Stay Out Of The Light
1 Frank. Frank Iero.
Notas iniciais
Aqui está o recomeço.
Quase irônico. Uma pessoa com quase 19 anos ter que ficar com a avó para os pais viajarem. Tudo bem, eu não mencionei que essas coisas só começaram a acontecer depois da minha ultima festa com a ausência de meus pais. E não adiantavam as minhas juras ou promessas, todo final de ano eu ia visitar -contra a minha vontade, claro- a vovó Helena.
E esse ano não seria diferente, mas eu lutaria até o fim pela minha estadia em casa.
–Gerard, não adianta! Mamãe disse que se você não sair desse quarto agora estará de castigo até a volta as aulas.
Até a volta as aulas? Fora de cogitação!
Abri a porta jogando a mala nos ombros. Duas semanas não matam ninguém, certo?
Era meu pensamento até o carro parar em frente à velha, porém grande, casa de minha avó.
Então antes de minha mãe dizer as palavras padrão -mais conhecidas como: cuidado, não taque fogo na casa, juízo, respeite sua avó e cuide do Mikey- já me joguei para fora do carro.
–Tchau Gee! Tchau Mi! Amamos vocês! Nós vemos em duas semanas! — Disseram antes de acelerar o carro e sair em alta velocidade. Perguntei-me se era por causa do atraso ou se era uma mini-comemoração de libertação dos filhos por duas semanas.
–Queridos! — Minha avó saiu da casa velha mais agasalhada do que estava
acostumado a vê-la, mas não era por causa de velhice ou coisas do tipo, estava
um frio destruidor no norte de Jersey.
–Seja educado, Gerard. — Meu irmão, Mikey, disse para mim. Aliás, ainda não falei de Mikey, certo? Ele era dois anos mais novo, ou seja, 17. Mikey amava a escola, e a amava em todos os aspectos e matérias. Ah, me lembrei disso porque ele já estava a alguns dias tentando tocar um contrabaixo que lhe deram como desafio na aula de música, desde então, ele vinha se desempenhando mais que o normal na matéria que antes odiava. E por fim, não dispensava alguns dias com a vovó em Jersey.
–Mikey!
–Vovó!
Acho que rolei os olhos por segundos.
–E você, hmm, Gerard! — Abraçou-me após a brincadeira de esquecimento. -Achei que não vinha. — É, eu também, vovó.
–Entrem!
Depois de Mikey contar as novidades após o almoço, o silencio reinou por minutos.
–Que tal... Quebra cabeças?! — Sugeriu.
–Hm, vovó. Eu estou meio cansado, acho que vou dormir um pouco...
–Tudo bem, Gee. E você, Mi?
–Ah, vovó! Você sabe que eu nunca dispenso um quebra-cabeça!
Vovó se levantou sorrindo para pegar o quebra cabeça enquanto eu me direcionava para meu quarto por semana.
Abri a porta. Até que não era tão ruim.
Dispensei a ideia de mexer nas coisas, ou arrumar as malas. Teria muito tempo para isso.
Joguei-me na cama, fechei os olhos e...
Um barulho irritante.
Virei-me para o lado.
E então o barulho de novo.
–Urgh! — Levantei-me atrás do barulho.
Desci as escadas e só então fui descobrir que o barulho vinha da campainha.
Não tem ninguém nessa casa?
Respirei fundo e abri a porta.
Um menino. Eu daria uns 16 no Maximo. Iris verdes, cabelos negros e sorriso no rosto.
–Hmm... A dona Helena está?
–Hm... Não... — Respondi após parar de fitá-lo.
Riu um pouco. Provavelmente por causa de meu cabelo bagunçado.
–Bem... Então eu volto mais tarde... – Procurava por meu nome.
–Gerard! Gerard Way. — completei a frase.
–Frank. -Sorriu meigo. -Frank Iero.
Notas finais
Obrigado por ler.
Erros por favor me avisem.
Obrigado de novo ♥
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