Stay With Me Saukerl.

3 Capitulo 3- Recomeço.


Notas iniciais
Amooooores meus, que rufem os tambores, Vick esta vivaaaaaaa o/ Não me matem, tenho lá meus mil e um motivos para não estar postando, bom mais um capitulo com trechos do livro e adaptações da ilustre e ninguém mais, ninguém menos q eu u.u Bom, leiam, deixem por favor seus reviews e favoritos e apareçam querido fantasmaaas!

Quando limparam a Rua Himmel, Liesel Meminger e Rudy Steiner não tinham para onde ir. Ela era a menina a quem eles se referiam como "a do acordeão", e Rudy o menino que não a largava um minuto se quer. Foram levados para a polícia, que se viu às voltas com a decisão sobre o que fazer com eles.

Ficaram sentados em cadeiras muito duras. Lado a lado. As mãos dadas nunca se soltavam. O acordeão olhava para Liesel pelo buraco da caixa.

Foram necessárias três horas na delegacia policial para que o prefeito e uma mulher de cabelos felpudos mostrassem suas caras.

– Todos dizem que há duas crianças que sobreviveram na Rua Himmel — disse a senhora.

Um policial apontou.

–Há um casalzinho ali. Não se separam por nada.

E sorriu. Aquilo, os dois, era bonito de ver, ainda mais para ele que tantas tragédias já tinha visto.

Ilsa Hermann ofereceu-se para carregar a caixa, mas Liesel a segurou firme na mão enquanto eles desciam a escada da delegacia de polícia. A alguns quarteirões da Rua Munique, havia uma clara divisão separando os bombardeados dos afortunados.

O prefeito dirigiu.

Ilsa sentou-se com Liesel e Rudy, que se recusava a deixa-la e ir na frente, no banco traseiro.

A menina deixou que ela segurasse sua mão esquerda por cima da caixa do acordeão, que se sentou entre elas no banco. Rudy segurava firmemente a já suada mão direita.

• • •

Teria sido fácil não dizer nada, mas Liesel teve a reação inversa à sua devastação. Sentava-se no requintado quarto de hóspedes da casa do prefeito e falava e falava até altas horas da madrugada. Rudy, ouvia atentamente, e tão somente ouvia, pacientemente. Fora difícil fazer com que Ilsa os deixasse ficar no mesmo quarto. Mas estavam todos conscientes da necessidade de Liesel de ter Rudy a seu lado para manter-lhe sã. A mulher do prefeito sabia que Rudy, sendo quem era, fugiria na penumbra da noite para vê-la, fazer-lhe companhia e certificar-se de que estava bem. Sabia que não haveria maldade entre eles, apenas o puro amor infantil que ainda os mantinham vivos, e ela não podia impedir-lhes de ampararem um ao outro.

Liese ao contrário de Rudy, comia muito pouco. A única coisa que não faziam era tomar banho.

Durante quatro dias, carregaram os restos da Rua Himmel pelos tapetes e tábuas corridas do número oito da Grande Strasse. Liesel só dormiu muito por ter Rudy ao seu lado, os braços a seu redor e o peito abaixo de si, seus batimentos lhe acalmando, e não sonhou e, em quase todas as ocasiões, lamentou acordar. Tudo desaparecia quando ela estava dormindo. Menos Rudy.

No dia do funeral, eles ainda não haviam tomado banho, e Ilsa Hermann perguntou-lhes polidamente se gostariam de fazê-lo. Antes disso, apenas lhes mostrara o banheiro e lhes dera uma toalha para cada um.

As pessoas que compareceram ao enterro de Hans e Rosa Hubermann sempre falaram de um casalzinho, a menina que ficou lá parada, usando um lindo vestido, o menino que tinha os braços todo o tempo em seu ombro, os cabelos muito claros, escuros de pó e destruição, e os nos dois, uma camada de sujeira da Rua Himmel.

E nesse mesmo dia, quem passasse pela casa, pela janela do jardim veria os dois em pé abraçados, a menina chorando compulsivamente botando para fora tudo aquilo pelo qual não havia chorado, e o menino que acariciava seus cabelos tinha lagrimas escorrendo pelos olhos, misturando-se a sua sujeira. E nenhum deles precisava falar nada, nenhum dos dois pensava só em si mesmo, ou apenas na própria dor, mas também na do outro. E digo porque vi muitos anos depois, naquele momento eles eram um único ser, que compartilhava das mesmas desventuras.

Depois disso, vieram semanas e meses, e muita guerra. Liesel se lembrava de seus livros nos momentos de maior tristeza, especialmente dos que tinham sido feitos para ela e do que lhe salvara a vida. Certa manhã, num novo estado de choque, convenceu Rudy a voltar com ela até à Rua Himmel para procurá-los, mas não sobrara nada. Não havia recuperação para o que tinha acontecido. Isso levaria décadas, levaria uma longa vida. Uma longa vida que poderia ser reconstruída com ele, com Rudy.

Houve duas cerimônias para a família Steiner. A primeira, imediatamente depois do sepultamento. A segunda veio assim que Alex Steiner voltou para casa, ao lhe concederem uma licença depois do bombardeio.

Desde que a notícia o alcançara, Alex vinha definhando, sem saber que o filho ainda estava vivo.

— Cristo crucificado — disse entre lágrimas, ao ver não só a menina, mas também ao lado dela, seu filho. Seu Rudy.

Como é que ele ia saber ou imaginar?

A única coisa que realmente sabia é que ele teria feito qualquer coisa para ter estado na Rua Himmel antes, ter consolado o filho nos piores momentos.

Isso foi uma das coisas que disse a eles na escada do número oito da Grande Strasse, quando correu para lá, ao saber que eles haviam sobrevivido.

Nesse dia, na escada, Alex Steiner estava serrado em dois. Mas parte disso havia se regenerado ao vê-los, principalmente Rudy.

Se embolando em algumas partes, eles lhe contaram tudo. Desde a ida de Rudy à casa de Liesel na madrugada até a parte em que estavam dormindo juntos. Essas duas os embaraçavam, mas lhes pareceu que ele deveria saber. Houve lágrimas de madeira e um sorriso de carvalho. Na visão de Liesel, o céu que vi estava cinzento e brilhante. Uma tarde prateada.

Ouve uma certa relutância da parte de Alex em aceitar se hospedar na casa do prefeito, mas Ilsa o havia feito aceitar a proposta de Liesel, Alex não tinha para onde ir, e mesmo se tivesse Liesel não aceitaria nunca a ideia de deixar que Rudy fosse com ele por mais egoísta que isso pudesse parecer, ela precisava dele e sei que por sua parte Rudy também não iria querer deixa-la e Alex não seria capaz de impedi-los e nem teria forças para isso dado ao fato de tudo pelo qual as crianças haviam passado. Sem muita demora, e depois de muita agradecer a uma Ilsa generosa, Alex Steiner se alojou no quarto de hospedes ao lado do em que estavam Liesel e Rudy.

E naquela noite todos souberam que aquilo era um recomeço, uma pequena nova faísca de esperança que poderia se ascender e tornar-se um grande incêndio.

Notas finais
E ai oq acharam? Deixem seus reviews, favoritos e apareçam queridos fantasminhas. Deem suas opiniões e sugestões porq estou aberta a todaaaas! Amooo vc'sssss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.