Stay Away

10 Its All Their Falt. Its All My Falt.


Notas iniciais
Hu-hu, mais um pessoal, eu particularmente amei escrever esse, espero que aproveitem!

A rainha levantou os braços de maneira calculada, juntando as palmas ate encostarem-se uma a outra. Um floco de neve de grandes proporções formou-se no céu, desparecendo logo em seguida em um lampejo, á um aceno das mãos dela.

Aos poucos, mas constantes, as pessoas começaram a sair, atraídas pela luz, curiosas pela súbita claridade.

Curiosidade mortífera, Elsa riu consigo mesma.

Cerrou os punhos, dando a ordem muda para o ataque de seus grandes homens de neve. Fazendo com que o chão tremesse imperceptivelmente, as pessoas somente notaram sua presença quando a distancia já havia sido vencida. O sol esticou-se por detrás das montanhas.

Sinto muito que tenha de presenciar isso, meu amigo, em alguma parte, internamente, Elsa se desculpou.

Contudo, curto foi o tempo em que seu rosto permaneceu inexpressivo. Logo suas feições se tornaram mais arredias e selvagens, enquanto ela avançava, empalando aqueles que escapavam dos poderosos punhos pesados de seu exercito.

Os gritos preenchiam seus ouvidos, como um suave tilintar ao despertar.

Incomodo, e ao mesmo tempo, necessário.

Seus olhos focalizaram diversos estrangeiros e cidadãos correrem, buscando desesperados, escapar.

Sua agonia era quase tangível. Assim como a que ela sentia ao ter de sentar-se durante todo o dia, seus olhos recebendo a penumbra comum e costumeira do quarto de teto alto.

Antes que pudesse dar-se conta, começara a gritar, enquanto os olhos viravam-se frenéticos de um lado a outro, vendo o sangue, fotografando as mortes.

Corpos tombavam ou ficavam a contorcer-se. Ela não tinha a intenção de entregar-lhes uma morte sem dor.

– É tudo culpa de vocês. Por vocês eu fiquei presa por toda a minha infância. Para sua proteção, eu fui engaiolada. – Suas palavras, embora não muito altas e dispersas pelo vento, chegavam sem falha aos ouvidos das pessoas, que corriam, afundando os pés na neve densa.

– Mesmo que eu não aguentasse mais, papai repetia que era para o bem do reino, mamãe repetia que tudo ia ficar bem! Era tudo uma grande mentira!!

Seu coração parecia estar sendo dilacerado aos poucos. Ela estava infringindo dano a si própria, mas precisava continuar. Agora que começara, precisava libertar-se.

– Todos esses anos, todos eles, e nunca meu sacrifício foi reconhecido. Por que não me deixaram em paz?! Ate o ultimo, o ultimo de meus esforços lúcidos, eu tentei protege-los. EU TENTEI! – Sua voz saiu áspera, arranhada e embora lagrimas não manchassem seu rosto altivo, o borbulhar acido dentro de si fazia com que desejasse explodir, clamar ate que sua garganta se partisse.

– Mas agora chega, agora CHEGA! – Ela vociferou derradeira.

As estacas e lanças apareciam por todas as partes, enfiando-se descontroladas em qualquer coração latindo, qualquer sangue correndo. Corpos, com expressoes paralisadas em seus rostos, bramiam como animais feridos, ao sentir o gelo transpassar seus corpos, suas peles.

– É tudo culpa de vocês! – Elsa perdeu o controle, suas mãos encaixaram-se sobre seus ouvidos, em tormento e aflição. A cidade foi arrebatada por um vento assassino, um vento afiado, pungente.

Como ocorrera em seu palácio, contudo em maior proporção, gelo se formou á partir de seus pés, cristalizando tudo em seu caminho.

Era culpa de todos eles. Era sua culpa.

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Notas finais
Comentem, opinem, o que desejarem! :D