Notas iniciais
Oi de novo pessoal! :D Bem, como eu atualizei OOLH umas horas atrás eu pensei: "Porque não fazer o mesmo com SYH?" E aqui estou eu, a Musa que ama todos vocês seus lindos, lindas, xuxus do meu cocoroto ♥ Vocês também leitores fantasmas, apesar de sentir falta de um comentário de vocês, ocês também tão aqui ó ♥ MAS, vamos ao que interessa: ao capítulo de hoje! :) Capítulo postado no dia: 19/01/2018, ás 23:46

Marinette

Eu não consegui dormir muito bem naquela noite. Sabe, parecia que as palavras do Diego haviam ficado pregadas na minha cabeça. Se Jacqueline era realmente do jeito que ele falara, então eu realmente tinha problemas para lidar mais tarde. Era madrugada quando eu finalmente resolvi me levantar para ver se conseguia fazer o meu sono voltar.

Fiz o máximo de silêncio que consegui e fui até a cozinha do apartamento; quem sabe um bom chocolate quente não me faria relaxar?

Peguei o chocolate em pó do armário e o coloquei junto com leite para esquentar no fogão por alguns minutos. Esfreguei os olhos e me apoiei na bancada da pia. Como eu poderia estar cansada daquele jeito e o sono não chegava até mim?

— Também tá sem sono? – ouvi uma voz perguntar na porta da cozinha. Olhei na direção e vi uma Kattie com os olhos esbugalhados de sono com um rabo de cavalo desgrenhado.

— É... Talvez. – respondi abraçando os cotovelos e desviando o olhar. A ouvi suspirar e se sentar em um dos bancos da bancada da cozinha, praticamente a minha frente.

— Quer companhia? – indagou enquanto desligava o fogo e servia nossas canecas de chocolate quente.

Entreguei uma para ela e me sentei ao lado da minha melhor amiga. Ela coçou o olho esquerdo e tomou um gole da bebida, fechando os olhos com prazer quando notou que era o nosso favorito.

— Eu só estava pensando, hã... Bem... Naquilo que o Diego disse mais cedo. – comecei olhando para o copo parado a minha frente. A fumaça que subia de tal preenchia o silêncio que a ruiva deixara aparecer, me ouvindo. – Sabe, eu não estou com medo de uma patricinha, eu só...

— Está preocupada. – Kat completou, me lançando um olhar carinhoso. Dei um sorriso fraco e tomei um pouco do meu chocolate quente. Senti sua mão apertar a minha e lhe encarei de novo. – Mari, aquela garota não pode fazer nada contra você, porque, se ela tentar, eu e a Ay teremos que esconder um cadáver.

Dei uma gargalhada e aquela doida me imitou. Como é que ela sempre conseguia me alegrar nessas horas?

— E tem outra. – ela prosseguiu enquanto dávamos outro gole no chocolate. – Essa tal de Jacqueline pode até pensar em te aloprar na facul, mas a gente tá junto nessa Mari. Ninguém vai nos separar. – assegurou e eu dei um sorriso de canto. – Essa é só uma fase que nós iremos passar depois de entrarmos na faculdade.

— Eu espero que ela seja a única. – resmunguei virando a caneca e terminando minha bebida. – Não respondo por mim se ela vier me encher o saco de novo a partir de amanhã.

— Engraçado você dizer isso. – a ruiva comentou com um sorriso irônico. – Sabe, pra quem diz que não gosta de confusão, chegar de cara lavada logo no primeiro dia, não conhecendo quase ninguém no meio de um mar de veteranos, ver uma coisinha errada acontecer e simplesmente partir pra briga... É, não é muito a cara da Marinette que eu conheço. – provocou estendendo a caneca vazia pra mim.

Revirei os olhos e coloquei as canecas dentro da pia, me virando para encará-la uma última vez antes de voltar a dormir.

— Você sabe do que eu sou capaz para ajudar uma pessoa. – respondi caminhando rumo ao corredor junto com ela.

Bocejei e a garota também. Pelo visto a minha teoria sobre o sono estava certa. Subimos as escadas silenciosamente e fizemos o mínimo barulho possível quando passamos em frente o quarto de Alya. Porém, o barulho mesmo estava vindo lá de dentro. Eu já mencionei que quando a Ay tem um sono bom ela fala dormindo?

— Ah, mas é claro que eu quero você também meu moreno garanhão... – escutamos om o ouvido atrás da porta e nos entreolhamos com uma cara divertida. – Ei, você também gosta de comer lasanha? Que coincidência... Eu gosto de você bebê...

Olhei para Kattie e nós duas tivemos que correr pros nossos quartos para rir do que havíamos imaginado. Ainda rindo me joguei na minha cama e me agarrei ao sono antes que ele fugisse de mim novamente.

Acordei muito melhor quando meu despertador tocou apenas algumas horas depois, dando lugar ao primeiro dia de aula oficial. Esfreguei meus olhos algumas vezes e fui até o banheiro tomar um banho antes de acordar as meninas e fazer o café da manhã. Lavei o cabelo e decidi colocar uma roupa casual, mas que não fosse tão extravagante. Afinal ainda estávamos na segunda semana de Fevereiro e o tempo ainda não estava muito quente. Porém, eu não podia dizer que odiava o frio.

Optei por uma calça jeans mesmo, meu par de botas, uma camisa regata rosa claro e minha jaqueta preta. Nada muito vulgar e nem muito simples, não? Vai me dizer que não tenho bom gosto?

— Ah, tá ótimo. – murmurei me olhando algumas vezes no espelho para conferir se estava tudo como eu queria que estivesse.

Peguei a pulseira que meus pais haviam me dado de presente há alguns meses e sai do quarto. Mas não é que eu nem precisei acordar ninguém? Quando fechei minha porta dei de cara com uma Kattie super bem arrumada atravessando o corredor com um secador e um cabelo ruivo gigante molhado amarrado em vários “bobes”- aqueles negócios para cachear o cabelo... Sabe gente? – em direção ao banheiro no final do corredor. Me lembro bem da briga que foi quando descobrimos que só no meu quarto tinha um banheiro e elas teriam que dividir um só, porque eu é que não ia abrir mão daquele luxo todo na minha vida. Ela não estava maquiada, mas eu sabia que ela no máximo iria passar apenas um rímel e um batom. Mas eu fiquei surpresa mesmo foi com a minha outra melhor amiga.

— Alya? É você mesma? – perguntei com um sorriso divertido no rosto.

Ela se virou pra mim e me permiti ficar boquiaberta. Ela estava com os cabelos bem cacheados, soltos. Usava uma calça preta, um All-Star de cano alto vermelho e uma blusa de manga comprida bege que cobria até o seu pescoço. Por cima usava um moletom preto com uma magnífica estampa do Star Wars: Os Últimos Jedi. Quase dei um gritinho de emoção ao me lembrar daquele dia que havíamos ido ao cinema assistir e encontrado aquela blusa na promoção. Comprei outros dois além daquele pra mim.

— E então, o que você acha? – a morena indagou dando uma voltinha para mim com os braços estendidos. – Tá muito cafona?

— Lacrou miga. – respondi com um sorriso, apenas arrumando a touca na parte de trás da roupa. – Finalmente você vai usar o presente que eu te dei, né.

— Aposto que tudo isso é só pra impressionar aquele tal de Nino! – ambas ouvimos Kat gritar em meio ao barulho do secador vindos do banheiro. Dei uma risadinha enquanto Ay a xingava em vão.

— Falando nisso, acho que você devia começar a dormir mastigando sabão. – avisei, descendo as escadas para tomarmos café. Ela me encarou confusa e dei um sorriso largo.

— Porque eu faria isso? – questionou sem entender nada.

— Porque tu tava cheia das gracinhas ontem a noite sobre o seu novo... Garanhão. – a ruiva respondeu antes de mim e me preocupei em descer a escadas para ir até a cozinha. – Acredite, eu gravei tudo!

Enquanto ouvia mais alguns gritos e xingamentos no andar de cima preparei algo para comermos rápido, antes de irmos em direção a universidade. Ainda era cedo, mas o que eu posso fazer?

Eu sou muito rígida com os meus horários.

***

Kattie

Havíamos terminado de tomar café da manhã e quase prontas para sairmos quando Ay recebeu uma mensagem. Mas não era apenas uma mensagem qualquer. Era a mensagem. É pessoal, parece que dessa vez Alya Césaire finalmente vai se amarrar de vez em alguém. Pelo que me lembro desde que comecei a andar com essas doidas, Alya sempre ficava com muitos garotos, mas nenhum deles jamais – reflitam nessa palavra -, JAMAIS, nenhum deles havia procurado por ela no dia seguinte. E olhem que ela nem mesmo havia pegado ele na festa da facul ontem: eles apenas tinham conversado e trocado números de celular antes da briga da Mari com aquela morena com nome de desinfetante.

— Ai gente, ele disse que adoraria me encontrar de novo na facul! – ela praticamente gritou animada, mas do nada agarrou a jaqueta da mestiça ao seu lado com um medo que até me afastei um pouco de onde estava. – O que eu digo, mas o que é que eu digo?!

— Oush mulher e eu é que vou saber? – Marinette respondeu levantando as sobrancelhas assustada. – A que pega geral aqui é você.

Coloquei a mão a frente da boca para tentar disfarçar as minhas risadas um pouco escandalosas. Ay colocou a mão no peito, fingindo estar magoada com aquele comentário e então vi Mari balançar a cabeça com aquela verdade. Tomei o último gole do meu café e fui em direção ao corredor para pegar minha bolsa já organizada no sofá da sala. Estávamos tão ansiosas com o inicio dos nossos estudos que já deixamos nossas bolsas arrumadas desde o começo daquela semana. Estranho? É, talvez. Acreditem vocês vão se acostumar com isso ainda.

— Porque você simplesmente não diz que também iria adorar ver ele? – indaguei, checando uma última vez o material e gesticulando com uma das mãos no ar. – Sabe, tente ser um pouco natural.

— Eu já sei o que ela poderia escrever. – ouvi a voz de Marinette e dei um pequeno sorriso. – “Oi meu garanhão boy-magia, eu também adoraria ver você. Que tal irmos comer uma lasanha no almoço enquanto dizemos um para o outro que o que temos em comum é gostar um do outro?” – não resisti e explodi de rir na sala. Podíamos ser ouvidas

— Não se esqueça de chamar ele de bebê. – apontei sentindo minha barriga doer pelo esforço. – E que você iria adorar pegar ele depois da aula.

Peguei as outras bolsas e voltei pra cozinha para encarar uma Alya com bico de poucos amigos pras duas doidas rindo de sua sonambulice. Olha, eu até criei uma palavra especial só para esses negócios estranhos que ela tinha as vezes. Marinette pegou as chaves do carro enquanto eu pegava a chave da porta do apartamento.

— Eu ainda não sei como eu consigo suportar vocês duas, suas dementes. – ela murmurou com um sorriso pior do que estava no meu rosto.

Logo, já estávamos na estrada, rumo ao Françoise Dupont e rumo a mais um desafio das nossas vidas. Como ainda eram apenas seis e pouco da manhã não havia muito trânsito pelo caminho, e acabou que chegamos bem mais rápido na facul do que eu poderia imaginar. Eu estava ansiosíssima! Tanto que fiquei a noite inteira procurando a roupa ideal para hoje de manhã ainda ter que mudar tudo de novo. Basicamente estava usando uma calça jeans de cintura alta com uma camisa azul marinho, uma jaqueta verde escura e as minhas botas pretas favoritas. Digamos que eu não ligo muito para arrumar um homem tanto quanto Alya, mas... Quem sabe não dou sorte também né?

Mais rápido do que eu percebi nós três já estávamos atravessando a entrada principal do François Dupont e, uau, estávamos no meio de um monte de outros alunos desesperados e eufóricos correndo de um lado pro outro para descobrir em que sala iriam ficar e... Misericórdia, eu também precisava saber onde que eu teria que ir!

— Gente, assim, cês não acham que a gente tem que olhar naqueles painéis das listas de chamadas também? – perguntei apontando para uma das paredes do corredor em que estávamos.

— É, tô achando que vamos precisar, porque achar na marra vai ser o fim da picada. – Ay respondeu enquanto íamos em direção aos diversos alunos que estavam lá.

Todos os painéis estavam em ordem alfabética então não foi muito difícil encontrar nossas listas e consequentemente nossas salas. O problema mesmo era que, até onde eu havia entendido, nós três iriamos ficar separadas pelo menos até o intervalo. E tinha uma coisa que eu odiava mesmo era quando isso acontecia.

— A classe de Design de Moda fica no último andar do prédio. – Marinette contou com um meio sorriso triste. – E eu fiquei sabendo que não tem um elevador pra subir até lá encima.

— Você acha que tem problemas? – indaguei apontando para alguns alunos que tinham me dado uma informação sobre onde eu tinha que ir depois dali. – A minha sala fica do outro lado da faculdade, atrás do auditório. Sabe a distância daqui até lá? – perguntei gesticulando com as mãos. – É quase um quilômetro.

— Para de chororô ferrugem, um pouco de exercício sempre é bom. – ah Alya, meça bem as suas próximas palavras... – A minha fica no segundo andar no prédio do outro lado da fonte. Sala 113.

“Após o sinal todos os alunos devem se dirigir a suas salas de aula.”

— Mas que... – comecei olhando para o alto-falante próximo ao telhado.

O sinal logo tocou, me interrompendo e rapidamente dispersando todos os alunos como a voz havia ordenado. Eu hein, que coisa mais estranha. Me despedi das minhas amigas e segui meu caminho o menos chateada que eu consegui. Precisaria atravessar todo o caminho que tinha feito com a Mari, passar por aquela mini-floresta maravilhosa e dar a volta no auditório pra chegar no meu destino. Até que não era tão longe como eu pensava e eu também não estava sozinha.

Alguns metros á minha frente tinha um grupo de universitários que provavelmente estavam indo pro mesmo lugar que eu, então eu pensei: “Porque não seguir esse povo?”. Caminhei com calma até estar próxima de onde estavam e notei que tinha um cara falando alguma coisa que deveria ser importante sobre a universidade ou algo dessa proporção, mas que eu não dei lá muita importância. Eu estava mais preocupada em gravar o caminho que eu estava passando para não me perder na hora de voltar no intervalo. Por sorte aquela também devia ser a turma da faculdade de Biologia então eu já iria direto pra minha sala.

Alguns minutos depois já estávamos próximos de uma sala no térreo do prédio e então consegui olhar com mais atenção o garoto que tanto estava falando durante o percurso até chegar ali. Ele devia ter a mesma idade que aquela tal de Trixx, talvez fosse um veterano e até mesmo conhecesse ela. Era duas vezes mais alto do que eu; usava uma calça azul escura com uma camisa num tom mais pro lado da cor laranja e por baixo uma manga longa preta. O que eu achei muito legal e estranho ao mesmo tempo foi o cabelo daquele cara: era azul! Tipo, azul mesmo. A raiz era preta e conforme o cabelo descia até perto da orelha os tons dos fios se mesclavam. Os olhos azuis e vibrantes equilibravam o rosto do mesmo, e no meio de sua testa uma pintinha o tornava, sem dúvidas, uma figura que eu adoraria conhecer mais tarde quando tivesse oportunidade.

— E eu realmente espero que tenham uma boa formação aqui no Françoise Dupont. – ok, talvez eu não tenha prestado atenção e ficado olhando para aquele estranho, tipo, muito, e agora tava com a maior cara de tapada enquanto o resto da minha turma entrava para a sala.

Eu meio que me enfiei pra dentro logo. Vai que aquele garoto percebeu que eu tava de olho nele e resolve vir tirar satisfações por alguma coisa? Prefiro não chamar atenção, não me julgem. Encontrei uma carteira próxima á porta, a segunda e tratei de colocar meu material sobre a mesma. Ninguém iria me tirar dali.

— Bom dia alunos. – uma mulher jovem cumprimentou entrando alguns minutos depois. Ela era baixa, morena com mechas loiras e lindos olhos castanhos debaixo de uma fina armação de óculos. – Eu sou a professora Aline e serei a professora de você até o final dos estudos de vocês. – ela tinha um belo sorriso e quando olhou para mim não resisti em não lhe retribuir tal gesto. Ela foi até a porta e a fechou, voltando sua atenção para a turma. – Eu gostaria que todos aqui se apresentassem. Já que vamos trabalhar juntos pelos próximos quatro anos, acho que o mínimo que precisamos saber é o nome de cada um aqui dentro.

Mas antes que ela pudesse escolher o primeiro a falar na frente de toda a sala todos ouvimos batidas na porta da sala. Encarei a pessoa que abrira uma pequena brecha e pediu desculpas pelo atraso. Não deixei de reparar que ela também me encarou antes da professora se colocar entre nós e mandá-lo sentar a minha frente.

— Já que é o primeiro dia de aula lhe darei um desconto, mas não se acostume. – Aline advertiu com um pequeno sorriso, em seguida falando para o resto da classe ouvir. – É expressamente proibido entrar na sala de aula após os dez minutos de tolerância, portanto eu aconselho a vocês não se atrasarem a partir de amanhã. – comentou voltando o olhar para o garoto moreno a minha frente. – Como um “castigo” pelo atraso, quero que me diga seu nome, a sua idade e porque quis cursar Biologia.

O garoto se ajeitou na minha frente e suspirou levemente.

— Meu nome é Louis Ruppert Yaosaka, tenho 18 anos. – ah, então ele se chamava Louis... Interessante – Eu quis fazer faculdade de Biologia porque era a matéria que eu tirava uma nota mais alta nos tempos de escola e, bem, porque é algo que eu amo e adoraria me aprofundar para o mercado de trabalho.

Dei um pequeno sorriso com aquela resposta. Em seguida a professora Aline olhou para mim. Era a minha vez de responder as perguntinhas clássicas de começo de ano.

— Meu nome é Kattie O’Green e eu tenho 18. – contei entrelaçando os dedos, um pouco envergonhada com tanta atenção sobre mim, assim, de repente. – Bem, eu decidi que queria ser bióloga quando disse para a minha professora de ciências da sétima série que observar células e bactérias no microscópio era divertido.

A sala inteira deu risada e até mesmo a professora não resistiu umas boas gargalhadas com o meu pequeno relato motivador. Enquanto ela continuava a interagir com o resto dos alunos eu me preocupei em alinhar meus materiais básicos em cima da mesa. Foi quando aquele garoto que sentou na minha frente se virou com um sorriso no rosto pra mim.

— É sério isso? – ele indagou brincalhão. Eu franzi as sobrancelhas, confusa.

— O que? – rebati, sem entender.

— Que você disse que ver células e outros paranauês no microscópio era divertido? – explicou e eu soltei um suspiro, seguido de uma gargalhada.

— Sim, sim é verdade. – afirmei sem querer olhando melhor para aquele garoto. Foi algo estranho. Ele... Simplesmente estava me olhando também. – Hã... Louis, né? – perguntei hesitante. Ele assentiu e lhe estendi a mão. – Pode me chamar de Kat. É como meus amigos me chamam.

— Mas você acabou de me conhecer – ele rebateu, incerto e... Confuso? – como posso ter toda essa intimidade com você?

Sorri e dei ombros.

— Eu sinto que seremos bons amigos. – respondi.

Ele retribuiu um sorriso de canto e apertou minha mão, porém, nisso tudo, nenhum de nós dois quebrou aquele contato visual de azul para castanho.