Stay With Me
11 I need you, I need you.
Notas iniciais
Fazia tempo que estava sem vontade de escrever e sem idéias xD
Mas depois de muita luta, esse capítulo saiu :3
Espero que gostem e que não deixem de ler a fic~
Obrigada ♥
Ele apenas saiu. Sentei abraçando minhas pernas, estava feito. Não iria desistir da felicidade dele, não importava o preço.
Desliguei a ligação, ela deveria estar satisfeita com isso. Eu e Minho havíamos acabado. Deitei na cama, pensando em tudo que havia acontecido.
Depois que o Yunho-hyung deixou-me sozinho no elevador, fui para o meu andar mas saindo do elevador, meu celular tocou.
- Se quiser que essa criança viva, vai ter que chutar seu amado.
- Sekyung, o que está falando?
- Você escutou muito bem, se não posso ser feliz, vocês também não vão poder. Não irei fazer o aborto se você se separar do Minho. E para não termos problemas, quero escutar tudo o que você disser, mas se por algum segundo eu desconfiar, pode-se considerar culpado pela morte dessa criança.
- Eu...
- Vamos, ande logo.
— Entendi.
Não tinha escolha, não iria deixar que o filho dele fosse abortado. Entrei em casa, “conversei” com ele, falei que iria ligar para o Key, ela autorizou dois minutos. Ficou aguardando na ligação em espera.
Terminei com ele e ela havia escutado tudo.
Acabara de jogar tudo para o alto, sacrificado meu amor pelo filho dele. Mas a dor de não ter ao seu lado quem você ama pode ser aturada mas a culpa pela morte de alguém que ainda não nasceu seria impossível.
Dois meses se passaram, Minho não olhava mais para mim, Key continuava no hospital com Jonghyun. Sekyung havia falado que iria se afastar uns meses de sua carreira, mas voltaria depois.
Sem Minho saber, o seguia todo dia para a fisioterapia, para ver seu progresso, estava indo muito bem.
Outro mês se passara, nenhuma novidade, o número de fãs do Shinee começara a se reduzir. Sekyung havia sumido. Minho e eu continuávamos daquele jeito.
Como de costume, peguei roupas para o Key e fui para o hospital. Todo dia Key contava algo diferente para o Jjong, sempre histórias sobre eles, obviamente.
Hoje ele estava contando o quanto ele o amava, quando percebeu que estava apaixonado por ele e como reagiu. Sentei no sofá para escutar o final da história, Kibum começou a chorar.
- Jonghyun, pode acordar logo. Xingue-me me faça parar de falar mas faça algo Yeobo!
- Calma Kibum-Hyung, tenho certeza que ele está escutando. Ele logo vai acordar.
Kibum sorriu, acariciou outra vez a mão de Jonghyun. Um barulho ensurdecedor começou, a máquina de batimentos cardíacos.
Uma enfermeira logo apareceu e chamou o médico, uma moça tentou nos tirar da sala.
- Vamos, preciso que vocês saiam, ele está tendo um ataque cardíaco.
- O que?! Você tá louca? Não posso sair do lado dele, promete que nunca sairia.
Médicos estavam agitados, ajudei a moça e tirei Kibum dali. Ele não sabia se chorava, se tentava se soltar ou me xingava. O abracei tentando confortá-lo.
- KIM JONHYUN NÃO SE ATREVA A ME DEIXAR. – Ele começou a gritar.
- Calma Key, calma.
-JONGHYUN! YEOBO!JONGHYUN! ME ESCUTE, EU TE AMO. NÃO SE ATREVA A ME DEIXAR SOZINHO.
Ele não parava de gritar, uma enfermeira veio tentar acalmá-lo, ele quase bateu nela. Vimos os médicos saindo da sala, ninguém nos falava nada.
Key correu para o quarto se debruçou na cama, chorando. Fui ao lado dele, o abracei novamente.
- Você está não está? NÃO SE ATREVA A MORRER SEU IDIOTA. EU TE AMO.
- Sa-sabia que sua voz é muito irritante... Yeobo?
Não sabia se tinha ouvido certo, Key estava paralisado, chorando, mas agora era de felicidade. Jonghyun estava com olhos abertos.
- Você voltou! Você voltou para mim!
- Claro, imagina se eu me atrevesse a morrer, imagina o que aconteceria comigo... Não é Tae? – Ele falava pausadamente, tomando ar.
Kibum o abraçou, eu não conseguia falar nada só sorria, não estava acreditando no que estava vendo. Jonghyun havia acordado.
- Yeobo... Você sabe que sempre odiei que você me chamasse assim.
- Eu sei, por isso sempre te chamei assim... Y-e-o-b-o.
Onew entrou no quarto, sua cara de surpresa foi a melhor de todas, correu se jogou abraçando os dois na cama e me puxando junto.
- Sabia, sabia que o main vocal iria voltar.
Estávamos felizes, a enfermeira veio com a refeição do Jonghyun, sopa de peito de frango.
- Nem pense em roubar minha sopa, Jinki. – Ele brincou e sorriu.
- Para você, compro até uma granja se for preciso. Ainda bem que está de volta Jonghyun.
- Sabia que mesmo estando em coma eu escutava tudo? Era como aqueles sonhos em que você sabe que está dormindo, mas não consegue acordar de jeito nenhum.
- Então você ouviu cada uma das histórias do Key?
- Sim, todas. Todas mesmo. Tive que acordar antes que ele começasse a ler fanfics de JongKey para mim, sabe como é.
Todos riram, tudo aquilo que havia sido feito fora esquecido. Jonghyun ficaria mais uns dias no hospital para ver se estava tudo bem, toda vez que eu entrava no quarto, Minho saía.
Dois dias se passaram, no fim da tarde, comprei uns biscoitos para o Jonghyun e fui visitá-lo, afinal amanhã ele teria alta. Kibum estava mais animado do que todos juntos, com toda a razão. Quando ia entrar no quarto, ouvi a voz do Jjong, séria.
- Key... Me desculpe por tudo... Eu... sempre vou ser grato a você. Eu... Não sei como te falar isso, depois de tudo que você passou... Que nós passamos...
- Você precisou entrar em coma, ter um ataque cardíaco para voltar e perceber tudo isso?
- Me desculpe. Deveria ter te percebido desde o começo.
Entrei no quarto, sorrindo.
- Boa tarde, casal. Como está o paciente hoje Umma?
- Aish Taemin, depois de todos esses anos ele finalmente percebeu que não pode viver sem mim. Sabe como é, essas coisas de sempre. – Sorria.
Entendo, então agora eu tenho um pai. Pai... A palavra pai ressoou no fundo de minha mente, Minho.
Nos últimos dias minha dor estava menor, com o Jonghyun de volta era como se o Minho não tivesse tanta importância assim... Por agora.
Entreguei os biscoitos, Key comeu quase todos. JongHyun havia dormido, iria passar a ultima noite com o Key.
- E o Minho?
- O que tem ele?...
- Como vocês estão?
- “nós” já não existimos mais, faz tempo Hyung.
- Sabe que estarei aqui caso precise de algo, não sabe?
- Sei sim, obrigada.
- Uhn... Só mais uma coisa... E a vadia?
- Não sei nada dela, sumiu. Umma... Preferiria não falar mais sobre isso... Não vamos estragar o que está acontecendo, Jjong-hyung voltou, ele está bem e te ama. Isso sim é importante.
Ele apenas sorriu. Acabei dormindo encostado na cabeceira do sofá. A claridade da janela acabou me acordando, olhei no celular e havia uma nova mensagem.
“ poderíamos conversar? Minho ^^ “
Passei as mãos dos olhos, tentando realmente acordar, sentia meu estômago apertar, em três meses era a primeira vez que ele pediu para conversarmos, não sabia o que responder ou se iria responder. Suspirei. Tentei sair do quarto sem fazer barulho, peguei um táxi e fui para casa.
Abri a porta e quando entrei, dei de cara com o Minho.
- Pensei que não ia responder meu sms.
- E não ia, Minho não temos o que conversar. O que foi feito, está feito. – Falei e comecei a andar.
Ele me puxou pelo braço, beijando-me em seguida. Poderia morrer nos braços dele e não me arrependeria ,sentir o seu cheiro, os lábios carnudos tomando conta dos meus.
Ele continuou me beijando por um longo tempo, só se separando para pegar ar.
- Agora me diga que não me ama. – Ele sorria enquanto me puxava para um abraço.
- Minho eu não posso. Desculpe, não consigo te perdoar.
- Então por que está chorando? – Dizia enquanto enxugava a lágrima que escorria pelo meu rosto.
- O que a vadia que vai ser mãe do meu filho te aprontou?
Levei um susto na hora que ele mencionou ela, ele sabia que tinha sido uma armação?!
Notas finais
refiz umas 38447824 vezes esse capítulo até ele ficar assim, espero que esteja bom çç
reviews?
Obrigada :3
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