Stay Strong
2 Capitulo 2
Acordei, havia dormido, meu braço ardia como se estivesse pegando fogo, levantei da cama, o que eu iria fazer nessa quinta, minha avó deve vir para casa hoje! Sinto-me melhor por saber que ela vai voltar mesmo não demonstrando eu amo muito ela, e não seria capaz de perdê-la. Ouço barulhos na cozinha, um rato? Não, minha mãe, sentada na mesa, comendo, normal como o sol de toda manhã, sentei-me à mesa, ela me olhou e colocou a sacola com pães em cima da mesa.
– Você vai ficar me olhando ou vai comer garota?
Peguei um pão e fui até meu quarto, coloquei em cima da escrivaninha e sentei me na cadeira, acho que vou escrever aquela maldita redação, antes que me esqueça, é claro! Rascunhos e mais rascunhos, a lixeira começava a pedir socorro, de tantos papeis que já havia lá dentro. Até que uma ideia surge, era talvez, perfeita, mas não tinha certeza. Pobre professora, vai se apavorar, não me julgue, por favor!
Quem sou eu?
“ Meu nome é Abbigail, tenho 14 anos, não tenho muitos amigos, ou melhor, não tenho mais amigos, meu pai se chama Freddward Benson, e minha mãe é Samantha Puckett, sim eu sou filha de “SEDDIE”, você deve estar se perguntando, essa menina está mentindo? Não, não estou. Está garota estranha tem problemas, ela odeia viver! Quem é essa garota? Eu vou contar...
[...] Era um dia de espetacular grandiosidade.
Enquanto alguns meninos aproveitavam a aula de Educação Física, elas conversavam animadamente sobre diversos assuntos.
Algumas sentadas na Arquibancada, e outras em pé, tomando cuidado para não serem acertadas pela bola que os meninos violentamente jogavam.
Todos pareciam se entreter na conversa, mas uma garota não.
Ela estava parada, com os braços cruzados apenas observando os movimentos de braços de uma das garotas.
A mais animada delas!
Do início do pulso até metade de seu antebraço grandes marcas se apresentavam.
A menina observou aquilo atentamente, e após vários minutos tentando imaginar o que ocorrera, ela resolveu perguntar:
– O que fez em seu pulso?
A outra olhou para a menina surpresa, mas com um certo receio em seu olhar.
– Não é nada não. — ela respondeu, vagamente. — Já é passado!
Por mais que a curiosidade fosse da natureza humana, a menina não queria deixar aquele assunto de lado, mas respeitando a vontade da outra, ela assentiu.
– Vamos na cantina comprar algo? — perguntou a loira para a outra.
Elas subiram as escadas que ligava o ginásio de esportes ao pátio.
Enquanto a loira comprava o suco que queria, a outra ficava ali em silêncio.
Até que a menina quieta disse:
– Você sabe o que é sua própria mãe dizer que seria melhor se você não tivesse nascido? — ela disse, mostrando os pulsos cortados.
Naquele momento, a outra sentiu lágrimas encherem suas pálpebras, mas as segurou.
Agora ela compreendia o motivo pelo qual a menina se cortou, e, embora se mostrasse arrependida, a menina tímida não encontrava palavras suficientes para expressar o que sentia.
Apenas abraçou a outra, e ficaram assim durante alguns segundos esperando que através daquele simples gesto, a menina dos pulsos cortados pudesse compreender tudo o que a outra queria lhe dizer...
A menina que havia abraçado a garota dos pulsos cortados disse:
– Eu nunca vou te abandonar! E você não precisa mais fazer isso, eu estou com você!
No dia seguinte as meninas se encontraram na escola, no intervalo um menino veio convidar a menina tímida para almoçar na mesa dele. E ela foi, deixando a pobre menina de pulsos cortados sozinha, ela não ficou triste, apenas almoçou, meses se passaram e a menina continuava esperando sua amiga, mas ela nem estudava mais naquela escola! E hoje ela continua esperando, seus pulsos cada vez mais marcados, e essa menina está cansando de espera, essa sou.. Eu! [...]
E aqui estou eu, sem amigos, sozinha, minha mãe me odeia, me diz que sou um lixo, por favor, peço que não me julgue apenas me compreenda, eu sei que isso parece bobagens, mas é como se tivesse uma mesa com giletes e eu estivesse junto com elas em uma redoma de vidro. E ninguém pudesse me ajudar, eu grito, mas não adianta mais, socorro!”
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