Steampunk’s Adventures
2 2° Pesadelo
Notas iniciais
Uma vez o meu tio, que não era bom em explica as situações do metafísico e da psicologia humana, mas quem sou eu para julga-lo; disse que os sonhos são classificados em dois tipos. Real-opcional: São sonhos em que revivemos algo que já aconteceu, como a primeira queda de bicicleta ou como se queimou ao derrubar a sopa do prato, e tentamos imaginar um outro final a estes sonhos, assim como aprender a se equilibra em uma bicicleta ou assopra a colher de sopa quente antes de engolir.
Os sonhos também poderiam ser Fictício-Imaginário: São sonhos que imaginamos o improvável, o impossível, o surreal; é voltado totalmente a nossos medos, as nossas alegrias e as nossas tristezas também, é uma forma de nos defendemos psicologicamente. Ele também aconselhou que quanto menos tivéssemos aproximados dos sonhos Imaginários, mais gênio nós seriamos; deixar no passado a infantilidade de criar um monstro que existe debaixo da cama, quando a explicação lógica de tais barulhos que provinha do local, fosse apenas o ranger da madeira causado pela umidade ou a cantoria do acasalamento de pequenos insetos.
De certo modo, eu rebatia mentalmente contra essa tese em partes, pois já revivi o dia do encontro de Mary e eu em frente à escola; quando tínhamos cinco anos, imaginei criar asas de pombo, assim como ela e sair voando para bem longe da Vila, em um lugar que poderíamos viver juntos. Recentemente, tive bastantes sonhos com Michael, mas era algo que confidencio de todos.
Meu tio olhou em meus olhos, como um artista aprecia uma obra.
– Creio que o Sr. Thommas deve me esperar, eles nunca começam a reunião sem o mais especialista da cidade! – disse, ajeitando os bigodes.
Outra qualidade do meu tio, além de sua elegância nas roupas, é o seu orgulho. É de se esperar, para uma grande mente brilhante. Antes de eu ter nascido, a família da minha mãe e do meu pai sempre foram unidos; A família Stormy, da minha mãe, e a família Buck, do meu pai tem uma geração de cientistas, engenheiros, físico-químicos, e matemáticos.
A última geração de cientistas e engenheiros foram os meus pais e o meu tio, até eu nascer. Depois da morte dos meus pais, o meu tio, Dr. Nervedj financiou minha educação numa escola local e ensinava-me em casa, ciência que não se aprendia na escola; você sabia que combina algumas ligas de metais com as chamas de fogo, eles mudam de propriedade física, a cor?
Enquanto eu não me tornava gênio, meu tio carregava a pesada “montanha” de responsabilidade sobre as costas, representando ambas as famílias. Não o incomodava muito essa carga, ele cumpria o legado com orgulho, e tinha vaidade de si mesmo.
– Muito bem meu jovem, conte sua história! – disse, afastando a cadeira da cozinha, tirou um pano do bolso do paletó e estendeu sobre a área de sentar na cadeira, se sentou e me observou.
– Bem... – comecei a contar, meio incomodado pelo olhar do tio que recaía sobre mim.
***
“O sonho, ou pesadelo, era estranho. Sempre acordava em um corpo que acreditava não ser o meu, ou não era o meu. Todo o espaço ao meu redor era escuro e com umidade no ar, mas uma umidade diferente, como se tivesse misturado com sal, seria o fenômeno ‘maresia’. Eu olhava para as minhas mãos e me perguntava ‘quem sou eu? ’, tentava me levantar, quando percebia que não possuía a perna direita, enquanto a esquerda estava normal e descalço.”
“‘Impossível’ eu dissera, observei minha roupa, uma camisa de algodão que um dia fora branco, e a calça também feita do mesmo material, o que os tornava diferente, era a consistência, como se as roupas foram feitos a partir de saco de batata.”
“‘Gullivier, você esta bem? ’ disse uma voz, olhei na direção, mas nada vi.”
“‘Quem esta aí? ’ perguntei.”
“‘Gullivier? Somos nós, Oliver e Gloria’ dissera, o nome dos meus pais. Um lampejo de trovão vindo de fora, observado entre fresta de madeira, o que suspeitei esta chovendo do lado de fora e estamos em um tipo de porão. Outro lampejo iluminou mais uma vez o ambiente e vi dois adultos abraçados, ele alto, cabelos escuro e musculoso com a armação dos óculos quebrado; ela, ruiva, um pouco menor que ele, olhos castanhos, ambos de pele clara, com arranhões e arroxeados.”
“‘Pai? Mãe? ’ perguntei, vendo que meu corpo também estava machucado.”
“‘Ele esta delirando’ disse a mulher ‘Oh Oliver! Tem certeza que vamos sair daqui? ’.”
“‘Fique aqui querida’ ele se levantou, deixando a mulher em prantos, e foi a minha direção. ‘Escute Gullivier, você é a única pessoa em que confiamos, então resista amigo, você precisa contatar o meu irmão, ele é o único que pode resolver esse problema’ entregou-me um embrulho na minha mão. ‘Tente entregar-lhe isto e salve minha mulher... ’.”
“Antes que ele pudesse continuar, outro lampejo, seguido de raios. A sala que estávamos se desestabilizou do que poderia ser seu apoio. Que lugar era este? Perguntava-me mentalmente, a porta se abriu e homens estranhos, que grunhiam sempre ‘Argh’, além de possuírem uma barba fedida e dentes horríveis...”.
– Piratas! – disse o meu tio – meus perdões sobrinho... Prossiga com seu sonho.
“Sim, piratas, eles começaram a me arrastar e falar em uma língua estranha.”
“‘Não! ’ gritou meu pai, ele se comunicou com uma língua estranha com os piratas, mas vi autoridade em sua voz. Os piratas berraram de volta em seu dialeto, apontaram a mim e empurraram meu pai.”
“O que parecia ter mais força dentre o grupo de piratas, me agarrou pelo pescoço com apenas uma mão, a força dele era descomunal, tentava me livrar de seus dedos. Meu pai se levantou e tentou argumentar de novo, falando com eles em seu código. Os piratas trocaram olhares e sussurros, apontaram ao meu pai, disseram algo e depois o grupo saiu rindo e berrando, fechando a porta em seguida.”
“Depois que saíram além do barulho de tempestade do lado de fora, o silêncio.”
“‘O que você disse a eles? ’ perguntou minha mãe, que suspendeu o vestido para levantar e correu aos tropeços ao braço do meu pai. ‘O que você disse a eles? ’ perguntou de novo.”
“‘Esta na hora! ’ respondeu encostando o rosto de minha mãe ao seu peitoral. Ela começou a chora, mesmo no escuro e com a segurança de sua voz, soube que ele esteve também chorando. Ele olhou para mim e disse pela última vez antes de acordar ‘Esta na hora. Envie uma mensagem a ele! ’.”
Terminei de conta a história. Dr. Nervedj olhou para suas mãos sobre a mesa.
– Somente isso? – perguntou seriamente.
– Sim, tive outros flashes do Olho Vítreo entre o sonho, mas nada demais! – digo
A sua expressão ficou fria, ele se levantou e começou a andar de um lado a outro da cozinha, pronto para um discurso convincente. Já tivéssemos esta conversa antes, e ele disse que isso é fruto do resultado de ter lido o livro de histórias marinhas na biblioteca, onde contava sobre piratas em mundo totalmente paralelo que navegavam em grandes massas de água chamada oceano em busca de ilhas com tesouros.
– Piratas, o olho vítreo, enviar mensagem, que absurdo Sr. Iure, isso é apenas sua imaginação, tem que se concentrar em algo importante – disse ele com um pouco entonação grave na voz – esquece esse conto para hora de dormir, como anda os seus estudos, já esta pronto para desenvolver seu “maquinário”?
O maquinário era o projeto que todo jovem cientista deveria apresentar, pelo menos, para as três pessoas mais racionais da vila Spunk, no caso o meu tio, o bibliotecário Sr. Thommas e o Dr. Gutenny, o médico local.
– Ah... Claro! – gaguejei – o projeto esta em andamento! – menti.
– Sério? – ele olhou desconfiado – Então me mostre!
– Mas o Sr não iria se encontra com o Sr. Thommas? – perguntei, tentando desviar sua atenção.
– Como disse, o Sr. Thommas pode aguarda, vamos Iure, mostre os...
Quando Spencer apareceu na janela da cozinha gritando o meu nome.
– Iure! Iure! – sinceramente, estou cansado dos outros gritarem o meu nome. Spencer parou de me chamar quando viu o Sr. Nervedj – a perdão!
Sr. Nervedj fechou o rosto quando viu Spencer, como se tivesse olhando para um saco de estrume de cavalo. A relação do meu tio com Spencer é complicada desde que nasceu o meu tio-avô Bannabard, que aqui jaz descansa em paz; foi o único homem da família Buck que não desenvolveu nenhum dom científico, logo se separou da família e fez seus próprios descendentes.
Spencer era o seu neto, então ele seria tipo meu primo de segunda geração. Genealogia e Arvore Hereditária são meios confusos para mim, contudo ele era meu melhor amigo. Havia outros descendentes de Bannabard, Mary e Finnik, os irmãos são primos de Spencer.
Finnik é o mais velho, flautista, e tem grande dom para música, e Mary trabalha junto com Sr. Thommas na biblioteca, o que faz assistir as reuniões dos mestres que ocorrem no local e ter tempo para leituras de livros; e ganham créditos aos olhos do Sr. Nervedj, por ambos terem genialidade e não serem vagabundos como o Spencer.
– Que tal procurar um emprego Sr. Spencer! – falou pegando seu terno de volta e sua cartola do cabide – em vez de ficar gritando nas janelas da residência dos outros!
– Eu trabalho na patrulha Sr. Nervedj! – respondeu ele com o tom de voz maior.
– Dormi em vigilância não é trabalho Sr. Spencer – disse ajeitando a gravata uma última vez. Spencer olhou para mim e mexeu os lábios sem produzir o som “Quem contou a ele?”- bom, até mais tarde meu sobrinho, sei que vai a despedida de solteiro do Michael, e esta na hora de você encontrar uma donzela também!
Sr Nervedj fez um último aceno, olhou com desprezo para Spencer e saiu a sua reunião.
– Você contou a ele? – perguntou Spencer na janela.
– Não! – respondi.
– Sim! Você contou! – Spencer saiu da janela e adentrou a residência – Você perna de pau nojento, você contou a ele!
– Cara, todo mundo da vila já sabe, eu prometi que não ia contar, aliás, enquanto todos os patrulheiros estão dormindo, você é o único que fica acordado de manhã com...
– Ok, não diga o nome – ele disse me interrompendo e depois colocou as mãos na cintura e olhou para – as paredes tem ouvido! – pausa – Os pais dela sabem?
– Bom... Se souberem, eu não sei lhe dizer – digo, vi que ele relaxou – mas talvez desconfie – voltou a ficar nervoso.
– Ai, santo tempo, precisamos relaxar, vamos ao bar!
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