Still Alive [Hiatus]

42 Andrea's Return


Notas iniciais
Então gente, eu não iria postar hoje. Sim, é por causa dos comentários, sinto que tenho que começar a ser um pouco mais rígida. Enfim, depois que vi as duas recomendações super-hiper-mega-divas da RebecaChase e da Luiza Dixon, quase soltei foguetes *u* Corri pra corrigir o cap e vou postar. Lembrando que mais um cap e começo os inéditos para o pessoal que já leu *u*
Esse cap é pras duas divas lindas que recomendaram e também para as leitoras maravilhosas que me presenteiam com seus comentários desde sempre!
Nos vemos lá embaixo!

— POV SARAH —

Eu ainda estava chateada com Daryl, mas era impossível ficar afastada dele.

Já passamos por tantas coisas juntos... Eu não podia simplesmente afastá-lo. Acreditava nele acima de tudo, e o que ele disse, talvez tenha sido apenas um deslize.

Continuamos nos beijar por longos minutos. Eu precisava dele, precisava do calor de seu corpo no meu, de suas mãos me tocando... Precisava saber que ele estava ali por mim.

Eu não queria me separar dele. Não agora... Nós precisávamos desse momento, contudo, infelizmente fomos interrompidos.

— Andrea. Lá fora — Beth disse num fôlego só. Separei-me de Daryl por reflexo.

— Quem? — questionei chocada.

— Andrea. Agora vamos, Rick quer todos lá fora — informou, praticamente me arrancando dali, segurando minha mão.

Daryl nos seguiu de perto, levando sua besta.

— Pode ser uma armadilha — ele comenta, passando a nossa frente. — Ela está com o Governador agora, não sabemos o que esperar dela.

Beth apertou minha mão com mais força, apressando o passo. Ela também tinha seus motivos para não ser a maior fã de Andrea. Engoli em seco. Ela ainda deveria me odiar... Foi por culpa minha que ela havia ficado para trás, por culpa minha! Se eu não tivesse agredido-a daquela forma, ela teria tido condições de vir conosco e não estaríamos passando por tudo isso.

Congelei no lugar. Beth olhou para trás para entender qual foi o motivo de minha pausa, e Daryl fez o mesmo.

— Está tudo bem Sarah? Está sentindo alguma coisa? — Beth se aproximou de mim rapidamente, tocando meu ombro.

— Nada disso é culpa sua — murmurou Daryl. Ele entendia melhor do que ninguém o meu medo. — Ela não vai encostar um dedo sequer em você. Nem ela, nem ninguém. Agora vamos. Os outros devem estar nos esperando.

Seguimos em silêncio até a saída. Passamos por Carol que estava junto de Judith e tinha Sophia abraçada a ela. A pequena devia estar assustada.

Glenn passou por nós, entregando meus remédios à Carol e seguiu conosco. Sorri em agradecimento, era o máximo que eu podia fazer naquele momento.

Quando chegamos ao lado de fora, Rick revistava Andrea enquanto Merle mantinha a arma apontada para ela. Daryl se juntou ao irmão e eu fiquei mais atrás com Beth.

A moça negra — que descobri que se chamava Michonne —, olhava para ela um pouco surpresa.

— Eu perguntei se você está sozinha! — berrou Rick, jogando a bolsa dela para longe.

— Estou! Eu juro que estou! — Andrea repetia assustada. Eu me encolhia cada vez mais atrás de Beth.

— Bem vinda de volta — murmurou Rick ironicamente, a puxando pelo braço. — Vamos, levanta!

Segui a passos largos para dentro da prisão. Agora que o susto havia passado, eu não tinha mais motivos para permanecer no mesmo local que ela.

Sentei-me na escada, logo na frente do portão, abraçando os joelhos. Eu estava nervosa. Não sabia como seria nosso “reencontro” e realmente não estava a fim de descobrir. Minha vontade era me esconder em uma cratera qualquer e esperar que ela partisse, mas sabia que Daryl não deixaria que eu me afastasse, ao passo que também não perderia a conversa com Andrea. Talvez ele estivesse certo e tudo não passasse de uma armadilha. Eu precisava estar atenta.

Apertei a faca presa ao meu cinto. Tinha atritos o suficiente com Andrea, e se ela estivesse armando contra minha família, queria ter o prazer de acabar com sua vida. Ia contra meus princípios matar os “vivos”, contudo, talvez ela merecesse uma exceção.

Andrea entrou logo atrás de Rick. Assim que ela e Carol se encontraram correram para se abraçar.

— Todos nós pensamos que você estava morta... — comentou Carol em um tom baixo.

— Hershel, meu Deus! — Andrea disse surpresa, deixando Carol de lado por um momento.

Todos nós sabíamos que ela falava sobre a perna dele, entretanto o clima estava pesado demais para que qualquer um de nós nos arriscarmos a pronunciar uma só palavra.

Daryl se aproximou, parando a minha frente na escada.

— Eu não posso acreditar nisso! — continuou, referindo-se ao nosso bloco. — Onde está Shane? — questionou realmente preocupada, ou talvez fosse apenas fingimento.

Senti uma pontada de dor me atingir. Eu gostava dele, talvez por não ter visto o que aconteceu com Shane em seus últimos dias. O silêncio tomou conta da prisão, seguido de gestos negativos e cabeças baixas.

— E Lori?

— Ela teve a garota, mas não sobreviveu — dessa vez Hershel resolveu se pronunciar. Uma lágrima insistente escorreu por meu rosto. Eu sentia muita falta de Lori. — Nem o T-Dog — Hershel prosseguiu.

Encolhi-me contra a parede, fechando os olhos com força. Tínhamos perdido tantos... Quem seria o próximo? Era difícil prever, todavia, eu tinha medo, muito medo de que fosse, Daryl ou Beth... Ou qualquer um de nós, afinal. Éramos uma família e eu amava cada um deles, mesmo não sendo tão próxima de todos.

— Eu sinto muito — Andrea murmurou, abaixando a cabeça. Nesse momento ela fitou-me. Nossos olhos se cruzaram por uma fração de segundo, porém ela continuou tentando manter uma conversa com os demais. — Carl... — olhou-o com pesar, contudo, ele era com certeza o mais forte de todos nós. Carl sabia muito bem guardar seus sentimentos para si. Ela fez menção de ir para frente e o abraçar, porém ele recuou um passo. — Vocês todos moram aqui? — ela inquiriu. O silêncio entre nós continuava desconfortável.

— Aqui e no bloco de celas — Glenn responde após um momento.

— Posso entrar? — indagou, já adentrando no bloco.

— Eu não permitirei isso — Rick interrompeu-a, posicionando-se a sua frente.

— Rick, eu não sou um inimigo... — Andrea retificou-se, tentando seguir.

— Nós tínhamos o campo e o pátio, mas seu namorado derrubou a cerca com um caminhão e atirou em nós.

— Ele disse que vocês atiraram primeiro! — rebateu prontamente.

Ela era idiota ou o que?! Era impossível acreditar que aquele hipócrita havia virada sua cabeça de tal forma. Meu medo era que esse teatro todo sobre a inocência de seu “amante” fosse um plano perfeitamente arquitetado.

Por que todos nós estávamos aqui dentro? Alguém precisava estar lá fora na vigia! E se ele pretendesse nos atacar enquanto Andrea nos distraía?

Olhei para Daryl e mordi meu lábio com força, sendo tentada a correr até o lado de fora, porém seu olhar deixou-me perfeitamente advertida que ele não permitiria tal ato.

— Bom, ele está mentindo — Rick respondeu-a, firmemente.

— Ele matou um preso que morava aqui. Era um sobrevivente, um de nós! — Hershel interveio.

— Eu não sabia nada sobre isso... Assim que eu descobri, eu vim. Eu nem sabia que você estava preso em Woodbury durante o tiroteio — Andrea dirigiu-se a Glenn.

Será que ela ainda não havia percebido que a tortura aplicada a Glenn e Maggie era um forte indício de que ela estava aliada à causa errada?

­— Isso foi dias atrás — ele respondeu, irônico.

— Eu disse, assim que eu soube eu vim — ela repete nervosa. — O que você disse a eles Michonne?

— Nada, apenas a verdade — Michonne apenas deu de ombros.

Eu observava a tudo calada. Não era sensato me meter. Não depois de tudo o que eu já havia feito, mesmo que ela merecesse escutar algumas verdades, já que ninguém aqui parecia disposto a fazê-lo.

— Eu não entendo, eu deixei Atlanta com vocês e agora sou uma estranha? — Andrea levantou o tom, parecendo incrédula.

— Ele quase matou Michonne e teria nos matado! — bradou Glenn.

— Ele não é a pessoa que sequestrou você? — ela apontou para Merle, que incrivelmente estava calado até o presente momento.

Agora ela havia me deixado realmente irritada. Eu sei que Merle havia batido em Glenn, contudo, foi a mando do homem que ela estava defendendo! O Governador estava planejando nos matar de forma explícita, e ela ainda continuava a dormir com ele!

Comecei a levantar-me, porém Daryl segurou-me de forma nada sutil. Por quê? Ele estava pensando que pularia sobre o pescoço dela e a estrangularia até a morte enquanto todos assistiam?! Talvez ele não estivesse tão errado. Tenho certeza de que seria aplaudida ao menos pela metade do grupo.

— Olha, eu não posso me desculpar pelo que Philip fez, mas eu estou aqui tentando nos unir — começou com seu discurso barato, ignorando minha cena — Estou tentando nos resolver.

Ela só podia estar louca! Como nos unir a alguém que tentou nos matar duas vezes?!

— Não há nada para resolver, nós vamos o matar — disse Rick se aproximando, como se comentasse a cor do céu. — Não sei quando, nem como, mas vamos.

— Podemos resolver isso... — insistiu. O que ele havia feito com ela? Andrea não estava raciocinando direito. Qual parte do “ele tentou nos matar duas vezes” ela não havia entendido? — Há espaço em Woodbury para todos.

Eu me mexia inquieta, enquanto Daryl me apertava com força. Eu queria falar alguma coisa, porém ele lançava um olhar repreensivo em minha direção. Obviamente ele não me queria metida com Andrea novamente.

— O que faz você pensar que esse homem quer negociar? — inquiriu Hershel com ironia. — Ele falou isso?

— Não — ela respondeu, um pouco constrangida.

— Então por que você veio aqui? — Rick foi direto ao ponto.

— Por que ele está preparando uma guerra. As pessoas da cidade estão com medo, elas veem vocês como assassinos! Eles estão treinando as pessoas para um ataque.

— Eu vou te dizer uma coisa: — Daryl soltou-me perto de Merle e caminhou em direção a ela. — Da próxima vez que você ver Philip, diga que vou arrancar seu outro olho — ele a encarava profundamente.

Fiquei totalmente desconfortável com aquilo, mas não ousei dar um passo sequer. Sabia que Merle não seria tão “sutil” quanto Daryl. Chegava a questionar-me se ele não me empurraria na direção dela ao invés de segurar-me.

— Nós aguentamos muitas merdas quietos, então se ele quer uma guerra é isso que vai ter — Glenn expos o pensamento da maioria.

— Rick, se você não se acalmar e resolver isso eu não sei o que vai acontecer — intercedeu a Rick mais uma vez. Daryl se afastou, voltando para perto de mim. — Ele tem uma cidade inteira. Olhe pra você, você já perdeu muito... Você não pode ficar sozinho.

— Se quer fazer isso direito, nos coloque lá dentro.

— Não!

— Então não temos nada para falar.

— Elas são pessoas inocentes! — ela implorou. Nesse ponto eu concordava com ela.

Rick dá as costas para Andrea e parte rumo ao pátio. Carl e Maggie vão logo em seguida.

Os outros se dispersam, cada um para seu canto. Carol entregou-me a sacola com os remédios e sorriu, beijando a minha testa. Logo após ela retirou-se, junto com Beth. Provavelmente elas iriam cuidar de Judith.

Andrea permaneceu parada, encarando-me. Eu encolhi-me atrás de Daryl, como uma criança assustada, com medo de encarar o passado.

Eu sentia muita raiva de suas ações nesse momento, todavia, ainda havia uma pontada de culpa assolando-me.

Após um momento ela se aproximou.

— Sarah? — chamou-me em um tom baixo. Afastei-me um pouco de Daryl para encará-la.

— Sim?

— Eu... eu sinto muito por tudo o que fiz... Só agora posso enxergar o quanto eu errei — retificou-se em um sussurro. Andrea parecia realmente arrependida. Pigarrei antes de continuar.

— Bem, eu também sinto muito sabe, por ter... bem... por ter te machucado — disse deixando um sorriso escapar, meio sem querer. Graças a Deus ela não notou. Nesse momento Sophia desceu as escadas apressadamente e beijou minha barriga.

— Você tem que apresentar o bebê pra Judith! — comentou com sua voz doce, abraçando-me pela cintura. Baguncei seus cabelos enquanto sorria.

— Você está... quer dizer... está grávida? — encarou-me incrédula. Andrea ficou ainda mais chocada ao ver Daryl passar os braços por meu ombro. Apenas acenei com a cabeça. — Bem... Parabéns, eu acho — felicitou-me um pouco sem jeito.

— Tudo bem Andrea. O que passou, passou. Contando que você não queira me fazer mal de novo estamos entendidas — dei de ombros e ela sorriu aliviada. — Mas não podemos ser amigas, você ainda dorme com o inimigo.

Disse enquanto me retirava sem dar a ela tempo de responder-me. Subi as escadas para junto de Carol, Sophia, Beth e Judith, com Daryl em meu encalço.

Notas finais
Perdoem qualquer erro, corrigi as pressas! Me avisem se houver algo muito gritante, do contrário, vou ajeitar amanha, já que hoje estou com pressa D:
Xoxo meus amores ♥