Notas iniciais
Bem, não sei se tem alguém lendo. Vou postar mesmo assim. Se por algum acaso tiver leitores fantasmas ficaria agradecida que dessem algum sinal de vida. ^^OBS: Tem dois vídeos com músicas temas dos personagens principais.

Era uma manhã ensolarada, a primavera já começara. Flores desabrochavam, os pássaros cantavam; tudo estava lindo. A correria no apartamento de Gabi estava em alta. Ela deixaria a cidade logo à tarde. Suas malas já estavam prontas, só esperavam o momento do embarque. Gabi já se despedira dos seus amigos que restaram, estes iriam até ao aeroporto acompanhá-la. Gabi se encontrava agora no Central Park junto a sua família.


– Vou sentir saudades daqui. – diz Gabi olhando os pássaros.

– Mas, lá também tem árvores. – diz uma menina ao lado dela.

– Eu sei, mas aqui é diferente. As árvores lá são palmeiras e a cidade é muito quente. – fala Gabi.

– Você bem que poderia ficar. – fala a mesma menina, triste.

– Poderia, mas depois do que aconteceu comigo eu não conseguiria Paola. – fala Gabi com os olhos lacrimosos – Você é minha irmã e me compreende, não é?

– Claro Gabi. Você sempre estará ao meu lado para me ajudar também. – fala Paola abraçando a irmã de lado.

– E então está preparada garota? – fala um garoto.

– Estou Dennis. Sabia que às vezes você é um irmão bem chato? – diz Gabi para o garoto.

– HUHUAHUH. Mas você me ama mesmo assim. – diz Dennis, convencido. – Claro. Mas você também é convencido. – fala Gabi sorrindo.

– E aí garotada, vamos? – fala um homem.

– Mas, já ta na hora pai? – pergunta Paola tristemente.

– Infelizmente. – fala o pai.

– Vamos então Senhor Paolo. – diz Dennis se levantando.

– Você é bem engraçadinho quando quer. – fala uma mulher.

– Sim Senhora Alicia. – fala Dennis andando até o carro.

– Vamos lá. – fala Gabi e Paola juntas.


Assim toda a família segue para o carro e seguem rumo ao apartamento.


– Só vou tomar um banho rápido e já estou indo. – diz Gabi correndo para seu antigo quarto.

– Está bem filha. – diz Alicia indo para a cozinha.

– Eu e a Paola estamos na sala vendo televisão. – grita Dennis da sala.

– Está bem e não precisa gritar. – fala Paolo para eles.


Gabi toma um banho bem relaxante, lavando o cabelo. Assim que sai do banho seca-se e logo depois seca o cabelo com outra toalha e o enrola com a mesma, depois passa um creme na pele para hidratar, e passa creme também no cabelo para pentear e hidratar. Logo depois segue para a sua penteadeira e se senta em frente ao espelho. Desenrolando o cabelo da toalha começa a secá-lo com o secador para não perder tempo. Logo depois desse ritual todo, ela segue para a cama onde está sua roupa em cima da mesma. Ela se troca e segue para dar uma olhada se não esqueceu nada de última hora. Tempo depois ela segue para a sala trocada e com uma mochila nas costas.


– Já estou pronta. Podemos ir. – diz Gabi.

– Nossa você está linda filha. – fala Alicia.

– É mesmo filha. Está maravilhosa. – diz Paolo.

– Obrigada mãe, pai. – diz Gabi sorrindo.

– Que beleza. Vai arrasar corações por lá. – diz Dennis olhando a irmã dos pés a cabeça.

– Vira essa boca pra lá moleque. – fala Paola – Ela não pode.

– Claro que ela pode. Já tem idade pra isso. – fala Dennis.

– Nem vem com essa ideia. Você que acha que todos são como você. – diz Paola ironicamente.

– Querem parar vocês dois. Deixem a Gabi seguir a vida dela. – fala Alícia brava.

– Está bem. – falam Dennis e Paola juntos.

– Vamos lá família. – diz Paolo pegando algumas malas.

– Deixa que eu te ajudo com as malas pai. – diz Dennis pegando outras malas.


Um lindo cachorro se aproxima de Gabi. Ele vê que algumas malas estão sendo retiradas do apartamento e abaixando a cabeça tristemente começa a choramingar. Gabi se aproxima dele e começa a fazer carinho nele.


– O que foi? – diz Gabi para o cachorro.

– Ele está assim porque ache que vamos abandoná-lo de novo, principalmente você. – diz Paolo.

– Mas eu vou levá-lo comigo. Já acertamos tudo com a companhia aérea. Isso se ele se adaptar. – diz Gabi.

– Tem certeza que vai levar ele filha? – pergunta Alícia.

– Tenho. Aqui é pequeno pra ele e ele ainda vai crescer. Lá pelo menos ele vai ter espaço. – diz Gabi acariciando Lucky que se sente melhor.

– Está bem. Nós aqui iremos sentir saudades dele também. – fala Paolo.

– É mesmo. – concorda Paola acariciando a cabecinha do cachorro.

– Mas, eu realmente quero levar ele. A Sarah pode se dar bem com ele. – fala Gabi – Não sei a Claire nem o Sean.

– Tudo bem, filha. É mesmo. Só toma cuidado pra ele não morder ninguém – diz Paolo preocupado.

– Pode deixar. Vou tomar ou pelo menos tentar. – fala Gabi.

– Tudo bem. Então ele pode ir. Que esta mudança seja boa para ambos. – diz Alícia abraçando Gabi e fazendo com que Lucky se colocasse no meio.

– É verdade. – diz Dennis olhando para o cachorro – E ele é bem ciumento também.

– É mesmo. – diz Paola rindo da situação.

– Já pode parar Lucky. – diz Gabi acariciando o cachorro.


Lucky se afasta e se deita no tapete.


– Tomara que ele se adapte bem lá em Miami. – fala Paola sorrindo – Porque ele já teve tantas mudanças em sua curta vida de filhote e vai passar por mais uma.

– É mesmo. – fala Dennis – Ainda me lembro quando a Gabi o trouxe para o apartamento.

– Eu também. Ainda tenho a emoção guardada aqui dentro de quando eu o encontrei. – diz Gabi relembrando daquele dia.


Flash Back On


Gabi lembra-se muito bem que se ela entrasse para um grupo de dança que seus pais e irmãos aprovassem ela iria ganhar um cachorro. Dias depois ela conseguiu entrar, seus pais e irmãos não só aprovaram como incentivaram. E foi então que pesquisas de preços e de raças começaram. No final das contas decidiu que seus pais não poderiam comprar um cachorro. O canil era a opção mais viável para eles no momento. Era um dia normal como outro qualquer quando todos foram ao canil de New York escolher o novo companheiro de Gabi. Não seria fácil, pois havia muitos cães que queriam um novo lar, mas eles só podiam ter um cão. Somente Gabi que entrou para escolher o seu companheiro. Ela passou por todos, mas nenhum chamava sua atenção; pouco tempo depois ela se depara com uma bolinha de pelos que estava encolhida no canto da jaula. Ela para em frente e tenta chamar a atenção da bolinha, mas é em vão. Gabi não desiste até que o pequeno filhote levanta a cabeça e se aproxima dela. Ao perceber que raça era e a cor do filhote Gabi se espanta, fica surpresa por encontrar um deles ali.


– Moça. – chama Gabi.

– Pois não. – diz uma moça se aproximando.

– Este aqui está para adoção? – pergunta Gabi esperançosa.


Antes de responder a moça olha pela grade e se espanta ao ver que o filhote se interessou pela jovem agachada ali.


– Nossa. Você é a primeira que consegue chamar a atenção dele. E sim ele está. – diz a moça – Como conseguiu?

– Que bom. Por quê? Outros tentaram? – diz Gabi surpresa.

– Pretende adotá-lo? – pergunta a mulher – Sim. Ele está aqui há uns dois meses já. Ele não deu bola para ninguém. Só ficava no canto, às vezes rosnava baixinho.

– Se eu puder claro que irei. Nossa. Mas, por quê? – diz Gabi olhando par ao filhote.

– Deve ter sido por causa do que ele sofreu antes de chegar aqui. Algumas pessoas compram ou até mesmo adotam cães, gatos e outros animais e se esquecem de que eles necessitam de alimento, cuidados, carinho, amor; tudo o que nós precisamos, eles precisam. Ele tinha uns dois meses quando chegou aqui, deu até pena, pensávamos que ele não iria sobreviver. Estava muito magro, subnutrido pra dizer a verdade, fazia muito tempo que não ingeria alimento e nem água bebível, estava cheio de vermes, carrapatos e pulgas. O veterinário daqui, eu mesmo e meus amigos e colegas tivemos muito trabalho para cuidar dele e dos irmãos dele, mas parecia que ele era o que mais sofreu. Poucos dias depois eu percebi que ele não andava direito. O veterinário deu uma olhada uma das patas estava quebrada, ela foi operada e engessada; a melhora foi rápida. Ele ficou 100% saudável, mas o comportamento não era dos melhores. Ele não ligava para os outros cães, mas nós e as famílias que tentavam adotá-lo era outra coisa. Rosnados baixos, às vezes latia forte e ficava só no canto que estava antes de você chegar. – diz a moça – Ele realmente gostou de você.

– Nossa. Ele realmente é um batalhador e um vencedor desde cedo. – diz Gabi emocionada olhando o pequeno filhote. – e os irmãos dele?

– É mesmo. – diz a moça – Eles já foram adotados.

– Nossa. Que legal. Agora é a vez desse rapaz aqui. – diz Gabi.

– Que bom. Vamos lá então. – diz a moça.


A moça a jaula e coloca a coleira no cachorro, e o guia para fora. Assim que vai para fora ele pula nas pernas de Gabi e abana o rabo animadamente.


– E então já sabe que nome vai dar a ele? – pergunta a moça.

– Sim. O nome dele será Lucky. – diz Gabi animadamente.

– Está bem. Só vou faze a papelada para a retirada dele e chamar o veterinário para ele poder ir. – diz a moça.


Os outros funcionários do local ficaram assustados em ver que o filhote que eles tanto queriam que conseguisse um novo lar estava prestes a deixar o local com sua nova dona. Eles aplaudiram a cena com muito entusiasmo. Gabi ficara muito emocionada. Pouco depois o veterinário e a moça voltam; o veterinário examina o cachorro e o libera. O papel da adoção é entregue para Gabi. Ela agradece a todos e segue com Lucky para fora do prédio. Lucky fica um pouco receoso e se esconde atrás das pernas de Gabi, esta vendo a situação se abaixa e tenta acalmar o pequeno filhote.


– E aí filha? – pergunta Paolo.

– Conseguiu algum? – pergunta Dennis curioso.

– Diga alguma coisa. – fala Paola desesperada.

– Bem... – fala Gabi.

– Não faça suspense filha. – pede Alícia.

– Está bem. – Gabi se afasta para o lado e Lucky fica exposto.


Todos se aproximam de Lucky fazendo o filhote assustar.


– Não precisa se assustar. Eles são a minha família. – diz Gabi para Lucky.

– Gabi ele é tem uma cor bem rara. – diz Paola não acreditando no que via.

– Eu sei. – fala Gabi – Não acreditei que eu pudesse encontrar um desses lá dentro.

– Conseguiu o que você queria não é mesmo filha? – diz Alícia.

– Sim mãe. Eu gosto dessa raça e essa cor é realmente bem rara. – fala Gabi.

– Então família, vamos para casa? – pergunta Paolo.

– Sim. – falam Gabi, Paola e Dennis juntos.


E assim Lucky se junta à família e passa a ser parte dela. Como todo cão ele escolheu um da família para ser “dono”, Gabi foi à escolhida e isso causava algumas complicações por parte de Lucky e seu ciúme excessivo.


Flash Back OFF


– E então família? Podemos ir? – pergunta Paolo desesperado.

– Claro pai. – fala Gabi – Vamos Lucky.


Todos saem e Lucky segue Gabi até o carro. Lucky é colocado na traseira do carro e logo depois todos sobem e seguem rumo ao aeroporto. No aeroporto Paolo e Alícia ajudam Gabi com o Lucky que tem que ser colocado no transporte para animais, o cachorro não gosta muito, mas aceita com a condição de que seu cobertor e brinquedo preferidos vão junto. Ela se despede da família e dos amigos do seu grupo de dança. E com tudo pronto, Gabi e Lucky seguem para o embarque rumo a Miami. O voo iria durar umas 2 horas e 52 minutos mais ou menos. Gabi então coloca o fone de ouvido e começa a música que a ajuda a continuar a caminhada.


Ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=PD1SI--73WI


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Era mais um dia morno em Washington DC, a vida na cidade já estava a todo vapor. Era o começo da primavera e Andrew já estava pronto para pegar o avião e partir para Miami. Mas, antes tinha que tentar aprontar Angel para a viagem.


– Angel querida o que foi? – pergunta Andrew preocupado.

– Ela está assim porque acha que foi abandonada de novo. – diz Brenda para o irmão.

– Mas ela nãovai ser abandonada. – fala Andrew desesperado.

– Ela não entende isso. Ela precisa ver com os olhinhos dela. – fala Brenda.

– Está bem. Vou tentar me acalmar. – fala Andrew mais calmo.

– E você vai mesmo? – pergunta Brenda triste.

– Vou. Você mesmo sabe que aqui eu não vivo. – responde Andrew.

– Eu sei. Não se esquece de mim quando você estiver lá. – diz Brenda olhando para o irmão.

– Não mesmo. Eu te ligo sempre que puder. – fala Andrew.

– Vou sentir saudades sua e da Angel. – diz Brenda ainda triste.

– Eu sei. Pode deixar que eu mando notícias. – fala Andrew.

– Senhor Andrew já está na hora. Vamos? – diz um homem com o rosto triste.

– Vamos Carlos. Não fique triste. – diz Andrew se aproximando do homem.

– Vou tentar. Não se preocupe, ficarei bem. – diz Carlos.

– Posso ir junto? – pergunta Brenda – E tem mesmo certeza que vai levar a Angel junto com você?

– Claro que pode. – responde Andrew – Tenho, ela é a melhor amiga que posso levar junto.

– Que pena. Agora vou realmente sentir saudades dos dois. – diz Brenda tristemente – Hei, eu sou sua melhor amiga.

– Eu vou mandar notícias nossas, não se preocupe. Claro que é, mas eu não posso te levar junto. – diz Andrew acariciando o rosto da irmã.


Uma cachorrinha se aproxima tentando separar os dois.


– Angel não faça isso. – fala uma mulher para a cachorra – Eles estão se despedindo.

– Pode deixar Carmelita. – diz Brenda.

– Podemos ir? – pergunta Carlos.

– Sim. – fala Andrew indo até o carro.


Todos seguem rumo ao carro. Eles entram e Carlos parte com o carro para o aeroporto. No aeroporto Andrew arruma problema com Angel que se recusa a entrar no transporte. Carmelita então tem uma ideia. Pegando um cobertor surrado e um brinquedo nas mãos e dando a Andrew.


– Tenta colocar isso daqui aí dentro. – diz Carmelita.

– Vamos ver. – fala Andrew – Angel, por favor, entra aí dentro.

– Olha só deu certo. – diz Brenda.


Angel aceita o “convite” de Andrew com o cobertor e o brinquedo dela que entra e se deita em cima do pano e começa a morder o pedaço de plástico.


– Até que enfim. Agora é só passar no check-in e partir. – diz Andrew.

– É mesmo. – fala ma voz grossa atrás deles.

– O que faz aqui? – pergunta Andrew sem se virar.

– Vim me despedir também. Algum problema com isso? – fala a voz.

– Não esperava que viesse Peter. Você mesmo disse para eu não esperar a sua presença na despedida. – fala Andrew se virando.

– Pode até ser, mas mudei de ideia. – fala Peter – Então você realmente vai levá-la?

– Está bem. – diz Andrew – Vou.

– Por quê? – pergunta uma fina voz.

– Porque eu quero e ela ficaria muito mal sem mim por perto. Como eu não tenho planos para voltar tão cedo, decidi em levá-la junto, Felícia. – diz Andrew.

– Está bem então filho. – fala Felícia.

– Porque você não decidiu voltar tão cedo? – pergunta uma voz bem grossa – O que você pretende fazer por lá?

– Vou fazer o que eu quiser. Provavelmente vou ajudar Emily e o grupo do namorado dela com a dança. – fala Andrew impaciente.

– O que? Ficou maluco? Isso é imperdoável. – diz a voz grossa.

– Eu posso e eu pretendo. Não me interessa o que você, Phillipe, Felícia e Peter irão achar. Eu gosto de dançar e indo para Miami posso me dedicar a fazer isso. – fala Andrew impaciente e ríspido.

– Andrew, já está na hora. – fala Brenda par ao irmão.

– Está bem. – diz Andrew.


Andrew abraça a irmã, Carlos e Carmelita, mas é surpreendido por Peter e Felícia que o abraçam sem se importar com o que Phillipe vai dizer. Logo depois Andrew faz o check-in. Ele e Angel embarcam no avião rumo a Miami. A viagem iria durar mais ou menos 1 hora e 52 minutos. Ele colocou o fone de ouvido e começou a ouvir uma música que dizia muito a ele.


Ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=1lPvGKDL8gk

Notas finais
Espero que gostem. O começo é um pouco parado, mas vou tentar agitar as coisas logo, logo.OBS: Há alguns links "escondidos" na fic que eu coloquei para não ter que colocar a foto. Angel e Lucky são "especiais" para a fic.