Notas iniciais
Connie ganha seu traje de batalha e agora com suas habilidades, ganhou grande poder, mas será que nossa guerreira vai saber como lutar pelo amor e pela justiça?

– Eu realmente não esperava estar quente assim nessa época do ano, normalmente já está esfriando — Steven pressionava as mãos contra a janela olhando fixamente para o céu azul e sem nuvens — por que será?

– Minha mãe falou que muita gente está ficando doente por causa da poluição aqui em Delmarva — Connie começou a explicar — provavelmente as anomalias climáticas como o resfriamento de inverno atrasado é culpa da emissão de gases poluentes e formações de ilhas de calor, e também tem o El Nino acontecendo no pacifico equatorial, isso bagunça o sistema climático do mundo todo

– El… oque?

– El Nino, é um evento que paralisa ou reverte as correntes marítimas equatoriais do pacifico... é bem complicado, depois eu te empresto alguns dos meus livros sobre meteorologia avançada! — A porta do templo se abriu para o quarto de Pearl, ela saiu de dentro com um ar de realização, segurando em suas mãos o colar de Connie

– Connie está feito, acabei de terminar e inserir no seu colar o seu traje especial de batalha

– UHUL!! — Connie comemorou e correu para pegar o objeto, ela o enfiou na cabeça rapidamente e retirou os cabelos da parte de traz, seus olhos brilhavam e ela exalava animação — E você fez exatamente como os desenhos que eu fiz?

– Eh… não. Aquela roupa de marinheira com laços e efeitos extravagantes alem de complicada e surreal iria chamar atenção demais.

– Ah… Bem, no minimo deve ter ficado bom!

– É claro que ficou! Eu costurei e teci com minhas próprias habilidades! usei malhas metálicas especiais no meio dos tecidos para dar uma força maior e usei pequenos transmissores que puxarão a energia da espada que flui pelo seu corpo para uma eficiência maior, e os protetores são mais resistentes que a maioria dos materiais na terra!

– Eu não sabia que você costurava Pearl — Steven se jogou no sofá balançando as pernas, Pearl empinou o nariz e se sentou elegantemente ao seu lado

– Costura e tecelagem são duas das poucas habilidades humanas que acho interessante, quem você acha que costura suas roupas quando rasgam ou… remenda as cortinas que Tiger destrói toda a semana, e até fez o terno de casamento do seu pai?

– Sobre as duas primeiras… eu não fazia ideia, e sobre a ultima, eu nunca vi o terno de casamento do meu pai!

– Ele provavelmente gravou, como todo o resto da convivência dele como Rose, mas…

– Gente vamos parar de enrolação? — Connie falou bloqueando Pearl — como eu ativo as roupas? eu tenho que falar alguma frase magica de ativação ou algo?

– Não, você só tem que pensar em se vestir e pronto, ele funciona quase como o corpo das Gems, vai projetar energia para fora do colar, e depois se materializar.

– Mas… eu ainda posso falar a frase?

– Eh… sim? — Connie subiu em sima da mesa, firmou os pés sobre a superfície e levantou a mão, falou com a voz firme e os olhos queimando em determinação

– Rose Crystal Power! MAKE UP!

– Isso foi incrível… — Steven comentou com os olhos brilhantes

– E extremamente desnecessário. — Pearl complementou, Connie esticou a mão com um dedo e falou

– Shhhh… ainda falta o meu speech (Spech: frase característica que os heróis usam para se anunciarem após sua transformação ou ao encontrar o inimigo) Eu tenho que fazer o meu Speech… já sei! — Connie pigarreou e remontou sua pose dramatica — Eu sou uma guerreira! Que luta pelo amor e pela justiça! Sou Connie Maheswaran e eu vou punir você, em nome da Terra!

– Uhuuul! Vai Connie vai! — Steven pulou e Connie desceu animada da mesa, Pearl permanecia com uma cara de quem não entendeu nada — Isso foi incrível!

– Não foi? Eu sempre quis fazer isso! E olha essa roupa! è tão original… bem melhor que a minha de marinheira! Se bem que eu podia fazer cosplay de Sailor Senshi com ela… mas não importa eu posso fazer cosplay de mim mesmo porque EU SOU UMA HEROÍNA AGORA! Agora vamos! é hora de combater o mal Steven!

– Mas… agora? — Steven questionou — a gente não devia treinar… com sua roupa nova?

– Steven o mal não espera para atacar! Vamos as ruas e combate-lo em nome da Justiça! — Connie abriu a porta, puxou sua espada da bainha e a segurou forte, a energia fluiu da lamina para seu corpo e sua roupa, ela desceu da casa com um pulo e parou no chão quase sem nenhum dano — Essa roupa é incrível… eu sinto o poder fluindo através da minha espada e chegando em todas as partes do meu corpo, eu estou mais forte e rápida… Ok Connie, você esperou a vida toda por isso! VAMOS LÁ!

Connie correu pela praia, Steven a seguia o mais rápido que conseguia, mas parecia inútil, ela estava bem mais rápida que o normal, ele apenas a alcançou quando de certa forma era tarde de mais, ela apontava a espada para Lars, que a olhava com uma mistura de medo, angustia, pena e uma sensação nostálgica de não fazer a minima ideia do porque a garota de 14 anos apontava uma espada para ele e falava palavras heroicas.

– … Connie Maheswaran! E vou punir você, em nome da Terra!

– Connie! — chegou ofegando depois da corrida — o que voc…

– Shhhhh! Steven eu estou tentando fazer a justiça aqui, não me interrompa!

– mas… mas…

– Steven! shhhhhh!

– Am… — Lars continuava sem entender nada — oque você quer de mim garota?

– Você está sujando essa linda e pacifica cidade com sua poluição imunda! Eu não posso permitir isso — Connie apontava com desprezo para o pedaço de papel amaçado no chão — recolha isso imediatamente

– Am… — Lars ainda continuava sem entender nada, mas pegou o papel lentamente e o jogou numa cesta de lixo, ela estava até mesmo longe, a boa mira o fez se sentir um astro por uns segundos, até Connie apontar a espada novamente.

– E que fique avisado — Connie embainhou a espada e bateu as mãos — Meu trabalho aqui está feito. Vamos lá Steven! Me acompanhe no combate ao mal! Essa cidade precisa da gente!

– Mas Connie! Não podemos sair por ai abordando as pessoas pela rua por causa de… lixo que elas jogaram ou outras coisas!

– Podemos sim! Se for pelo bem maior — Connie pousou dramaticamente e continuou — Olhe! Outro infrator! Hey você! — Connie apontou e saiu correndo pela rua, Steven soltou o ar e bateu na própria cara

– Vamos lá então… — Steven correu atras da garota novamente, a seguindo pelas ruas, ele sabia que ela ficaria animada com aquela nova roupa, ela ficou um bom tempo pedindo e pedindo, Pearl finalmente cedeu, principalmente depois que ela se mostrou útil nas batalhas, e agora que Yellow Diamond estava vindo ela também iria batalhar, o pensamento martelou a cabeça de Steven, Connie batalhando contra o Homeworld, arriscando sua vida, ele não queria isso para ela, não era o certo, pra ninguém, nenhum humano deveria estar se envolvendo nisso, erra assim que Steven pensava, Greg, Connie, Peedee; as imagens vinham em sua mente, ele desacelerou por uns instantes. Depois balançou a cabeça e voltou a correr, indo em direção a Connie, ela já estava parada na frente de um grande quintal abordando um garoto que regava pacificamente flores.

– Hey você! O que você pensa que está fazendo garoto? — Connie puxou a espada e apontou para ele

– Eu… estou regando essas flores? por que?

– Olhe para baixo! Você está pisando na grama! — Connie pigarreou e falou dramaticamente como das vezes anteriores — Eu não posso permitir que seus pés machuquem essas lindas plantas que embelezam a nossa cidade! Eu sou uma guerreira! Que luta pelo amor e pela justiça! Sou Connie Maheswaran e vou punir você, em nome da Terra!

– Mas… essa é a minha casa, e eu estou apenas regando flores, não tem como fazer isso sem pisar na grama! — Connie franziu a testa, segurou a espada com mais força e falou mais alto:

– Instale um regador! Peça para sua mãe fazer isso! Vai deixa-la orgulhosa!

– Mas… ela morreu a seis meses… — O garoto apertou o regador entre os braços, estava escrito o nome de uma mulher na lateral com a mensagem “para a melhor mãe do mundo” feita de macarrão colado — ela plantou essas flores pouco tempo antes do acidente…

– E… E… — O olho esquerdo de Connie piscava e tremulava, a espada estava sendo segurada com uma força desnecessária, ela tremia no ar — Mas é de dia! O… o sol pode machucar as f-folhas das plantas com o sol alto e fortemente ensolarado, s-se deve regar durante a manha ou na tarde!

– Mas estamos indo visitar o tumulo da mamãe essa tarde, então estou regando elas agora… mas é melhor eu desistir dessas flores…

– NÃO! NÃO DEPOIS DE TODO ESSE TRABALHO PRA TE ENSINAR COMO FAZER DIREITO! Tenha mais determinação! Você vai conseguir! Pela justiça! — Steven havia acabado de chegar quando Connie foi saindo e puxando o garoto pelo braço — ok… isso foi embaraçoso Connie… mas não desista, é seu primeiro dia como Guerreira Guardiã, fique firme! — Connie deu dois tapinhas no rosto e se reanimou — Pela Justiça! — Connie começou novamente a correr pelas ruas da cidade, como se nada tivesse acontecido, Steven voltou lentamente, se desculpou com o garoto e retornou para casa, se jogou no sofá e ficou lá, tentando encontrar uma forma de impedir Connie de se meter em uma encrenca com seu senso exagerado de justiça somado com seus poderes de espadachim e a ultima temporada de Mahou Shoujo (Animes cujo a(s) protagonista(s) são do sexo feminino e se transformam magicamente, normalmente para combater o mal) que haviam feito semana passada:

– E agora… o que eu posso fazer… — A porta do templo se abriu, veio do Salão de Incineração, de dentro Garnet e Amethyst saíram se esticando, estavam lá a horas, viraram a noite meditando e procurando o auto controle para poderem controlar Sugilite em um momento necessário, mas ainda era algo longe de se alcançar .

– Hey Ste-man! O que você tá fazendo todo derretido no sofá? precisando de uma lutinha pra se animar! Vem! Vem pra cima!

– Amethyst acho que é outra a situação, e esse não é o ponto de nossas meditações, tente se manter calma…

– Isso é um saco! Prefiro ser eu mesma!

– E você vai ser! Mas aprender a se controlar não vai mudar quem você é! E temos outro problema aqui, Steven o que foi?

– Connie se deixou levar pela roupa magica e agora está fazendo justiça com as próprias mãos!

– Eu vi Pearl fazendo aquela armadura, e Connie tem um gênio forte, olha Steven, as vezes quando alguém está para se encrencar, o melhor a fazer é deixa-la cometer o erro e aprender por si mesma, afinal o que pode acontecer de ruim?

– Ela pode machucar alguém com aquela espada… e eu duvido que os pais dela iriam deixar ela… — Steven parou por um momento, seu cérebro estava pensando, e pensando, e em um momento de epifania ele pulou do sofá e falou — Eu já sei! Eu estou indo!

– Vai lá Ste-man! — Amethyst gritou enquanto o garoto corria pelas escalas, ele puxou o celular do bolso e discou

– Alô! Sim sou eu Steven! Olha… você poderia vir aqui, temos uma situação e… — Steven falou enquanto andava, o mais rápido que podia, ele tinha algo a fazer.

Algum tempo depois…

O sol estava se pondo, Connie tinha ficado a tarde toda abordando pessoas por atos simples e as obrigando a fazer coisas, afinal quando há uma pessoa apontando uma espada para seu rosto, desobedecer era uma opção arriscada.

– ...em nome da Terra! — Connie terminou de falar, o homem no meio da rua olhava para ela como se a garota fosse louca, ele foi voltando pouco a pouco e subiu na calçada — E não se atreva a atravessar fora da faixa de pedestres novamente! — O homem apressou o passo para se distanciar de Connie — E espere o sinal ficar verde! — O homem começou a andar mais rápido — Não o sinal verde de carros, o de pedestres — O homem praticamente estava correndo — Aquele com as pessoinhas desenhadas, o verde andando e o vermelho parado — o homem estava literalmente correndo — E OLHE PARA OS LADOS!... bem Connie, trabalho feito! Mais uma pessoa salva! Eu me sinto tão orgulhosa!

– Connie! Pare com isso! — Steven apareceu por traz dela — Você não pode abordar pessoas assim o tempo todo!

– Steven isso é a justiça! E ninguém vai me impedir!

– Eu vou — A voz feminina apareceu, o coração de Connie parou por alguns segundos, ela se virou lentamente, e lá estava ela — Eu estou decepcionada com você mocinha!

– M-mãe?

– Isso mesmo! Sua mãe! O que você pensa que está fazendo?

– Eh… justiça?

– Isso não é justiça! Você acha que é justo abordar pessoas na rua sem noção de seus objetivos e ficar ameaçando-as com uma espada? Não foi por isso que te deixei treinar! Já para o carro!

– S-sim mamãe…- Connie embainhou a espada e foi com a cabeça baixa até o carro.

– Você também Steven, vou te deixar em casa, e muito obrigado por me trazer até a minha filha! Você é um bom garoto

– De nada! — Steven pulou para o banco de traz, Connie olhava tristemente pela janela — Connie não fique assim, é para o seu bem!

– Mas… mas…

– Connie! — A senhora sentou no banco do motorista e deu partida, e começou a falar — Eu sei que você está animada, e você aprendeu bem rápido a usar espadas, mas isso não quer dizer que você pode fazer isso!

– Eu estou tentando ajudar as pessoas!

– Você vai fazer isso! — A moça olhava para Connie firmemente pelo espelho do carro — Um dia eu tenho certeza que você vai ajudar muitas pessoas, e eu vou me orgulhar muito de você! Sabe… eu era igualzinha a você quando era menor… eu ainda morava na índia, e tinha 15 anos. E eu sonhava em ser uma médica para poder ajudar as pessoas feridas, um dia uma das servas de nossa casa caiu e quebrou o braço, eu tentei ajudar, eu enrolei o braço, coloquei as talas para imobilizar, mas ela continuava gritando de dor; eu me senti uma inútil, uma ninguém… a ambulância chegou, levou ela, e eles cuidaram dela no hospital. Um dia depois minha mãe chegou para mim e me contou o que os médicos falaram, que a contusão poderia ter ficado muito pior sem minha ajuda, que eu agi bem, e que eu teria uma grande futuro como médica, eu esperei o momento certo, e hoje estou aqui, Doutora Sharmila Maheswaran. Eu me orgulho do que me tornei, e você também vai… Agora tire essa roupa e vamos embora!

– Ok… Make… — Connie iria falar, mas Steven a interrompeu:

– Gente olha! — o garoto apontava para uma pequena loja, o vidro da porta estava quebrado, as luzes ligadas, e haviam dois caras com mascaras, assaltando — Estão roubando!

– Mãe! Me deixa ir!

– Connie é muito perigoso! Eu vou chamar a policia!

– Mãe eles não vão chegar a tempo! Deixa eu ir! — uma gota de suor escorreu pelo rosto de Sharmila, os olhos de Connie tremulavam, Steven estava entrando em panico — Mãe!

– … … … ok… pode ir!

Connie abriu a porta do carro e saltou sobre ele, correndo para o outro lado da rua, saltou sobre os cacos e pousou dramaticamente, apontando a espada

– Como se atrevem a roubar essa loja! — os dois ladrões olharam rapidamente para a garota — pessoas trabalham e batalham todo dia para fazerem suas vidas aqui e vocês impedem? Eu não permitirei! Eu sou uma guerreira! Que luta pelo amor e pela justiça! Sou… Pinkie Swashbuckler! e eu vou punir você, em nome da Terra!

– Uma… uma garota? — um deles falou — Tem uma garota com uma espada de brinquedo aqui? hahahaha!! mano o que vamos fazer?

– Apenas apague ela, eu não vou machucar uma criança indefe… — em poucos segundos Connie já estava perto, eles sequer notaram seu movimento, em um corte o saco de dinheiro e mercadorias roubadas se abriu, tudo caiu no chão

– OQUE! — ambos gritaram e se afastaram — garota enxerida! eu vou te ensinar! — um taco de beisebol estava na prateleira, o homem o pegou e avançou rapidamente contra Connie, ela rodopiou no ar e saltou sobre ele, e depois cortou com a espada, fatiando a madeira em vários bloquinhos — Ela.... essa garota é sinistra!

– Eu vou dar o fora! — o outro homem correu para a saída, ele bateu contra o escudo de Steven e calambeou para traz

– Con… Pinkie! eu vou manter eles ai!

– Tudo bem! — Connie avançou e acertou a nuca de um dos ladrões com a base da espada, ele desmaiou rapidamente, e em passos leves foi avançando até o outro, que estava no chão se afastando

– Não… não não não não! não!

– A justiça foi feita!!! Lembre meu nome! Adeus!

– AAAAAAAAAAH! — Connie enfiou um pedaço de pano na cabeça do homem, amarrou suas mãos e saiu da loja, com um grande sorriso no rosto, Steven correu para abraça-la:

– Você conseguiu!!! Parabéns Connie!

– Foi mesmo não é? E você gostou do meu codenome?

– AMEI! Pinkie Swashbuckler!

– hora de me destransformar… Make Down! — O corpo de Connie brilhou e as suas roupas voltaram ao normal — Bem… alguém tem que chamar a policia!

– Eu já chamei, a mãe de Connie chegou e a abraçou — Eu não te disse que você iria ajudar na hora certa?

E o dia terminou assim, salvo, graças a Pinkie Swashbuckler, a Guerreira que luta pelo amor e pela justiça.

EXTRA:

Foram presos ontem em Beach City dois ladroes, pegos inabilitados dentro de uma loja na qual a tentativa de crime foi cometida, em depoimento eles falaram que uma garota auto-intitulada Pinkie Swashbuckler, com sua espada e uma habilidade descrita como “sobrehumana” derrotou os dois, estamos agora nos perguntando: “Quem é ela, e quando ela vai agir novamente?” fique sabendo das mais variadas noticias aqui no canal 10! Aqui é Linda Mondres, nas Noticias da Manha de Delmarva! Até mais!

Notas finais
Próximo Capítulo: Love Takes Work: Durante uma pausa de treinamento Garnet conta para Steven a continuação de sua história. E ai Moonies? Gostaram? Com certeza um capitulo dedicado a esse anime incrível! Fiquem de olho nos próximos capítulos e visitem nossa pagina no facebook! se não... Pinkie Swashbuckler ira punir vocês em nome da Terra!