Na hora em que ela berrou, o Pê foi logo pra cima dela e prendeu seus braços e agarrou por traz, pra ela nao encostar um dedo em mim.

- Diretor? — eu olhei pra ele tremendo. Pê se virou, e ele estava atraz de Pê. Ana ficou sem reação e a mejera disse: Papai, eles me jogaram suco. — com uma cara de tadinha.

- NÃO QUERO SABER, OS 4 PRA MINHA SALA AGORA. E O RESTO CONTINUEM SEU RECREIO. — ele gritou num tom autoritário. Abedecemos, e o seguimos.

- Vou ouvir um de cada vez. Começe você menina loira. — ele disse se referindo a Ana. Depois Pê e depois eu. Contamos exatamente tudo, detalhe por detalhe. Até a hora que fomos grossos com a mejera. E quando chegou na vez dela, ela mentiu, simplismente mudou tudo.

- Nãaaaaao, não foi assim... São tres palavras contra a sua, não acredito que você esta querendo enganar seu proprio pai. — eu me levantei, e disse indo em direção a ela.

- Garota, eu nao minto. E pode se sentar por favor? — ela sorriu ironicamente.

- Desculpe professor, mas eu vi que tem cameras aqui na escola. Tem cameras na cantina? — Pê perguntou.

- NÃO. — Angelica gritou.

- Que isso Angelica? Claro que tem.

- Ficou assustada é Angelica? — Ana perguntou a ela.

- CHEGA. — o diretor ordenou.

- Ok, podemos ir até la? Ai o senhor verá quem é que esta mentindo aqui. — Pê perguntou.

- Sim, podemos. — diretor disse.

- Não, e nao vou. — Angelica disse nervosa.

- Pode ficar ai se quizer. Se prepare. — Eu disse, indo até a porta.

Fomos até a sala de video, demoramos uns 15 mintos pra encontrar o video, segurança mais lerdo que aquele eu nunca vi. '-'

- Achei senhor. — disse o segurança.

- PAAAAAAAAAAI. — disse Angélica entrando na sala. — Corre tem briga no patio.

- Ai meu deus, estou indo, vamos. — Ele foi indo, se virou pra traz e disse. — Voltem pras suas salas. Ja irá bater o sinal.

- Mas... — disse Pê e o diretor o interrompeu. — Vão agora. Acentimos e fomos pra sala, o sinal bateu, Angelica entrou na sala veio em nossa direção e disse: — Não foi dessa vez. — sorrindo ironicamente.

Esperamos os dois horarios passarem e o sinal bateu, quando estavamos indo pra saida da escola, o diretor gritou nosso nome e Angelica. Fomos os 4 pra sala dele.

- Assisti o video ANGELICA. — ele disse fuzilando a mejera com os olhos.

- Pai... — o direto a interrompeu. — Desculpe meninas e menino... E Angelica, você esta de castigo.

- Castigo papai? — ela disse com cara de coitadinha.

- SIM CASTIGO, SEM COMPUTADOR, SEM CELULAR, SEM SAIR NO FINAL DE SEMANA E SEM IR A FESTA DA SUA AMIGA. — ele berrou muito nervoso.

- AAAAAAAAAAAAAAI QUE SACO. — ela berrou mais alto que ele saindo da sala e esbarrando tudo.

- Vocês podem ir e desculpem por Angelica. — ele disse.

Fomos saindo da escola muito felizes até... Mas algo nos dizia que iria ser um longo ano...

- Sorte que ele nao é cego. Ja pensou se o castigo fosse pra nós? — Ana disse rindo.

- Verdade. — Acentimos e começamos a rir, lembrando de tudo.