Stellar

1 Capítulo 1 - O começo do Começo.


Notas iniciais
Heyo~ nem terminei as que eu tenho e já to inventando outra, mas eu tive essa ideia há um tempão, e como to sem escrever há meses resolvi embarcar nessa, vai ser legal! Cuidem bem de mim!

Nesse mundo, ou em qualquer outro que seja, conforme se desenvolve uma sociedade, é natural que desabroche junto com ela culturas e costumes, que são facilmente confundidas como a mesma coisa. De qualquer forma, dentre essas culturas, está o horóscopo. A palavra “horóscopo” deriva do Grego e significa “a observação do tempo”. Nos dias atuais, o horóscopo é visto como uma espécie de diagrama que define as posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais num determinado dia específico, geralmente definido como o do nascimento de uma pessoa, e a partir desses diagramas os astrólogos tentam definir o caráter e a personalidade dessa pessoa, bem como prever fatos importantes em sua vida. Horóscopos também podem ser interpretados como simples profecias. Nem todo mundo acredita em horóscopo, é claro.

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Fazia bem mais de uma semana que Matsumoto não aparecia no escritório, e desta vez ela tinha um álibi, mas para o experto capitão da décima divisão, não era nem um pouco convincente. Afinal, ele sempre via através dela. Era um final de tarde quando ela lhe trouxe o aviso de que partiria em uma missão à terra junto do capitão da quinta divisão, a única coisa que sempre surpreendia o pequeno capitão gelado era que sempre tinham permissão do comandante para esses passeios que eles chamavam despreocupadamente de missões.

Como já fazia uma semana; Aquele silêncio catastrófico estava começando a irritá-lo. Decidido a andar e sentir um pouco do ar externo, Hitsugaya suspirou e levantou de seu assento, e enquanto dirigia-se a porta de saída, notou algo que não estava ali mais cedo; Um envelope, de cor pastel não identificável aos olhos do capitão, tinha seu nome escrito em uma caligrafia desconhecida para ele, mas por curiosidade, decidiu checá-lo.

Dentro, havia uma espécie de panfleto todo colorido com a frase: “Pouca sorte!” em evidência. Mesmo que aquilo fosse extremamente suspeito, podia muito bem ter haver com Matsumoto, e por isso o capitão continuou a ler:

Sagitariano, não se desespere!
A semana pode não ser boa. Muitas coisas desagradáveis estão para acontecer, mas acredite, vai melhorar, nunca perca sua fé! No amor, uma grande surpresa te aguarda, aproveite o máximo que puder. No trabalho, tente relaxar, pode parecer difícil agora, mas você precisa confiar mais e trabalhar mais em equipe!

Depois de ler, e reler, Hitsugaya teve a impressão de que alguma coisa ruim realmente ia acontecer, mas não porque acreditava no que lera, mas sim porque definitivamente tinha algo haver com Matsumoto!

Enquanto ele se sentava novamente em sua impecável mesa, ponderou as palavras estupidamente impressas e no sentido que poderiam ter (não que ele pensasse que poderia haver algum.). Respirou fundo e afundou em seu assento, sem Matsumoto para tagarelar alguma coisa estúpida, ou chorar para fazer o próprio trabalho, ou pedir pra ele fazer o trabalho dela, aquele lugar tinha uma aparência fúnebre, e não que ele não gostasse do sentimento de paz, mas faltava alguma coisa.

Num ímpeto que não sabia de onde vinha, levantou-se e sem se dar conta, andou sem direção, apenas seguindo um caminho que suas pernas o guiavam. Observou as pessoas, andando e falando, alguns matando trabalho, outros tentando mantê-lo em dia. O dia estava inexplicavelmente frio e quente, era inverno, mas o sol brilhava de uma maneira tão irritante que chegava a agradá-lo, afinal de contas sua vida era cheia de coisas irritantes que lhe agradavam. Quando finalmente se percebeu parando, estava em frente ao esquadrão da quinta divisão, e respirando profundamente, pensou se entraria ou não.

Alguns shinigamis saíam apressados, carregando pilhas de papel, acenou brevemente, mantendo sempre a fria compostura de capitão, e aproveitando que já tinha sido visto, decidiu entrar. Na sala do capitão, encontrou a pequena garota se apressando em juntar papéis caídos pelo chão, resmungando e talvez chorando, ele não sabia dizer.

– Você precisa de ajuda com isso tenente Hinamori? – perguntou ele com um tom grave, que assustou a pequena garota morena.

Levando a mão ao coração acelerado pelo susto, Hinamori suspirou e levantou-se do chão, ajeitou uma mecha solta do teimoso cabelo antes de sorrir docemente.

– Acho que sim capitão Hitsugaya.

Ele ficou quase surpreso por ela usar o título e não o irritante apelido que dera a ele.

– Vou procurar por alguém então. – e tentou não rir.

– Shiro-chan! – reclamou Hinamori e inflou as bochechas rosadas.

— Eu sou um capitão, procure por alguém mais baixo que eu para fazer isso. – disse enquanto ia até a janela.

– Isso vai ser bem difícil, você já é tão pequeno, Shiro-chan. – debochou.

Uma veia saltitou na testa do capitão de gelo, e ele pensou em gritar com ela, mas um shinigami entrou apressado na sala, e pedindo desculpas anunciou:

– Tenente Hinamori, temos uma emergência. – o rapaz era bem alto, mas parecia ser meio bobo, estava pálido e o cabelo loiro estava grudando no rosto devido ao suor. Hinamori suspirou, já deveria saber.

– Bem, então vamos. – a doce garotinha o seguiu porta a fora e tudo o que fez ao capitão solitário foi um sorriso triste antes de partir.

Para Hitsugaya, o fato de seu trabalho ser na maioria das vezes duplo não era bem um problema, ele já tinha se organizado muito bem, e então fazia o seu trabalho e o de Matsumoto sem muitos problemas, mas para a pequena Hinamori, essa coisa de trabalhar em dobro era um pouco nova, não totalmente, mas enquanto tenente, era uma experiência relativamente curta a que possuía. O capitão da décima se sentiu mal pela amiga, mas não podia fazer muito por ela, de qualquer forma, ela tinha saído, e ele continuou olhando pra porta, como que esperando que ela retornasse a qualquer momento.

Depois de alguns minutos, decidiu voltar ao trabalho.

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Ao entrar na sala, tropeçou em algumas sacolas de compras, que eram obviamente da pessoa que menos trabalhava naquela sala.

– Capitããão~ — gritou a mulher loira ao perceber o capitão retornar.

– Han? Você já voltou? – se fez de indiferente e voltou se a sua mesa.

Alguma coisa naquele tom parecia novo e extremamente irritante para a mulher dos seios fartos. Mas mesmo assim ela não o respondeu, exatamente porque ele esperava uma resposta dela, mesmo que tivesse sido uma pergunta retórica.

O inacreditável silêncio se seguiu por quase dois minutos inteiros, o que era quase um recorde!

— Ah, capitão? – chamou-o do sofá onde estava deitada.

— Hm?

— Eu ouvi do capitão Hirako que vai ter uma grande rifa no festival de inverno, é amanhã você sabia?

— Eu tenho mais o que fazer. – e continuou a assinar os papéis, sem desviar o olhar nenhuma vez.

— Ele disse que o prêmio é uma viagem de uma semana para a ilha Suta¹! – Matsumoto tinha o dom de ignorar as respostas duras de seu capitão.

Hitsugaya não respondeu, não era uma pergunta.

— Ou será que você está sem sorte, capitão? – a voz dela soou mais suspeita do que deveria.

Hitsugaya parou de escrever a ajeitou a caneta perfeitamente sobre sua mesa.

— Eu sabia que isso era coisa sua. – resmungou.

Notas finais
Eu fui muito ruim? To meio enferrujada...... Mas essa fanfiction vai ser uma prova pra mim mesma! E deixar um comentário não machuca, nem favoritar ok?