Notas iniciais
Bom gente, é a minha primeira fic, então sinceramente não sei se está boa ^^ Espero que gostem e deem suas opiniões.

Nos vemos lá embaixo.

Era mais um dia como outro qualquer. Acordei sentindo uma terrível dor nas costas, afinal, dormir sentada, no chão, e ainda por cima dentro de um armário, com certeza não era um luxo. Estou completamente perdida no tempo. Não tenho mais noção dos dias da semana. Talvez seja quarta-feira, ou talvez domingo, mas quem se importa? De qualquer forma, não faz nenhuma diferença.

Todos aqueles que conheci ou amei morreram. Alguns — como meus pais — morreram bem na minha frente, tentando me proteger. O mundo estava um caos. As pessoas devoravam umas às outras, e isso estava cada dia pior. Sobreviventes? Talvez eles pudessem ser contados nos dedos. Mas como saber?

Estava há praticamente dois meses rodando sozinha por aí, ou poderia ser até mais. Como eu disse, a noção do tempo eu já havia perdido.

Muita coisa mudou na minha vida desde que eu ouvi aquela notícia chocante na televisão: “As pessoas estão devorando umas as outras, ao que parece, realmente estamos vivendo um verdadeiro apocalipse zumbi”. Lembro que não me contive e sorri. Como fã de videogames e seriados, esperava ansiosamente por esse dia. Ironia ou não, meu sonho tornou-se realidade. Infelizmente é muito mais emocionante quando não é com você.

Por incrível que pareça, tudo o que tanto desejei, tornou-se um pesadelo no dia em que de fato as coisas começaram a acontecer.

Tudo era tão vivo em minha mente... Como se cada vez que eu fechasse os olhos pudesse visualizar perfeitamente aquele maldito incidente...

Meus pais e eu estávamos sozinhos em casa, tentando fazer o mínimo barulho possível. Pude ver com meus próprios olhos minha vizinha, a Sra. Jones, ser devorada por seu marido.

Estávamos quietos, sentados atrás do sofá, até que foram ouvidos alguns gemidos e pés arrastando. Eu chorava como se fosse uma criança. De repente, a porta começou a ser empurrada. Eu fechei meus olhos com força e reprimi um grito.

Em um segundo, cinco, ou talvez seis daqueles mortos que caminham zumbis, ou tanto faz entraram e foram direto até onde nós estávamos. Meu pai tentou nos proteger, mas infelizmente ele não tinha nada em mãos, a não ser a própria coragem. Ele foi mordido no pescoço, e caiu ali bem na minha frente.

Minha mãe correu e o abraçou, eu corri até ela, porém fui empurrada enquanto ela gritava: “Corra Sarah, corra!”.

Eu nem sequer tive tempo de me despedir, de dizer o quanto os amava...

Com os olhos ardendo em consequência das lágrimas, corri escada acima e subi até a varanda. Sem ter mais opções, acabo pulando. De qualquer forma, minha casa não era tão alta. Saí dali o mais quieta que pude. Olhei em volta diversas vezes, e por fim constatei que havia apenas alguns errantes entretidos sobre os corpos dos meus vizinhos...

Eu não tinha tempo para me lamentar, afinal estava assustada demais. Sem pensar em mais nada, eu corri.

Corri muito, até minhas pernas doerem, mas eu não parei até chegar à uma escola. Ela estava vazia, eu tinha certeza. Todas elas foram fechadas assim que as notícias começaram a correr. Escondi-me em um armário, e chorei. Chorei tudo o que podia.

Passei dois dias inteiros nesse estado, sem comer nem beber nada. Conforme esses dias passaram, percebi que de nada adiantava meus pais terem se sacrificado por mim se eu ficaria ali para morrer de fome. Levantei-me e segui em frente.

Desde aquele dia, venho caminhando sem rumo, escondendo-me em casas para dormir.

Encontrei um machado durante minha jornada, e o levo comigo, caso precise usar. Graças a Deus eu sou rápida, e sempre consegui escapar, já que todos eles são lentos e a maioria já está em estado de decomposição.

Felizmente, as cidades vizinhas à minha eram pequenas, e a grande maioria das pessoas havia fugido para as cidades grandes em busca de salvação. Como eles estavam errados ao fazer isso...

Essa noite dormi em uma casa pequena. Dois andares, apenas um quarto, e pela bagunça e roupas jogadas constatei que era de um rapaz que morava sozinho. Procurei não saber muito mais do que isso, pois estar sozinha no meio do nada não te dá muito tempo para se importar com que as pessoas foram, afinal, elas estavam se tornando todas iguais agora.

Tranquei todas as portas e me escondi no armário, e abraçada em meu machado acabei dormindo.

— Vamos lá Sarah, mais um dia para sobreviver — falo sorrindo. É engraçado como as coisas são... Estar sozinha, sem rumo nenhum, e ainda assim ter coragem de continuar em frente.

Penso se não seria melhor ter morrido junto a meus pais, e me poupar de tudo que estou tendo que viver sem eles.

Sem mais delongas, levanto-me com dificuldade, visto que o armário era pequeno. Com cuidado abro a porta e saio, enfim conseguindo me esticar um pouco. Assim que vou em direção a porta do quarto, escuto alguém arrombando a porta do primeiro andar. Sem pensar duas vezes me jogo embaixo da cama, afinal, zumbis não eram muito espertos a ponto de me procurar embaixo da cama, certo? Agora não tinha mais volta, não iria me arriscar a sair dali.

Fico o mais quieta que posso, e enfim escuto o que não ouvia a muito tempo: pessoas conversando.

— Fiquem quietos! — uma voz masculina autoritária dizia aos outros.

— É uma horda muito grande! Se nos virem, estaremos ferrados! — uma segunda voz masculina, um pouco mais preocupada respondeu. — Daryl, leve Carl para cima! Ficarei aqui embaixo.

O que? Aqui para cima?

Congelei. Não sabia quem eles eram e se poderiam ser amigáveis. Fazia muito tempo que não via pessoas, e eu não era tão inocente a ponto de acreditar que todos eram anjos vindo para me salvar.

— Vou subir primeiro Rick, verificar se está tudo limpo — a primeira voz respondeu, creio que se chame Daryl, segundo o que outro disse. Pelo tom de voz ele não estava muito confortável tendo que cuidar desse tal de Carl.

Encolhi-me o máximo que pude quando ouvi a porta ser derrubada com um chute. Vi apenas as botas do homem que entrava. Tentei ficar quieta, porém, tinha um grande problema: eu precisava espirrar.

Ótimo, Sarah, era tudo o que você precisava! — pensei comigo. — Maldita rinite alérgica!

Sem conseguir me controlar, acabo soltando um sonoro espirro. O homem que estava caminhando, de repente para, e começa a se abaixar. Sem pensar muito, o acerto com o cabo do meu machado e tento sair correndo.

Meu Deus, que ideia estúpida! Agora sim eu estava realmente ferrada. Assim que saí debaixo da cama, notei que não tinha para onde fugir, e o homem estava levantando com a mão no rosto. Pelo que pude perceber, seu nariz estava sangrando. Encolhi-me contra a porta do armário e coloquei meu machado em posição de combate. Minha intenção não era atacá-lo, e sim evitar que ele fizesse o mesmo, já que me olhava com fúria.

— Vadia idiota! Por que me acertou?! — noto que ele se controlava para não gritar e chamar a atenção dos outros.

— M-me desculpe — gaguejei. Que merda eu tinha na cabeça quando bati nele?

Ele segurou meu braço com muita força e arrancou meu machado, jogando-me sobre a cama em seguida. Fiquei atirada ali como uma boneca de pano.

— Não saia daqui sua idiota! Não me faça voltar aqui e te matar! Agora fique quieta, e não me cause mais problemas! — ele disse com tanto ódio que me sentei abraçando os joelhos como uma criança manhosa, fazendo que sim com a cabeça. Ele saiu bufando e desceu as escadas, deixando-me sozinha com minhas dúvidas.

Notas finais
Então gente, devo continuar ? Comentem, deem sugestões.

Bjks ;*