explodiu, detonou completamente a estrutura que bloqueava a saída.

Com toda a pressa do mundo, corremos em direção aos nossos carros, desviando de todos os walkers que podíamos. Eles eram lentos, e em nossa ânsia pela sobrevivência, sequer conseguiriam tocar-nos. Abri a porta da caminhonete e ajudei Sarah a entrar na mesma, com cuidado para não machuca-la ainda mais. Deitei meu corpo sobre o dela, protetoramente, e esperei a explosão que se seguiria. Tudo aconteceu muito rápido.

Primeiro houve um grande estrondo, e depois, havia fogo por todos os lados. Entulhos do que um dia foi o CCD, caiam sobre o asfalto, levantando uma grande nuvem de fuligem.

— Você está bem? — perguntei a Sarah, encarando seus olhos verdes, agora muito próximos dos meus.

— Estou, Daryl. Agora tudo vai ficar bem — ela acariciou meu rosto com sua mão pequena e delicada. Eu apenas fechei os olhos, aproveitando aquela sensação... diferente e de certa forma aconchegante.

Notas finais
E então? *--*