Stella

11 Confiança


Notas iniciais
Bom dia! Esse capítulo tá um pouquinho tenso. Boa leitura! CAPÍTULO REVISADO

O comportamento da mãe em relação à criança não mudava com o passar das semanas, e isso só ajudava a alimentar o medo que seu marido sentia do óbvio. O pai não queria ser obrigado a admitir o real estado da esposa, mas as evidências o engoliam como uma onda fria e impiedosa. Então, com muita dor, admitiu para si mesmo que não era baby blues o culpado pelo distanciamento entre elas. Os sintomas apareceram aos poucos; primeiro vieram a insônia, os pesadelos, o choro e a irritabilidade constante. Em seguida, os ataques de pânico quando segurava a filha ou sempre que algum desavisado tocava no assunto.

— Está tudo bem. Eu a troco. – O sorriso suave que ele abriu contrastou com as mãos trêmulas sob as suas. – Vá se deitar. – A menininha gritava, se contorcendo em cima do trocador, visivelmente incomodada com a fralda ensopada de xixi. Ainda tremendo, Stella deu seu lugar para ele e voltou para o quarto deles. – O papai está aqui, meu amorzinho. – Acariciou uma daquelas bochechinhas e começou a retirar a fralda molhada dela, que retribuiu com um sorrisinho fofo. – Me promete que vai tentar ser boazinha com a mamãe? Ela está muito cansada, mas eu sei que ela te ama muito. – Aquilo foi sussurrado próximo ao ouvido de Lily, enquanto ele passava um pouquinho de pomada entre as dobrinhas de suas perninhas para colocar outra fralda nela. – Agora vamos voltar para o reino dos sonhos, hein? O que acha? – Aconchegou a filha nos braços e começou a cantar a mesma musiquinha de ninar que a mãe cantava para ele quando tinha a idade dela.

Os olhinhos de Lily foram se fechando aos poucos; ela era ainda mais fofa quando estava dormindo. Ele a colocou no bercinho com muito cuidado para não a acordar e a cobriu com a mantinha. Ela ainda se mexeu, resmungando, mas continuou com os olhos fechados. Will permaneceu ao seu lado, velando o seu sono por alguns minutos e pensando em como iniciar a conversa que precisava ter com a mãe dela no dia seguinte. Sem nada em mente, beijou a testa da filha e voltou para seu quarto, deitando ao lado da esposa apenas quando percebeu que essa estava realmente dormindo. Acabou repetindo o mesmo gesto com ela, aconchegando-a em seu próprio corpo, ainda pensando em como tocar naquele assunto sem que ela se sentisse humilhada.

A conversa no dia seguinte não ocorreu como ele esperava; pelo contrário, absolutamente tudo tinha dado errado. Stella entendeu tudo errado: achava que o marido a estava acusando de ser uma péssima mãe por conta do episódio da nevasca e que queria controlá-la de alguma forma. O homem foi trabalhar contrariado naquela manhã; a última coisa que queria era brigar com a mulher e, depois, sair deixando toda a responsabilidade de cuidar da filha toda nas costas dela.

— Estamos muito bem por aqui. – A resposta foi dada com uma certa incerteza, pois ainda estava com medo da reação da esposa. – Temos mais dois casos para agora.

— Então, acho que não vai mais precisar de mim, já que é tão bom assim.

— Só vou analisar mais essas duas cenas do crime, terminar alguns relatórios e vou direto para casa.

— Não precisa ter pressa. Eu prometo que não vou me perder no meio da floresta outra vez.

O silêncio pairou desconfortavelmente do outro lado da linha, enquanto ele pensava em alguma coisa para dizer para ela.

— E como está a Lily?

— Ah... ótima. Eu te passo o relatório completo depois. – O rancor nas palavras dela o atingiu mesmo com todos aqueles quilômetros entre eles. – Estou sendo uma boa mãe.

— Stella...

— Não se preocupe. A Lily e eu teremos um dia maravilhoso, vamos nos divertir muito juntas. Não era isso que você queria?

— Eu acho que será bom para vocês duas.

A conversa estava ficando cada vez mais tensa quando ela a encerrou com uma última alfinetada:

— Então vou me certificar de seguir todas as suas ordens, doutor.

O rostinho sereno da filha arrancou um sorriso dela, enquanto arrumava as suas coisas na bolsa para o passeio. Ela colocou duas mamadeiras cheias, algumas fraldas e mais alguns outros itens que poderiam ser necessários durante o dia.

— Vamos nos divertir para caramba hoje, Lily. Estou muito animada para passar o dia com você e para almoçar com você. – Sentou de frente para o carrinho. – E também vamos passear no parque e talvez até possamos ir naquela lojinha de roupas de bebê que a Lindsay me falou. – Umedeceu os lábios, passando uma das mãos nas mãozinhas da menina. – Eu te amo muito, querida. – Sacudiu sua mãozinha. – Vamos superar isso juntas, tá? Você e eu. A mamãe promete.

Lily resmungou, chutando o ar e arrancando uma risadinha da mãe. As batidas na porta cortaram a interação, com Stella se levantando para atender. Dante sorriu para ela assim que a porta se abriu.

— Oi.

Ela também se esforçou para colocar um sorriso no rosto.

— Oi.

— Estava com um tempinho livre... – Os olhos dele esquadrinharam o ambiente atrás dela. – Então decidi dar uma passadinha para dar uma olhadinha na menina mais linda da cidade.

Stella deu espaço para que ele entrasse em sua casa.

— Ela está bem ali. – Apontou para a criança no carrinho.

Ele se aproximou dela, curvando os joelhos para encostar o nariz na testa dela.

— Oh! – Lily puxou um punhado do seu cabelo. – Ela é a mais linda mesmo. – Segurou sua mãozinha, afrouxando o aperto daqueles dedinhos nos seus cabelos. – Oi, garotinha. – Ela resmungou, sorrindo para ele. – Ela está sorrindo para mim. Está reconhecendo o tio Dante, não está? – Acariciou aquela sua bochechinha gorda, voltando a atenção para a mãe dela.

— Eu te ofereceria alguma coisa, mas estamos de saída.

— Não, está tudo bem. Eu não quero atrapalhar nada, só vim porque o Will disse que eu poderia passar para fazer uma visitinha.

Ao ouvir aquilo, sua postura mudou. Ela se enrijeceu como uma árvore e levou a mão ao rosto.

— Ele disse isso, é?

O constrangimento dele não passou despercebido aos olhos dela, enquanto ele entrelaçava os dedos, juntando-os abaixo do queixo e negava com a cabeça.

— Não, não. – As mãos dele se estenderam em um gesto apaziguador, mas isso não suavizou a carranca no rosto dela. – Eu só...

— Eu acho que tem papel e caneta por aqui. Assim você pode fazer algumas anotações. – Começou a tatear os móveis, como se estivesse mesmo procurando alguma coisa. – A Lily ainda está viva. A Stella está sob controle.

O homem apenas passou a mão na nuca, apertando os lábios com força.

— Eu estava no meu intervalo e achei que seria bom passar aqui para dizer um oi.

O rosto dela ganhou uma expressão mais suave, enquanto abaixava os olhos e passava a mão na testa.

— Me desculpa... – Fechou os olhos. – Exagerei.

— Eu acho que não está sendo você mesma.

— Estou um pouco estressada. Só isso...

— Entendi...

O rosto da mulher se contraiu numa careta.

— Entendeu o quê?

— Esse mau humor é muito característico em mulheres com depressão pós-parto.

Stella levantou a cabeça, olhando diretamente nos olhos dele.

— Como assim? – O seu punho se cerrou. – Do que você está falando?

— Eu só... só estou tentando...

— Não! Não está, não! – O seu dedo foi apontado direto para o rosto dele. – Eu sei muito bem o que você realmente está tentando fazer aqui! Está basicamente me atacando! Agora, de uma hora para a outra, decidiu me diagnosticar também! O Will e você combinaram isso, não foi?

— Mas pelo menos dê uma pesquisada. – Ela deu as costas para ele, com o punho tão cerrado que as unhas poderiam até machucar a pele. – Faça uma pesquisa! Veja os sintomas...

Ela simplesmente voltou a organizar as coisas da filha na bolsa.

— Eu não vou fazer nada disso! Eu não preciso! Não tem absolutamente nada de errado comigo!

— O seu marido está preocupado com você. – A cautela em seus passos era muito bem pensada enquanto se aproximava. – Ele disse que você está em negação.

— Ótimo. – Mordeu o lábio. – Isso é maravilhoso! Nós brigamos, e ele saiu correndo para espalhar o assunto na porra da cidade inteira!

— Você sabe que não é nada disso...

A bolsa foi esquecida de lado, e eles voltaram a se olhar nos olhos.

— O que eu sei é que sou uma idiota mesmo! Existem sempre dois lados numa história, sabia? E você só escutou um! Você não ouviu o meu lado, porque sou eu quem está presa dentro da merda dessa casa enquanto ele banca o poderoso chefão naquele laboratório.

Ele ainda estava pensando em alguma coisa para rebater, quando passou as mãos no rosto e respirou fundo.

— Olha, o Will te ama e está mesmo muito preocupado com você.

Ela soltou uma risada debochada.

— Oh! Eu imagino que tudo isso esteja sendo realmente muito complicado para ele.

— Entendo que esteja em negação, mas acho que deveria pelo menos ouvi-lo. Você fica inventando uma desculpa atrás da outra...

Stella virou as costas para ele, murmurando:

— Vai embora.

— A depressão pós-parto é uma doença muito grave...

— Eu acho que você deveria desaparecer da minha frente antes que eu diga alguma coisa da qual realmente me arrependa.

— Eu sei que se sente encurralada. É exatamente isso que acontece com as pessoas quando elas estão em uma posição delicada. – Outra risada debochada saiu da boca dela enquanto abria a porta para ele. – Estou só tentando te ajudar, Stella.

A próxima coisa que saiu da boca dela foi um xingamento em grego; ele não entendeu uma palavra, mas a expressão no rosto dela deixava claro que não era nada afetuoso.

— Você é meu amigo, mas isso não te dá o direito de se meter na minha vida. – Indicou a saída com um aceno de cabeça. – Agora dê um fora da minha casa.

Os olhos dele pararam no rostinho assustado da menina. As mãozinhas na boca e os olhinhos molhados indicavam que aquele embate também a afetara. Um sorriso terno surgiu em seu rosto; então, ele acariciou uma daquelas perninhas e lançou um último olhar piedoso para a mãe dela, retirando-se da casa.

O rosto de Stella demorou para perder aquela carranca, e o gosto amargo em sua boca demorou para sumir completamente. A forte presença de Lily que geralmente, era o motivo do seu nervosismo, foi perfeita para trazer a calmaria para o seu peito.

A mãe e a filha chegaram ao restaurante do James pouco antes do meio-dia. Ela abriu um sorriso enorme ao ver o velho conhecido enxugando alguns copos no balcão. O carrinho da filha foi deixado ao lado, enquanto segurava a cestinha repleta de muffins.

— Ei, James. – Os olhos deles se encontraram, e um sorriso também surgiu no rosto dele. – Eu posso pegar um? Ah... – Ergueu o indicador. – E um pouco de café também.

— É claro. Eles são todos seus. – Os olhos dele foram direto para a menininha. – Eu amo ver bebês por aqui, e esse é realmente um lindo bebê. Espero que estejam tendo um excelente dia. – O sorriso foi direcionado para Lily. – Como vai, pequenina?

Stella agarrou um dos muffins, dando uma bela mordida e fechando os olhos para apreciar aquela maravilha. Então pegou mais dois e guiou o carrinho até uma mesa. O seu bumbum ainda nem tinha encostado no assento quando Jas entrou, roubando toda a sua atenção.

— Oi, Lily. – A menina foi cumprimentada com um sorriso. – Ei, James. O meu lanche está pronto? Você pode pegar para mim?

James respondeu com um único aceno.

— Estou indo encaixotar.

O rosto de Stella se contraiu numa careta, mas ela não se meteu na conversa.

— Ótimo. – O sorriso que ela tinha no rosto se voltou para ele e, em seguida, para a amiga. – Estou muito grata. – Foi na direção das duas, sentando-se na cadeira vazia em frente a Stella e ao lado do carrinho. – Oi, meninas. – Acariciou os cabelos de Lily. – Estão curtindo o dia?

— É. – O sorriso que apareceu nos seus lábios era tão forçado que a outra fez uma careta, mas não comentou nada. – Eu pensei em irmos ao parque.

— Ao parque? – Os olhos dela se arregalaram numa expressão divertida, e ela se virou para o carrinho. – Oi, florzinha. Você vai passear no parque hoje, é? – Removeu o cinto de segurança dela e a pegou no colo. – Olha para você. Está tão grande! – Lily colocou as mãos na boca. – Está comendo as suas mãos? – A mãe colocou um outro sorriso forçado no rosto; observar aquela cena causava uma sensação esquisita em suas entranhas. – Ela é tão linda, Stella. Escuta, sabia que podemos dizer exatamente como será a personalidade de uma criança só de segurá-la no colo? – Sentou a criança em suas pernas. – Mesmo que ainda sejam muito novinhas.

Os olhos dela se arregalaram e um sorriso cansado enfeitou seus lábios.

— É mesmo, é?

A outra assentiu animadamente.

— Eu consegui fazer isso com a Luz, ela era uma menina muito alegre e cheia de energia desde o dia em que nasceu. – Uma mecha do seu cabelo foi colocada atrás da orelha enquanto ela encarava a menininha que estava em seu colo. – E ela é muito bem-humorada.

— Menos quando chora.

— Uau! – Abraçou aquele corpinho, apoiando o queixo em sua cabecinha, enquanto ela puxava o seu colar com as duas mãos. – Mas está melhorando, não está?

— Escuta... – As mãos dela foram parar em cima da mesa. – Se eu te fizer uma pergunta... promete que vai ser sincera comigo?

Jas a estudou com os olhos por uma fração de segundo, então deu de ombros e disse:

— É claro.

Os lábios dela deixaram escapar um suspiro quase mudo, em seguida, veio um sorriso entristecido.

— Eu só preciso saber... – O peito doeu e os lábios tremeram ao pensar no restante da frase. – O meu marido te pediu para passar um tempo comigo e com a Lily? – Aquele olhar angustiado também causou uma pontada no peito da outra. – Eu sei que ele acha que eu tenho depressão pós-parto.

— O Will nunca me pediu nada.

— Jura?

A mão de Jas apertou a dela.

— Eu juro. – As sobrancelhas dela se franziram e ela soltou a mão da outra. – Eu sempre fui como sua amiga e vizinha, sei que anda muito estressada com toda essa coisa da mudança. Olha, eu acho que você só precisa de uma boa taça de vinho para dar uma relaxada. – Ambas riram. – Eu sei que o seu marido te ama muito, muito, muito e que só está tentando cuidar de você.

Stella sorriu.

— Eu também o amo muito. – As mãos foram direto para o rosto. – Mas... só que ultimamente... sinto que ele está meio que observando cada movimento meu. É como se ele estivesse conferindo se estou à altura.

Respirando fundo, Jas colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e abraçou a menininha.

— À altura de quê?

— Da perfeição. – Os seus olhos estavam obviamente tristes, mas mesmo assim forçou um sorriso. – Eu acho que o mundo espera que eu seja perfeita.

— Eu acho que ele só está emocionado por ser pai. – Brincou com os dedinhos da filha deles. – E você tem tudo o que você sempre quis. – Ergueu a menina aos olhos da mãe. – Uma menininha linda e muito saudável, e um marido maravilhoso que é um pai dedicado.

— Eu sei. – Encarou o chão. – E eu não quero ser ingrata nem nada do tipo, mas... – O rosto se enrugou numa careta enquanto ela se abanava com as duas mãos. – É que... isso tudo me dá muito tédio, entende? Ser... ser uma... mãe.

— Algumas mulheres perdem um pouco da própria identidade em meio às trocas de fralda e às mamadas noturnas, mas isso melhora com o tempo.

Ela abriu um sorriso nervoso, passando a mão na nuca.

— Quando?

Ambas suspiraram.

— A senhora quer mesmo voltar ao trabalho, não é?

A outra soltou uma risada.

— Estou quase subindo pelas paredes. Estou morrendo de ansiedade para voltar a trabalhar. – As mulheres riram ao mesmo tempo. – Por um lado, é porque eu amo o meu emprego, e por outro, é porque foi naquele laboratório que o Will e eu nos conectamos, sabe? Eu sei que tivemos os nossos altos e baixos, mas lá sempre foi o nosso porto seguro.

Jas abriu um sorriso terno.

— E você é uma detetive brilhante.

Stella repetiu o gesto da amiga.

— O que mais me incomoda é que ele sempre me consultava naqueles casos mais complicados. Ele respeitava muito a minha opinião. Não que não respeite mais, mas hoje ele veio com esse papo estranho de depressão pós-parto...

— Eu acho que vocês só precisam de um tempo para se acostumarem com a nova rotina.

A outra passou as mãos no rosto.

— Eu sei.

— Aqui estão as coisas que você me pediu, Jas. – As mulheres encararam a caixa enorme que James estava colocando sobre o balcão. O homem abriu um sorrisinho, dando uns tapinhas na caixa. – Espero que esteja tudo aqui.

— Está perfeito. Agradecida, James. – Levantou, estendendo o bebê para a amiga. – Aqui, segure.

A mãe também se levantou, mas foi direto na direção da caixa.

— É só colocá-la no carrinho, e eu te ajudo com essa caixa enorme.

Jas colocou Lily no carrinho, arrumando as cobertas sobre o seu corpinho.

— Só um segundinho, lindinha. A mamãe e eu voltamos em um minuto. – As duas se encontraram no balcão, e ela segurou o outro lado da caixa. – É que eu pedi para todo mundo. – O peso do objeto foi igualmente distribuído entre elas, que caminharam em direção à porta. – Escuta, vai dar tudo certo. Me ligue sempre que precisar de alguma coisa. Você sabe que fico mais do que feliz em ter uma desculpa para ver aquela coisinha linda. – Estavam na porta, quando Stella largou a caixa e a segurou para que a amiga pudesse passar com sua carga. – Muito obrigada.

Stella colocou a cabeça para fora, vendo a amiga indo na direção do próprio carro.

— Tem certeza de que não precisa de uma mãozinha?

— Eu dou conta!

Ela estava voltando para o restaurante quando seu celular tocou.

— Taylor. – O lábio inferior foi mordiscado assim que ouviu a primeira frase. – O quê? – As sobrancelhas se franziram. – Então está tudo bem, tem alguém para ajudar? São quantas crianças? – Agarrou o sobretudo pendurado na entrada e o vestiu. – E como as crianças estão? – Foi saindo sem olhar para trás, esquecendo-se de que não estava na ativa, ou seja, aquilo não era problema dela. Acabou se esquecendo também da única criança que estava sob a sua responsabilidade. – Algum suspeito?

Lily estava dormindo com a mão na boca, totalmente alheia ao fato de ter sido esquecida no cantinho do restaurante. Esse era um erro que sua mãe carregaria na consciência por muito tempo, um erro que deveria ser mantido longe dos ouvidos de seu pai, ou ele perderia totalmente a confiança que ainda tinha na companheira.

Notas finais
Eita! Se as coisas já tavam difíceis, agora ficaram ainda mais... Até o próximo!